Archive for 10 de março de 2017

Rock na madrugada – Paul McCartney, My Brave Face

10 de março de 2017 at 23:49 Deixe um comentário

Copa BR: Corinthians derruba Luverdense

10 de março de 2017 at 12:27 6 comentários

Fogão estreia com vitória na Taça Rio

10 de março de 2017 at 12:25 Deixe um comentário

Programa Sócio Bicolor lança nova promoção

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10 de março de 2017 at 10:21 21 comentários

Fé cega, faca amolada

POR GERSON NOGUEIRA

Há uma brutal diferença a separar jogos comuns de acontecimentos épicos no futebol. Nem o fato de o PSG ter se entregue de corpo e alma a uma ridícula tática defensivista diminui o tamanho do feito do Barcelona, no confronto de anteontem. Nem os erros de arbitragem reduzem a importância da façanha. Foi um jogaço, graças à aplicação e à fúria obsessiva do time espanhol.

Quando você ouvir um desses gurus da autoajuda falar em força mental procure pensar nesse time do Barcelona. Ter fé é fundamental em qualquer atividade humana. Biblicamente, a mensagem é definitiva: a fé remove montanhas. Ora, o Barça se apegou a esse princípio.

Deu certo. Nos últimos 20 minutos da decisão com o PSG, o mundo viu um time obcecado pelo gol, indo às últimas consequências para botar a bola no barbante. Daqui a algumas décadas, quando os moleques de hoje forem senhores, certamente irão recomendar que se veja o vídeo a partir dos 30 minutos do segundo tempo. É o bastante.

O futebol devia ser sempre assim. Jogado com paixão e entrega. Sem meio-termo, indo às últimas consequências. Como se não houvesse amanhã – e, na verdade, não havia.

Muitas coisas ficaram provadas no gramado do Camp Nou. A mais importante de todas é que não há resultado impossível de ser buscado. Os jogadores do Barça não hesitaram em nenhum momento. O técnico, Luis Henrique, também não. Ele, por sinal, armou um esquema todo voltado para imprensar o PSG, sem dar espaço e nem permitir sossego.

Sem laterais, mas com meias que corriam pelos lados, o Barça foi inclemente. Martelou do começo ao fim. Quando o primeiro tempo terminou, com 2 a 0 no placar, veio a impressão de que não ia dar.

Ficou ainda mais complicado quando Cavani descontou, deixando o placar em 3 a 1 e obrigando os catalães a fazerem mais três. Ora, a maioria dos times do planeta, mesmo diante de suas torcidas, iria sentir o golpe, arrefecer e entregar os pontos.

O Barça levou apenas alguns minutos para reagir. Neymar cobrou falta com perfeição e ampliou, devolvendo a sensação de que dava para chegar. Instantes depois, sofreu o pênalti e converteu, a poucos minutos do fim.

A luta contra o relógio fez com que o Barça atingisse o estágio da superação absoluta, quando há uma combinação de vontade física e de atitude mental positiva. Todos os jogadores centrados na ideia de que o sexto gol estava ali, à porta.

E começou a ser construído pelos pés de Neymar, o dono da reação, motor da sobrevivência. Mandou a bola na área, cruzada e precisa, para Sergi Roberto desviar para as redes.

Aí, por breves e intermináveis segundos, a história transpôs os limites do Camp Nou e invadiu o mundo, transformando em catarse coletiva a empolgante conquista do Barça. Tão tocante que até o frio Messi explodiu em gritos – como nunca havia feito antes – e foi comemorar com a torcida, como um Cantona reencenado.

Foi bonito. Viu-se a história acontecendo diante de todos. Como o 7 a 1 da Alemanha, no Mineirão, este é um capítulo que jamais será esquecido.

Repito: o feito suplanta até os pecados da arbitragem errática. Haverá sempre alguém a lembrar que Di Maria foi tocado na área quando o jogo estava 3 a 0, em pênalti ignorado pelo apitador. Acontece. São coisas que infelizmente o futebol se acostumou a ver, seja na Champions League, na Copa Verde ou na Lampions League.

O que não é rotineiro ocorrer foi a transfiguração de um time, obstinado a ponto de alcançar a classificação contra uma equipe igualmente forte, sem esmorecer em nenhum instante. E jogando muita bola, com passes no chão toques rápidos, sem jamais abrir mão de seu principal trunfo: a técnica refinada a serviço do resultado.

O futebol renasce sempre que alguém o homenageia dessa forma. Depois desse jogo, a temporada 2017 já pode acabar.

Importante observar que ninguém mais vai poder dizer que Neymar é pipoqueiro ou cai-cai. Tomou conta do jogo e ainda teve fibra para pegar a bola e cobrar um pênalti diante de 100 mil catalães. É preciso ter sangue nas veias para agir assim (Bebeto, nos idos de 90, refugou numa situação idêntica, em La Coruña). O craque brasileiro se agigantou e atingiu um novo patamar, só reservado aos grandes heróis.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 10)

10 de março de 2017 at 9:43 11 comentários

CBF confirma jogo contra Alemanha

A Seleção Brasileira enfrentará a Alemanha não dia 27 de março de 2018, a três meses da Copa do Mundo da Rússia. A partida Será, realizada em Berlim, no Estádio Olímpico. O coordenador de Seleções, Edu Gaspar, pontuou a importância da partida no ano do mundial. “Jogar contra uma seleção de alto nível, como a Alemanha, será uma prova fundamental para nossos atletas e Comissão Técnica. Ainda mais por se tratar de um jogo na casa do adversário e em um ano importantíssimo para nossa Seleção”.

Tomara não aprontem mais um vexame tsunâmico.

10 de março de 2017 at 9:41 Deixe um comentário

Capa do Bola – sexta-feira, 10

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10 de março de 2017 at 9:36 6 comentários

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