Copa Verde 2017 – 1ª fase
Paissandu x Galvez-AC – estádio da Curuzu, 20h30
Na Rádio Clube, Carlos Gaia narra; João Cunha comenta. Reportagens – Valdo Souza, Dinho Menezes, Francisco Urbano e Saulo Zaire. Banco de Informações – Fábio Scerni
Copa Verde 2017 – 1ª fase
Paissandu x Galvez-AC – estádio da Curuzu, 20h30
Na Rádio Clube, Carlos Gaia narra; João Cunha comenta. Reportagens – Valdo Souza, Dinho Menezes, Francisco Urbano e Saulo Zaire. Banco de Informações – Fábio Scerni


POR KIKO NOGUEIRA, no DCM
A mãe de todas as fake news dos últimos anos é a história de que Lulinha era dono — ou sócio majoritário dependendo da “fonte” — da Friboi.
A fraude embarcou até nas propagandas com Tony Ramos. Na internet, pessoas pediam o boicote da marca “do filho do Lula”. A JBS, dona da Friboi, se viu forçada a esclarecer que os nomes dos acionistas “podem ser encontrados no site”.
“Lá será possível identificar que do total de ações, 44% são de propriedade de uma holding chamada FB Participações, que é formada por membros da família Batista, fundadora da JBS”, avisavam. De nada adiantou.
Enquanto os boçais se refestelavam nesse boato, descobre-se na Operação Carne Fraca da Polícia Federal que a empresa abastecia o caixa do PMDB e do PP.
De acordo com um delegado federal, o dinheiro arrecadado no esquema de corrupção envolvendo fiscais e maiores frigoríficos do País irrigava os dois partidos.
O ministro Osmar Serraglio, aliado de Cunha, teve como maior doador de sua campanha em 2014 a JBS.
O propinoduto era encabeçado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Em dois anos de investigação, detectou-se que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás “atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público”.
Em 2015, Fábio Luís Lula da Silva pediu abertura de um inquérito policial para investigar as origens desses rumores. Uma postagem de uma conta fake de Eduardo Jorge foi a gota d’água.
Desnecessário acrescentar que não deu em nada.
Ao longo desse tempo, ninguém na imprensa nunca quis perguntar a Lulinha se a conversa procedia. Deixaram o barco rolar porque, afinal, se tratava do inimigo.
Como ficarão os canalhas que alimentaram essa mentira? Mais tranquilos que o Tony Ramos e prontos para a próxima: “Aqui tem confiança”.
Na mosca.


POR GERSON NOGUEIRA
Com dificuldades para furar o bloqueio defensivo do Atlético-AC no primeiro tempo, o Remo se organizou melhor na etapa final e venceu com folga, garantindo passagem à segunda fase da Copa Verde. Ofensivo, chegando a ter cinco homens de frente, o Leão poderia ter disparado uma goleada mais ampla se aumentasse o ritmo nos minutos finais e aproveitasse as diversas chances criadas.
Os embaraços encontrados no começo do jogo tinham a ver com a falta de velocidade nas jogadas pelos lados. Léo Rosa até se aventurava pela direita, mas Tsunami guardava posição e o meio-de-campo não conseguia ultrapassar as duas linhas de marcação impostas pelo Atlético.
Ao invés de trocar passes em velocidade, o Remo precipitava jogadas, facilitando o bloqueio defensivo dos acreanos. Eduardo Ramos e Flamel foram bem no aspecto individual, mas o time não conseguia encaixar ações ofensivas bem trabalhadas. Edgar, que substituiu Nano, limitava-se a receber e passar a bola, evitando as arrancadas.
Por parte do Atlético, Joel e Polaco eram os jogadores mais acionados, conseguindo criar algumas situações de ameaça ao gol de André Luís.
Para o segundo tempo, o Remo voltou com nova disposição, buscando sufocar desde o começo. Logo aos 4 minutos, Edgar fez um cruzamento perfeito para Henrique cabecear e abrir o placar. A partir daí, o time passou a ter confiança e o Atlético viu-se obrigado a sair da cautela, abrindo espaços que foram bem aproveitados pelos atacantes remistas.
As chances foram aparecendo e o time acreano começou a bater cabeça nas bolas cruzadas para a área. Aos 14 minutos, Eduardo Ramos recebeu na intermediária e tocou para Tsunami driblar um zagueiro e fuzilar para o gol, ampliando a vantagem.
Josué Teixeira tirou Flamel, cansado, e lançou Gabriel Lima para ajudar Jayme e Edgar na frente. Ramos passou a centralizar a organização de jogadas, puxando os contra-ataques e impondo um ritmo forte sobre a zaga visitante.
Polaco ainda ameaçou com um tiro cruzado, aos 19 minutos, mas André Luís saiu muito bem, evitando o gol. Aos 34 minutos, em grande jogada de Edgar pela esquerda, a bola sobrou na área para a finalização certeira de Gabriel Lima.
A classificação estava garantida, mas o Remo continuou em cima. Aos 43, Edgar foi acionado por Ramos e tocou na medida para Jayme marcar o quarto gol, fechando a contagem.
Não foi necessário que o Remo fizesse uma partida excepcional, mas provou que o time cresce sempre que utiliza a velocidade na ligação e aproveita a habilidade de seus atacantes mais abertos, Jayme e Edgar.
Nesse aspecto, é indiscutível a evolução criativa do meio-campo com Ramos exercendo o papel de organizador, embora o comportamento coletivo do time contra o Galo acreano tenha sido apenas razoável.
——————————————————
Obrigação de vencer é maior obstáculo para o Papão
Os bicolores terão hoje à noite um desafio aparentemente mais difícil que o do Remo, pois terá que derrotar o Galvez para assegurar a classificação. Apesar disso, é inegável a disparidade técnica entre os times. Em condições normais, os bicolores têm tudo para confirmar o favoritismo e avançar na competição.
Só não pode repetir a atuação tímida do jogo contra o Independente, no último domingo, quando passou o primeiro tempo preso à marcação e sem criatividade para buscar alternativas.
A solução veio com a entrada do meia Diogo Oliveira, que deu mais estabilidade à meia-cancha e foi fundamental para que Leandro Carvalho encontrasse mais espaço para manobrar.
Caso Marcelo Chamusca siga a lógica, Oliveira deverá entrar jogando, assumindo a função de criar jogadas, que até então vinha sendo executada precariamente pelos volantes Wesley e Rodrigo.
(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 17)
Copa Verde 2017 – 1ª fase
Remo x Atlético-AC – estádio Jornalista Edgar Proença, 20h30

Na Rádio Clube, Ronaldo Porto narra; Rui Guimarães comenta. Reportagens – Paulo Fernando, Paulo Caxiado, Mauro Borges e Carlos Estácio. Banco de Informações – Fábio Scerni.


À beira da extinção, informação e curtição sem perder o sinal do Wi-Fi.
futebol - jornalismo - rock - política - cinema - livros - ideias