Com a desmoralização de Aécio, FHC agora ataca a imprensa

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O moralismo sem moral do PSDB foi desmoralizado na noite de ontem, quando veio a público o depoimento de Benedicto Júnior, número dois da Odebrecht, que disse que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) lhe pediu R$ 9 milhões, pagos via caixa dois (leia aqui).

Para conter o estrago, quem veio a público nesta sexta-feira foi o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, co-responsável pela tragédia brasileira, por ter dado sinal verde para o golpe liderado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que já eliminou 7 milhões de empregos nos últimos dois anos – primeiro com o ‘quanto pior, melhor’ de Aécio e Eduardo Cunha em 2015 e, depois, com a inépcia de Michel Temer e Henrique Meirelles em 2016.

Segundo FHC, Aécio é vítima de “verdades alternativas”, contadas pela imprensa.

Como o caixa dois de Aécio e aliados – incluindo Dimas Toledo Júnior, filho do responsável pela lista de Furnas – foi manchete da Folha, do Estado, do Globo e do Valor (saiba mais aqui), FHC, na prática, acusou a imprensa que também apoiou o golpe de mentir.

Leia, abaixo, a íntegra da nota de FHC:

“Lamento a estratégia usada por adversários do PSDB que difundem “noticias alternativas” para  confundir a opinião pública.

A imprensa é instrumento fundamental da democracia. Usada por quem não é criterioso presta um mau serviço ao país.

Parte do noticiário de hoje sobre os depoimentos da Odebrecht serve de sinal de alerta. Ao invés de dar ênfase à afirmação feita por Marcelo Odebrecht, de que as doações à campanha presidencial de Aécio Neves, em 2014, foram feitas oficialmente, publicou-se a partir de outro depoimento que o senador teria pedido doações de caixa dois para aliados.

O senador não fez tal pedido. O depoente não fez tal declaração em seu depoimento ao TSE.

É preciso serenidade e respeito à verdade nessa hora difícil que o país atravessa.

Ademais, independentemente do noticiário de hoje tratar como iguais situações diferentes, não é o caminho para se conhecer a realidade e poder mudá-la.

Visto de longe tem-se a impressão de que todos são iguais no universo da política e praticaram os mesmos atos.

No importante debate travado pelo país distinções precisam ser feitas. Há uma diferença entre quem recebeu recursos de caixa dois para financiamento de atividades político-eleitorais, erro que precisa ser reconhecido, reparado ou punido, daquele que obteve recursos para enriquecimento pessoal, crime puro e simples de corrupção.

Divulgações apressadas e equivocadas agridem a verdade, e confundem os dois atos, cuja natureza penal há de ser distinguida pelos tribunais.

A palavra de um delator não é prova em si, apenas um indício que requer comprovação. É preciso que a Justiça continue a fazer seu trabalho, que o país possa crer na eficácia da lei e que continue funcionando.

A desmoralização de pessoas a partir de “verdades alternativas” é injusta  e não serve ao país. Confunde tudo e todos.

É hora de continuar a dar apoio ao esforço moralizador das instituições de Estado e deixar que elas, criteriosamente, façam Justiça.

Fernando Henrique Cardoso – Presidente de honra do PSDB”

(Transcrito do Brasil247)

Board estuda mudança no formato da decisão por pênaltis

A International Football Association Board (IFAB) informou nesta sexta-feira que estuda uma possível alteração na decisão por pênaltis do futebol. A ideia, segundo anúncio feito após a reunião da entidade, responsável por implementar mudanças nas regras do futebol, é tornar a disputa ainda mais imprevisível.
Um estudo feito pela IFAB aponta que há 60% de chances da decisão ser vencida pelo time que inicia as cobranças. Assim, para minimizar essa probabilidade, a associação pretende testar um novo modelo, em que a disputa seria parecida com o tie-break do tênis: primeiro um time cobra, depois o adversário chuta duas vezes e assim por diante, em um modelo que pode ser descrito como ABBAABBAAB.
Se houver empate ao término das dez cobranças, os pênaltis também seguiriam alternados em dois, como ocorre quando o tie-break está em 6-6 no tênis. Essas mudanças, contudo, ainda começarão a ser estudadas em partidas de níveis inferior do futebol.

