Archive for 6 de março de 2017

Dupla Re-Pa citada em boatos sobre mudanças na Copa do Nordeste

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POR SILVIO BARSETTI, no Terra Esportes

Os clubes mais tradicionais do Norte do País, Paysandu e Remo, podem ser convidados para fazer parte da Copa do Nordeste a partir de 2018. Isso está condicionado a uma eventual desistência dos três grandes de Pernambuco – Sport, Santa Cruz e Náutico -, insatisfeitos com o modelo vigente na competição.

Os pernambucanos deixaram no ar a possibilidade de sair da Copa do Nordeste se não houver mudanças radicais em seu modelo e sistema de disputa. Querem, por exemplo, que a Copa seja realizada em período diferente dos Estaduais e que haja uma redução significativa do número de participantes. Hoje, a Copa tem 20 clubes. Defendem uma competição com 12.

Se suas reivindicações não forem atendidas, Sport, Santa Cruz e Náutico vão pleitear uma Copa do Nordeste com duas divisões, cada qual com dez clubes, e que os Estaduais sejam apenas classificatórios para o torneio regional.

Diante da dificuldade de aprovação dessas propostas, em razão da dissonância com outros clubes e federações do Nordeste, já existe uma movimentação silenciosa dos três grandes de Pernambuco para deixar a Copa. Se isso for concretizado, entraria em pauta o convite a Paysandu e Remo para integrar o grupo, embora ambos já disputem a Copa Verde.

INSATISFAÇÃO

Unidos com o propósito de valorizar a Copa do Nordeste, os grandes clubes de Pernambuco -Sport, Santa Cruz e Náutico – querem que o torneio volte às suas origens, com limitação de número de participantes e em período diferente dos Estaduais, ou, se isso não for possível, que haja uma fusão entre as duas competições. A ideia vem ganhando corpo, embora não conte com o apoio de todas as federações nordestinas. “É um conceito que temos defendido e já manifestamos isso à CBF. Ou a Copa do Nordeste volta a ser uma copa, como foi no início, disputada sem datas que sobreponham os Estaduais, ou é melhor fundir as duas competições”, disse ao Terra o presidente da Federação de Futebol de Pernambuco, Evandro Carvalho.

Para ele, os Estaduais perderam a sua razão de ser e são deficitários. Em sua avaliação, a Copa do Nordeste tem valor de mercado em torno de R$ 100 milhões, se organizada “adequadamente”. Hoje, a competição distribui R$ 28 milhões para os clubes.

“Vivemos no boom das transmissões dos jogos pela TV, na era do Barcelona, do Real Madrid. Tudo mudou e temos que acompanhar isso. Nessa edição de 2017, por exemplo, são 20 clubes na Copa do Nordeste. Não pode, o produto está inchado e isso provoca desinteresse no torcedor. Os três grandes do meu Estado me autorizaram a levantar essa discussão e vamos tentar convencer outros clubes e federações sobre a importância do tema”.

Para o dirigente, uma alternativa seria a criação de duas divisões na Copa do Nordeste, com 10 clubes cada, enquanto que os Estaduais serviriam como classificatórios para uma eventual Série B da Copa – com até quatro clubes ganhando vaga anualmente para a competição.

Tomara fosse possível. O que há é apenas um balão de ensaio dos clubes de Pernambuco, pressionando a CBF a mudar o formato da Copa do Nordeste. 

6 de março de 2017 at 20:16 8 comentários

Barcelona e o incrível esquema sem laterais. Será que vai dar certo?

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Na próxima quarta-feira, o Barcelona terá uma missão extremamente difícil. No Camp Nou, o time catalão receberá o PSG pela partida de volta das oitavas de final da Uefa Champions League. Para passar às quartas, o clube precisará vencer por pelo menos 5 a 0.

Na busca por reverter o placar, o Barça deve entrar em campo com um esquema sem laterais. A primeira visão do novo sistema já foi apresentada no último sábado, quando o clube venceu o Celta por 5 a 0 pelo Campeonato Espanhol.

No ataque, Sergi Roberto – meia de origem, mas que tem atuado na lateral –  operou praticamente como um meio-campista mais à direita, com Busquets centralizado e Rakitic à esquerda. Alba ficou mais fixo na defesa ao lado de Piqué e Umtiti.

Rafinha, no papel um meio-campista, atuou mais aberto pela direita, com Lionel Messi centralizado. Suárez ficou como centroavante e Neymar, como sempre, na ponta esquerda.

Contra o PSG, de acordo com o jornal Mundo Deportivo, Luis Enrique já definiu que entrará com três zagueiros. Sua principal dúvida está entre Mascherano e Alba para acompanhar a dupla Piqué e Umtiti.

