Ode à animação, “Homem-Aranha no Aranhaverso” revisita mitologia dos super-heróis

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Por Pedro Strazza, no B9

Já faz alguns anos – mais precisamente, à partir de meados do começo dos anos 2000 – que o cinema de super-heróis se estabeleceu como gênero dominante na grande indústria de Hollywood. Dos experimentos pontuais nos anos 70 e 80 que ajudaram a solidificar determinados personagens no imaginário pop, os filmes sobre seres poderosos e dotados de senso de moral e justiça ganharam espaço suficiente para provar seu poder de fogo financeiro, algo que chamou a atenção e o interesse dos grandes estúdios por conta da lógica de produções cada vez maiores com retornos ainda mais estrondosos. De um ou dois longas por ano, os heróis passaram a contar com 7 ou 8 aventuras nas telonas do mundo todo a cada 12 meses.

Mas enquanto esta dominação se estende no circuito em busca de eventuais desgastes e reinvenções da “fórmula”, o cinema de super-herói também adentra um território que já é bastante conhecido não só por outros gêneros como também pelos quadrinhos, a fundação maior de onde produtores e realizadores tiram inspiração para filmar suas histórias: a noção de ciclo. Por terem um caráter atemporal, os personagens destas aventuras passam a contar com diferentes encarnações e atores, que cada um a seu jeito proporcionam novas formas de compreensão e assimilação destas figuras. Destinados a repetirem seus traumas e conquistas continuamente com interesse claro de manter intacto o olhar deslumbrado de seu público, os super-heróis são hoje os novos e vitaminados James Bond das telonas, prolongando esta necessidade do público ao retorno a itens passados que se alonga desde as primeiras adaptações de clássicos da literatura para a mídia audiovisual.

Embora este processo possa se alongar por décadas com “fases” e “versões” de anos de duração – como o próprio 007, que ao longo de quase 60 anos contou com 6 intérpretes – ele também pode ser trabalhado por meios mais acelerados, e neste sentido nenhum outro personagem foi tão recorrente nesta última década quanto o Homem-Aranha. Desde seu debute em 2002, o herói aracnídeo foi vivido por três atores diferentes em um espaço de quinze anos e oito filmes, uma sequência de atos capaz de deixar escancarado ao público esta sensação de rotação extrema que parece ser parte fundamental da mentalidade do novo século. O curioso, porém, é que se esta repetição acelerada soou por muito tempo como esgotamento, ela agora é parte fundamental para “Homem-Aranha no Aranhaverso”, quarta adaptação do herói para as telonas que é também sua primeira animação para o cinema.

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Esta decisão tomada pelo filme comandado por Bob Persichetti, Peter Ramsey e Rodney Rothman passa, claro, pela proposta de introduzir pela primeira vez ao espectador a figura de Miles Morales (Shameik Moore) – jovem negro de origem latina que foi criado nos quadrinhos para renovar a imagem do herói perante o público jovem – junto de uma verdadeira galeria de versões diferentes do “amigão da vizinhança” que foram criadas ao longo dos anos pela Marvel Comics em suas revistas e outras mídias. A conexão com os gibis também se propõe como parte fundamental da produção, que não só emula o viés pop das HQs no estilo da animação (que continuamente reforça traços lisérgicos e baseados no impacto do momento) mas pelo uso da referência direta, como a menção instantânea ao selo do Comics Code Authority no início já bem revela.

Mas se “Aranhaverso” a princípio soa como mais uma destas animações que segue a tendência atual de viver neste “lá com cá” do aceno a itens e nomes já conhecidos dos fãs até que ele se esgote por completo dentro de um ritmo frenético, esta sensação logo se dissolve perante sua narrativa mais compassada. Ao invés da piada, o roteiro de Rothman e Phil Lord assume o parentesco com os quadrinhos como base para um olhar mais interessado nos alicerces do gênero, usando a história de origem de Miles como ponto de partida para compreensão do conjunto de valores por trás do arquétipo do super-herói que compõe estas aventuras.

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Por este olhar, não é difícil pensar no longa como revisionista das estruturas que segue, ainda mais dado a trajetória do protagonista na trama e a forma como ela se desenrola à partir da justaposição dos arcos de formação dos diversos Homem-Aranha que se anunciam um de cada vez na tela. A diferença de Miles para estes outros, porém, é que ele passa pelos rumos da condição de elevação do fã a personagem principal (uma premissa que vem se tornando cada vez mais comum na Hollywood de hoje) quando ele se vê na obrigação de assumir o posto de herói da cidade após o Aranha original (Chris Pine) ser morto em uma de suas lutas contra o Rei do Crime (Liev Schreiber).

