Caso Karnal expõe tamanho da rejeição ao juiz de Curitiba

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POR PAULO NOGUEIRA, no DCM

O caso Karnal comprovou uma coisa que muita gente contesta: o tamanho da rejeição de Sérgio Moro.

Se alguém ainda tinha dúvida, ficou claro que Moro está longe de ser uma unanimidade.

Karnal foi simplesmente massacrado nas redes sociais por aparecer ao lado de Moro. A reação do público atingiu tal proporção que Karnal retirou do Facebook a foto infame.

Fora os analfabetos políticos da direita xucra, Moro é malvisto hoje por muitos brasileiros. Não falo apenas dos petistas e nem só, num universo maior, dos progressistas em geral.

Muitas pessoas do centro, a princípio animadas ou até entusiasmadas com Moro, foram mudando de opinião quando foi ficando evidente o caráter brutalmente tendencioso e parcial da Lava Jato.

Moro não se empenhou, a partir de certo momento, em sequer fingir que é um juiz isento. Sua foto com Aécio numa festa da IstoÉ é uma prova disso. Numa sociedade mais avançada, aquele flagrante seria suficiente para ele ser afastado das investigações por conduta inadequada a um juiz.

Em muitos ambientes Brasil afora, Moro será hoje vaiado como Temer.

A decisão de Karnal de remover a foto foi uma bofetada moral em Moro. E talvez um choque de realidade, se ele ainda se julgava um semideus.

Ele enganou durante algum tempo muita gente. Mas tanto abusou que as pessoas acordaram para a farsa que ele é.

O caso Karnal demonstra isso integralmente.

Rádio Estadão sai do ar e abre espaço para conteúdo evangélico

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DO COMUNIQUE-SE

A tarde de sexta-feira, 10, terminou com notícia desagradável para os funcionários da Rádio Estadão. Empresa responsável pela manutenção do veículo, o Grupo Estado informou (internamente) que o fim da emissora está decretado. A partir de 18 de março, a frequência de 92.9 FM em São Paulo passará a ser ocupada por uma igreja. A decisão faz com que comunicadores sejam demitidos e mais líderes religiosos ganhem espaço na mídia. Os cortes com pessoal começaram antes de o fim da Rádio Estadão ser confirmado. Em seu blog, o jornalista Anderson Cheni, articulista-parceiro do Portal Comunique-se, informou que a emissora dispensou o repórter Marcel Naves e a apresentadora Alessandra Romano (que estava na emissora desde o ano lançamento, 2011).

Na ocasião, o colunista já tinha adiantado que o futuro da marca estava incerto. Com o fim da Rádio Estadão, outros profissionais devem ser dispensados. Poucos nomes devem ser reaproveitados na Eldorado (rádio também mantida pelo Grupo Estado).

O Grupo Estado informa que, com o fim da Rádio Estadão, passará a concentrar investimentos em projetos digitais. A empresa garante ter “focado seus investimentos numa estratégia multiplataforma em meios como jornal, portal, mobile, redes sociais, e-commerce e eventos proprietários, como os Summits e Fóruns Estadão”. Com esse formato de trabalho, a direção aproveitou para divulgar resultados avaliados como positivos. “O conteúdo qualificado de todas as plataformas tem aberto inúmeras possibilidades de crescimento”, ressalta.

A Feliz FM será a nova rádio a ocupar a frequência de 92.9 FM na Grande São Paulo. A marca é administrada pela igreja Comunidade Cristã Paz e Vida. A mudança fará com que os ouvintes troquem jornalismo e músicas por atrações de cunho religioso. Dessa forma, a Feliz FM deixará de ser transmitida em 92.5. A emissora tem como dirigente o pastor Juanribe Pagliarin, de 61 anos. Ele também é publicitário e conferencista. A movimentação faz com que a Rádio Estadão sucumba de vez ao arrendamento para igrejas. Anteriormente, o espaço em AM já tinha sido repassado para outro grupo evangélico. Abaixo, o comunicado oficial:

Grupo Estado desativa rádio e concentra investimentos no digital

Com o objetivo de concentrar ainda mais os seus investimentos no segmento digital, o Grupo Estado anuncia que deixa de veicular a programação da Rádio Estadão (92,9 FM). A Rádio Eldorado (107,3 FM) segue operando normalmente e passa a apresentar novos programas jornalísticos em sua programação. A frequência 92,9 FM passará a veicular conteúdo da Comunidade Cristã Paz e Vida, que entrará no ar no dia 18 de março.

