O meia Rogerinho, que foi contratado no começo da temporada pelo Paissandu, se desligou do clube nesta sexta-feira. Depois de uma passagem frustrada pela Curuzu, sem conseguir ganhar a titularidade e convencer a torcida, ele pediu para sair e a diretoria não fez qualquer esforço para segurá-lo. Na verdade, o rendimento do meia decepcionou a todos, desde a disputa do Parazão e da Copa Verde. Agora, ele e seu empresário buscam um novo clube da própria Série B ou da C.
Mês: junho 2015
Nike pagou propina de R$ 30 milhões
O empresário J.Hawilla, sócio da Globo em diversas emissoras no interior paulista e peça central no escândalo que derrubou a cúpula do futebol mundial, cobrou US$ 30 milhões de propina no acordo negociado entre a Nike e Ricardo Teixeira, para que o logo da empresa esportiva pudesse estampar a camisa da seleção brasileira. Ao todo, o contrato, que chegou a ser investigado por uma comissão do Congresso Nacional, foi de US$ 200 milhões.
A denúncia está na edição desta sexta-feira do jornal americano The Wall Street Journal. “Ficamos um pouco surpresos com a política do futebol e de como os negócios são feitos nesse mundo”, disse Philip Knight, um dos fundadores da empresa, que está colaborando com as investigações. “De certa forma, é o mais político de todos os esportes”.
A entrada da Nike no mundo do futebol se deu após a Copa de 1994, nos Estados Unidos, que foi vencida pelo Brasil. Depois da negociação com Ricardo Teixeira, que teve J.Hawilla como intermediário, a Nike se tornou uma concorrente de peso da Adidas. Na última Copa, a do Brasil, em 2014, a Nike patrocinou dez seleções, contra nove da Adidas.
De acordo com a reportagem do The Wall Street Journal, a Traffic foi autorizada a cobrar US$ 40 milhões da Nike e recebeu cerca de US$ 30 milhões durante três anos, que teriam sido destinados ao pagamento de propinas. Desde que foi afastado do comando do futebol brasileiro, Ricardo Teixeira vive em Boca Ratón, nos Estados Unidos, mas decidiu colocar recentemente sua mansão à venda. (Do Brasil247)
Ofício de alta rotatividade
POR GERSON NOGUEIRA
Há quem veja com lentes distorcidas a profissão de técnico de futebol. Parecem bem sucedidos, remunerados nababescamente e prestigiados. O noticiário farto sobre a atividade também ajuda a encantar. Talvez venha daí o interesse crescente pelo ofício, que tem de fato seus atrativos, como alguns salários robustos, mas carrega a sina da alta rotatividade.
Na verdade, poucas profissões no planeta são tão instáveis quanto a de treinador de futebol. E o fenômeno não se restringe ao Brasil, embora aqui a dança de cadeiras seja bem mais intensa.
Cinco demissões em times de ponta marcam as cinco primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. O caso mais emblemático é o de Marcelo Oliveira, que conduziu o Cruzeiro a dois títulos nacionais consecutivos em apenas dois anos e meio de trabalho. Foi defenestrado por fracassar na Libertadores, competição que encarou com um time recém-formado.
O Flamengo também abriu mão de seu comandante. E não é um comandante qualquer. Trata-se de Vanderlei Luxemburgo, o mais vitorioso dos técnicos brasileiros de clubes. Em sua quarta passagem pelo clube da Gávea, Luxemburgo sucumbiu aos maus resultados e à não conquista do inexpressivo Campeonato Carioca.
Para sua sorte, o mercado abriu-lhe de imediato uma nova porta: assumir o Cruzeiro, que havia dispensado Marcelo Oliveira.
A guilhotina atingiu também o internacional Felipão. Alquebrado pelo vexame com a Seleção na Copa, foi recebido de braços e abertos no seu Grêmio, mas a combinação de esquema pouco criativo + time limitado acabou lhe custando o emprego.
