A frase do dia

“Não há nenhuma crise econômica no Brasil.Há apenas crise política. Minha confiança é total: país tem US$ 370 bi de reservas”.

Abílio Diniz, empresário

12 comentários em “A frase do dia

  1. Mas, para a elite, para a plutocracia, para os rentistas, para os empresários e quejandos, não há mesmo crise econômica, e nem vai haver. Enquanto a questão “política” ferve, pega fogo, entra em erupção, eles continuam economicamente firmes por aí, só aguardando. Tão tão logo eles resolvam “politicamente” entre si com quem vai ficar a “boca”, tudo volta ao normal.

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  2. Pois é, caro Oliveira, minha visão ou é ligeiramente diferente da sua, ou não é. O mercado continua consumindo, mas, também, demitindo. A fala de Abílio Diniz condiz com o observado cotidianamente, do consumo em alta. O que se passa é que há muito estoque e, com o dólar em alta, tenho certeza de que também as vendas ao exterior cresceram. Mas quanto do estoque é declarado? Os números apontam para uma queda de produção, mas e o consumo? Todos falam em produção, mas não vejo muitos dados sólidos de que o consumo já não sustentaria uma recuperação da economia. O que falta para a retomada do crescimento econômico? Superar a crise, temos que crise é uma senha para muitos economizarem e demitirem. É fôlego para vender o excesso de estoque, antes de voltar a produzir a todo vapor e contratar pessoal. Quem esgota os estoques mais rápido, mais rapidamente volta a produzir e a contratar. Dessa competência para esgotar os estoques depende a saída da crise. E muito do que é produzido não é declarado, não paga ICMS, ISS… Algumas empresas conseguem isenções de impostos até para além da crise, o que poderia significar geração de emprego, mas nem sempre empregam. Mas as crises sempre passam. Já já a economia volta a crescer e a gerar emprego. Já já Abílio Diniz ficará mais rico. As empresas mais eficientes podem já estar vendo a oportunidade de largar na frente na retomada da economia. Há muita sugestão no ar sobre a recuperação da economia brasileira, mas a mídia não dá a notícia.

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  3. Meu caro Lopes, o governo oficial (D i l m a), já admitiu a crise econômica; o governo paralelo ( p m d b), jà reconheceu a existência da crise econômica; a eminência parda governamental ( l u l l a) jà a declarou a existência da crise econômica. E principalmente, os preços, os empregos, o dolar etc já retratam a inexorabilidade da crise econômica para as vítimas de sempre. Aí, vem o vilão de sempre, dizer que a crise não existe… Na realidade, o que a crise política fez foi retirar o véu que escondia a crise que estava instalada há quase quatro anos.

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  4. Amigo Antônio Oliveira,

    É fato que a crise existe. É fato que o governo subestimou a crise. É fato que a crise política esteja atrelada a crise econômica ou vice-versa. Contudo, é fato que a crise é mundial, não sendo uma exclusividade do Brasil e do modelo de gestão do atual governo.

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  5. Bom, amigo Celira, a partir do “contudo”, creio que tem cabimento alguma controvérsia no teor de suas assertivas. Contudo, aguardo para levá-la adiante no bojo de uma eventual postagem em que o Blog futuramente venha a tratar especificamente do tema do perfil da crise econômica brasileira, já que na presente postagem estamos de acordo que a crise econômica existe.

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  6. Caro Oliveira, não nego a crise, ela existe mesmo, assim como a forma de enfrentá-la. Note bem meu comentário, crise é pretexto para “enxugar folha”, “reduzir custos”. Crises são oportunidades para muitos, mas para demitir. As empresas economizam demitindo. Como? Acumulando estoque, aproveitando o desempenho do trabalhador enquanto ele está no quadro e assim construindo estoque, armazenando e segurando o preço em alta. A produção caiu porque há estoque. A produção caindo diminui a oferta e com essa redução ocorre o aumento dos preços. Não há produção e nem desabastecimento, e isso só com estoque alto é possível conceber. Não há mágica nenhuma nisso, os estoques dão bem conta do consumo sem novas contratações, e até com demissões. Isso é o que os empresários mais gostam de ouvir. Lucros sem pagar salários, o lucro maximizado. Será mesmo que os pobrezinhos dos empresários não sacaram a crise no início e fizeram estoque a toa? São tão ingênuos que têm prejuízos seguidos com a crise, sabendo que está mais difícil exportar e vender no mercado interno também? Para mim, não. Ao menor sinal de crise os estoques aumentam e os empregos cessam. E pode haver má fé nisso porque os dados da produção como são divulgados parece até que não há excedente, ou há pouco. A queda da produção não é por causa de queda nas vendas, mas por causa de um excesso de produção. De um excesso que não foi exportado. Lembro que mostraram o pátio de uma montadora de automóveis cheia de carros. Culparam a crise. E a crise é isso, não há como negar. Mas aquilo tudo foi produzido antes dos planos de demissão voluntária e da lei que permite redução de salário com redução de jornada. Produção é venda e encomenda. Sabiam que tudo aquilo seria vendido antes de a crise piorar. Com a queda da produção há a oportunidade de esvaziar estoques e renová-lo, mas a queda na produção é o que afeta o emprego. Enquanto não esvaziarem os estoques, haverá desempregados. Quando os estoques esvaziarem, a produção vai ter que voltar e, com ela, os empregos. E com os empregos, o consumo e o ciclo virtuoso do crescimento do mercado interno. É claro que não falo de commodities apenas, mas até as frutas são comercializadas no pé, antes das flores. Antes de as haver já estão no estoque. O mundo consumista é assim, exige produção, mas com o máximo de lucro, e dane-se o trabalhador. E não há nenhuma novidade nisso.

