Helder empossa secretariado e promete concluir obras inacabadas

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O governador Helder Barbalho deu posse, nesta quarta-feira (2), no Palácio do Governo, aos secretários e chefes das forças de segurança do Estado. Helder fez questão de ressaltar que as escolhas foram pautadas fundamentalmente por critérios técnicos e de acordo com a qualificação profissional de cada um deles. “Os critérios de escolha utilizados permitirão um novo patamar de gestão ao Estado; e que possamos o quanto antes fazer chegar à sociedade paraense as mudanças desejadas e reivindicadas por cada cidadão deste Estado”, comentou.

“O esforço conjunto e de Estado deve buscar retomar o ambiente de paz a nossa sociedade através de investimentos em educação, em esporte, em cultura, em infraestrutura urbana, em saúde, em promoção de emprego e geração de renda nas comunidades”, acrescentou.

Helder destacou que a prioridade do Governo do Estado é retomar obras em andamento ou que se encontram paralisadas. “Não comungo que a tese de novas ações sem que as que estão em andamento sejam conclusas, primando pela boa utilização dos recursos públicos. Faremos disso uma prática”, alertou.

O governador Helder Barbalho também definiu as diretrizes na gestão da educação, ao descentralizar o protagonismo do núcleo central da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Para isso, entrarão em ação o o potencial das Unidades Regionais de Ensino (Ures) no Estado.

Ressaltou que será feito processo seletivo para a direção das 21 Unidades Regionais em todo o estado, sendo que cada URE terá seu planejamento isolado e integrado de educação de acordo com o diagnóstico local.

Entre as diretrizes para área da saúde, o governador foi enfático ao falar da conclusão dos Hospitais Regionais. “Nossa equipe está entrando a partir de hoje nos hospitais para efetivamente visualizarmos as obras físicas, os contratos seja de conclusão das mesmas, seja de contratação de pessoal para que os hospitais sejam concluídos”, disse.

Lista dos secretários empossados:

– Parsifal Pontes – Casa Civil

– Cel PM RR Osmar Costa Júnior – Casa Militar

– Ricardo Sefer – Procuradoria-Geral do Estado (PGE)

– Hanna Ghassan – Secretaria de Planejamento (Seplan)

– Alberto Teixeira – Delegado-Geral da Polícia Civil

– Cel QOPM José Dilson Melo de Souza Júnior – Comandante-Geral da Polícia Militar

– Cel QOBM Hayman Apolo Gomes de Souza – Comandante Geral do Corpo de Bombeiros

– Hugo Suenaga – Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Pesca (Sedap)

– Antônio de Pádua de Andrade – Secretaria de Transportes (Setran)

– Ruy Cabral – Secretaria de Desenvolvimento e Obras Públicas (Sedop)

– Carlos Maneschy – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Profissional e Tecnológica (Sectet)

– Leila Freire – Secretaria de Educação (Seduc)

– Alberto Beltrame – Secretaria de Saúde (Sespa)

– Hugo Sarmanho Barra – Secretaria de Justiça (Seju)

– Hanna Ghassan – interina Secretaria de Administração (Sead)

– René Júnior – Secretaria da Fazenda (Sefa)

– Úrsula Vidal – Secretaria de Cultura (Secult)

– Arlindo Silva – Secretaria de Esporte e Lazer (Seel)

– Inocêncio Gasparim – Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster)

– Ricardo Balestreri – Secretaria Extraordinária de Estado de Cidadania

Meus inimigos estão no poder

Por Mauri Cruz (*)

Meus inimigos estão no poder. Mas ainda não é possível saber quanto mal eles pretendem e podem fazer. O que fizemos e pra quem fizemos, ainda está e estão aí. Há uma retórica da maldade mas me atrevo a crer que não será assim, de supetão, pelo discurso do ódio e da eliminação que as coisas irão acontecer. É certo que estão em risco a saúde, a educação, a assistência social, a soberania de nosso território, a segurança alimentar e os direitos das trabalhadoras e trabalhadores. Mas será preciso um processo real de desmonte e de eliminação de tudo o que foi construído. Isso dá trabalho e leva tempo. E enfrentará nossas resistências.