Mas se estas inseguranças de Miles com o papel ao qual precisa honrar são traduzidas em suas interlocuções com outras encarnações do herói – os quais incluem uma versão de Peter Parker em crise de meia-idade (Jake Johnson), uma Spider-Gwen (Hailee Stenfield) e tipos noir (Nicolas Cage), anime (Kimiko Glenn) e cartum (John Mulaney) – esta aproximação entre os personagens se relaciona menos no interesse da animação em refazer arquétipos a novos tempos (tal qual o ocorrido com franquias como “Star Wars” e “Jurassic World”) que neste jogo do filme em evidenciar a seu espectador o que de fato torna estes heróis tão atrativos a ele.

Tudo isto é feito no jogo rápido de ironização cômica que consagrou Lord e Miller como diretores no cenário, mesmo desta vez desacelerado para tornar mais claros os pontos de interesse dos realizadores sob a jornada de Miles para se tornar o novo amigão da vizinhança – e neste ponto é fascinante perceber como o trio de diretores inverte a posição da situação de trauma que há de mover o herói, instituindo a tragédia elemental em determinada altura do fim do segundo ato.

O lado mais forte de “Aranhaverso”, porém, é mesmo a animação e – mais especificamente – a forma como o filme se relaciona com os meandros desta. Nestas idas e vindas que ressaltam valores como responsabilidade, heroísmo e a importância de acreditar em si mesmo, Persichetti, Ramsey e Rothman vão aproveitando dos momentos de contato e humor entre os diferentes Homem-Aranha para criar uma espécie de grande homenagem silenciosa ao desenho, unindo especificidades dos gêneros pulp, anime, cartunesco e (óbvio) quadrinhos em uma aventura que reitera seus valores sentimentais para o público. O grande clímax do longa, imerso em um palco feito de abstrações, parece surgir exatamente para cumprir com este propósito de encontro e intercâmbio de estilos, ao mesmo tempo que reduz toda a ação àquilo que a produção considera os pontos essenciais do gênero super-heroico: o herói, o vilão e o espectador.

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É evidente que dentro de toda esta armação não deixa de haver um certo tom de adequação da parte “Homem-Aranha no Aranhaverso” no que tange sua proposta. Além de ser um exercício de multiplicação que mostra-se ideal para preservar esta lógica de renovação da marca do personagem, o filme nunca se arrisca a confrontar os modelos prévios, fazendo a reverência ao gênero (e gêneros) sem nunca testar o limite de suas estruturas.

O que impede todo este colapso de “bom comportamento”, no fundo, é que todo o tom de homenagem nunca se deixa passar por um reforço da imagem principal do Homem-Aranha, mas permite que esta se difunda em vertentes e possibilite novas reinterpretações dos mesmos elementos em cenários e contextos diferentes, levando em conta o fascínio do espectador em todo o processo. Neste sentido, a fala da participação de Stan Lee na história define parte do sentimentalismo e do tom cíclico eterno que são parte fundamental do tom da animação: “O uniforme sempre cabe”.

O estranho poder do blindado Nardes

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Por Paulo Pimenta (*)

Augusto Nardes, ministro delatado do TCU, autor da farsa das pedaladas fiscais que resultaram no golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, homem forte nos esquemas da RBS com o Carf, recebido com pompa por empresários na Firjan e por Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto.

Aberto ainda em 2015, o inquérito que apura os ilícitos de Nardes e seu sócio-sobrinho – que receberam pelo menos R$ 2,5 milhões em propina para livrar o Grupo RBS de multa tributária de centenas de milhões de reais – foi concluído pelo STF em dezembro de 2017 e repousa em alguma gaveta de Raquel Dodge na PGR desde fevereiro de 2018, quando a procuradora pediu vistas no processo.

O comportamento da PGR mostra, mais uma vez, a seletividade de setores do poder judiciário brasileiro, que julgam com celeridade processos envolvendo lideranças do Partido dos Trabalhadores, condenam em tempo recorde o ex-presidente Lula, como foi no TRF-4, e trabalham a passo de tartaruga quando se trata dos “amigos do rei”.

