Doidamares ataca outra vez

damares-2-e1550234190795-750x430

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, voltou a dar uma declaração polêmica ao defender uma “revolução cultural” no combate à violência contra a mulher. Em entrevista concedida nesta sexta-feira (15) à Rádio Jovem Pan de João Pessoa (confira mais abaixo), Damares disse que aconselharia pais de meninas a fugirem do Brasil por causa dos alarmantes índices de violência contra as mulheres no país.

“A gente vê um quadro que vamos precisar mudar. Recebemos uma pesquisa que diz que o Brasil é o pior lugar da América do Sul para criar meninas. Vejam só: se eu tivesse que dar um conselho para quem é pai de menina, mãe de menina? Foge do Brasil! Você está no pior país da América do Sul para criar meninas”, declarou.

Segundo ela, um dos índices que levam a esse resultado é o abuso sexual de meninas. “O número é absurdo! Há pesquisas que indicam que uma a cada três meninas no Brasil será abusada até os 18 anos de alguma forma. É muito! Vamos ter que rever a proteção à mulher com uma revolução cultural. Teremos que trabalhar uma mudança de comportamento no Brasil”, declarou a ministra.

Estreia da Rede TV! nas transmissões da Sul-Americana gera críticas

sula_dazn-1024x576

A RedeTV! transmitiu ontem a estreia do Corinthians na Copa Sul-Americana, em duelo com o Racing (ARG). A exibição é fruto de uma parceria com o serviço de streaming DAZN. Mariana Fontes comandou a transmissão do estúdio, com comentários de Júlio César e José Mourinho. Dudu Monsanto e Christian ficaram com a narração, e os comentários ao vivo, respectivamente. Desde o início da transmissão da RedeTV!, surgiram as primeiras reclamações dos torcedores, já que a emissora não exibiu o pré-jogo e começou o a exibir a partida segundos antes do apito inicial.

Porém, a principal reclamação dos espectadores – tanto da RedeTV! quanto da DAZN – foi a distância da câmera. Até Benjamin Back, apresentador dos canais Fox Sports, registrou seu descontentamento nas redes sociais, reclamando do posicionamento das câmeras. A transmissão da internet teve um delay de cerca de 30 segundos em relação à exibição na TV.

Nos bastidores do rock

img-1045456-dave-grohl_widelg

O líder do Foo Fighters e ex-batera do Nirvana Dave Grohl foi entrevistado pela revista Variety e soltou algumas revelações sobre o começo da carreira e o que pensa sobre a vida na estrada.

Sobre o primeiro show de sua vida: “Eu tinha 13 anos e fui assistir uma banda de punk rock no clube Cubby Bear, em frente ao estádio de baseball em Chicago, Wrigley Field. Havia cuspe, sangue, garrafas quebradas e foi nojento, mas lembro de ter pensado: ‘Quero fazer isso para o resto da minha vida!'”.

Paixão precoce pelo rock: “Eu saí da escola que a minha mãe era professora para tocar música. Eu nunca imaginei por um segundo que isso aconteceria. Se isso não tivesse acontecido, eu sinceramente estaria fazendo alguma coisa no rock de qualquer maneira, porque o amor pela música começou quando eu tinha uns 6 ou 7 anos”.

Sobre tecnologia: “Muitas das mudanças tecnológicas sobre música eu não entendo. Eu não sei a diferença entre Pandora e Spotify, sério, não entendo… Eu não tenho o aplicativo. Desculpa”.

Rock como profissão: “Só não funciona se você não quiser fazer. Eu nunca digo para mim mesmo: ‘Eu não quero subir no palco, beber uísque e ter 30 mil pessoas cantando as minhas músicas’. É muito legal, cara!”.

AAjX93A

Sobre a primeira reunião do Nirvana com o executivo de discos, Donnie Ienner: “Don havia dito: ‘O que você quer?’, e Kurt respondeu: ‘Queremos ser a maior banda do mundo’. Achei que ele estava brincando, mas Kurt estava falando sério”.

Em contrapartida, Grohl lembra que Cobain disse em várias entrevistas que não se importava com fama e sucesso. Kurt, certa vez, falou: “Eu sou muito teimoso para me permitir comprometer nossa música ou nos transformar em grandes estrelas do rock. Eu simplesmente não me sinto assim”.

It’s only rock’n’roll (but i like it)…

Leão perdeu mais que um jogo

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo ainda tenta assimilar as perdas decorrentes da eliminação na Copa do Brasil por um adversário reconhecidamente limitado. Além do prejuízo técnico, o clube ficou sem a cota de R$ 625 mil que ganharia pela classificação à segunda fase e deixou escapar a arrecadação do jogo com o Vasco em Belém, que poderia render em torno de R$ 800 mil. E ainda há o risco de queda na venda de ingressos para o Re-Pa de domingo.

