Com Bolsonaro em Davos, jornal suíço fala das “suspeitas” sobre Flávio e Queiroz

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Tribune de Genève, principal jornal de Genebra, na Suíça, repercutiu as denúncias contra Flávio Bolsonaro. O pai Jair e o irmão Eduardo estão em Davos:

A agência do governo responsável pelo monitoramento das transações financeiras (COAF) descobriu depósitos de dinheiro “suspeitos” em uma conta bancária de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, disse na sexta-feira O “Globo”.

Flávio Bolsonaro, filho mais velho do chefe de Estado, teria recebido em sua conta bancária em junho e julho 2017, 48 depósitos num valor total de 96.000 reais (cerca de 30.000 dólares ao câmbio atual). Segundo este relatório, a instituição não conseguiu estabelecer a origem desses depósitos.

São 48 depósitos de 2000 cada um em uma agência bancária no Estado do Rio, e os depósitos suspeitos foram feitos durante um período de cinco dias (…).

A notícia é publicada no dia seguinte a uma decisão da Suprema Corte do Brasil de suspender a investigação de movimentações financeiras suspeitas do motorista Fabricio José de Queiroz no valor de 1,2 milhão de reais em 2016 e 2017. Esses movimentos financeiros eram aparentemente inconsistentes com a renda do Sr. Queiroz (…).

Convocado várias vezes pela justiça no Rio de Janeiro, Queiroz não apareceu, citando problemas de saúde. Ele assegurou que os movimentos em sua conta vieram de seus negócios. “Eu sou um homem de negócios. Ganho dinheiro, compro carros, vendo-os”, disse ele à emissora de TV SBT.

Um dos movimentos suspeitos é um pagamento de 24 000 reais (cerca de 5 500 euros) na conta de Michelle Bolsonaro, agora primeira dama. Jair Bolsonaro explicou que era o pagamento de um empréstimo não declarado.

O caso cai mal para Bolsonaro, cuja luta anticorrupção foi um dos grandes temas da campanha e é um dos raros políticos brasileiros que ainda não foi atingido por um escândalo.

“Se um erro foi cometido, seja por mim, meu filho ou (seu assistente) Queiroz, vamos pagar por esse erro, porque não podemos mostrar nenhuma conivência com qualquer erro”, afirmou.

Pílulas sobre as lambanças da ‘nova era’

“Flávio Bolsonaro entrou na política em 2002, Patrimônio um carro Gol 1.0 Em 2018 4,2 milhões só em imóveis. o que acham?”. Lula Marques, fotógrafo

“O maior pânico do governo é que as investigações sobre a morte da Marielle cheguem a alguém da família do Bolso”. Emir Sader

“Há alguns meses Lula disse a Moro em audiência : ‘Dr. Hoje estou sendo massacrado, amanhã será o senhor’. Lula é um profeta!”. Cristina Andrade, no Twitter

“Um passarinho me contou q veículos da máfia midiática já têm elementos pra derrubar um certo ‘mito’. E q andam divulgando a conta-gotas as tretas menos graves até como instrumento de chantagem; pra faturar audiência etc. Isso é q dá trombadinhas desafiarem a máfia”. Michel Arbache

“E os bolsonaristas me pedindo respeito? Qdo chamava a Dilma de Dilmanta e o Lula de pato desarranjado ninguém cobrava respeito! Aí apareceu um e disse que agora é a sério, tá ok?”. Zé Simão

“Moro vai fazer um power point com a mamadeira de piroca em Davos”. Emir Sader

Sinal dos tempos: Globo critica Record por entrevista chapa-branca com filho de Bolsonaro

Do blog de Maurício Stycer

Fato muito incomum, neste domingo (20) a Globo fez uma crítica pública ao jornalismo praticado pela concorrente Record. Deu-se durante o “Fantástico” e fez menção a uma entrevista exibida minutos antes por seu concorrente direto, o “Domingo Espetacular”. O senador eleitor Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) deu uma entrevista ao dominical da Record na qual respondeu a duas denúncias divulgadas pelo “Jornal Nacional” nas edições de sexta (18) e sábado (20).

O telejornal da Globo revelou, primeiro, que entre junho e julho de 2017, Bolsonaro recebeu 48 depósitos no valor de R$ 2 mil cada, em espécie, feitos no caixa eletrônico da Assembleia Legislativa do Rio. Um dia depois, relatou que o senador eleito pagou um título bancário de R$ 1.016.839, emitido pela Caixa Econômica Federal, sem indicar o favorecido.