Nardes e Bolsonaro mantêm uma relação cordial. O ministro, delatado por empreiteiros, pelo ex-presidente da Fecomércio/RJ – que teria pago uma mesada de R$ 100 mil ao ministro entre 2015 e 2016 – e pelo ex-subsecretário de transportes do Rio de Janeiro, foi usado por Eduardo Cunha, Michel Temer, Aécio Neves e toda a turma golpista para aprovar o impeachment fraudulento da presidenta Dilma, fato que acabou ajudando Jair Bolsonaro a se consolidar como alternativa ao Planalto no pleito de 2018.

Contatos com grandes veículos de comunicação, ligação com os maiores empreiteiros do país, vínculo com figuras conhecidas por ilícitos cometidos contra o estado do Rio de Janeiro e forte ligação com o atual governo federal. O que faz Nardes ser intocável pela Justiça brasileira?

(*) Deputado federal – PT-RS

Problemas estruturais do Mangueirão provocam adiamento da estreia do Remo

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O governador do Pará, Helder Barbalho, informou que ficará pronto em 10 dias, o laudo sobre o desabamento de parte da cobertura do Estádio Olímpico do Pará, o Mangueirão. A informação foi passada em coletiva com a imprensa na tarde desta quarta-feira (9), após visita ao local. “Faremos de tudo para que, o mais rápido possível, o Mangueirão esteja plenamente em condições de funcionamento”, garantiu. Na ocasião estiveram presentes os secretários de Estado de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop) e de Esporte e Lazer (Seel), Rui Cabral e Arlindo Silva, além do diretor de segurança da Federação Paraense de Futebol (FPF), coronel Cláudio Santos.

Segundo Helder, foram identificados diversos problemas estruturais no estádio. Na área onde houve a queda da laje será necessária intervenção e imobilização imediata. “Temos uma alternativa, que está sendo estudada, de que essa área do estádio esteja com acesso restrito, mas a ideia é que possamos utilizar os outros espaços do Mangueirão”, afirmou. “Precisamos de 10 dias para visualizar registros não apenas no local do incidente, mas também em outras áreas. Não podemos correr risco de eventos acontecerem com o estádio cheio”, pontuou.

A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) informou que foram feitas todas as providências necessárias para evitar novas ocorrências e garantir a segurança do público que prestigia os jogos e eventos no local, bem como a dos servidores que trabalham no local. Em virtude do incidente, o primeiro jogo do Parazão – Campeonato Paraense de Futebol, entre Clube do Remo e Tapajós, não será mais no dia 20. “O calendário foi interrompido e vamos esperar o laudo para dar prosseguimento ao Parazão, que será iniciado uma semana depois”, disse o titular da Seel, Arlindo Silva. Os demais jogos da rodada de abertura, programados para outros estádios, serão realizados normalmente.

O secretário da Sedop também comentou, durante a visita, que o governo trata como prioridade os ajustes ao estádio para que o problema seja resolvido o mais rápido possível. “A prioridade é identificar imediatamente as patologias que levaram a esse incidente de ‘desplaqueamento’ de parte da cobertura de um dos eixos sobre a arquibancada. Estaremos laudando de maneira completa e precisa as dificuldades que encontrarmos para que sejam corrigidas imediatamente e não prejudique o Campeonato Paraense de Futebol”, concluiu.

Helder ressaltou que o incidente poderia ter sido evitado, caso as providências necessárias tivessem sido tomadas quando o primeiro laudo sobre a estrutura do estádio foi entregue, em agosto do ano passado. “O laudo do ano passado apontou vários problemas na estrutura do estádio. Por isso, pedimos um novo laudo, para que seja apontado o que é necessário realizar de intervenção, o que requer obstrução. Se tivesse ocorrido em um momento que o estádio estivesse lotado, teríamos uma tragédia irreversível, com possibilidades reais de fatalidade”, alertou o governador.

Por fim, Helder destacou que o estádio só será liberado após todos os técnicos, seja do Corpo de Bombeiros, da Secretaria de Obras, do Instituto Médico Legal, e também da Secretaria de Esportes e Federação Paraense de Futebol, concordarem que não há qualquer risco para os torcedores que estiverem visitando o Mangueirão. (Com informações da Secom)

Criado por Lula, Bolsa Família completa 15 anos sob ameaça de extinção

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A página do ex-presidente Lula nas redes sociais lembrou que nesta quarta-feira (9) o programa Bolsa Família completa 15 anos. “A imprensa não vai lembrar, mas hoje faz 15 anos que foi criado o Bolsa Família. O dinheiro vai para a mãe. Salva milhões de famílias da fome e mantém as crianças na escola. Muita gente com uma oportunidade de uma vida melhor”, diz a mensagem postada junto com um vídeo em que Lula fala sobre a importância do programa que tirou milhões de pessoas da extrema pobreza.

