Barça foi o único clube que deu ajuda financeira à Chapecoense

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Só um time europeu abriu os cofres para ajudar na reconstrução da Chapecoense: o Barcelona. A revelação foi feita pelo presidente do clube catarinense, Plínio David de Nês Filho, ao programa de rádio da Cadena SER, da Espanha. “O Barcelona foi a primeira equipe que se solidarizou com a gente e, até agora, é o único que nos ajudou financeiramente”, disse.

O clube catalão enviou 250 mil euros (cerca de R$ 830 mil na cotação atual) à Chapecoense para ajudar na reconstrução da equipe. Em maio, o Barça ainda abrirá as portas do Camp Nou e arcará com todos os custos para fazer um amistoso com a Chape em maio.

No Brasil, as ajudas ficaram mais baseadas nos empréstimos de jogadores – foi assim que o clube catarinense conseguiu montar o elenco que precisava para a temporada. E o Palmeiras acabou eleito como o ‘mais solidário’ do futebol nacional.

“O Palmeiras foi o único que abriu uma lista de jogadores e nos falou: ‘Escolham os que lhes agradam e nós veremos a disponibilidade'”, disse o diretor João Carlos Maringá ainda em dezembro, quando estava contratando jogadores. (Da ESPN)

Preço de meia-armador assusta até os mais ricos clubes brasileiros

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O meia Éverton Ribeiro decidiu deixar o Al Ahli, clube dos Emirados Árabes em que já está há três temporadas. Sua ideia é retornar ao Brasil, e interessados, pelo seu futebol, não faltam. No entanto, os valores da negociação assustam até os times mais ricos do país.

Segundo Mauro Cezar Pereira, comentarista dos canais ESPN e blogueiro do ESPN.com.br, o Al Ahli pede R$ 16,6 milhões por 50% dos direitos do atleta, que topa um salário de R$ 700 mil para atuar novamente no Brasil.

Fora isso, seu empresário, Robson Ferreira, ainda pede R$ 1,7 milhão para fechar o negócio com os árabes.

Apesar de Éverton ter bom retrospecto recente, com títulos importantes por Al Ahli e Cruzeiro (bicampeão brasileiro), além de convocações pela seleção brasileira, os altos valores já fizeram equipes desistirem do negócio.

De acordo com Jorge Nicola, comentarista dos canais ESPN, o Palmeiras demonstrou interesse em Ribeiro quando soube que ele estaria deixando os Emirados Árabes. Ao saber do montante a ser desembolsado, porém, o clube palestrino pulou fora.

E isso que os palestrinos tiveram a maior receita entre todas as equipes da Série A no ano passado: R$ 477 milhões, segundo estudo do Itaú BBA. Já o Flamengo, que teve o segundo maior orçamento do país em 2016 (R$ 379 milhões) é outro que não topa negociar com Éverton Ribeiro nos valores propostos agora.

Segundo Mauro Cezar, o negócio só caminhará se os patamares financeiros forem reduzidos, já que o clube da Gávea já usou o dinheiro da negociação do lateral esquerdo Jorge, vendido ao Monaco, para cobrir investimentos feitos entre 2016 e 2017.

Além de Palmeiras e Fla, o São Paulo também demonstrou interesse no ex-meia do Cruzeiro. Contudo, a situação complicada do time tricolor, somada aos altos investimentos recentes em atletas como o zagueiro Maicon e o atacante Lucas Pratto, também dificultam um acerto.

Éverton tem 27 anos e foi revelado pelo Corinthians. Ele passou pelo São Caetano antes de brilhar no Coritiba, sendo duas vezes vice da Copa do Brasil, e chegar à “Raposa” em 2013. Fazendo ótima parceria com o também meia Ricardo Goulart, ele conquistou duas vezes o Campeonato Brasileiro. (Da ESPN)

Noite cultural de Belém ganha o Ziggy Hostel Club

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Um espaço que, semanalmente, promova shows autorais, baladas, impulsionando a arte e a cultura paraense e, de quebra, ainda hospede pessoas interessadas na cena cultural de Belém: assim será o Ziggy Hostel Club, que já era sonho antigo e se torna realidade a partir desta sexta-feira, 24 de março, quando inaugura o espaço do club e do biergarten. Localizado na Tv. Benjamin Constant, 1329, no bairro de Nazaré, o multiespaço começa a funcionar com baladinhas, shows locais e nacionais e já libera seu subsolo e quintal, que se une à efervescente noite belenense.