Os apresentadores do “Fantástico”, Ana Paula Araújo e Tadeu Schmidt, resumiram em 60 segundos o conteúdo das respostas dadas por Bolsonaro à Record. Em seguida, Ana Paula observou que o programa concorrente deixou de fazer duas perguntas ao senador eleito que poderiam ter esclarecido melhor o que foi dito. E, com alguma ironia, registrou que o senador eleito não respondeu a uma questão essencial por que não foi questionado a respeito.

“Ao senador, não foi perguntado, e por isso ele não respondeu, por que optou por 48 depósitos de R$ 2 mil com diferença de minutos em cada operação em vez de depositar o total que recebeu em espécie de uma só vez na agência bancária onde tem conta. Também não foi questionado por que preferiu receber parte do pagamento da venda em dinheiro e não em cheque administrativo ou transferência bancária.

Leão busca o ajuste perfeito

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POR GERSON NOGUEIRA

O Remo jogou em Santa Izabel, venceu por 3 a 0, placar mais dilatado da fase de preparação. Agradou pela movimentação, mas continua indefinido quanto ao time titular para a estreia no Campeonato Estadual, no próximo sábado, em Santarém, diante do São Raimundo.

Mais que o resultado, o amistoso valeu pela oportunidade que João Neto teve para observar e tirar suas dúvidas. Com 31 jogadores à sua disposição (21 importados), o técnico busca encontrar no grupo as peças certas para ajustar o time conforme seu plano de jogo.

No ano passado, ao assumir o comando no Brasileiro da Série C em condições desfavoráveis – sem tempo para mudanças profundas e necessitando vencer a qualquer custo –, Neto optou por aperfeiçoar princípios que tinham sido implantados por Artur Oliveira, principalmente na estrutura de meio-de-campo.

Foi muito bem sucedido ao compactar mais o setor, usando quatro homens na linha central, com os meias tendo liberdade para se lançarem ao ataque para robustecer o setor reconhecidamente mais fragilizado do time naquele momento. Tinha também Gabriel Lima como o atacante que podia voltar ante a necessidade de fechar a marcação.

Desta vez, o tempo conspira a favor e a pressão não é desesperadora. Netão sabe que o trabalho tem prazo de validade e que o Parazão será determinante para sua permanência no comando. A meta é realizar uma campanha convincente, capaz de repetir o êxito de 2018. Todo mundo sabe que título é consequência de uma boa trajetória, mas é fato também que o torcedor não admite outro resultado final.

E é aí reside o fator de risco para o jovem técnico. O time que irá escalar para o Parazão é, a rigor, o primeiro a levar sua assinatura como comandante efetivo. É verdade que no ano passado foi dele a influência discreta que permitiu a Givanildo Oliveira salvar a campanha errática e obter a conquista do campeonato.

Na Série C, pegou o bonde andando, embora sempre estivesse por perto, colaborando com os técnicos que iniciaram a caminhada. Depois, ao assumir a equipe, viu-se obrigado a trabalhar com os jogadores disponíveis adaptados às necessidades circunstanciais que o time tinha.

Para 2019, os atletas trazidos tiveram o aval do treinador e a montagem da equipe é de sua exclusiva responsabilidade. Daí a visível preocupação, reafirmada após o jogo em Santa Izabel, de avaliar minuciosamente as condições físicas e técnicas dos jogadores, dando chance a todos para que mostrem suas qualidades dentro da pré-temporada.

Pelo que se observa dos times formados para os amistosos contra o Castanhal (1 a 1), seleção de Barcarena (2 a 0) e Santa Izabel (3 a 0), Netão trabalha com a ideia de um 4-4-2 que permita variações para o 4-5-1 ou o 4-3-3, dependendo da situação de jogo.

As mudanças feitas nos três jogos dão a entender que a escalação mais provável para a estreia em Santarém será: Vinícius; Djalma, Mimica, Fredson e Ronael; Robson (Vacaria), Samuel, Etcheverría e Alex Sandro; David Batista e Mário Sérgio (Henrique).

Djalma parece definitivamente fixado na lateral-direita, David Batista confirmou a condição de centroavante de boa presença na área e Etcheverría mostrou-se mais adaptado à função de ajudar o ataque.

