Usina de factoides

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A tática malandra foi usada, com relativo sucesso, por Donald Trump, guru de Bolsonaro: Soltar declarações polêmicas, meio estapafúrdias, para confundir a mídia e entreter a plebe. Enquanto isso, questões realmente importantes são encaminhadas sem maior alarde. A pergunta é: até quando o truque vai funcionar?

Expulsão temporária volta ao debate

FBL-ENG-PR-MAN CITY-LIVERPOOL

Por José Inácio Werneck

Uma ideia já debatida no passado mas que volta a ganhar corpo é a da expulsão temporária de um jogador. Um exemplo típico em que uma expulsão temporária poderia ser usada ocorreu na semana passada na partida entre Manchester City, jogando em seu campo, e o visitante Liverpool.

Lá pelo meio do primeiro tempo houve um lance em  que Vincent Kompany, o zagueiro do Manchester City, poderia ter sido expulso, numa entrada violenta, sem bola, em Mo Salah, atacante do Liverpool.

Era ainda muito cedo no jogo. Analistas diversos tiveram opiniões diversas. Uns acharam  que Kompany deveria ter recebido cartão vermelho direto (ele ficou no amarelo). Outros argumentaram exatamente com o que escrevi acima: àquela altura, no meio do primeiro tempo, deixar o Manchester City com apenas dez jogadores seria uma punição severa demais.

E se Kompany tivesse sido expulso apenas até o fim do primeiro tempo?

Deixo aos leitores a opção de opinar sobre esta sugestão que já foi feita no passado mas que parece cada vez mais oportuna, ainda mais nestes  tempos em que há o VAR, que poderia ser usado para analisar a severidade da falta no replay.

O jogo entre Manchester City e Liverpool continua a repercutir, agora com acusacões de que Pep Guardiola deu ordens aos encarregados  do Etihad Stadium para deixar a grama mais alta, para neutralizar uma das qualidades do Liverpool que é a da explosão, a velocidade na passagem da defesa para o ataque.

É uma acusação que Guardiola nega veementemente.

Outro aspecto curioso do jogo foi a pressa com que comentaristas no Brasil viram sutilezas táticas de Guardiola que na verdade não existiram. Foi dito que ele escalou propositadamente um zagueiro como lateral esquerdo para fazer marcacão especial sobre Mo Salah.

Isto me lembrou um caso muito discutido na Copa de 1978, quando o técnico Cláudio Coutinho resolveu escalar o quarto-zagueiro Edinho como lateral esquerdo do Brasil.

Mas no que toca ao jogo Manchester City x Liverpool, discordo dos que viram uma intenção tática de Guardiola, por duas razões. A primeira, óbvia, é que Guardiola estava sem os seus dois laterais esquerdos. O titular, Benjamin Mendy, foi operado do joelho em novembro e só volta no fim do mês. Seu reserva, Fabien Delph, estava suspenso, por cartão vermelho.

A opção de Guardiola seria escalar Kyle Walker na lateral direita e Danilo na lateral esquerda (onde ele também seria improvisado). Mas Walker está mais ou menos de castigo por Guardiola, que acha que ele comete pênaltis desnecessários. Na partida contra o Liverpool, Walker entrou a apenas quatro minutos do fim.

Outra consideração que eu faria é que um grandalhão (1,91m) como Laporte, de lateral esquerdo, teria, como teve, dificuldades diante de um atacante pequeno e veloz como Mo Salah. Tanto que, numa das vezes em que Salah enveredou pelo meio do ataque, Kompany, outro grandalhão, só conseguiu pará-lo com a falta comentada acima e que poderia perfeitamente ter resultado em sua expulsão.

Com o que, volto ao tema inicial: não seria interessante adotar-se a expulsão temporária? Ela oferece gradações mais sutis do que as disponíveis no momento.

Fla amplia avanço sobre jogadores de outros clubes

O lateral direito Fagner recebeu sondagem do Flamengo durante as férias dos jogadores, em dezembro. A procura se deu cerca de uma semana após a eleição de Rodolfo Landim como presidente do clube rubro-negro, já que a posição é vista como prioridade para a montagem do elenco pela diretoria carioca. O negócio, porém, não avançou.

Tratada como “corriqueira” por três pessoas ouvidas pela reportagem, a sondagem travou na falta de vontade do Corinthians em negociar o atleta. Receoso em fazer um grande investimento para tirar o lateral da Seleção Brasileira do Timão, os cariocas preferiram voltar seus esforços a outras posições.

De acordo com o GloboEsporte, o jogador custaria cerca de R$ 20 milhões, mas o valor não é confirmado pela diretoria corintiana. Duas pessoas ouvidas asseguraram que a multa rescisória do atleta para clubes brasileiros bate na casa dos R$ 100 milhões, dando segurança ao Timão para negociar a permanência do jogador.