“Não há nenhuma crise econômica no Brasil.Há apenas crise política. Minha confiança é total: país tem US$ 370 bi de reservas”.

Abílio Diniz, empresário

12 responses to “A frase do dia”

  1. Avatar de Antonio Oliveira

    Mas, para a elite, para a plutocracia, para os rentistas, para os empresários e quejandos, não há mesmo crise econômica, e nem vai haver. Enquanto a questão “política” ferve, pega fogo, entra em erupção, eles continuam economicamente firmes por aí, só aguardando. Tão tão logo eles resolvam “politicamente” entre si com quem vai ficar a “boca”, tudo volta ao normal.

  2. Avatar de lopesjunior

    Pois é, caro Oliveira, minha visão ou é ligeiramente diferente da sua, ou não é. O mercado continua consumindo, mas, também, demitindo. A fala de Abílio Diniz condiz com o observado cotidianamente, do consumo em alta. O que se passa é que há muito estoque e, com o dólar em alta, tenho certeza de que também as vendas ao exterior cresceram. Mas quanto do estoque é declarado? Os números apontam para uma queda de produção, mas e o consumo? Todos falam em produção, mas não vejo muitos dados sólidos de que o consumo já não sustentaria uma recuperação da economia. O que falta para a retomada do crescimento econômico? Superar a crise, temos que crise é uma senha para muitos economizarem e demitirem. É fôlego para vender o excesso de estoque, antes de voltar a produzir a todo vapor e contratar pessoal. Quem esgota os estoques mais rápido, mais rapidamente volta a produzir e a contratar. Dessa competência para esgotar os estoques depende a saída da crise. E muito do que é produzido não é declarado, não paga ICMS, ISS… Algumas empresas conseguem isenções de impostos até para além da crise, o que poderia significar geração de emprego, mas nem sempre empregam. Mas as crises sempre passam. Já já a economia volta a crescer e a gerar emprego. Já já Abílio Diniz ficará mais rico. As empresas mais eficientes podem já estar vendo a oportunidade de largar na frente na retomada da economia. Há muita sugestão no ar sobre a recuperação da economia brasileira, mas a mídia não dá a notícia.

  3. Avatar de
    Anônimo

    Meu caro Lopes, o governo oficial (D i l m a), já admitiu a crise econômica; o governo paralelo ( p m d b), jà reconheceu a existência da crise econômica; a eminência parda governamental ( l u l l a) jà a declarou a existência da crise econômica. E principalmente, os preços, os empregos, o dolar etc já retratam a inexorabilidade da crise econômica para as vítimas de sempre. Aí, vem o vilão de sempre, dizer que a crise não existe… Na realidade, o que a crise política fez foi retirar o véu que escondia a crise que estava instalada há quase quatro anos.

  4. Avatar de Antonio Oliveira
    Antonio Oliveira

    Lopes, o anônimo do terceiro comentário sou eu.

  5. Avatar de celira

    Amigo Antônio Oliveira,

    É fato que a crise existe. É fato que o governo subestimou a crise. É fato que a crise política esteja atrelada a crise econômica ou vice-versa. Contudo, é fato que a crise é mundial, não sendo uma exclusividade do Brasil e do modelo de gestão do atual governo.

  6. Avatar de Antonio Oliveira

    Bom, amigo Celira, a partir do “contudo”, creio que tem cabimento alguma controvérsia no teor de suas assertivas. Contudo, aguardo para levá-la adiante no bojo de uma eventual postagem em que o Blog futuramente venha a tratar especificamente do tema do perfil da crise econômica brasileira, já que na presente postagem estamos de acordo que a crise econômica existe.

  7. Avatar de lopesjunior

    Caro Oliveira, não nego a crise, ela existe mesmo, assim como a forma de enfrentá-la. Note bem meu comentário, crise é pretexto para “enxugar folha”, “reduzir custos”. Crises são oportunidades para muitos, mas para demitir. As empresas economizam demitindo. Como? Acumulando estoque, aproveitando o desempenho do trabalhador enquanto ele está no quadro e assim construindo estoque, armazenando e segurando o preço em alta. A produção caiu porque há estoque. A produção caindo diminui a oferta e com essa redução ocorre o aumento dos preços. Não há produção e nem desabastecimento, e isso só com estoque alto é possível conceber. Não há mágica nenhuma nisso, os estoques dão bem conta do consumo sem novas contratações, e até com demissões. Isso é o que os empresários mais gostam de ouvir. Lucros sem pagar salários, o lucro maximizado. Será mesmo que os pobrezinhos dos empresários não sacaram a crise no início e fizeram estoque a toa? São tão ingênuos que têm prejuízos seguidos com a crise, sabendo que está mais difícil exportar e vender no mercado interno também? Para mim, não. Ao menor sinal de crise os estoques aumentam e os empregos cessam. E pode haver má fé nisso porque os dados da produção como são divulgados parece até que não há excedente, ou há pouco. A queda da produção não é por causa de queda nas vendas, mas por causa de um excesso de produção. De um excesso que não foi exportado. Lembro que mostraram o pátio de uma montadora de automóveis cheia de carros. Culparam a crise. E a crise é isso, não há como negar. Mas aquilo tudo foi produzido antes dos planos de demissão voluntária e da lei que permite redução de salário com redução de jornada. Produção é venda e encomenda. Sabiam que tudo aquilo seria vendido antes de a crise piorar. Com a queda da produção há a oportunidade de esvaziar estoques e renová-lo, mas a queda na produção é o que afeta o emprego. Enquanto não esvaziarem os estoques, haverá desempregados. Quando os estoques esvaziarem, a produção vai ter que voltar e, com ela, os empregos. E com os empregos, o consumo e o ciclo virtuoso do crescimento do mercado interno. É claro que não falo de commodities apenas, mas até as frutas são comercializadas no pé, antes das flores. Antes de as haver já estão no estoque. O mundo consumista é assim, exige produção, mas com o máximo de lucro, e dane-se o trabalhador. E não há nenhuma novidade nisso.

