Corinthians hexa em campanha (quase) incontestável

Torcida do Corinthians na Arena na vitória sobre o Flamengo pelo Brasileiro

É hexacampeão! Foi até com ares de sofrimento, do jeito que o torcedor gosta. Mas, no fim das contas, o Corinthians faturou nesta quinta-feira o sexto Campeonato Brasileiro de sua história, após empate por 1 a 1 contra o Vasco da Gama, em São Januário. Love fez o gol do título no fim da partida e decretou a conquista com três rodadas de antecedência.

O resultado deixou a equipe paulista com 77 pontos, agora sem chances de ser alcançada pelo Atlético-MG, que nesta quinta perdeu para o São Paulo por 4 a 2, em jogo emocionante que por pouco não adiou em mais uma rodada a briga pelo título nacional.

O hexacampeonato veio após a torcida corintiana acompanhar atentamente ao confronto entre atleticanos e são-paulinos, que teve a equipe mineira à frente do placar em duas oportunidades, ambas com reações tricolores que davam – e deram – o título ao arquirrival.

Enquanto isso, uma partida sonolenta em São Januário contribuía para dar ao Corinthians o caneco quatro rodadas antes do fim do torneio. Júlio César ainda fez o gol cruzmaltino, mesmo com Rodrigo expulso pouco antes, mas Vagner Love deixou tudo igual no fim e enlouqueceu a comemoração pelo hexacampeonato.

O título coroa uma campanha impecável do clube do Parque São Jorge, comandado desde o começo por um renovado técnico Tite.

De volta após um ano sabático, o treinador soube montar uma equipe rápida e renascida depois dos tropeços no Paulistão e na Copa Libertadores. Depois de um começo ruim no Brasileirão, Tite deu a volta por cima, mexeu com o brio de um elenco que conviveu durante toda a temporada com atrasos salariais e foi o principal personagem do título corintiano.

A conquista, contudo, ainda teve outros protagonistas, estes dentro de campo. Os meias Jadson e Renato Augusto, que deram a volta por cima e foram o coração do meio alvinegro, o polivalente Elias, o artilheiro Vagner Love, o xerife Gil e muitos outros, agora heróis do sexto troféu brasileiro do Corinthians.

Presente no vocabulário dos torcedores alvinegros desde os anos 1960, o bordão “tudo é mais sofrido para o Corinthians” não será usado dessa vez. O time conquistou o sexto Campeonato Brasileiro com folga e sem qualquer chance de sofrimento.
Até a metade do campeonato houve um forte equilíbrio entre Corinthians e Atlético-MG, mas quatro rodadas marcadas por erros polêmicos de arbitragem em favor do Timão tornaram a disputa mais desigual.

Desde a 25ª rodada a diferença de pontos do Corinthians para o vice-líder, o Atlético-MG, foi sempre igual ou superior a cinco pontos. Após a 33ª rodada, ela chegou a ser de 11 pontos, o que deu tranquilidade para o time do técnico Tite.
Líder desde a 18ª rodada, o Corinthians ainda sagrou-se campeão como o primeiro colocado em todos os critérios técnicos: mais vitórias, menos derrotas, mais gols marcados, menos gols sofridos, melhor saldo de gols, mais vitórias como mandante e como visitante. Foi uma campanha para torcedor algum colocar defeito. (Com informações da ESPN)

9 comentários em “Corinthians hexa em campanha (quase) incontestável

  1. Para o torcedor hexa-campeão só festa, para os anti-corintianos o gosto amargo de ver mais uma vez o Timão no topo. Basta ler os jornais para entre elogios, ao melhor time brasileiro no momento, constatar umas pintadas de rejeição a um título vindo com sobras de merecimento. O torcedor corinthiano não estar nem aí para certas insinuações pois sabe que mais importante que tudo é fazer parte de uma nação esportiva vencedora. Pois, pois,…

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  2. Campeão com méritos. O sistema de pontos corridos é o mais justo de todos, mas em compensação é o mais insosso e o mais sem graça que existe. Toda vez que Corinthians ou Flamengo ganha um título, fica a suspeita de favorecimento.

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    1. Nesse caso específico, não foi exatamente suspeita. Refiro-me a fatos. Quatro rodadas mudaram os rumos do campeonato e permitiram que o Timão de Itaquerão se distanciasse de seu mais direto perseguidor. Por outro lado, foi um ano de baixíssimo nível técnico, tanto na A como na Série B. Um sinal disso é que na Série A, por exemplo, não há um jogador que se possa denominar de “craque da competição”.

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  3. Mas pensa pela lógica Gerson…Se voce acha que o Corinthians foi ajudado neste sistema de pontos corridos, o que impediria deste mesmo Corinthians ser ajudado em outro sistema?…No outro sistema, voce só precisava de um arbitro mal intencionado e poucos jogos pra manipular…Deve ser a convivência com bicolores…kkkkk…Eles sempre inventam uma teoria conspiratória pra justificas as derrotas…kkkk

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    1. Não estou questionando a forma de disputa (embora prefira o sistema misto, com disputa em pontos corridos e decisão entre campeões de turnos). Apontei apenas a flagrante vantagem que erros de arbitragem deram ao Timão no momento em que o campeonato era bastante equilibrado e indefinido ainda.

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  4. Mas acho que esses “erros” ocorreriam em qualquer sistema…No sistema atual, voce vai ter 38 jogos pra “errar”…Haja erro…Só pra lembrar…No sistema antigo, metade dos times eram eliminados na primeira fase…Daí tiveram que inventar torneios do tipo caça níquel, pra que esses clubes não ficassem sem atividade metade do ano…Lembra dos campeões dos campeões?…No sistema atual, voce tem várias disputas além do título…A disputa pelo título, pela vaga na libertadores, a vaga na sul-americana, a vaga na copa do Brasil e pra se manter na séria A…Tem disputa e emoção do primeiro ao último jogo…Pra ficar melhor, só falta adotarem o video para tirar as dúvidas sobre alguns lances, para não ocorrerem esses “erros”…O video já calou muita gente…Por isso que os manipuladores de resultado, dificilmente vão adotar essa tecnologia.

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