Liquidificador assassino inspira reflexões na grande rede

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“Aviso aos senhores bandidos: temos em casa um liquidificador profissional e eu sei usá-lo”. Silney Costa e Silva, no Twitter

“Indo dormir levando uma jarra d’água para evitar ter que ir à cozinha de madrugada e ser atacada pelo liquidificador”. Milly Lacombe, jornalista

“Entendi porque membros do governo Bolsonaro consideram liquidificadores como armas… É porque eles destroem frutas, inclusive laranjas… Ainda bem que o QUEIROZ está bem protegido e tendo aula de dança no Hospital Israelita Albert Einstein…”. Prof. Marcelo Lira

“Goiaba, laranja, açaí bate tudo no liquidificador! Mas fora do alcance de crianças”. Zé Simão

“O meu liquidificador é maior do que o seu!”. Salvador Daqui, no Twitter

“Na receita do Bozo já tinha o açaí, a laranja e a goiaba. Faltava só o liquidificador, agora está tudo completo!”. Incendiária

“1300 crianças são mortas e outras 6000 ficam feridas por disparo acidental de liquidificador todos os anos nos EUA”. Lauro Albuquerque

Damares: feministas não gostam de homens porque são feias

Por Gilberto Dimenstein, no Catraca Livre

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Mais uma frase que mostra como foi inadequada a indicação da pastora Damares Alves para ser ministra das mulheres e dos direitos humanos. “Sabem por que elas (feministas) não gostam de homem? Porque são feias e nós somos lindas”, disse ela num culto evangélico em Brasília antes de ser ministra.

O feminismo vem sendo atacado pelo governo Bolsonaro como uma praga politicamente correta. Para o deputado Eduardo Bolsonaro feminismo doença. Daí ter aconselhado os professores a não falar mais sobre feminismo em São Paulo de aula.
A irresponsabilidade desse tipo de visão pode ser traduzindo em números. É a reportagem que O Globo publicou hoje, com a seguinte manchete: “Nos primeiros 11 dias do ano, 33 mulheres foram vítimas de feminicídio e 17 sobreviveram”.
Muita gente acha que ser politicamente correto é engraçadinho. Mas, muitas vezes, por trás do deboche vem a violência moral ou física.

Separei um trecho da reportagem

Um crime escandalizou ontem a pequena cidade de São Luís do Quitunde, no Norte de Alagoas. Osmar de Barros Portela, de 54 anos, matou a facadas a sua mulher, Rosineide Bernardes de Andrade, 55. Foi preso em flagrante. E Rosineide entrou no rol das vítimas de feminicídio. Já foram 50 casos (consumados ou não) registrados em 2019, quase cinco por dia.
O levantamento foi conduzido por Jefferson Nascimento, doutor em Direito Internacional pela USP, com base no noticiário nacional. Em 2017, uma pesquisa realizada com a mesma metodologia apontou 2,59 ocorrências diárias.

Em 2018, a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 registrou, em média, 586 denúncias mensais de tentativas de feminicídio. Em 2017, foram 229.
No Rio, entre janeiro e novembro do ano passado, foram registrados 62 feminicídios e 269 tentativas.

Governo define nomes para a Funtelpa

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O governo do Estado anunciou na manhã desta quarta-feira (16) os nomes para as funções executivas na Funtelpa (Fundação de Telecomunicações do Pará). O radialista Hilbert (Binho) Dilon será o presidente. A TV Cultura terá como diretora a jornalista e ex-vereadora Vanessa Vasconcelos. E a Rádio Cultura será dirigida pelo radialista Nonato Cavalcante. Na foto acima, Nonato, Vanessa e Binho na visita ao prédio da Funtelpa, na manhã de hoje.

Linha editorial da CNN não se aplica a países que licenciam a marca

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Reportagem de Paula Soprana na Folha de S.Paulo informa que, ao anunciar a presença da CNN no Brasil na segunda-feira (14), Greg Beitchman, vice-presidente de vendas de conteúdo e parcerias da CNNIC, divisão internacional da marca, afirmou que a expansão para o país fazia parte de uma estratégia global. Em nota, disse que o objetivo era “trabalhar com parceiros que pensam da mesma maneira e que enxergam uma clara oportunidade para produtos e serviços de notícias locais da marca CNN”. As diretrizes editoriais do grupo de mídia americano, no entanto, não são automaticamente replicadas a países que obtêm licenciamento para uso de sua marca.