  8. Avatar de Antonio Oliveira

    Amigo Lopes, apesar de ter me dirigido a você, eu não disse que você nega a crise. Até reli o que eu tinha escrito pra ver se eu disse que você nega a crise. Mas, confirmei que não disse, não. Eu, na verdade, apenas reafirmei minha objeção ao que o capitalista afirmou sobre a inexistência da crise. Enfim, não critiquei ou discordei de seu pronunciamento.

    Na realidade, se eu tivesse que fazer algum questionamento a respeito do que você escreveu, eu, no máximo, lhe pediria que me respondesse de modo mais objetivo se você acha que a crise econômica existe ou não existe. Mas, se não o fiz antes, não teria mais cabimento fazê-lo, agora. Afinal, você já responde neste último comentário, expondo sua opinião pela subsistência da crise econômica.

  9. Avatar de Ferdinando Lay
    Ferdinando Lay

    A crise maior é de competência. Ministro Levy é fraco e o Guido Mantega o coveiro-mor. .

  10. Avatar de lopesjunior

    Caro Oliveira, disseste que a crise existe há quatro anos. Na verdade, ela tem mais tempo, pelo menos vem desde o tempo em que Lula afirmou que a crise era só uma marolinha, quando ainda era presidente. Quando a crise gerava fracos reflexos no Brasil. A crise, de fato, começou lá fora, em boa monta partiu de análises duvidosas dos comissionados de grandes empresas e bancos, e das agências de risco. É uma crise feita por CEOs de grandes empresas capitalistas, ávidos para embolsar suas comissões milionárias, supervalorizando o otimismo econômico, superestimando lucros e resultados. Com isso a produção disparou e os preços caíram. Foi uma exploração desenfreada do mercado que levou à crise que, de forma alguma, tem o dedo do Estado pelo mundo, mas do próprio mercado, entendido não como campo de investimentos, mas de apostas. O exagero cobrou seu preço, bastante alto. E os países em desenvolvimento estão perdendo nesse momento porque foram o refúgio do capital que fugiu da crise do capitalismo dos países desenvolvidos e que agora regressa para lá, já que aqueles mercados estão se recuperando. A crise atual lembra a de 1929, da quebra da bolsa de NY por causa desse elemento irresponsável de oba-oba dos especuladores. É por isso que, antes de culpar quem votou no PT, é preciso observar que os maiores rivais do socialismo são exatamente aqueles que nos faltam agora, a elite econômica que não investe em produção e geração de emprego.

  11. Avatar de Antonio Oliveira
    Antonio Oliveira

    Bom, amigo Lopes, confesso que fiquei tentado a volver um pouco mais no tempo quando datei a crise econômica. Não o fiz, por um lado, por uma certa timidez argumentativa; por outro, em decorrência de não querer mudar o rumo da prosa que era a existência crise e não a origem dela, tampouco o responsável por ela. A propósito, conforme eu disse pro Celira, preferia comentar a respeito, a partir de uma postagem específica. A propósito, este seu escrito, pra mim, seria um excelente ponto de partida. E eu começaria dizendo que não me inscrevo dentre aqueles que acham que os culpados da crise são aqueles que votaram no p t. E não me inscrevo porque acho que a maioria dos eleitores do p t não responsáveis, ou culpados por nada, a“praga da sociedade” e um “pecado grave que brada aos céus” (Papa Francisco – O rosto da misericórdia, n.19). Acometendo tanto instituições públicas, quanto da iniciativa privada, esse mal demanda uma atitude forte e decidida de combate aos mecanismos que contribuem para sua existência. Nesse sentido, destaca-se a atuação sem precedentes dos órgãos públicos aos quais compete combater a corrupção. A contraposição eficaz à corrupção e à sua impunidade exige, antes de mais nada, que o Estado cumpra com rigor e imparcialidade a sua função de punir igualmente tanto os corruptos como os corruptores, de acordo com os ditames da lei e as exigências de justiça, especialmente, pela crise. Antes são vítimas.

  12. Avatar de Antonio Oliveira
    Antonio Oliveira

    Meu caro Lopes, lamentavelmente, meu comentário saiu truncado, eis que não sei como saiu colado a um trecho do manifesto da CNBB que consultei para instrumentalizar um outro comentário que fiz aqui no Blog. Desculpe aí.

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