Plano nacional de segurança dá à Polícia licença para matar

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, apresenta na manhã desta segunda-feira, 4, a governadores e secretários estaduais de segurança de todo o país, a proposta de projeto de lei que muda os códigos Penal e de Execução Penal. O titular da pasta incluiu uma das bandeiras do presidente Jair Bolsonaro, a possibilidade de redução ou mesmo isenção de pena de policiais que causarem morte durante sua atividade.

De acordo com o texto, a proposta permite ao juiz reduzir a pena até a metade ou deixar de aplicá-la se o excesso for decorrente de escusável medo, surpresa ou violenta emoção. As circunstâncias serão avaliadas e, se for o caso, o acusado ficará isento de pena.

A nova redação que o texto propõe no Código Penal para o chamado “excludente de ilicitude” permite que o policial que age para prevenir agressão ou risco de agressão a reféns seja considerado como se atuando em legítima defesa.

Segundo a legislação atual, o policial deve esperar uma ameaça concreta ou o início do crime para então reagir. Moro entende que a proposta pretende diminuir a sensação de insegurança durante atuação policial.

Filme sobre a “cura gay” tem lançamento cancelado no Brasil

Por Pedro Vieira

O drama Boy Erased: Uma Verdade Anulada, que critica a “cura gay”, teve seu lançamento cancelado pela Universal Pictures no Brasil. O drama estava agendado para chegar aos cinemas no último dia 31 de janeiro, algo que não ocorreu.

Por conta desse fato, o ator Kevin McHale, conhecido por Glee, usou as redes sociais para afirmar que o filme está sofrendo censura. O artista citou diretamente o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

“Meus caros brasileiros, o filme foi banido no Brasil. Seu presidente está censurando conteúdo LGBT+. Banir um filme sobre os perigos da terapia de conversão é perigoso! Bolsonaro é uma ameaça às vidas LGBTQ+. Eu te amo, Brasil, e vou lutar com vocês”, afirmou o ator no Instagram.

O escritor Garrard Conley, autor do livro que inspirou o longa, seguiu a mesma linha, mesmo que não tenha citado o presidente brasileiro. “Boy Erased censurado no Brasil. Eu senti que isso iria acontecer e é muito triste que esse tipo de coisa esteja acontecendo em um país maravilhoso”, destacou o autor no Twitter.

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Na mesma rede social, na noite de domingo (3), Jair Bolsonaro respondeu o ator Kevin McHale. O político garante não ter envolvimento com o cancelamento do filme no Brasil. “Fui informado de que um ator americano está me acusando de censurar seu filme no Brasil. Mentira! Tenho mais o que fazer. Boa noite a todos”, declarou o mandatário brasileiro.

Por enquanto, a Universal, que distribuiria o filme no país, não se pronunciou. O site B9 afirma que o estúdio cancelou o lançamento por razões comerciais. O investimento com divulgação não traria o resultado desejado pela empresa.

Boy Erased mostra a história de um rapaz homossexual, interpretado por Lucas Hedges (Três Anúncios para um Crime, Manchester à Beira-Mar), que é mandado para a chamada “cura gay” por seus pais pastores, vividos por Nicole Kidman e Russell Crowe. O filme é uma adaptação da biografia de Gerrard Conley, que assumiu ser homossexual aos 19 anos e foi forçado por seu pai a passar por um procedimento que buscava a cura gay.

A direção do drama ficou por conta de Joel Edgerton.

Remo vence levando sufoco

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POR GERSON NOGUEIRA

A vitória foi muito festejada pela torcida, mas o Remo correu muitos perigos no 2º tempo, período em que o Tapajós apertou em busca do empate e foi superior em campo. O triunfo valeu pela objetividade dos azulinos na primeira etapa e o golaço do estreante Geovane, que aproveitou rebote para encaixar um chute perfeito de fora da área.

Com Diogo Sodré de segundo volante, o Remo entrou disposto a ajustar o setor que não funcionou no jogo em Santarém. O time controlava a posse de bola, tocava para os lados e tentava passes curtos para se aproximar da área, mas não aprofundava jogadas.

O destaque era Henrique, que empolgava a torcida com muita movimentação e dribles. Apesar disso, o Remo se atrapalhava nas tentativas de aproximação e não chutava. A primeira tentativa só aconteceu aos 12 minutos, em chute de Diogo Sodré.

A insistência com bolas aéreas denotava as dificuldades de criação. Samuel, Wallacer e Sodré não conseguiam abastecer os atacantes e isso ia impacientando o torcedor. A jogada mais lúcida ocorreu aos 22’, quando Henrique deu passe a Mário Sérgio, que errou ao desviar do goleiro alvo.