Meus inimigos estão no poder. Mas, afinal, quem são eles? Terão todos as mesmas capacidades, os mesmos interesses? Haverá contradições entre eles que podem e devem ser exploradas para dividi-los? Hoje mesmo li ótimo artigo de Ângela Alonso [1] que nos alerta que este campo que pavimentou a vitória da extrema direita nas eleições de 2018 é amplo e sedimentado. Está na base da sociedade brasileira há vários anos. Não é um movimento passageiro e tem um ativismo forte em todas as classes sociais. Apesar disto, não é tudo a mesma coisa e nem mesmo o bloco político que assumiu a presidência representa sua expressão mais consistente.

Diz que podemos identificar pelo menos três segmentos distintos que se movimentam com interesses e motivos nem sempre homogêneos. Há o bloco da moralidade e dos costumes liderado principalmente pelas igrejas e religiosos que tem no combate as agendas chamadas “liberais” seu principal alvo. Este bloco precisa de um estado que intervenha nas agendas morais, que controle as políticas culturais e da educação; há o bloco dos neoliberais que tem com centro a economia e é liderado por segmentos liberais e anarco-liberais que são contra qualquer expressão de estado, querem a redução de impostos e a privatização de todas as dimensões da vida. Não tem uma preocupação moral; e há o bloco das “instituições” liderado por militares e servidores do judiciário que tem um projeto de poder corporativo, de interesse de classe. Tem como foco, eliminar seus inimigos, as esquerdas e os movimentos sociais, e “tomar posse” da maior parte das riquezas nacionais oferecendo ao capital internacional como moeda de troca de sua permanência no poder. O que uniu estes grupos foi a narrativa antissocial, anticorrupção e anti-esquerdas, ou seja, uma narrativa de negação e não de afirmação. Estes grupos estarão num mesmo governo tendo que resolver seus interesses na prática. Isso também dará trabalho, levará tempo e terá resistências.

Meus inimigos estão no poder. E meus amigos e aliados ainda estão bem confusos. Não entenderam direito o que está acontecendo e seguem agindo como se o cenário e o ambiente ainda fosse aquele anterior a 2013. É preciso reconhecer que há uma mudança qualitativa na luta de classes no Brasil e no mundo. E, parte desta mudança é que, no lado da direita, há um ativismo real nas bases das sociedades que enxerga as pautas de extrema direita como sendo a saída para seus problemas. O inimigo deles está declarado. É a agenda social, denominada como comunista e/ou socialista e os movimentos e partidos que defendem esta agenda. Ativismo quer dizer que, em todos os espaços onde eles estão, inclusive familiar, e levam sua “verdade”, sua narrativa, suas propostas. Eles não medem esforços para defender seus objetivos e interesses. A estratégia de desqualificá-los, zombar deles, tentar inferioriza-los intelectualmente, nada disso tem efeito prático. Pelo contrário, apenas consolida a divisão da sociedade. Divisão essa que, neste momento, nos coloca em posição de minoria.

Já, parte dos partidos de esquerda, não possuem mais aquele ativismo social. Há uma retórica da resistência. Vive de momentos de mobilizações ou de eleições. Isto porque muitas causas não mobilizam porque envelheceram, se desatualizaram. Há novas causas, ou antigas causas que não eram valorizadas, que não foram incorporadas ou foram apenas na retórica. A dinâmica de resistência segue sendo a mesma que resultou nas derrotas desde o impedimento da Presidenta Dilma, que não foi capaz de evitar a prisão do Presidente Lula e nem a derrota nas urnas em 2018. É preciso compreender o que está acontecendo para mudar estas estratégias de enfrentamento e sair da defensiva. E a agenda é aquela que nasce da luta de classes, a luta real por direitos. No dia-a-dia, no cotidiano das pessoas. Sim, daquelas pessoas que, iludidas, elegeram seu inimigo para governar. E, nesta hora, é preciso solidariedade e empatia e não deboche.