Criado em 9 de janeiro de 2004, o programa Bolsa Família se transformou no mais eficaz programa de combate à miséria, sendo exemplo em todo o mundo e elogiado pelo Bando Mundial. Com o golpe, o programa sofreu diversos cortes e, agora, com o governo de Jair Bolsonaro, o orçamento foi reduzido pela metade, sofrendo o risco de ser extinto.

Novo edital permite que livros didáticos contenham publicidade e erros de revisão

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O Ministério da Educação (MEC) publicou no dia 2 de janeiro, já sob o governo de Jair Bolsonaro (PSL), uma retificação no edital para a compra de livros didáticos a serem entregues a partir de 2020 para alunos dos 6º ao 9º ano que exclui a obrigação de os materiais contarem com referências bibliográficas. A retificação no edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), que leva a compra de cerca de 150 milhões de livros para distribuição em escolas públicas do País, também exclui, entre outras alterações, itens que impediam a publicidade nos livros e que os materiais apresentassem erros de revisão e impressão.

De acordo com o Estadão, na parte do edital que trata da adequação da estrutura editorial dos livros para os anos finais do ensino fundamental, foi retirado um trecho que dizia que uma obra para ser aprovada deveria “estar isenta de erros de revisão e/ou impressão”. O temor é que as medidas permitam com que sejam comprados livros que não sejam baseados em pesquisas.

Alem disso, também foram retirados trechos que exigiam o compromisso com a agenda da não violência violência contra as mulheres e promoção de culturas quilombolas e de povos do campo. Um dos itens do edital que trata sobre “a observância aos princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convício social republicano” diz que a obra a ser comprada deve “promover positivamente a imagem da mulher, assim como a imagem de afrodescendentes, considerando sua participação em diferentes trabalhos, profissões e espaços de poder, valorizando sua visibilidade e protagonismo social”. No entanto, foi suprimida em relação a versão anterior a parte final desde trecho, que dizia: “com especial atenção para o compromisso com a agenda da não violência contra a mulher”.

O item seguinte, que na versão retificada fala em “promover positivamente a cultura e história afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros, valorizando seus valores, tradições, organizações, conhecimentos, formas de participação social e saberes”, em sua versão anterior incluía menções aos quilombola e povos do campo, agora excluídas.

Em outro trecho, foi retirada uma exigência de que ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. O edital vale para a compra de livros que será feita durante o ano de 2019 e serão entregues nas escolas em 2020. Os livros entregues nesse ano já foram adquiridos pelo governo a partir de edital lançado na gestão anterior.

*Com informações dos jornais Estadão e Folha de S. Paulo

Vergonha internacional: Brasil será denunciado à ONU por ‘racismo de Estado’

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Bolívia denunciará o Brasil nas Nações Unidas por “racismo de Estado”, em resposta à declaração do deputado estadual do Rio de Janeiro, Ricardo Amorim (PSL) contra os indígenas, informou o vice-ministro de descolonização Felix Cárdenas, informou a mídia local.

“Incorporaremos o ‘racismo estatal’ ao relatório do EPU, a Revisão Periódica Universal das Nações Unidas, e denunciaremos o Brasil por iniciar um processo de racismo e discriminação, mas não apenas contra a Bolívia, mas contra todos os povos indígenas”, disse Cardenas, segundo o jornal local La Razón.

A RPU é um processo liderado pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), no qual são examinados os registros de direitos humanos de todos os estados membros do órgão mundial, dos quais demandam atenção e recomendações.

Cárdenas fez sua declaração no dia anterior, em meio a uma onda de condenações de autoridades e políticos locais contra Amorim, que é sinalizado pela mídia boliviana como muito próximo do novo presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Na semana passada, Amorim disse que “quem gosta dos índios, que vá para a Bolívia, que, além de ser comunista, é presidida por um índio”, ao propor uma operação de “limpeza” em uma área próxima ao famoso estádio do Maracanã, que inclui a expulsão dos indígenas que vivem lá, para a construção de um estacionamento.

Nos bastidores do rock

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Capa icônica do álbum The Freewheelin’ Bob Dylan (1963) traz Dylan e a namorada Suze Rotolo passeando pelo bairro de Greenwich Village, em Nova York, e é reveladora da importância que a jovem teve na vida do bardo. Musa dos primeiros anos de carreira de Dylan, Suze morreu no dia 24 de fevereiro de 2011 após longo período doente.