Os ajustes devem ser finalizados ao longo da semana, mas o torcedor remista em Belém só terá condições de avaliar de perto o novo time quando fevereiro chegar – o confronto com o Independente deve ocorrer no domingo, 3.

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Treinos intensivos para compensar falta de testes

O Papão de João Brigatti não demonstra angústia quanto ao começo do Estadual, mesmo sem ter realizado amistosos de preparação. Pelo pouco tempo dedicado aos treinos, o torcedor se mostra mais preocupado, receando tropeços nas primeiras rodadas. Ainda que o risco exista, há o fator campo a tranquilizar a comissão técnica – os dois primeiros jogos serão realizados na Curuzu, contra o São Francisco, quarta-feira (23), e Bragantino, domingo.

A dúvida que segue pendente é quanto ao dono da camisa 10, que deve ser Tiago Primão, ainda dependendo de detalhes burocráticos de transferência para ser oficialmente anunciado e inscrito para o Parazão.

Nas demais posições da equipe, apenas uma certeza: Perema deve ser o único jogador nativo. Os demais titulares serão inevitavelmente atletas recém-chegados ao clube e à realidade amazônica de muitas chuvas e gramados enlameados que caracterizam o campeonato.

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Visitantes indigestos na rodada inaugural

Dos três jogos que abriram o Parazão, destaque absoluto para os visitantes. O Águia beliscou um empate dentro do estádio Barbalhão, parando o São Raimundo e causando um desassossego no torcedor alvinegro.

O Paragominas foi além. Diante de um estádio Diogão lotado, superou o Bragantino de virada no 2º tempo. O gol da vitória instaurou a primeira polêmica da competição: há dúvida se o chute de Bilau transpôs mesmo a linha fatal.

Em Castanhal, o Independente não tomou conhecimento dos donos da casa e impôs uma vitória sem contestações.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 21)

Filho do presidente tenta explicar recorde de depósitos fracionados

Após vazamentos de trechos do relatório do Coaf pelo Jornal Nacional, da TV Globo, o deputado estadual Flávio Bolsonaro deu uma entrevista à TV Record na noite deste domingo 20, em sua primeira manifestação sobre o escândalo envolvendo seu nome.

Ele disse que os 48 depósitos fracionados em sua conta se referem à venda de um apartamento e que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica Federal também está relacionado à compra deste mesmo imóvel. Ele também marcou entrevista com a RedeTV.

“Não estou me escondendo de nada, eu estou há muito tempo querendo esclarecer [esse caso], sou o maior interessado em esclarecer isso tudo”, disse ainda o senador eleito pelo PSL do Rio de Janeiro, que não compareceu, no entanto, ao Ministério Público para depor.

Escândalo é maior do que se imaginava: Queiroz movimentou R$ 7 milhões

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“O Coaf sabe muito mais do que já foi revelado sobre o caso Fabrício Queiroz, o ex-motorista de Flávio Bolsonaro. Nos arquivos do órgão federal de controle de atividades financeiras consta que Queiroz transacionou um volume de dinheiro substancialmente maior do que veio a público até dezembro. Além dos famigerados R$ 1,2 milhão movimentados atipicamente entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, passaram por sua conta mais R$ 5,8 milhões nos dois exercícios imediatamente anteriores. Ou seja, no total Queiroz movimento R$ 7 milhões em apenas três anos. Segundo o próprio Jair Bolsonaro, Queiroz ‘fazia rolo’. Haja rolo”, informa o colunista Lauro Jardim, em nota publicada neste domingo no jornal O Globo.

Em sua coluna, Lauro Jardim cita o fato de o ministro Luiz Fux ter trancado as investigações, numa decisão contestada por todo o meio jurídico, mas diz que o caso será retomado assim que terminar o recesso judicial. O ministro Marco Aurélio Mello, que é relator do caso, já disse que a decisão ilegal, imoral e inconstitucional de Fux irá para a lata de lixo. Segundo Lauro Jardim, as explicações de Flávio Bolsonaro sobre as movimentações de Queiroz terão que ser mais convincentes do que as até agora apresentadas.

Saiba mais sobre o caso:

(Reuters) – Novo documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou depósitos em dinheiro no valor de quase 100 mil reais na conta do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no período de um mês, segundo reportagem do Jornal Nacional na sexta-feira.

