Nos bastidores do rock

 

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Resenha lendária do crítico musical Lester Bangs sobre o disco de estreia do Black Sabbath:

“Muito além das faixas do mundo industrial de um país chamado Cream existem trabalhadores não-qualificados como o Black Sabbath, que surge como um ritual roqueiro de uma celebração de uma missa satânica ou algum outro tipo de enganação. Talvez uma resposta britânica ao Coven. Bem, eles não são tão ruins assim, mas isso é todo o crédito que merecem. O álbum todo é uma enganação, com uns títulos sombrios e letras vazias que soam como o Vanilla Fudge pagando um tributo ao Aleister Crowley. O álbum não tem nada a ver com espiritualismo, oculto ou qualquer coisa como cópias baratas dos clichês do Cream aprendidos de algum manual barato repetidos com uma frequência irritante. Os vocais são esparsos com a maior parte do álbum sendo preenchida com lentas linhas de baixo sobre uma guitarra que se prende a imitar os claptonismos dos piores momentos do Cream. Eles ainda têm a coragem de fazer duelos discordantes entre guitarra e baixo como numa corrida maluca para encontrar os perímetros musicais que parecem ter esquecido — igualzinho o Cream! Porém, pior.”

Bangs foi considerado o maior crítico da história do rock. Tinha posições polêmicas, texto brilhante e frases demolidoras. Morreu em Nova York, em 1982, aos 33 anos, vítima de uma overdose acidental de dextropropoxifeno (um analgésico opióide), diazepam (benzodiazapam) e NyQuil. Em 1970, ele resenhou o álbum de estreia do Black Sabbath. Sua opinião, corrosiva, sobre o disco do Sabbath é esta reproduzida acima.

Interdição do Mangueirão prejudica diretamente o Remo e afeta o PSC

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O estádio Jornalista Edgar Proença não receberá jogos durante o mês de janeiro. A informação foi divulgada pelo titular da Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel), Arlindo Silva, na tarde desta segunda-feira, na reunião que teve a participação da Federação Paraense de Futebol (FPF), órgãos de segurança e representantes dos clubes que disputarão o Parazão. O estádio virou alvo de preocupações depois que pedaços de reboco desabaram e destruíram assentos.

“Eu não gostaria de dar essa notícia. Infelizmente, em janeiro, se torna impossível o Mangueirão ter estado de uso para jogos. Segundo o Corpo de Bombeiros e a engenharia, já está sendo providenciado, até sexta-feira, um laudo do lado A e do lado B para detectar possíveis patologias do Mangueirão. Entendemos a situação dos clubes, mas a nossa preocupação é com a segurança”, disse o secretário da Seel.

O Remo deve ser o maior prejudicado com a interdição do Mangueirão, já que realizará todos os jogos como mandante no estádio estadual. Foram discutidas possibilidades de alterações nas datas dos confrontos do Leão, que faria, inicialmente, dois jogos fora: contra o São Raimundo, no dia 26, em Santarém, e no dia 31, diante do Independente, em Tucuruí. Os azulinos só voltariam a atuar na capital no dia 9 de fevereiro, diante do Tapajós, situação contestada pelo presidente Fábio Bentes.

“Isso deve ser definido com um laudo. Inicialmente teria o adiamento (do jogo contra o Tapajós) em uma semana, pro dia 27. A Federação colocou dificuldade em adiar, pois o jogo contra o São Raimundo será nessa data. Não estrear em Belém traz um prejuízo muito grande, não só financeiro, mas técnico. São dois jogos fora, se os resultados não forem favoráveis, como vai ser? Afasta a torcida, dificulta o campeonato. Não há uma sequência de estreia de nenhum clube com dois jogos fora. A tabela tinha sido anunciada com antecedência, com a ordem dos jogos. Há uma série de critérios que precisam ser obedecidos. Sei que o que aconteceu foi algo extraordinário, mas a gente precisa pensar no que é melhor para o Remo, sem descartar a segurança dos torcedores”, disse Fábio, informando que já foram vendidos antecipadamente mais de 6 mil ingressos.

A possibilidade do recebimento de uma compensação financeira por parte do Governo do Estado foi sugerida pelo presidente do Paissandu, Ricardo Gluck Paul. O Papão também sairia prejudicado com a interdição do estádio, pois o primeiro clássico Re-Pa da temporada deve ter nova data, saindo do dia 10 para o dia 17 de fevereiro.

Papão contrata mais um volante para a temporada 2019

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Depois de Johny Douglas, ex-Paraná, o Paissandu anuncia mais um volante para o elenco que disputará o Campeonato Estadual. É Marco Antônio, de 30 anos, que estava jogando no futebol coreano e assinou contrato até o final da temporada. O atleta já está integrado ao grupo e participou do treino realizado na manhã desta segunda-feira (14), no CT da Desportiva, em Marituba.