Foi a inspiradora de diversas canções de amor compostas por Dylan, entre as quais “Don’t Think Twice, It’s All Right”, “Boots of Spanish Leather” e “Tomorrow Is a Long Time”. Ela tinha apenas 17 anos quando eles começaram a namorar, em 1961.

Em Crônicas Volume Um, bio de Dylan, ele revela que conheceu Suze no backstage de um show em Nova York. “Desde o começo eu não conseguia tirar meus olhos dela”, escreveu.

“Ela era a coisa mais erótica que já tinha visto. Tinha a pele clara e cabelos dourados, puro sangue italiano. Começamos a conversar e minha cabeça começou a girar. A flecha do cupido tinha assobiado nos meus ouvidos antes, mas desta vez ela acertou meu coração e seu peso me arrastou para fora do barco.”

No começo de 1962, Dylan e Suze Rotolo começaram a morar juntos em um pequeno apartamento. Suze vinha de uma família nova-iorquina de esquerda e teve papel importantíssimo na conscientização política de Dylan. Quando eles começaram a namorar, ele era apolítico e seu repertório consistia de músicas folk antigas.

Suze levou Dylan às reuniões do CORE (The Congress of Racial Equality – em português, Congresso da Igualdade Racial) e o apresentou ao movimento dos direitos civis. “Muito do que dei a ele foi o olhar de como a outra metade vivia – coisas da esquerda que ele não sabia”, disse ela em entrevista ao escritor David Hajdu, no livro Positively 4th Street. “Ele sabia sobre Woody [Guthrie] e Pete Seeger, mas eu estava trabalhando para o CORE e me envolvi nas marchas da juventude pelos direitos civis, e tudo aquilo era novo para ele.”

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Canadá aparece como opção para interessados em trabalhar fora do Brasil

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Quem não gostaria de conseguir uma vaga de emprego para trabalhar no Canadá? Principalmente nos tempos obscuros da economia no Brasil, não falta quem deseje obter chance de trabalho em países de economia sólida e política estável. Uma boa oportunidade surge através do Programa Quebec Recruta, que, após o grande sucesso da última missão de recrutamento virtual de abrangência mundial, realizada no último mês de setembro, agora promove nova iniciativa de recrutamento no mês de fevereiro de 2019.

O Canadá foi eleito o segundo melhor país para se viver, segundo pesquisa realizada pela U.S. News & World Report. Perdeu apenas para a Suíça. Ainda na mesma pesquisa ficou em primeiro lugar na categoria qualidade de vida. O programa Quebec International é uma agência de desenvolvimento econômico de Quebec, que é cidade turística do Canadá, está realizando pela terceira vez em 2018, um recrutamento virtual para preencher 200 vagas em diferentes áreas para fevereiro de 2019.

Conforme as informações constantes do site do programa, a cidade oferece múltiplas atrações, atraindo turistas do mundo inteiro, além de trabalhadores, estudantes e imigrantes do mundo inteiro, que participam da sua riqueza e do seu notável crescimento.

VAGAS DISPONÍVEIS

Tecnologia da informação (150 vagas)
• Analistas, programadores, desenvolvedores, JAVA, .NET e BI;
• Analistas funcionais;
• Consultores SAP.

Usinagem (47 vagas)
• Soldadores;
• Operadores de maquinas CNC;
• Eletromecânicos.

Saúde (31 vagas)
• Serviço social;
• Cuidadores de pessoas debilitadas

Para fazer o cadastro de habilitação às vagas abertas para trabalhar no Canadá, os interessados devem CLICAR AQUI. ou acessar o site: www.quebecentete.com.

O passado é uma parada

Bicampeonato do Fluminense em 1984, conquistado em cima do Flamengo, diante de 150 mil torcedores no velho Maracanã. Destaque para o Casal 20, Assis e Washington, no ataque tricolor. Paulo Vítor, que depois jogaria na dupla Re-Pa, era o goleiro do Flu. Aldo (ex-PSC) era o lateral-direito e o paraguaio Romerito era o grande nome do meio-campo. No Flamengo, Fillol, Mozer e Tita.

Apenas mais um moralista sem moral

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Por Joaquim de Carvalho

Um dia depois da denúncia de que o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, utilizou um suposto esquema de notas frias para desviar dinheiro da Câmara, a notícia praticamente desapareceu do noticiário.

Este é o modus operandi da velha imprensa: dá a notícia, provoca algum barulho e depois a faz desaparecer de seus veículos. Não foi assim com o PT e suas lideranças.