No restante, é provável a manutenção do sistema de visto contra o Celta. Busquets, Iniesta e Rakitic (ou Sergi Roberto) atuariam no meio. Messi novamente ficaria entre os meio-campistas e Suárez. Rafinha, na direita, e Neymar na esquerda, completariam o esquema.

Em outras palavras, o Barça opta por um esquema sem laterais ou alas, algo menos comum nos dias atuais. Eles seriam mais notados em um momento mais defensivo, com um dos meio-campistas recuando para ajudar na marcação. É a melhor opção para enfrentar o PSG? (Da ESPN) 

6 de março de 2017 at 18:29 1 comentário

Marasmo das arenas (e estádios) brasileiros precisa ser discutido

POR FERNANDO FLEURY – na ESPN

A CBF anunciou recentemente que já a partir deste ano os clubes da série A do Campeonato Brasileiro não poderão mandar jogos fora de seus estados de origem. Com isso, Arena da Amazônia, em Manaus; Arena das Dunas, em Natal; Arena Pantanal, em Cuiabá; e Mané Garrincha, em Brasília, por meio de seus gestores, já demonstram preocupação e prometem protestos, pois os clubes locais não têm condições de pagar aluguel para atuar nesses estádios, tampouco alcançam uma média de público aceitável para que a conta comece a fechar minimamente.

A decisão da CBF é ruim para estas arenas, que ganham algum dinheiro recebendo partidas de clubes grandes de São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente. No entanto, o problema é muito mais amplo, complexo e de difícil solução. Se todas estas arenas dependem tão sensivelmente do mando esporádico de partidas de equipes distantes, o sinal vermelho já foi aceso há muito tempo.

Uma arena (ou estádio, como queiram) deve ser administrada como um empreendimento muito além de um mero campo com arquibancadas para receber jogos de futebol. Espaço para shows e eventos em geral, lojas, restaurantes, escolas, bares, museu, salão de festas, anfiteatro, camarotes, espaços vip, enfim, há uma infinidade de atividades que devem compor o dia a dia de um espaço como esses para que exista um mínimo equilíbrio financeiro.

Olhando para o exterior, a Amsterdam Arena, na Holanda, talvez seja o maior referencial nesta área. O local recebe eventos e atividades nos 365 dias do ano. Com custo de construção de aproximadamente R$ 300 milhões (inaugurada em 1996), o local tem atualmente lucros (não faturamento) superiores a R$ 80 milhões por ano, sendo que apenas 26% de sua receita vem de bilheteria, tour e museu, enquanto mais de 60% da renda da Amsterdam Arena vem de aluguéis (lojas, camarotes, escolas e mais uma infinidade de estabelecimentos, além de eventos, 58% sem nenhuma relação com o futebol).

O que os holandeses conseguiram nos mostra um caminho, mas não uma receita pronta. Um estádio tem altos custos de manutenção, portanto, antes de sua construção, é fundamental verificar a viabilidade financeira do empreendimento, como integrá-lo à região onde será construído, qual a vocação econômica, cultural, costumes e como esta arena pode ser um espaço comercial e de entretenimento absolutamente integrado ao local onde está instalada.

Neste quesito, os Estados Unidos também caminham muito bem, até porque os norte-americanos têm enraizada a cultura de aproveitar as arenas muito além de um palco esportivo, mas como um ponto que recebe desde o churrasco no estacionamento até a compra desenfreada de cerveja, lanches, pôsteres, materiais esportivos e produtos dos mais variados, além de eventos antes, durante e após o jogo em si.

Portanto, antes de qualquer justificativa simplória, é preciso admitir que o Brasil tem sérios problemas, principalmente nas arenas de Manaus, Cuiabá, Brasília e Natal. Isso sem citar o imbróglio do abandonado Maracanã e a dívida estratosférica da Arena Corinthians. Meia dúzia de jogos do Campeonato Brasileiro estão longe de ser a solução.

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O Corinthians realizou no último sábado (4/3) o “Esquenta da Fiel”  (foto), com food trucks, cerveja, bandeirões, enfim, uma série de atrações além do jogo (início às 13 horas, com bola rolando só às 18h30) antes do clássico contra o Santos, ação que merece aplausos para a administração da Arena Corinthians e ao clube.

É preciso avançar, estudar, planejar e fazer com que esses espaços pertençam às suas regiões muito além do futebol.