Ricardo Drubscky, um técnico de pouco realce, dirigiu o Fluminense até a quarta rodada do Brasileiro. Pauladas seguidas fizeram com que sua passagem fosse encurtada. Enderson Moreira, que três meses antes fora desligado do Santos, assumiu o bastão.
Anteontem, o Joinville também anunciou a demissão de Hemerson Maria, que estava lá há um ano e meio – era o segundo mais longevo do país, depois de Marcelo Oliveira. É dele, em nota distribuída à imprensa, a definição mais certeira sobre as agruras da carreira. “Construí uma grande história no Joinville que, infelizmente, chegou ao fim. A vida continua, no futebol os profissionais passam e o clube permanece”. Bom resumo.
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Direto do blog
“Alemanha, Espanha e Inglaterra têm o futebol organizado por ligas, na qual a administração é tarefa dos clubes, enquanto a confederação cuida da representação nacional (seleções diversas). Claro que isso depende de uma gestão transparente e eficiente, algo agora vislumbrado com a lei ora em tramitação no Congresso e que prevê a participação dos atletas na tomada de decisões, inegavelmente um grande avanço democrático. Não podemos é tratar essa nova possibilidade como era tratado o projeto do senador Nelson Carneiro, há pouco mais de 30 anos, que instituía o divórcio no Brasil e era considerado como maldição dos pecadores e hoje é corriqueiro. Que venha o novo!”.
Do Jorge Paz Amorim, um otimista inveterado.
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Ataque mais ágil exige armação mais próxima
Sem Leandro Cearense, contundido, o técnico Dado Cavalcanti define hoje o ataque do Papão para o jogo de amanhã contra o Paraná. Como Bruno Veiga tem ficado de lado, o mais provável é que Aylon e Mizael sejam os escolhidos.
A mudança é importante e altera a maneira de jogar do time. Ao contrário de Cearense, mais pesado e fixo, Mizael é rápido, se desloca muito e precisa ter por perto um meia-armador também dinâmico.
Pelas características, Edinho seria esse jogador, mas Carlinhos pode ter a preferência depois de aparecer bem no final do jogo contra o Santa Cruz.
A questão a ser discutida é se com um ataque mais arisco não caberia bem a utilização de dois meias, algo como Edinho (Rogerinho) e Carlinhos.
A Série B é dominada pelo sistema de três volantes, mas às vezes a ousadia cai bem.
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Escândalo Fifagate periga virar chanchada no Brasil
Um festival de dissimulações, teatralidades e escapismos por parte de alguns personagens do nosso futebol depois que abriram a caixa de Pandora da Fifa. Chega a ser hilário.
Marco Polo Del Nero saiu às pressas da Suíça, temendo ser engaiolado ao lado de José Maria Marin. Agora ensaia um movimento para reforçar sua posição na CBF e já propõe “mudanças”.
Pelos mesmos motivos que atazanavam Del Nero, Ricardo Teixeira largou seu luxuoso esconderijo de Boca Rattón, em Miami, para se refugiar nas serras fluminenses.
Dona Globo trata o Fifagate com luvas de pelica depois que seu parceiro de negócios J. Háwilla aparece como principal delator das tramoias. E fico ainda mais cuidadosa quando surgiu a notícia de que Háwilla vem gravando conversas desde 2013.
Romário, sempre esperto dentro e fora da grande área, manobra para tirar algum proveito prático da confusão toda. Sua cruzada tem limites bem visíveis, pois é claro que não vai mexer com interesses mais globais.
Outro centroavante de peso, Ronaldo, também entrou na área. Sócio de Háwilla, enrolado até o pescoço no lamaçal, põe-se a ditar regras e até a pedir a cabeça do ex-amigo Del Nero. Caminha a passos largos para suceder Pelé no departamento de frases infelizes.
Por fim, como não podia deixar de ser, há a manifestação de Pelé. Como se sabe, o Rei não perde a chance de arranhar a majestade, posicionando-se quase sempre do lado errado da cerca. Desta vez não foi diferente. Manifestou entusiasmado apoio ao cambaleante Blatter e um dia depois disse que não tinha nada a ver com a história.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 05)
Para nunca esquecer da poesia…
Deus nos dá pessoas e coisas,
para aprendermos a alegria…
Depois, retoma coisas e pessoas
para ver se já somos capazes da alegria
sozinhos…
Essa… a alegria que ele quer.