Experiente, Marco Antônio Nascimento Santos é canhoto e pode atuar como volante e meia. Nascido em Maceió, atuou nos três grandes de Alagoas: CSA, CRB e ASA. Pelo Azulão, foi campeão da Série C em 2017. Seu último clube antes de chegar ao Papão foi o Anyang, da Coreia do Sul, pelo qual fez 33 partidas.

Fora do Brasil, Marco Antônio jogou no 1860 München, da Alemanha, e no Kashiwa Reysol, do Japão. No PSC, o volante terá a concorrência de Willyam, Caíque, Alex Galo, Jhony Douglas e Yuri. É a 20ª contratação para a temporada.

A frase do dia

“E aí temos o Brasil, nas mãos de um fascista. (…) Bolsonaro é o Hitler dos tempos modernos. Não tem coragem e nem decisões próprias, é um fantoche. O povo brasileiro se encarregará dele. Deixemos o tema Bolsonaro ao formoso povo brasileiro, que lutará e se encarregará dele.”

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela

“Exemplo de nunca se curvar à injustiça”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta segunda-feira (14) a visita de Antônio Caetano de Paula Junior, conhecido como Pai Caetano de Oxóssi. Após o encontro, o líder religioso falou à Vigília Lula Livre sobre a visita, a terceira desde que Lula foi preso.

“Em um momento de injustiça em que nós nos deparamos com essa situação arbitrária, que hoje completa 283 dias, esse líder nos oferta o exemplo de nunca se curvar à injustiça. Nunca esquecer aqueles que precisam de ajuda. Lula nos inspira a buscar o que temos de mais valoroso, que é a solidariedade. E que a solidariedade seja a principal forma de vermos o mundo”, afirmou.

As apoiadores do ex-presidente, Pai Caetano lembrou o legado de Lula no combate à desigualdade social e na luta por uma país mais justo. “Tenho a convicção de que Deus escolhe determinadas pessoas na terra para nos brindar com esperança e muitas vezes com exemplos. Essa liderança surge do Nordeste brasileiro de um homem de uma família pobre, que luta sua vida inteira para alcançar um horizonte e, alcançando, transforma aquilo que seria um alcance individual em um exemplo de vida. Quando nós tivemos essa visão empática com as pessoas que passam dificuldade de Norte a Sul do país?”, questionou o pai de Santo.

Mangueirão só será liberado em fevereiro

O estádio Jornalista Edgar Proença só será reaberto em fevereiro, depois de obras de reformas nas arquibancadas. A informação foi divulgada na tarde desta segunda-feira pelo secretário estadual de Esportes e Lazer, Arlindo Silva. Até lá, o Remo precisará mandar seus jogos pelo Parazão em estádios com capacidade para 5 mil ou 10 mil espectadores. Castanhal, Bragança e Santarém são as alternativas.

Mulher diz que SP não quis Ganso e rechaça ideia de voltar ao Santos

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A mulher de Paulo Henrique Ganso, Giovanna Costi, respondeu a torcedores no Instagram e deu pistas sobre o futuro do meia. Em comentários de uma publicação, ela afirmou que o São Paulo não quis repatriar o jogador e que não há chance de ele se transferir para o Santos com Jorge Sampaoli no comando.

Sampaoli e Paulo Henrique Ganso trabalharam juntos no Sevilla. O meia não teve muito espaço com o técnico argentino e acabou encostado no elenco espanhol. Atualmente, ele está emprestado ao Amiens, da França, mas já foi liberado para procurar outro clube.

O futuro de Ganso está próximo de ser o Fluminense. Em entrevista à “Rádio Globo” nesta segunda-feira (14), o diretor de futebol do clube, Paulo Angioni, afirmou que sonha com o jogador e com Nenê, atualmente no São Paulo. (Do UOL)

Nos bastidores do rock

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Em entrevista à SiriusXM, reproduzida pelo Ultimate Guitar, o engenheiro de som Glyn Johns, que trabalhou no álbum de estreia do Led Zeppelin, falou sobre o disco inaugural do quarteto britânico e comentou algumas curiosidades relacionadas à banda – incluindo o fato de que Mick Jagger, vocalista dos Rolling Stones, e George Harrison, guitarrista dos Beatles, não gostaram do registro.

“Eu trabalhava com os Stones na mesma época em que esse álbum do Led Zeppelin foi feito. Estávamos fazendo ‘The Rolling Stones Rock and Roll Circus’, um programa de TV com vários artistas diferentes. Estávamos dando ideias sobre quem poderia ir ao programa, daí mostrei esse disco. Disse que Jimmy (Page) havia lançado uma banda com John Paul Jones e que seria enorme, mas Mick não gostou. Talvez ainda não goste”, afirmou Glyn Jones, sobre a reação de Mick Jagger à estreia do Led Zeppelin.

Led Zeppelin 1975

Com relação a George Harrison, Glyn Jones disse que também trabalhava com os Beatles na época. “George e eu morávamos na mesma direção. Passamos pelo Olympic Studios, que foi onde gravei o álbum do Led. Eu o convidei para ouvir um pouco do disco e ele também não gostou. Achou horrível”, disse.