O Grupo Estado tem focado seus investimentos numa estratégia multiplataforma em meios como jornal, portal, mobile, redes sociais, e-commerce e eventos proprietários, como os Summits e Fóruns Estadão. O grupo é líder no mercado de informações financeiras em tempo real com a AE Broadcast, que produz mais de 1.000 notícias diárias sobre os mais variados setores da economia e conecta cerca de 10 mil profissionais. O conteúdo qualificado de todas as plataformas tem aberto inúmeras possibilidades de crescimento para os mais diferentes canais.

No mês passado, o grupo lançou o Media Lab Estadão, plataforma que reúne projetos de publicidade voltados para Brand Content. O objetivo foi reunir num mesmo guarda-chuva os serviços de marketing e expertise editorial. Agora, as marcas podem ter acesso a conteúdos inovadores, que integrem informação e tecnologia, como por exemplo, reportagens especiais feitas em Realidade Virtual (RV).

O Grupo Estado tem investido também em empresas digitais como o Moving, site de venda de imóveis, a Genial Seguros, site de venda de seguros, e em breve anunciará o lançamento de uma nova empresa de e-commerce. 

Marcada para morrer

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POR GERSON NOGUEIRA

A CBF não se manifesta e a FPF, para variar, nada sabe informar a respeito. O fato é que a semana termina com a forte boataria sobre extinção da Copa Verde em 2018, saindo do calendário oficial. Deficitária e sem maiores atrativos para clubes e torcedores, a competição vem se arrastando há quatro anos e só não acabou graças à presença da dupla Re-Pa.

Não é de hoje que se comenta sobre o fim do torneio, idealizado para substituir a antiga Copa Norte e para dar uma força aos dois gigantes do futebol paraense. Sem patrocínio, nasceu marcada para morrer. Em 2016, veio o beijo da morte, com a perda do acesso à Sul-Americana, seu único real encanto.

Curiosamente, as especulações sobre o futuro da CV surgem depois que a CBF sinalizou para sua transformação em competição internacional, a Green Cup, agregando times da Venezuela e dos Estados Unidos.

Na comparação com a Copa do Nordeste, a CV expõe todas as suas fragilidades. Ao contrário da competição nordestina, que é patrocinada e bancada pela iniciativa privada, sem depender da CBF, o torneio de apelo ecológico vive de pires na mão.

Quanto aos números, a CV leva uma verdadeira goleada. Enquanto a CN gratifica os clubes com R$ 600 mil na primeira fase, R$ 450 mil na segunda, R$ 550 mil na terceira e R$ 1.250.000 para o campeão, a CV trabalha com valores bem mais modestos: a primeira fase paga R$ 15 mil, a segunda premia com R$ 30 mil e a terceira com R$ 50 mil, cabendo ao time campeão a quantia de R$ 180 mil.

A essa altura, até a conotação ambiental soa esdrúxula. As únicas vinculações com a preservação do meio ambiente são a troca de ingressos por garrafas PET e o cartão verde que é aplicado como homenagem a atletas que se destacam pelo jogo limpo.

No coração da região mais visada e assolada pelos devastadores, a CV peca por timidez no marketing e ingenuidade nas ações práticas. A verdade é que o gancho ambientalista é usado como mero artifício mercadológico. Em termos práticos, nada vai além do discurso empolado dos dirigentes.

Caso venha a ser cancelado, o torneio não deixará saudades. Não arrasta torcidas, amplia o fosso entre clubes dos diversos Estados e tem no Re-Pa sua maior atração. É um torneio pobre em emoção e equilíbrio técnico.

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Papão encara o Galo em busca da forra

A derrota para o Independente no Navegantão, na primeira fase, ainda não foi esquecida pelos bicolores. A lembrança daquela noite, quando o Galo Elétrico saiu vencedor tendo um jogador a menos desde os 13 minutos, ainda martela na cabeça dos comandados de Marcelo Chamusca.

É com a disposição de devolver o revés que o Papão recebe hoje à tarde, na Curuzu, o surpreendente time de Léo Goiano. O favoritismo é bicolor, mas é bom não duvidar da audácia do visitante.

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Bola na Torre

Guilherme Guerreiro apresenta o programa, a partir das 20h45, na RBATV. Giuseppe Tommaso e este escriba de Baião participam dos debates, com a presença de Emerson, goleiro do Papão, e de André Luís, arqueiro do Remo.

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Primeira parcial do Troféu C13 sai na terça-feira

A primeira parcial de apuração do Troféu Camisa 13 será anunciada na próxima terça, 14. A escolha recai sobre os melhores do Campeonato Paraense até a sétima rodada, na opinião do torcedor, que é senhor absoluto da premiação mais tradicional do esporte paraense. A parcial vem acompanhada de prêmios para os votantes desta edição comemorativa do C13, que completa 25 anos de existência. A divulgação será feita por Zaire Filho no programa Camisa 13 de terça-feira, às 6h30.

(Coluna publicada no Bola deste domingo, 12)