Meus inimigos estão no poder. E precisamos resistir. Resistir com inteligência, com unidade e força. E esta resistência precisa agregar parcela da sociedade que foi envolvida no discurso da mudança. A forma de alterar a correlação de forças é compreender onde está o centro da luta de classes e canalizar nossas energias para estes conflitos e contradições. Parece evidente que um dos conflitos centrais estão na disputa das riquezas naturais e seu papel na macro economia mundial. Há décadas a Amazônia e sua biodiversidade está sob ataque. Outras áreas com enormes jazidas de minérios nobres também. Por isso, a pressão sob as reservas indígenas e os territórios quilombolas. Da mesma forma, o controle sobre as reservas de água doce também serão um ponto de conflito. Há um grande interesse internacional sobre o aquífero Guarani e seu potencial econômico num planeta que está rumando a passos largos para um crise de água potável. Isso quer dizer que as agendas ambientais e territoriais são um elemento chave na retomada da ofensiva e há movimentos nacionais importantes que sabem disso e precisam de apoio e fortalecimento.

A luta de classes também está sendo travada nas grandes cidades. Um dos conflitos é entorno dos temas da moradia que sofre com a política dos grandes oligopólios da especulação imobiliária e de construção civil. O déficit de moradia só cresce e cada vez mais pessoas estão vivendo nas ruas. Esse contingente vai seguir ocupando espaços vazios e gerando cada vez mais conflitos e disputas concretas. Outro é a crise da mobilidade que é resultado de um complô entre a indústria automobilística com sistema financeiro que a viabiliza, a indústria do petróleo e as corporações de construção de estradas. As agendas do transporte público sob controle das grandes empresas privadas e com baixa capacidade de gestão dos poderes públicos é um elemento central. Por isso, a questão das tarifas que foi o estopim de 2013, segue sendo uma pauta potente e mobilizadora.

A luta de classes segue sendo o centro da luta feminista. Este modelo de desestatização que retira o estado da educação, da saúde e da assistência social vai querer transferir estas “tarefas” para as mulheres. Por isso, o discurso de que as mulheres devem ficar em casa. Não para serem rainhas do lar, mas para cumprirem com as tarefas que o estado capitalista não quer arcar com os custos. A agenda social, ou socialista como querem os novos donos do poder, é uma agenda que democratiza os custos dos impactos do próprio sistema capitalista. E nestas agendas, está a luta pelos direitos de igualdade das mulheres que, historicamente assumiram sozinhas as tarefas que são de responsabilidade do conjunto da sociedade. O feminismo e as lutas das mulheres nunca foram tão centrais como hoje. E as mulheres sabem disso e por isso estão na resistência.

Meus inimigos estão no poder. E a violência urbana e a pretensa luta contra o trafico de drogas é um território de luta de classes de difícil compreensão para as esquerdas. Talvez porque seja uma agenda contra os povos negros de periferia no Brasil e as populações oriundas dos povos indígenas das periferias latino-americanas. Parece óbvio que o tráfico de drogas é comandado por grupos das elites brancas e não pelos “chefes dos morros” e que não há tráfico de drogas sem algum grau de conivência dos sistemas de segurança. Manter uma agenda por segurança pública e uma classe média com medo das populações das periferias é uma necessidade para manter a dominação numa sociedade tão desigual. E é aqui que reside o centro da questão racial que não é de preconceito e sim de lugar na economia, lugar na sociedade, lugar no poder, lugar na história. A agenda racial sempre teve um papel central na luta de classes no Brasil e as esquerdas sempre tiveram muita dificuldade de entender isso. Aqui, o desafio é universalizar a luta por igualdade racial e, da mesma forma, tentar universalizar as agendas dos povos negros.

Meus inimigos estão no poder. Mas o mundo está mudando muito rápido e a revolução das tecnologias, da inteligência artificial, dos produtos e serviços sem intermediação da massa de mão de obra, muda a lógica de acumulação capitalista. Exclui milhões de seres humanos do processo produtivo. E eles não tem respostas para estas crises e suas contradições.