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“Acreditamos que o modelo ABBA pode acabar com aquela estatística. Isto é algo que vamos testar melhor para julgar”, comentou nesta sexta-feira Stewart Regan, chefe-executivo da Associação de Futebol Escocesa.
Mas uma mudança que deve ser aplicada com maior urgência, segundo a entidade, é rever os cartões amarelos por parar um ataque promissor, caso o defensor realmente tenha tido o interesse de atingir a bola.
Tradicionalmente conservadora a mudanças, a IFAB também deve dar mais flexibilidade aos países. Cada confederação, por exemplo, terá liberdade para decidir quantas substituições serão permitidas em “níveis menores do futebol”, ou seja, o que não valerá para os principais campeonatos. (Do Estadão)

A promessa desprezada

POR GERSON NOGUEIRA

Deu gosto ver anteontem à noite, no jogo entre Vila Nova e Vasco, no Serra Dourada, os ex-bicolores Billy e Pikachu em ação, ratificando a velha máxima de que o futebol do Pará produz garotos bons de bola, apesar de todas as mazelas das divisões de base dos principais clubes.

A própria presença de Billy no alvirrubro goiano é, na prática, a confirmação dos descaminhos que rondam os jovens valores paraenses. Ao lado do irmão Brian, despontou na base do Papão há cinco anos, mas poucas vezes foi efetivado como titular.

unnamedQuando teve oportunidades foi pelas mãos de Lecheva, mas não se firmou. De repente, aparece como titular do meio-campo do Vila Nova, por indicação do técnico Mazola Junior. Curiosamente, não teve grandes chances quando Mazola treinou o Papão em 2014.

Pikachu, ao contrário, sempre dispôs de todo espaço e apoio na Curuzu, transformando-se num dos raros exemplos de revelação que rendeu frutos ao clube como atleta profissional. Saiu do Papão como ídolo da torcida e com as portas abertas.

Outro atleta remanescente dessa fornada, o polivalente Djalma, amarga um inferno astral que já se prolonga por quase três temporadas. Chegou a ser escalado por Vagner Benazzi na Série B, mas sempre era aproveitado para cobrir lacunas no time.

A improvisação virou um estigma para o meio-campista, cuja fase mais interessante foi como parceiro de Pikachu caindo pelo corredor direito do time bicolor. Nenhum outro jogador tinha tanta afinidade técnica com Pikachu e o entrosamento de ambos fazia crer na valorização de Djalma.

Como o futebol tem caminhos insondáveis, alguns jogadores sofrem e se intimidam sob o comando de técnicos desconhecidos. Parece ter sido o caso de Djalma, que teve um período de exílio em Alagoas e voltou neste ano à Curuzu.

Apesar do apoio unânime dos torcedores, Djalma está novamente fora dos planos do técnico de plantão. Marcelo Chamusca já deixou claro que o volante versátil não está entre os escolhidos para integrar o elenco do primeiro semestre.

Não teve chances nem no Campeonato Estadual, campo de experiência para as competições mais importantes. Ficou treinando à parte enquanto jogadores vindos de longe – como Wesley, Ayrton, Rainer, Sobralense – ganham espaço. A comparação é válida, pois o futebol de Djalma não é inferior ao de nenhum dos citados, a não ser que tenha desaprendido a jogar.

Algo muito sério talvez esteja acometendo o ex-titular da meia-cancha e do lado direito do time. Só isso justifica tamanho desprezo pelo seu futebol ofensivo e eficiente, tanto na proteção quanto no apoio.

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Dois craques que enchem o Pará de orgulho

Peço licença ao distinto leitorado para tecer merecidas loas a um duo paraense de refinado talento em suas respectivas áreas de atividade. Ambos estão fazendo por merecer aplausos e salamaleques sem conta.

Em primeiro lugar, destaco os 45 anos do programa “Feira do Som”, levado ao ar ininterruptamente todos os dias da semana na Rádio Cultura pelo botafoguense e beatlemaníaco Edgar Augusto Proença. Berço da melhor música paraense, o programa é um oásis para quem aprecia um som de primeira linha.

Edyr Augusto, seu irmão rubro-negro, viveu nesta semana a consagração de lançar seu último livro, “Pssica”, na Sorbonne de Paris, para uma plateia seleta de professores, estudantes e intelectuais. Discorreu também sobre outras de suas obras para um público já acostumado à sua prosa marcadamente moderna e irreverente, com fortes tintas papachibés.

Fiz questão de fazer o registro na coluna porque sou de um tempo em que o sucesso merecido ainda comovia e emocionava.

(Coluna publicada no Bola desta sexta-feira, 03)