Segundo o JN, foram 48 depósitos, no valor de 2 mil reais cada, entre junho e julho de 2017. Vários dos depósitos foram feitos em poucos minutos, concentrados no posto de autoatendimento na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Coaf, segundo a reportagem, apontou que não foi possível identificar quem fez os depósitos, mas que o fato de serem vários depósitos do mesmo valor sugerem tentativa de ocultar a origem do dinheiro.

O Ministério Público do Rio de Janeiro havia pedido relatórios para o Coaf de assessores parlamentares da Alerj. Um ex-assessor de Flávio, Fabrício Queiroz, é investigado pelo MPRJ por movimentações atípicas identificadas pelo Coaf no valor de 1,2 milhão de reais.

A reportagem do JN afirma que o MPRJ pediu para o Coaf ampliar o levantamento para movimentações dos deputados estaduais fluminenses porque há suspeitas de que funcionários devolvessem parte dos salários aos parlamentares.

Segundo nota do MPRJ divulgada na sexta-feira, Flávio, que é filho do presidente Jair Bolsonaro, não é investigado.

Decisão do presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, suspendeu a investigação sobre Queiroz a pedido de Flávio.

Uma fonte do Judiciário, no entanto, disse à Reuters que Flávio é investigado na esfera cível.

Em entrevista ao Jornal da Record na noite de sexta-feira, gravada antes da veiculação da matéria do JN, Flávio afirmou que reivindicou ao STF que sejam cumpridas obrigações legais, embora seja contra o foro especial.

“Quando tive acesso aos autos, descobri que o Ministério Público estava me investigando de forma oculta desde meados do ano passado, e além disso usando vários atos ao longo desse procedimento ilegais também. E pior, descobri que o meu sigilo bancário havia sido quebrado sem a devida autorização judicial”, disse ele.

“Não quero privilégio nenhum, mas quero ser tratado dentro da lei e dentro da Constituição. Não estou me escondendo atrás de foro nenhum. Não tenho nada para esconder de ninguém. Aonde o Supremo determinar que eu tenho que ir eu vou fazer”, completou.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, a defesa de Flávio disse que os procuradores produziram provas ilegalmente e quer a anulação delas.

Queiroz foi convidado duas vezes para prestar esclarecimentos no MP do Rio de Janeiro, mas não compareceu alegando problemas de saúde. A família dele também foi chamada para esclarecer a movimentação atípica de mais de 1,2 milhão de reais entre 2017 e 2018, mas não apareceu na data marcada.

Flávio Bolsonaro também não compareceu a um depoimento, mas havia prometido marcar uma nova data. Por ter prerrogativa de foro, ele podia acertar com os promotores uma data para se apresentar e dar seus esclarecimentos. O parlamentar usou sua conta em uma rede social para justificar a ausência e argumentou que não teve acesso ao processo.

Em dezembro, Queiroz afirmou em entrevista ao SBT que entre suas atividades está a de revenda de carros. Ele disse que ganhava cerca de 10 mil reais por mês quando fazia assessoria a Flávio Bolsonaro e que seus rendimentos mensais eram de cerca de 24 mil reais, incluindo remuneração como policial.

De acordo com o relatório do Coaf, entre a movimentação suspeita de Queiroz de 1,2 milhão de reais estavam depósitos à hoje primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Do trivial variado

“Não vejo nada estarrecedor, só o óbvio: é uma família que vive há quase 30 anos da política mais velha e convencional possível, óbvio que teria corrupção e treta braba. Só faltou esforço do Sistema para revelar antes. Guardaram tudo porque o inimigo era o demo dos esquerdistas”. Xico Sá, jornalista e escritor

“Mas se tirar Bolsonaro os militares vão assumir. Já assumiram. Seria apenas um governo militar sem Bolsonaro”. Lula Falcão, jornalista

“Cadê as panelas? Cadê o Moro? Cadê o Dellagnol? Cadê a Lava Jato? Cadê o Bozo? Cadê os pilares da honestidade desse país?!!”. Roberta Luchsinger

“O silêncio do ministro da Justiça, Sergio Moro, a respeito de suspeitas de corrupção envolvendo aliados do Governo é péssimo. Para ele”. Sidney Rezende, jornalista