Meus inimigos estão no poder. Mas assumiram o poder através de um processo eleitoral e sob o manto de uma Constituição Cidadã. Eles assumiram o poder mas nenhum poder é absoluto. Há regras a serem cumpridas. Há interesses a serem atendidos. E nós continuamos aqui. E somos muitas causas. E sabemos aprender com nossos acertos e com nossos erros. Podemos construir uma frente ampla, e democrática real, com novos protagonismos. Se são novas lutas que estão no centro da luta de classes é preciso que hajam novos protagonismos.

A história da humanidade é a história da luta de classes. E, sempre, em todas as eras, houve quem escolheu aderir ao sistema de poder injusto e desigual e quem optou em lutar por uma sociedade humana para todas e todos de forma igualitária e solidária. Nosso sonho é esse. Lutamos por liberdade para todas e todos, por igualdade entre todas e todos, pelos direitos humanos básicos como o direito a vida, a alimentação saudável, a moradia digna, a saúde de qualidade com acesso universal, a proteção das pessoas que dela necessitam, a educação pública e gratuita, a manutenção e proteção de meio ambiente em harmonia com o modo de vida. Meus inimigos estão no poder, mas o projeto deles não dá conta da dimensão dos sonhos do povo brasileiro. Esse poder não vai durar prá sempre. Então temos que resistir, preparando o futuro de tal forma que não cometamos os erros de nosso passado recente.

(*) Advogado socioambiental, especialista em direitos humanos, professor de pós-graduação em Direito a Cidade, Mobilidade Urbana e Gestão Pública.

Papo reto

– Vc tá torcendo contra?

– tô

– Por quê?

– Ele falou em como vai diminuir a desigualdade?

– Não

– Falou em como vai ajudar o povo?

– Não

– Demonstrou o mínimo de preocupação com as pessoas que morrem de fome?

– Não

– Vou torcer a favor de quê, então?

(by Elika Takimoto)

Sobre inimigos imaginários

Não há, na história, governantes sem seus vilões, sejam eles reais ou imaginários. Jair Bolsonaro, que toma posse hoje, já escolheu um inimigo imaginário (o comunismo) e um real, a imprensa. Ele tem razões objetivas para atacar os jornalistas.

Bolsonaro e sua família estão no baixo-clero da política há 30 anos praticamente sem serem notados. Antes de mostrarem interesse real em vencer eleições majoritárias, os Bolsonaro só viravam notícia quando diziam frases absurdas ou quando desmaiavam em debates. Eram da turma dos Severinos Cavalcanti, a faixa de políticos que se situa entre o Tiririca e um vereador reacionário de uma cidade do interior do país. Serviam para a sociedade do espetáculo e seus programas humorísticos, ora para rirmos deles, ora para nos causar repulsa e ódio. A nota evidente é que agora esse personagem grotesco vai governar um país doente. Nós elegemos um meme.

A essa altura, vocês já sabem: Jair Bolsonaro bloqueou toda a redação do Intercept (inclusive nossa conta oficial) no Twitter  – a rede social que, segundo ele, “qualquer informação além [de fora do Twitter] é mera especulação maldosa e sem credibilidade.” O que teme Bolsonaro?

Bolsonaro teme a imprensa porque foi ela que descobriu a Wal do Açaí, o Queiroz, o cofre milionário que sumiu de uma agência do Banco do Brasil. Foi ela que identificou os 15 milhões de reais em imóveis da Família B, com salários incompatíveis.

Bolsonaro odeia e tenta deslegitimá-la porque sabe que ela não vai desaparecer. “A imprensa acabou” é só um bordão ruim e velho repetido por todos os governantes desde que a imprensa existe. Os governantes sumiram, a imprensa segue por aqui.

Na esteira do escândalo Queiroz, seus fãs mais ardorosos perguntaram publicamente: “onde estava a imprensa nos últimos tempos?”, como se elas tivessem descoberto o mensalão lendo borra de café ou nuvens no céu. A Lava Jato – o grande cavalo de batalha da “luta contra a corrupção” que elegeu Bolsonaro – não sobreviveria seis meses sem a imprensa.