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  7. Amigo Lopes, apesar de ter me dirigido a você, eu não disse que você nega a crise. Até reli o que eu tinha escrito pra ver se eu disse que você nega a crise. Mas, confirmei que não disse, não. Eu, na verdade, apenas reafirmei minha objeção ao que o capitalista afirmou sobre a inexistência da crise. Enfim, não critiquei ou discordei de seu pronunciamento.

    Na realidade, se eu tivesse que fazer algum questionamento a respeito do que você escreveu, eu, no máximo, lhe pediria que me respondesse de modo mais objetivo se você acha que a crise econômica existe ou não existe. Mas, se não o fiz antes, não teria mais cabimento fazê-lo, agora. Afinal, você já responde neste último comentário, expondo sua opinião pela subsistência da crise econômica.

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  8. Caro Oliveira, disseste que a crise existe há quatro anos. Na verdade, ela tem mais tempo, pelo menos vem desde o tempo em que Lula afirmou que a crise era só uma marolinha, quando ainda era presidente. Quando a crise gerava fracos reflexos no Brasil. A crise, de fato, começou lá fora, em boa monta partiu de análises duvidosas dos comissionados de grandes empresas e bancos, e das agências de risco. É uma crise feita por CEOs de grandes empresas capitalistas, ávidos para embolsar suas comissões milionárias, supervalorizando o otimismo econômico, superestimando lucros e resultados. Com isso a produção disparou e os preços caíram. Foi uma exploração desenfreada do mercado que levou à crise que, de forma alguma, tem o dedo do Estado pelo mundo, mas do próprio mercado, entendido não como campo de investimentos, mas de apostas. O exagero cobrou seu preço, bastante alto. E os países em desenvolvimento estão perdendo nesse momento porque foram o refúgio do capital que fugiu da crise do capitalismo dos países desenvolvidos e que agora regressa para lá, já que aqueles mercados estão se recuperando. A crise atual lembra a de 1929, da quebra da bolsa de NY por causa desse elemento irresponsável de oba-oba dos especuladores. É por isso que, antes de culpar quem votou no PT, é preciso observar que os maiores rivais do socialismo são exatamente aqueles que nos faltam agora, a elite econômica que não investe em produção e geração de emprego.

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  9. Bom, amigo Lopes, confesso que fiquei tentado a volver um pouco mais no tempo quando datei a crise econômica. Não o fiz, por um lado, por uma certa timidez argumentativa; por outro, em decorrência de não querer mudar o rumo da prosa que era a existência crise e não a origem dela, tampouco o responsável por ela. A propósito, conforme eu disse pro Celira, preferia comentar a respeito, a partir de uma postagem específica. A propósito, este seu escrito, pra mim, seria um excelente ponto de partida. E eu começaria dizendo que não me inscrevo dentre aqueles que acham que os culpados da crise são aqueles que votaram no p t. E não me inscrevo porque acho que a maioria dos eleitores do p t não responsáveis, ou culpados por nada, a“praga da sociedade” e um “pecado grave que brada aos céus” (Papa Francisco – O rosto da misericórdia, n.19). Acometendo tanto instituições públicas, quanto da iniciativa privada, esse mal demanda uma atitude forte e decidida de combate aos mecanismos que contribuem para sua existência. Nesse sentido, destaca-se a atuação sem precedentes dos órgãos públicos aos quais compete combater a corrupção. A contraposição eficaz à corrupção e à sua impunidade exige, antes de mais nada, que o Estado cumpra com rigor e imparcialidade a sua função de punir igualmente tanto os corruptos como os corruptores, de acordo com os ditames da lei e as exigências de justiça, especialmente, pela crise. Antes são vítimas.

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  10. Meu caro Lopes, lamentavelmente, meu comentário saiu truncado, eis que não sei como saiu colado a um trecho do manifesto da CNBB que consultei para instrumentalizar um outro comentário que fiz aqui no Blog. Desculpe aí.

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