De acordo com a publicação, em março de 2018, o Demiroren, um conglomerado favorável ao governo autocrático de Tayyip Erdogan, na Turquia, adquiriu a Dogan Media. O grupo pertencia a Audy Dogan, um dos homens mais ricos do país. Erdogan acusava os veículos de preconceito contra seu partido político. A Dogan era dona da CNN Turquia, do Kanal D e dos jornais Hurriyet e Posta, todos vendidos. O conteúdo das marcas passou a ser encarado como pró-governo.

Anos antes, em 2009, a mesma mudança editorial foi percebida quando a Dogan foi multada em US$ 2,5 bilhões por impostos não pagos e precisou vender os periódicos Milliyet e Vatan para a Demiroren. Opositores do governo encararam a o ato como uma pressão para abafar as críticas dos veículos ao regime turco. Mesmo antes de Erdogan assumir a Presidência, ainda como primeiro-ministro, a CNN Turquia já demonstrava tendências pró-governo.

Um dos casos que acentuaram essa percepção ocorreu em 2013, quando o canal exibiu um documentário sobre pinguins enquanto mais de 8.000 pessoas protestavam em Istambul pelas liberdades civis. Com a aquisição pelo Demiroren, dezenas de editores e jornalistas dos grupos de Dogan foram dispensados. “A CNN virou mais uma máquina de propaganda do governo”, diz Ilhan Tanir, editor-executivo do Ahval News, um portal dedicado à cobertura de assuntos do país, em Washington. Tanir foi demitido em um dos episódios. À época da compra, no ano passado, Erol Önderoglu, representante da organização Repórteres Sem Fronteiras na Turquia, afirmou que a transação significava “a morte do jornalismo plural e independente na mídia tradicional”.

De acordo com relatório do CPJ (Comitê para a Proteção dos Jornalistas), divulgado em dezembro de 2018, o governo do presidente turco “encerrou a mídia independente” no país. A Turquia, pelo terceiro ano seguido, é o país que mais prende jornalistas. Nos EUA, a CNN tem uma linha editorial crítica ao presidente Donald Trump, completa a Folha.

A CNN tem 36 escritórios editoriais e mais de 1.100 afiliados ao redor do mundo. Sua produção alcança mais de 475 milhões de domicílios.

No Brasil, o canal será programado e operado por uma nova empresa, liderada pelo jornalista Douglas Tavolaro, que deixou a vice-presidência de jornalismo da Record, e pelo empresário Rubens Menin, fundador da MRV Engenharia, maior construtora do país. Tavolaro era tido como braço direito de Edir Macedo, dono da Record e que declarou voto em Jair Bolsonaro e deu a ele espaço em entrevistas.

Em seu discurso de posse, o chanceler Ernesto Araújo citou a CNN como exemplo de influência a ser minimizada. Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, questionou as intenções da CNN ao licenciar sua marca para uma empresa de mídia brasileira.

“Após tantos anos de governo de esquerda, a CNN decide vir para o Brasil num momento em que editoriais de esquerda estão demitindo seus jornalistas. Estranho…”, escreveu.

Procurada, a CNN não havia se pronunciado até a conclusão desta edição.

Papão vai reabrir treino para a torcida na Curuzu

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Depois de passar por um período de tratamento, o gramado do estádio da Curuzu será palco, na manhã do próximo sábado (19), a segunda movimentação com bola desta temporada da equipe de futebol profissional do Paissandu Assim como na apresentação do novo elenco, no dia 3 de janeiro, a torcida poderá comparecer novamente ao estádio, assistir a atividade e ainda comprar ingressos para a estreia do time no Parazão 2019.

Desde que a pré-temporada começou, o PSC tem utilizado as dependências da sua casa apenas para realizar exercícios físicos nos vestiários e na Academia Gabriel de Souza Castro, além de usufruir das estruturas do hotel Antônio Diogo Couceiro, onde o grupo formado por atletas e integrantes da comissão técnica está concentrado. Já os trabalhos técnicos e táticos com bola têm sido realizados no CT da Desportiva, em Marituba, e no Campo FQ, no bairro do Tapanã.