6 de março de 2017 at 18:04 4 comentários

Bizarrices brazucas

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6 de março de 2017 at 11:46 2 comentários

Capa do Bola – segunda-feira, 06

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6 de março de 2017 at 10:33 Deixe um comentário

Direto do Twitter

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6 de março de 2017 at 1:00 1 comentário

Com as barbas de molho

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POR GERSON NOGUEIRA

Ficou abaixo das expectativas a estreia da dupla Re-Pa na Copa Verde. Em dois jogos realizados em Rio Branco (AC), os titãs do Pará roeram pupunha para escapar de derrotas para os modestos Galvez e Atlético Acreano. No sábado, o Papão (foto) se atrapalhou no primeiro tempo, correu alguns riscos e só melhorou na etapa final, quando desperdiçou três boas chances. O Remo, ontem, passou aperreio nos 45 minutos iniciais, sofreu um gol logo no começo do segundo tempo e precisou mudar de atitude para conseguir o empate e criar várias oportunidades nos 30 minutos finais.

Competições disputadas em sistema de mata-mata sempre oferecem riscos aos favoritos, mas a dupla Re-Pa abusou da sorte em gramados do Acre. Tanto bicolores quanto azulinos podiam ter sido mais objetivos e menos confusos na formulação de jogo.

Com times que ainda buscam obter maior entrosamento dentro do Campeonato Paraense, os técnicos Marcelo Chamusca e Josué Teixeira deveriam ter optado por uma proposta mais pragmática, com marcação firme no meio-campo e velocidade nas ações ofensivas.

Na verdade, abraçaram um receituário inverso ao que a situação exigia. Galvez e Atlético são equipes aplicadas, com pouca ou nenhuma organização de jogo, mas que se tornam perigosas quando têm espaço para impor correria. Aliás, como fazem os times interioranos do Parazão.

À distância, parece que Chamusca e Josué duvidaram do potencial de aguerrimento dos adversários. Quase caem do cavalo em função desse erro. O Papão iniciou a partida com uma distribuição confusa em campo, ora esticando demasiadamente as jogadas, ora insistindo nos passes curtos que facilitavam a marcação.

Ainda no primeiro tempo, o Galvez chegou com muito perigo em duas ocasiões, ao passo que o ataque paraense ameaçou somente uma vez, num lance desperdiçado por Alfredo. A movimentação mudou no 2º tempo, com os laterais avançando e permitindo uma chegada mais forte dos atacantes. Apesar disso, o meio-campo seguiu sendo o ponto mais vulnerável da equipe. Com o esquema de três volantes, a criatividade desaparece e compromete o trabalho do ataque.

Diogo Oliveira entrou nos finais, mas não produziu o suficiente para fazer com que o time tivesse mais facilidades junto à área do Galvez, que postou duas linhas de marcação e conseguiu segurar o empate sem gols.

Ontem, o Remo praticamente repetiu os erros do rival na véspera, errando passes em excesso e deixando a zaga sempre desprotegida. Léo Rosa não acertava nas tentativas de apoio ao ataque e Flamel era tímido no setor de criação. O Atlético foi mais presente e quase marcou, com o agressivo meia-atacante Polaco. Vinícius, goleiro do Leão, teve boa participação nesse momento da partida.

Josué substituiu Elizeu e o meia Max, advertidos com cartões amarelos, pelo meia-atacante Gabriel Lima e o atacante Jayme, tornan o time mais ofensivo. Mas, antes que a mexida se revelasse positiva, o Atlético chegou ao gol em lance confuso, que expôs a instabilidade defensiva do Remo.

Com o placar adverso, o time deixou a lentidão de lado, adotando uma postura mais destemida. Passou a atacar intensamente até chegar ao empate, em jogada de Edgar que Flamel complementou com a conhecida habilidade nos disparos de média distância.

Nos minutos seguintes, o Remo se deu ao luxo de perder seguidas chances, com Nano Krieger (3), Edgar, Jayme e Gabriel. Destaque para o goleiro Babau, responsável por defesas que evitaram a derrota do Atlético.

Leão e Papão têm tudo para garantir a classificação em casa, mas as atuações irregulares plantam muitas interrogações e angústias na cabeça do torcedor, principalmente do lado alviceleste.

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S. Francisco quebra o jejum e ganha sobrevida

Sem vencer nos primeiros cinco jogos pelo Parazão, o vice-campeão de 2016 finalmente conseguiu conquistar três pontos e abrir expectativas quanto a uma campanha de recuperação nas rodadas restantes. Bateu o Pinheirense, no Souza, ficando a dois pontos do Águia, o penúltimo da chave A2. Terá que confirmar a reação já no fim de semana, contra o Paragominas, na Arena Verde. Caso vença de novo, pode-se dizer que Walter Lima começa a operar um milagre franciscano no Estadual.

(Coluna publicada no Bola desta segunda-feira, 06 – foto de SÉRGIO VALE-AC)

6 de março de 2017 at 0:48 14 comentários

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