De quinta à sábado, o Ziggy estará aberto com festas de rock, discotecagens, baladas anos 90, black music, programação cultural, infantil, aberta e muito mais, sempre trazendo novidades e integrando as novidades culturais belenenses. No dia da inauguração, 24 de março, o público vai ser recebido com a primeira festa do Ziggy, uma Roquerági, com discotecagens dos DJs Se Rasgum e show da banda The Baudelaires, no melhor estilo do inferninho rock. No sábado, a Insanos 90, festa que a Se Rasgum produções já realiza desde o início dos anos 2000, tem sua primeira edição no Ziggy Hostel Club, trazendo os clássicos rock e indie desta década amada nos sets dos DJs Damasound, Felipe Proença, Fernando Souza e o DJ convidado Márcio Gato.

Ainda na programação de abertura, o club terá a primeira edição da Soul Train, festa de black music comandada pelos DJs residentes da casa, os Bambata Brothers, sempre trazendo convidados especiais. Já confirmados na programação, tocam por lá a Molho Negro e uma banda nacional já anunciada, a paulista O Terno, no dia 07 de abril, fazendo uma apresentação completa no club do Ziggy com ingressos limitados. A programação integral do Ziggy Hostel Club pode ser acessada nas redes sociais da casa (Facebook, Instagram e Twitter).

CLUB, CAFÉ E HOSTEL

Instalados em um casarão datado da primeira metade do século 20, o Ziggy vai colocar todos os seus espaços pra funcionar em etapas. Em março já serão inaugurados o club e o biergarten, que são um espaço pra festas e um quintal charmoso pra degustação de um cardápio criativo e exclusivo da casa. Em breve, será lançado o café cultural, que ocupará o segundo piso do casarão, com um cardápio para merendas, cafés e cervejas especiais e irá inaugurar o happy hour das quintas-feiras no Ziggy, com chopps sempre no ponto. Por último, será inaugurado o hostel, com vagas para dezenas de aventureiros que compartilhem o desejo de estar bem próximos da cena cultural de Belém do Pará.

SELO DE GARANTIA

O club já inaugura com grande expectativa de público, trazendo consigo a experiência de mais de 10 anos da Se Rasgum Produções, empresa que organiza várias festinhas, shows e o festival de mesmo nome, em Belém, e que também integra o Ziggy Hostel Club. Dessa forma, o público terá uma programação intensa de festas e shows locais e nacionais semanalmente, com grande qualidade sonora, além dos shows em grandes palcos e do festival, que continuará saudável como sempre. (Texto: Imprensa Se Rasgum)

ROQUERÁGI NO ZIGGY HOSTEL CLUB

Sexta, 24.03, a partir de 22h – Ziggy Hostel Club, Tv. Benjamin Constant, 1329

Show da The Baudelaires, DJs Se Rasgum

Ingressos – R$ 15 até 23h; R$ 20 de 23h em diante

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PROGRAMAÇÃO DE LANÇAMENTO

SEMANA 1

24.03 – ROQUERÁGI – Show: The Baudelaires DJs Lux (Se Rasgum) e Tércio Souza (Sir Black)

25.03 – INSANOS 90 – DJs Damasound, Felipe Proença, Fernando Souza e DJ convidado Márcio Gato

SEMANA 2

30.03 – SOUL TRAIN – DJs Bambata Brothers e DJ convidado Morcegão

31.03 – ROQUERÁGI – Show: Molho Negro; DJs Lux (Se Rasgum) e Vini (Vandersex)

01.04 – BAILE TROPICAL – DJs Bernardo Pinheiro (Baile Tropical) e Damasound (Se Rasgum)