Como a equipe já pode fazer uso do seu campo nos próximos dias, a Diretoria aproveita a oportunidade para reabrir os portões da Curuzu à torcida. “Os treinos têm sido realizados em locais distantes e sem estrutura para receber a torcida. Agora, com o gramado da Curuzu já liberado, aí sim, a nossa torcida pode comparecer mais uma vez ao nosso estádio para acompanhar a reta final da preparação antes da estreia”, explicou o presidente Ricardo Gluck Paul.

No segundo trabalho do ano com a presença da Fiel, João Brigatti e sua comissão vão comandar um treino técnico, de finalizações, cruzamentos e troca de passes, iniciando às 8h30 e término às 11h.

Durante o treino aberto, a torcida também poderá garantir, nas bilheterias do estádio, a compra de ingresso para o primeiro jogo contra o São Francisco, na Curuzu, no próximo dia 23, às 20h, com preços a R$ 25 (preço promocional de arquibancada) e R$ 50 (cadeira).

Os torcedores que quiserem poderão ainda contribuir, de forma opcional, com um quilo de alimento não perecível. As doações serão doadas para uma instituição de caridade.

Decreto desrespeita a Constituição

Por Fernando Hideo I. Lacerda

O Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003) diz que para adquirir e registrar uma arma de fogo o interessado deve demonstrar a EFETIVA NECESSIDADE.

Até hoje, cabia à Polícia Federal analisar se no CASO CONCRETO estava presente essa necessidade efetiva. O interessado deveria “explicitar os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido, que serão examinados pela Polícia Federal segundo as orientações a serem expedidas pelo Ministério da Justiça”.

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Qual o truque ilegal e fraudulento do novo decreto do presidente e de seu ministro da justiça ?

A fraude é dizer em juridiquês que TODOS QUE MORAM NO BRASIL passam a ter a tal “efetiva necessidade” que justificaria adquirir uma arma de fogo.

Por óbvio, se TODOS possuem efetiva necessidade, o conceito de “efetiva necessidade” exigido pela lei deixa de existir. Para quem não é da área jurídica, esclareço uma obviedade: um decreto presidencial só pode regulamentar a lei. É uma questão de hierarquia das normas: a Constituição é superior às leis, as leis são superiores aos decretos. Assim, todo decreto que modifique a lei é ilegal.

Detalhando a fraude legislativa:

1. O Estatuto do desarmamento diz que o interessado em adquirir arma de fogo deve demonstrar a EFETIVA NECESSIDADE (art. 4°).

2. O decreto antigo dizia que era responsabilidade do interessado “explicitar, no pedido de aquisição e em cada renovação do registro, os fatos e circunstâncias justificadoras do pedido, que serão examinados pelo órgão competente segundo as orientações a serem expedidas em ato próprio”.

3. O novo decreto diz que para a aquisição de armas de fogo, considera-se presente a EFETIVA NECESSIDADE exigida pela lei em seis hipóteses. Acontece que, de todas as seis, apenas DUAS HIPÓTESES são relevantes, pois somente elas já são suficientes para alcançar TODAS as pessoas que moram no Brasil.

4. São elas: (i) “residentes em área rural” e (ii) “residentes em áreas urbanas com elevados índices de violência, assim consideradas aquelas localizadas em unidades federativas com índices anuais de mais de dez homicídios por cem mil habitantes, no ano de 2016, conforme os dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública” (art. 12, §7°, III e IV).

5. O Atlas da violência mencionado pelo novo decreto demonstra que TODOS OS ESTADOS DA FEDERAÇÃO apresentaram índice anual de mais de dez homicídios por cem mil habitantes. Portanto, todos os residentes em área urbana, em qualquer unidade federativa, estão contemplados nessa classe.

6. Assim, só existem duas situações possíveis para quem mora no Brasil: (i) ou residem em “área rural”, e por isso podem adquirir arma de fogo; (ii) ou residem em “área urbana localizada em Estado com mais de dez homicídios por cem mil habitantes no ano de 2016” (porque TODOS os Estados tiveram), e por isso podem adquirir arma de fogo.

