
“Qualquer canção de dor/Não basta a um sofredor/
Nem cerze um coração rasgado/Porém ainda é melhor/
Sofrer em dó menor/Do que sofrer calado.”
(thanks, Chico!)

“Qualquer canção de dor/Não basta a um sofredor/
Nem cerze um coração rasgado/Porém ainda é melhor/
Sofrer em dó menor/Do que sofrer calado.”
(thanks, Chico!)



Campeonato Brasileiro da Série B 2018 – 7ª rodada
Avaí x Paissandu – estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC), às 19h15

Na Rádio Clube, Carlos Gaia narra, Carlos Castilho comenta. Reportagens – Saulo Zaire, Giuseppe Tommaso. Banco de Informações – Jerônimo Bezerra


Por Diego Torres, no El País
O técnico alemão que conduziu o Liverpool à final da Champions League contra o Real Madrid foge ao estereótipo do treinador convencional. Não só por sua filosofia de jogo, mas também pelas convicções além da bola. Jürgen Kloppnasceu em Glatten, uma pequena cidade na região da Floresta Negra. “Tinha 1.500 pessoas quando eu me mudei e agora tem 1.499”, brincou o comandante dos Reds ao ser questionado sobre sua origem suábia.
Cristão de inclinação protestante, desde adolescente é movido por um poderoso senso comunitário. “Eu diria que nossa missão é fazer com que nosso minúsculo pedaço de terra seja um pouco mais bonito”, disse ao Westdeutsche Zeitung, em 2007. “A vida consiste em fazer com que os lugares por onde passamos sejam melhores, e em não nos levarmos tão a sério. Em se esforçar ao máximo. Em amar e ser amado.”
“Creio no estado de bem-estar social”, afirmou uma vez ao diário Taz. “Nunca pagarei um plano privado de saúde. Nunca votarei em um partido porque promete baixar os impostos. Se há algo que jamais farei em toda minha vida é votar na direita”.
Quando lhe pediram que refletisse sobre o Brexit durante entrevista para o Guardian, não reprimiu uma mensagem que, ao menos na Inglaterra, desatou uma polêmica:
“Não sou a pessoa mais adequada para falar do Brexit, mas, se me perguntam, dou minha opinião. Será que vão me escutar? Talvez esse seja o problema: a gente escuta às pessoas erradas. Por isso, [Donald] Trump é presidente dos Estados Unidos! Por isso, os ingleses votaram o Brexit! A União Europeia não é perfeita, não foi perfeita e não será perfeita. Mas é a melhor ideia que tivemos até o momento. Devemos repensar o Brexit, levá-lo à votação outra vez com informações adequadas. Aprovar o Brexit por 51% dos votos diante de 49% contrários não tem o menor sentido”.


O futebol é sujo.
Seria apenas uma frase qualquer, não fosse dita pelo pioneiro do marketing esportivo no Brasil. O empreendedor que ficou bilionário à custa de corrupção desenfreada e de conchavos com mídia, políticos e empresários. O jornalista esportivo que se tornou um dos mais bem-sucedidos empresários do país. O corruptor que virou delator: J. Hawilla.
Fruto de dois anos de pesquisa, O delator é mais que uma biografia; é o raio-x do homem que implodiu a máfia da cartolagem nas três Américas. Traz informações exclusivas, detalhes até então desconhecidos, contratos explosivos jamais revelados e propinas de todos os tipos. Disseca, ainda, a parceria com Ricardo Teixeira e a CBF, que viria a sequestrar dos brasileiros a gestão de seu bem mais amado: o futebol.
Os jornalistas Allan de Abreu e Carlos Petrocilo mapeiam, aqui, as metamorfoses de Hawilla. De radialista do interior até senhor de um patrimônio que inclui afiliadas da TV Globo no interior, fazendas, holdings, jatinhos, fazendas de criação de gado; passando pela compra e venda de placas de publicidade na beira do gramado em estádios. Mais tarde, os direitos de transmissão televisiva dos mais importantes eventos de futebol do planeta.
Os autores revelam, ainda, detalhes de seu depoimento ao FBI, após ser acusado de formação de quadrilha, obstrução de justiça, lavagem de dinheiro, fraude bancária… sem nunca ter sido nem ao menos indiciado em seu país natal. Protagonista de um megaesquema de corrupção que lhe garantiu fortuna e impunidade, Hawilla optaria por se tornar um homem-bomba. E implodir o sistema.
Hawilla está para o futebol como Marcelo Odebrecht para a construção civil. Ambos prosperaram em um ambiente de privilégios e pouquíssima transparência. Escrutinar sua trajetória é entender as raízes do subdesenvolvimento de nosso futebol. Pródigo em talentos, mas indigente em gestão e profissionalismo, atrelado a interesses ilegítimos. O delator é um gol de placa do jornalismo investigativo.
TRECHO:
“Principal corruptor da cartolagem nas três Américas, espião a serviço do FBI, ancião arrependido, J. Hawilla personifica o tortuoso processo de modernização do futebol latino-americano, com suas virtudes, mas também seus graves vícios. O radialista caipira, que ganhou o mundo vendendo a imagem do futebol às margens da lei e da ética, chega ao fim da vida refém de seus próprios pecados.”
Allan de Abreu nasceu em Urupês (SP) em 1979. Jornalista com mestrado em teoria da literatura pela Unesp, é repórter da revista Piauí. Trabalhou nos jornais Folha de S.Paulo, Diário da Região, Bom Dia e O Estado. Venceu o Prêmio Esso de Jornalismo na categoria Interior em 2004 e é autor de Cocaína: a rota caipira, também pela Editora Record.
Carlos Petrocilo nasceu em São José do Rio Preto (SP) em 1983. Jornalista formado pela Universidade Santo Amaro, em São Paulo, é editor de esportes doDiário da Região. Trabalhou como repórter no Jornal da Tarde e no Lance!. Venceu o Prêmio Petrobras na categoria Reportagem Esportiva em 2013 e é autor do livro Meninas, o sonho de bola.

O meia Rafael Bastos, mais novo contratado do Remo, já pode estrear na Série C. Ele teve o nome publicado no BID nesta sexta-feira, ficando à disposição do técnico Givanildo Oliveira para o jogo deste sábado contra o ABC, em Natal-RN. O jogador foi apresentado oficialmente na terça-feira e já participou dos treinamentos do elenco.
Confiante, o meia disse que está bem fisicamente. Avalia a derrota em casa frente ao Confiança-SE como um acidente de percurso e vê boas possibilidades de o Remo se reabilitar com um triunfo dentro da capital potiguar.
Aos 33 anos, Bastos já atuou por vários clubes brasileiros e estrangeiros. Foi jogador do América-MG sob o comando de Givanildo. No meio-campo, o Remo tem hoje Everton como titular, mas Bastos pode ser opção para o segundo tempo da partida. (Foto: Ascom Remo)

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