SEMANA 3

06.04 – SOUL TRAIN – DJs Bambata Brothers + convidados

07.04 – ZIGGY APRESENTA O Terno (SP) – DJs Se Rasgum e convidados

08.03 – CASABERTA – Pocket Shows: programação a confirmar

Juiz das camisas negras sequestra computador e quebra sigilo de blogueiro: objetivo é intimidar

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POR RODRIGO VIANNA

O juiz das camisas negras cometeu mais uma arbitrariedade. Não é novidade. Um juiz que vaza ilegalmente conversa sigilosa de presidente da República (como Sérgio Moro fez com Dilma); um juiz que oferece à mídia conversas pessoais da ex-primeira dama Marisa Letícia; um juiz que vai às redes sociais pedir apoio popular, como se fosse um justiceiro de filme de bang-bang; um juiz que confraterniza com a direção do PSDB, entre conversas de pé de ouvido e risos cínicos… Esse ser ainda pode ser chamado de juiz?

Hoje, Sérgio Moro deu mais um passo em sua carreira de arbitrariedades. Mandou a Polícia Federal bater à porta do blogueiro Eduardo Guimarães, um dos mais ácidos críticos da Lava-Jato. E determinou que se apreendessem todos equipamentos (laptop, computador, celulares) do blogueiro que, há 12 anos, cumpre papel jornalístico divulgando informações relevantes e expressando opinião no Blog da Cidadania.

Percebam a gravidade do ato praticado neste dia 21 de março de 2017. Ninguém mais está a salvo das arbitrariedades da vara de Curitiba. Depois de atentar contra a Democracia e o voto, depois de enterrar segmentos importantes da economia nacional, Moro e a Lava-Jato investem agora contra a liberdade de informação.

Isso só já seria grave. Mas pretendo mostrar que a ação tresloucada do juiz pode ter outro objetivo, que indica o caminho sem volta adotado pela Lava-Jato nesta terça-feira, 21 de março.

Em fevereiro de 2016, Eduardo Guimarães publicou em primeira mão a informação de que a Lava-Jato se preparava para conduzir Lula coercitivamente e invadir o Instituto Lula. Alguns dias depois, em 4 de março de 2016, os fatos se confirmaram. Isso enfureceu os procuradores da Lava-Jato e o próprio Moro. O jornal de direita “O Globo” fez reportagens mostrando que Guimarães deveria ser alvo de investigação. E assim se fez.

Oficialmente, o juiz das camisas negras determinou agora condução coercitiva de Eduardo Guimarães para que ele revelasse, na qualidade de “testemunha”, quem foi a fonte que lhe vazou a informação sobre a operação. Trata-se de um atentado à liberdade de informação. A Constituição estabelece o princípio do “sigilo da fonte”.

Reparem: a Globo e outros meios tradicionais vazam tudo o que querem da Lava-Jato. Jornalistas jamais foram incomodados por isso. E é bom que assim seja, apesar do caráter unilateral e abjeto dos vazamentos globais. Mas a regra do sigilo da fonte não vale quando o jornalista que faz o vazamento é o dono de um blog com posições políticas claramente contrárias à Globo e a Moro.

Moro argumenta que Eduardo não é jornalista, por isso não estaria coberto por tal garantia. Aí está a malandragem. O provável é que Moro saia derrotado nesse debate jurídico, já que o STF já deu decisão clara sobre o fato.

Por que então conduzir Eduardo?

Pra mim, não resta dúvida: todo o show teve dupla função…

Primeiro, intimidar quem ouse criticar a Lava-Jato (nesse ponto, acho que o tiro sai pela culatra, e sei de vários jornalistas da chamada grande mídia que se mostram indignados com o ato ditatorial do juiz de fala mole). Qualquer cidadão minimamente informado sobre a história sabe que a tendência é a seguinte: com o poder desmedido que angariou, Moro num primeiro momento vai intimidar os críticos mais identificados com a esquerda; depois, partirá pra cima de qualquer um. Não é à toa que jornalistas com posições tão diferentes como Ricardo Noblat, Kennedy Alencar e André Forastieri já se manifestaram publicamente contra a ação ilegal.

