
Por Carlos Henrique Machado (*)
Não só isso, a camisa canarinho representa hoje simbolicamente a ira tóxica da direita paneleira contra a esquerda.
Essa iniciativa não partiu de nenhuma campanha.
Simplesmente ninguém quer parecer o pato que foi às ruas por ter votado em Aécio e ter perdido a eleição e, por consequência, pedir a cabeça de Dilma.
Em linguagem simples do futebol, não souberam perder e, agora, não sabem aonde enfiam a cara por terem ido às ruas em nome de Aécio contra a “corrupção” e, menos ainda, sabem o que fazer com a camisa da seleção que usavam como símbolo de patriotada patética, sobretudo porque quem foi às ruas fantasiado de patriota e enfeitou a cara de verde e amarelo, jamais foi pelo fortalecimento do país.
Por isso, as camisas do Brasil encalham nas lojas e mercados populares.
A classe média Miami Beach é a maior queima filme da camisa da seleção brasileira.
(*) Músico, compositor e pesquisador de música popular brasileira