Lula ainda é submetido a horas de notícias negativas, com denúncias que, analisadas mais de perto, se revelam inconsistentes. 

Onyx Lorenzoni pode ser inocente de todas as suspeitas levantadas contra ele — caixa 2 e desvio de recursos da Câmara.

Mas, nesse caso, o comportamento da imprensa é oposto ao que se verificou em relação a Lula: ninguém vai a fundo.

O ministro de Bolsonaro usou 80 notas fiscais de uma empresa de consultoria pertencente a um velho amigo, César Augusto Ferrão Marques, para receber RS 317 mil em verbas de gabinete da Câmara dos Deputados entre os anos de 2009 e 2018.

Entre as 80 notas, 29 foram emitidas em sequência, o que indica que Onyx teria sido o único cliente da firma.

Cesar Augusto Ferrão Marques, técnico em contabilidade filiado ao DEM, o partido de Onyx, também trabalhou em campanhas políticas do parlamentar, e é o responsável pela contabilidade do DEM no Rio Grande do Sul, diretório do qual Onyx é o presidente.

Há farta jurisprudência que indica que a emissão de notas fiscais em sequência para um único cliente é indício veemente de fraude.

Um exemplo: O Superior Tribunal de Justiça, examinando uma condenação por sonegação, manteve a sentença, entre outros motivos, porque viu na prática uma forma de burla à legislação:

Há, ainda, inequívoca constatação nos autos de que os números das notas fiscais de fls. 24/25 e fls. 61/62, possuem números de selos fiscais quase seqüenciais, com diferença apenas de um número, enquanto os números das notas fiscais de fls. 57/60, estão com selos fiscais apostos em número seqüencial. Percebe-se, ainda, o lapso de tempo entre as datas de emissão das respectivas notas fiscais, variando em torno de 10 a 20 dias, o que faz concluir que as empresas fornecedoras de produtos não tivessem outros clientes, além da empresa do apelante, beneficiada com a fraude.

No caso de Lorenzoni, a suspeita é que as notas servissem de justificativa para desviar recursos da Câmara dos Deputados. Não havia efetiva prestação de serviços, apenas o fornecimento da nota.

É grave.

No caso de Lorenzoni, mais grave ainda, porque ele passou boa parte de sua carreira politica com discursos moralistas, a partir das CPIs do mensalão, em 2005.

Em junho de 2016, convidado por uma fundação ligada a um partido de direita na Alemanha, Onyx falou sobre o combate à corrupção na América Latina.

Onyx dá um jeito de enfiar o “Foro de São Paulo” na discussão.

“O Foro de São Paulo é uma organização dos partidos de esquerda criada no Brasil e é, a partir daí, que se vê porque surgiram Chávez, Evo Morales, Lula e outros na América latina”, afirma.

Em seguida, sem fazer nenhuma ligação entre um fato e outro, diz que o PT se financiava “na parte mais escura da economia”, como “o jogo do bicho, o lixo e as empresas de ônibus”.

Uma das pessoas empresas não se contém:

“Mentira!”

Outro grita:

“Golpista!”

Outros desabafam, em alemão.

Lorenzoni diz que ele é o autor da lavagem de dinheiro no Brasil e diz que, para elaborá-la, contou com a orientação de Sergio Moro.

Não é o que dizem registros históricos.

A legislação, que tem origem em 1998, foi aperfeiçoada no governo de Dilma Rousseff, em 2012, a partir de iniciativas do próprio governo.

Lembrado desse fato na palestra em Hamburgo, Lorenzoni reconhece:

“É parcialmente verdadeiro”.

Se Lorenzoni fosse o autor da lei de lavagem de dinheiro, provavelmente ele não seria tão descuidado na gestão das finanças de seu gabinete.

Ele já foi pego na utilização de caixa 2 na campanha, uma modalidade de lavagem de dinheiro, e agora no uso de notas sequenciais em série para justificar retirada de dinheiro público.

Na palestra, ele pontifica:

“Quero deixar claro que se envolver em corrupção é uma escolha. Eu tenho 21 anos de vida pública, vou fazer 22 agora em dezembro. E não eu tenho um arranho. Eu escolhi ser assim”.

Bastaram alguns meses de exposição para ver não um arranhão, mas uma ferida aberta, que, se depender da imprensa, vai apodrecer sem que se veja a causa da doença, que é uma mistura de corrupção e hiprocrisia.

.x.x.x.

Veja o vídeo da palestra na Alemanha:

https://player.vimeo.com/video/171602616?player_id=4584557755

Lia Amancio

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