Em segundo lugar (e aí está o pulo do gato): o objetivo da Lava-Jato não foi apenas sequestrar Eduardo Guimarães para que ele revelasse a fonte que lhe vazou informações em 2016 (até porque o blogueiro saiu da PF, no início da tarde de terça, com a nítida impressão de que seus interrogadores já sabem quem foi o vazador)… O objetivo pode ter sido sequestrar o celular do Eduardo, o computador do Eduardo, e vazar de forma lenta, a conta-gotas, qualquer conversa reservada, pessoal, que possa ser constrangedora ao Eduardo ou a outros personagens que cumprem a tarefa de enfrentar Moro e sua tropa de assalto.

Moro já fez isso com grampos de Lula. Vazou primeiro. A Globo fez a festa. O STF, através do ministro Teori, aplicou-lhe uma leve reprimenda. Moro então pediu desculpas, e seguiu adiante. Mas o estrago já estava feito.

Objetivo agora é idêntico: os camisas negras poderão usar seus prepostos na internet para vazar diálogos, mensagens ou qualquer coisa que sirva pra intimidar blogueiros e lideranças críticas à Lava-Jato (e não faltam antagonistas e porra loucas de extrema direita pra cumprir esse papel).

O celular e o computador do Eduardo Guimarães serão torturados, até confessar o que a Lava-Jato quer ouvir. A tortura física de uma prisão indefinida (instrumento adotado pelo juiz das camisas negras) pode ser tão grave quanto a tortura psicológica de conversas pessoais tornadas públicas. Dona Marisa que o diga…

Se não houver contenção organizada ao juiz arbitrário, ele se sentirá livre pra partir pra cima de qualquer um que ficar à sua frente. Ninguém estará a salvo. Ou a sociedade contem agora o juiz das camisas negras, ou ele fará jus ao uniforme que nos lembra os tempos tristes de Mussolini na Itália.

P.S.: o objetivo deste texto é interpretar o grave momento pelo qual passamos; mas não poderia deixar de manifestar minha solidariedade pessoal ao Eduardo Guimarães e à família dele; a forma altiva como Eduardo saiu da PF, depois de passar pela intimidação judiciária determinada por Moro, mostra a fibra do blogueiro, que é também um combatente pela Democracia. Se Moro pensou que iria intimidá-lo, errou feio. Avante, Eduardo! (Transcrito da Revista Forum) 

Em discurso duro, Janot acusa Gilmar Mendes de sofrer ‘disenteria verbal’

Nesta quarta-feira (22), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, de sofrer de decrepitude moral e disenteria verbal. O discurso duro foi feito em resposta à acusação de Mendes de que procuradores teriam convocado uma entrevista coletiva em off na última semana para vazar os nomes dos políticos suspeitos de receber propina da empresa Odebrecht.

Para Janot, a provocação foi feita para deslegitimar as investigações de corrupção no meio político, já que o ataque foi direcionado apenas ao Ministério Público, ignorando o uso do off no Palácio, no Congresso e no próprio STF.

“Não vi uma só palavra de quem teve uma disenteria verbal a se pronunciar sobre essa imputação do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal. Só posso atribuir tal ideia a mentes ociosas e dadas a devaneios. Mas, infelizmente, com meios para distorcer fatos e instrumentos legítimos de comunicação institucional”, afirmou durante um encontro de procuradores regionais eleitorais na Escola Superior do Ministério Público.

Apesar de não mencionar o nome de Gilmar Mendes, Janot deu todas as indicações de quem seria o seu alvo. Além disso, ele declarou que a informação sobre a coletiva é mentirosa. “Ainda assim, meus amigos, em projeção mental, alguns tentam nivelar todos a sua decrepitude moral e para isso acusam-nos de condutas que lhes são próprias, socorrendo-se, não raras vezes, da aparente intangibilidade proporcionada pela posição que ocupam no Estado”, completou. (Da Revista Forum)