Para um clube que atravessa séria crise financeira, resultante de equívocos acumulados ao longo de gestões passadas, perder de uma só tacada quase R$ 1,5 milhão é um baque e tanto, pois limita o alcance do esforço de recuperação financeira.

Antes do jogo, o departamento jurídico havia conseguido suspender o bloqueio de 30% das rendas pela Justiça do Trabalho. A partir de agora, o Remo precisará apostar todas as fichas na campanha pelo bicampeonato estadual, única forma de garantir arrecadações que ajudem a manter os salários em dia até o começo do Brasileiro da Série C.

Uma atitude extremamente pedante é apontar erros depois que eles acontecem. Quando o time foi definido para o jogo contra o Serra-ES é justo admitir que a aprovação foi quase unânime, levando em conta os bons resultados obtidos pelo time no Campeonato Paraense.

Com a bola rolando, as escolhas se mostraram equivocadas. Welton e Dedeco pouco fizeram para barrar a movimentação do adversário junto à área, deixando Robson sobrecarregado na vigilância a Rael e Lessinho, a dupla de ataque do Serra. Robson acabou expulso no reinício da partida, comprometendo ainda mais a atuação geral do time, mas cabe notar que a expulsão o volante não foi a razão maior da derrota.

Com o placar favorável ao Serra, a situação se inverteu porque a equipe capixaba se retraiu oferecendo campo ao Remo. E aí veio à tona aquele que é o maior problema do atual time azulino: a falta de criatividade na meia-cancha e a ausência de articulação com o ataque.

Tais carências justificam a estratégia defendida por Netão de atrair o adversário para depois sair em contra-ataque, no que ele chama de “saber sofrer”. O perigo contido nesse formato é que, em caso de sofrer gol, o time nem sempre terá força e qualidade para reverter.

Outro aspecto a ser observado diz respeito às substituições. Netão fez três mudanças. Diogo Sodré entrou no meio, sem acrescentar nada. Henrique substituiu Gustavo, que era o melhor atacante. David Batista, opção para o jogo aéreo, foi o último a entrar e Mário Sérgio, o menos produtivo e mais errático dos atacantes, foi mantido do começo ao fim. Ninguém entendeu.

Um dia depois do desastre, o técnico mostrou maturidade ao assumir a responsabilidade pela derrota, procurando preservar os jogadores. Acertou em cheio. É a postura que se espera de um líder em momentos de dificuldade e cobranças exacerbadas por parte do torcedor.

——————————————————————————————-

Papão atravessa tempo de calmaria e tranquilidade

Ao contrário do rival, que retoma preparativos para o clássico ainda acabrunhado pela derrota na Copa do Brasil, o Papão aproveita integralmente a semana treinando com afinco, corrigindo falhas e recuperando jogadores para a batalha de domingo.

Nem mesmo o empate em Castanhal e o princípio de confusão criado com a rescisão de Caion por desavenças com o técnico João Brigatti afetaram o ambiente de tranquilidade no clube.

Até mesmo a dúvida quanto às condições de Perema e Douglas Silva, que se recuperam de lesões, não abala os planos de Brigatti, visto que o time não conta com eles desde o começo do Parazão.

Na prática, a equipe considerada titular não tem problemas para o primeiro grande jogo da temporada. A única dúvida é se o meia-armador Tiago Primão será lançado ou não contra os remistas. Pelo que se observa das atuações de Leandro Lima, Primão tem boas chances de estrear.

——————————————————————————————-

Hora de enfrentar boataria e tranquilizar a torcida

Os promotores do Ministério Público do Estado concedem entrevista coletiva hoje, para prestar esclarecimentos sobre os laudos técnicos que liberaram o estádio Jornalista Edgar Proença para o Re-Pa.

Joana Coutinho, Nilton Gurjão e Domingos Sávio certamente irão aproveitar a ocasião para contestar as fake news que tentam criar um clima de alarmismo e insegurança em relação ao estádio estadual.

É oportuno que o MPE se manifeste, a fim de tranquilizar a torcida e evitar que a boataria irresponsável coloque em dúvida a seriedade de órgãos públicos respeitados.

Igualmente válida é a iniciativa dos presidentes Ricardo Gluck Paul e Fábio Bentes, que irão apresentar planos importantes de suas gestões. O Papão se mobiliza para construir o centro de treinamento. O Remo luta para recuperar o Baenão.

Ambos irão também enviar uma mensagem de apelo pela paz entre as torcidas, a fim de garantir que a rivalidade se limite ao campo de jogo. A atitude, inédita na história recente do clássico, já constitui importante e poderoso exemplo.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 15) 

Corinthians escapa de derrota dentro de casa

https://www.youtube.com/watch?v=4KqXdFrepFU