7. Ou seja, como o presidente e seu ministro da Justiça não têm coragem de dizer que TODOS QUE MORAM NO BRASIL podem ter uma arma de fogo, diz então que podem adquirir arma os “residentes em área rural” e os “residentes em áreas urbanas com elevados índices de violência, assim consideradas aquelas localizadas em unidades federativas com índices anuais de mais de dez homicídios por cem mil habitantes, no ano de 2016, conforme os dados do Atlas da Violência 2018, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública”.

Em resumo, a lei diz que para registrar arma o interessado deve demonstrar a EFETIVA NECESSIDADE, enquanto o decreto — que apenas deveria regulamentar a lei, jamais alterar essa determinação — diz que TODOS que residem no Brasil possuem efetiva necessidade.

Sim, o novo decreto é pura enganação para dizer o que não poderia ter sido dito. Essa é a verdadeira chicana.

Parabéns pra você que queria mudar o jeito de fazer política no país e elegeu o presidente e sua trupe. Não conheço nenhum exemplo de fraude jurídica maior do que esse decreto!

Todas as evidências provam que decreto de liberação de armas é má ideia

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Por Antonio Ozório

Se me perguntarem se gostei do decreto que regulamenta a posse de arma é claro que vou dizer que não.

1) mais armas significa mais danos acidentais causados por armas de fogo;
2) implica em mais ocorrências de crimes em momentos de ímpeto, causados no calor de conflitos;
3) significa mais letalidade nas reações armadas a assaltos, em regra com vantagem para o assaltante, pois, como sabemos, não devemos reagir a assaltos.

Contudo, estes seriam argumentos até menores se fosse verdade que com “mais armas” teríamos “menos crimes”, o que não é comprovado por nenhum estudo nacional ou internacional; ao contrário, nos países democráticos (com exceção dos EUA) há proibições de armas para o cidadão e/ou sérias restrições para a posse.

Também não há nenhuma comprovação de que as armas de fogo tenham efeitos dissuasivos e inibitórios sobre os assaltantes.

Mais armas legais apenas representará mais armamentismo no país, o que não significa diminuição da violência, cujo enfrentamento exige uma série de outras políticas públicas, muito mais amplas e complexas. Ao contrário, mais armas implicará em mais homicídios, violências letais e mais crimes em geral.

O que o governo fez foi cumprir a sua promessa de campanha. Ao regulamentar a posse de armas apenas gerou a falsa ilusão de que diminuirá o problema da violência. Mas as evidências provam o contrário. Quem viver, verá.

Gaúchos salvam Tio Patinhas do limbo e gibis Disney voltam às bancas

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Olha as coisas melhorando: meses depois do triste anúncio de que a Editora Abril estava cancelando seu contrato de publicação dos gibis Disney, Tio Patinhas e companhia bela estão prestes a voltar às bancas. A responsável é a Culturama, empresa de Caxias do Sul. Fundada em 2003, já publicava alguns livros de atividades com personagens licenciados.

O fiel da balança para a escolha dos gaúchos como novos responsáveis pelos gibis Disney foi a distribuição. As revistinhas agora estarão disponíveis em papelarias e supermercados, além das tradicionais bancas. O site Planeta Gibi, especializado em quadrinhos e colaborador da Abril e da Culturama em diversas iniciativas relacionadas à turma de Patópolis, informou algumas boas novidades para os fãs.

Os títulos retomados pela editora gaudéria serão: Pato Donald, Tio Patinhas, Mickey, Pateta e Aventuras Disney. Estarão disponíveis a partir de março, com a numeração zerada –ou seja, os números milionários atingidos pelos gibis durante a publicação pela Abril não serão mais válidos para os colecionadores.

Apenas histórias inéditas terão espaço nesses gibis, a princípio produzidas pelos estúdios tradicionais da Dinamarca, Holanda e Itália. Existe uma promessa para a criação de novas aventuras por artistas brasileiros, sobretudo do Zé Carioca.

Quem está a frente do projeto é Paulo Maffia, profissional de extensa ficha corrida nos quadrinhos da Abril. É um alívio vê-lo entre os envolvidos nessa importante retomada: garantia de seriedade e conhecimento pregresso das necessidades de um mercado cheio de desafios.

Vale ficar de olho na cobertura intensa do Planeta Gibi sobre o caso. A página da editora no Facebook também está publicando novidades com frequência. (Por Chico Barney)