É evidente que há por aí mau jornalismo, aos montes. E que a confiança entre a população e o jornalismo se quebrou. Mas até nisso o bolsonarismo quer falsear a história: o acordo entre o público e a imprensa foi quebrado há muitos anos. Bolsonaro está surfando nessa onda e querendo tomar para ele a vitória de ter feito com que a população desacreditasse o que vê no noticiário. É mais uma de suas mil mentiras, porque obviamente não foram eles que fizeram isso. A imprensa já estava desgastada há muito tempo: apenas 10% dos jovens confiam muito nela. Eles precisam ser reconquistados.

Bolsonaro já escolheu seus assessores travestidos de jornalistas, entre grandes redes de TV e sites produtores de lixo disfarçado de informação. Alguns deles estão se orgulhando por terem sido convidados para a posse, como se estivéssemos de volta à Corte de Dom João. Vocês podem dar a isso o nome que quiserem.

Se Bolsonaro é inimigo da imprensa, a imprensa não é inimiga de Bolsonaro. A imprensa seguirá cumprindo seu papel e não vai tirar os olhos do novo governo. A Presidência da República é do povo, por mais que Jair Bolsonaro pense que seja dele e de sua turma.

Do The Intercept

Posse teve menor número de delegações estrangeiras desde Collor

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Os festejos da posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República contabilizaram o menor número de delegações estrangeiras em cerimônias de primeiro mandato em quase três décadas. Neste ano, 46 delegações estrangeiras vieram à capital federal, segundo informou nesta tarde o Itamaraty. Desses, dez vieram lideradas por seus chefes de Estado ou governo.

Levantamento feito no acervo do Estadão mostra que à posse de Fernando Collor de Mello, em 1990, vieram 72 delegações estrangeiras. O jornal da época mostra que a grande estrela dessa festa foi o mandatário de Cuba, Fidel Castro, que fazia sua primeira visita ao Brasil. Ele chegou atrasado ao último compromisso da agenda do então presidente, José Sarney. De linha favorável aos Estados Unidos, a posse de Collor foi prestigiada pelo então vice-presidente, Dan Quayle.

Para a posse de Fernando Henrique Cardoso, em 1995, vieram 120 delegações. Fidel novamente prestigiou a festa, que teve direito a show de Daniela Mercury.

Novidade no cenário internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mereceu o deslocamento de 110 delegações estrangeiras para sua posse. Ele dividiu os holofotes com o então presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

Dessa vez, os Estados Unidos enviaram seu representante comercial, Robert Zoellick, que havia se envolvido em um bate-boca com Lula na campanha eleitoral. O brasileiro ameaçava paralisar as negociações para formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Zoellick afirmou que, fazendo isso, o Brasil poderia fazer comércio com os pinguins da Antártida. Ao que Lula o classificou de “sub do sub”.

A posse mais prestigiada em termos de presença estrangeira foi a de Dilma Rousseff, em 2011. O jornal do dia registra a presença de 130 delegações estrangeiras, das quais 32 lideradas por chefes de Estado ou de governo.

Omissão pode fazer Ciro virar a Marina de amanhã

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Ciro Gomes teve 13% dos votos numa eleição em que não sobrou mais nada além dele, PT/Lula/Haddad e Bolsonaro. Todas as outras candidaturas e partidos foram dizimadas. Mas quem mais perdeu foi Marina, que acabou com 1% dos votos.

Marina, em agosto de 2014, era tida por muitos como virtualmente eleita. Pessoas do seu núcleo dirigente já discutiam inclusive estratégias de governabilidade. Marina convidaria quadros do PT e do PSDB, com quem mantinha boas relações para o seu governo, com o objetivo de sair do PSB e tornar a Rede um partido dos “melhores” das outras legendas.

Como se sabe, Marina acabou ficando em terceiro lugar, deixou que Aécio lhe beijasse a mão e o apoiou de corpo, alma e cabelos soltos no 2º turno, selando ali o seu destino rumo ao 1% de 2018.