O Boto só se assanhou aos 32’. Léo Feitosa chutou forte, mas Vinícius defendeu bem. Aí o Remo foi à frente e abriu o placar em lance que teve Mário Sérgio fazendo o pivô para o belo arremate do lateral Geovane. A bola entrou no ângulo esquerdo, sem chances para Jader.

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Para o 2º tempo, o técnico Flávio Barros colocou o ex-azulino Sílvio no lado esquerdo, a fim de explorar os avanços em velocidade. Deu certo. A pressão aumentou, incomodando a zaga do Remo. Com meio-campo e laterais apoiando, o Tapajós passou a tomar todas as iniciativas.

O Remo chegava só de vez em quando, expondo a carência de talento no meio. Sem ser agredido, o Tapajós ia se animando. Avançava sempre e rondava a área, embora sem acertar o gol.

A lesão sofrida por Samuel deu a Netão nova chance de corrigir as coisas na meia-cancha, mas ele optou por Welton para reforçar a marcação, sem corrigir o isolamento do ataque. Logo em seguida, precisou trocar seu melhor dianteiro, Henrique, por David Batista.

A perda de Henrique deixou o Remo sem força pelos lados. O Tapajós seguia pressionando e o Remo se encolhia. A melhor chance veio aos 18’: após cabeceio de Batista, Jader teve que defender com os pés.

Entre tentar o segundo gol ou garantir a vantagem mínima, o Remo optou por cozinhar o galo. Com isso, ia permitindo o crescimento do Tapajós, principalmente no jogo aéreo.

Sodré foi então substituído por Gustavo Ramos. Com um atacante mais rápido, Batista melhorou e criou duas situações agudas. A melhoria ofensiva melhorou o humor da galera e inibiu os avanços do Tapajós.

Aos 43’, uma bola mal recuada pela zaga chegou a Mário Sérgio, que tocou para Batista na área. Jader se antecipou e o centroavante tocou errado perdendo o gol. Na última arrancada do Tapajós, Sílvio cruzou e a bola tocou no braço de Geovane junto à linha da grande área.

O placar final não expressou o esforço ofensivo do Tapajós no 2º tempo. O Remo saiu comemorando a campanha 100%, mas deixou a certeza de que o problema no centro da equipe precisa ser resolvido com urgência.

Jansen, Henrique e Geovane foram os melhores do lado remista. Jader, Fabinho e Paulo Curuá se destacaram no Tapajós. (Fotos: Ascom Remo)

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Bragantino e Águia entram na disputa

Águia e Bragantino conseguiram finalmente quebrar o jejum no Estadual, superando a Paragominas e São Raimundo, respectivamente. Os resultados reabrem possibilidades de classificação para os dois times.

O fato é que os representantes santarenos decepcionam na competição. Além do pífio desempenho do São Raimundo, lanterna do grupo A2, o São Francisco segue sem pontuar e o Tapajós é penúltimo do A2, com 3 pontos.

De maneira geral, a dupla Re-Pa não parece correr grandes riscos de percalços neste começo de torneio, tamanha a vantagem técnica sobre os concorrentes, mesmo apresentando sérios problemas de ajustes.

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Ganso e a nova chance de renascimento

Caso se entregue com afinco ao jogo coletivo e deixe de lado o enfado que virou marca registrada desde 2012, depois da passagem pela Seleção, Paulo Henrique Ganso pode vir a ser o grande exemplo de renascimento de carreira no futebol brasileiro das últimas décadas.

Sob o comando de Fernando Diniz, técnico que vem se notabilizando por ideias interessantes nem sempre bem executadas, o meia-armador paraense tem nova oportunidade de reencontrar o futebol que o projetou naquele Santos de 2008 e apagar os fiascos recentes no Sevilha e no Amiens.

A conferir.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 04)

Ganso admite que presença de Diniz influiu na decisão de jogar no Flu

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Em entrevista a FluTV, canal oficial do Fluminense no YouTube, Paulo Henrique Ganso deu sua primeira entrevista como atleta tricolor e falou sobre a importância do treinador Fernando Diniz em seu acerto com o Time de Guerreiros. Segundo o próprio jogador, que chega ao Rio de Janeiro neste domingo e se apresenta oficialmente na próxima terça-feira, o contato com o técnico foi fundamental.

– O primeiro contato aconteceu através do Fernando Diniz. A gente já havia se falado em 2016. Após o jogo entre São Paulo e Audax, ele me disse que gostaria de trabalhar comigo um dia. Depois, quando eu pensei em voltar para o Brasil, houve um contato dele com o meu empresário. A partir disso, eu coloquei na minha cabeça que queria jogar no Fluminense. A conversa com ele foi muito importante naquele momento, principalmente por ter sido o primeiro contato – revelou o meia Paulo Henrique Ganso.