Ciro Gomes teve a chance de ser eleito presidente em 2018. Haddad, autorizado por Lula, o convidou para ser o vice do ex-presidente. Com isso ele seria virtualmente o candidato de todo o campo progressista caso houvesse a cassação da candidatura Lula. Ciro não topou. Considerava que podia ser o Macron brasileiro. O candidato do centro. Aquele que seria eleito pra afastar o risco dos extremos Lula/PT e Bolsonaro.

Foi atrás do centrão e por isso não convidou nem o PSB e nem o PCdoB para ocupar a vaga de vice. E tomou um olé de Alckmin e de Rodrigo Maia, que fazia de conta que articulava por ele.

Mesmo assim fez uma campanha bonita e chegou longe. Não se deve subestimar os votos de Ciro no contexto em que eles foram obtidos. Foi uma campanha heroica.

Mas ao invés de transformar aquele resultado numa vitoria, Ciro pegou o primeiro voo para Paris e passou o segundo turno sem se posicionar de forma clara. Pior, voltou na véspera da eleição, num momento em que Haddad recebia apoios inclusive da centro direita, e não declarou voto direto a ele.

Bolsonaro vitorioso, Ciro deu mais declarações no sentido de que o Brasil não corre riscos com um descerebrado desses na presidência, do que qualquer outra coisa. E agora, esconde-se quando o prefeito de Niteroi, do seu partido politico, é preso de maneira absolutamente arbitrária.

Na politica, gestos como este costumam cobrar alto preço. Ciro Gomes, que é um dos quadros políticos mais preparados do país, perdeu completamente o rumo. Isso é muito ruim.

Não é da noite para o dia que se constroem lideranças como Marina e Ciro. E isso pode fazer muita falta para a reconstituição de um campo político progressista capaz de governar o Brasil. Tomara que seja apenas uma má fase. E que a virada de ano e a crise institucional, que virá com a posse e as medidas que Bolsonaro tentará aprovar já no primeiro semestre de 2019, tragam o velho Ciro de volta a arena política.

Começa a caça às bruxas

Coluna de Ascânio Seleme, editor do jornal O Globo, afirma que a caça a servidores com posições contrárias ao governo de Jair Bolsonaro (PSL) começou nesta quarta-feira (2) e está sendo feita via redes sociais. Segundo o jornalista, o “pente fino” está sendo feito entre todos os funcionários sem estabilidade, que ocupam cargos comissionados, que estão tendo suas contas em redes sociais analisadas. Se a pessoa tiver postado alguma coisa como “Ele não”, “Fora, Temer”, “Foi golpe”, “Marielle vive” será sumariamente demitida.

Pessoas que pareçam de esquerda também estão sendo vetadas para compor o governo. Segundo a repórter Andréia Sadi, do G1, a administradora Desiré Queiroz, favorita para o cargo de secretária nacional da juventude, deve ser vetada pela ministra Damares Alves por ter defendido em rede social a vereadora assassinada Marielle Franco.

F1: família de Schumacher divulga mensagem aos fãs

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A família de Michael Schumacher emitiu um raro comentário sobre a saúde do ex-piloto um dia antes de ele completar 50 anos. Em nota oficial, Corinna Schumacher, mulher do alemão, disse que ele está nas melhores mãos e estão fazendo tudo “humanamente possível” para ajudá-lo. “Você pode ter certeza que ele está nas melhores mãos e estão fazendo tudo humanamente possível para ajudá-lo. Por favor, entenda se estamos seguindo os desejos de Michael e mantendo um assunto tão sensível como sua saúde em privacidade. Ao mesmo tempo, queremos agradecer por sua amizade e desejar saúde e um feliz 2019”, diz a nota.

A família de Schumacher anunciou que um museu virtual será lançado no dia em que o ex-piloto completará 50 anos. Além disso, um aplicativo para celular também será lançado com todas as informações e estatísticas sobre o alemão sete vezes campeão mundial de Fórmula 1. Michael Schumacher sofreu um acidente de esqui há cinco anos em Méribel, na França. O alemão bateu a cabeça em uma rocha, teve sérias lesões cerebrais e desde então sua real condição de saúde é tratada em completo sigilo pela família.