Guimarães Rosa
Pressionado, Del Nero articula para evitar queda
POR RODRIGO MATTOS
Ameaçado pelo escândalo da Fifa, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, criou um plano de emergência para lidar com a crise. Em meio às discussões de mudança de estatuto, quer criar uma regra para substituição do vice-presidente da CBF José Maria, que está afastado temporariamente e preso na Suíça por corrupção. Ao mesmo tempo, busca uma base de apoio para ficar no poder.
Marin era vice da região Sudeste e primeiro na linha sucessória da entidade por ser o mais velho. Foi preso em investigação de autoridades dos EUA acusado de receber propinas relacionadas a contratos da Copa América e da Copa do Brasil.
A Fifa e a CBF declararam seu afastamento temporário, mas ele ainda não está excluído em definitivo. Isso deve ocorrer na quinta-feira quando será estabelecida uma regra para substituí-lo como vice do Sudeste.
“(Del Nero) abriu o debate com os presidentes de federações pelo momento novo que vivemos e o estatuto precisa de alterações. A saída do vice causou um vácuo. Não há uma regra prevista para substituir. Esse vice será da mesma região? Está em discussão”, contou o secretário-geral da CBF, Walter Feldman. “Tem que se definir como será esta escolha.”
O problema é que há uma indicação de que Del Nero também está envolvido na investigação do FBI. Um dos conpiradores citados na investigação tem a descrição de alto cargo da FIFA, CBF e Conmebol, que só se encaixa nele.
Assim, há a possibilidade de ter de sair da confederação. O vice-presidente do Sul, Delfim Peixoto, acusou o atual presidente de fazer uma manobra para tirar o seu direito na linha sucessória. Como mais velho, ele substituiria Del Nero.
Embora se ajeite para uma possível saída, o atual presidente ainda tem intenção de ficar. Tanto que pretende dar explicações para dirigentes de clubes e de federações sobre seu suposto envolvimento no escândalo da Fifa. A reunião com os clubes é na segunda-feira, oficialmente, para falar da MP do Futebol, mas Del Nero estará presente para abordar todos os outros assuntos.
A expectativa do presidente da CBF é de que, assim, ganhe apoio para continuar no cargo e afaste uma renúncia igual a de Joseph Blatter, na Fifa. Por enquanto, ele já tenta arrebanhar aliados em conversas para adotarem seu discurso.
“A renúncia de Blatter é apenas midiática para criar um fato positico. Já deveria ter saído antes. E não dá para entender como Marin está preso e Ricardo Teixeira não está”, afirmou o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, um aliado. “A situação do Del Nero não é a mesma do Blatter. Ele está na presidência há poucos meses. Antes era só vice.”
Clubes articulam liga; CBF convoca reunião
Em meio às diversas notícias de escândalos, que culminaram na prisão de José Maria Marin na semana passada, a Confederação Brasileira de Futebol convocou para a próxima segunda-feira uma reunião geral com os clubes em sua sede, no Rio de Janeiro. No comunicado, não fala qual será a pauta e, pelo momento, causou estranheza nos dirigentes.
Ao mesmo tempo, no entanto, os presidentes dos times articulam um encontro sigiloso, logo depois da conversa com Marco Polo Del Nero, com tema já definido: a formação de uma Liga.
A reportagem conversou com representantes de quatro clubes, de regiões diferentes, que confirmaram as duas informações. Alguns não quiseram dar entrevista, no entanto.
“Não há uma pauta certa. É estranho chamarem nesse momento. Se falarem que é por causa da MP do Futebol, também será estranho. Não temos mais o que falar sobre esse assunto”, disse Rogério Bacellar, presidente do Coritiba.
“Depois teremos um encontro só entre clubes, discutir assuntos do futebol”, completou.
A segunda reunião está sendo marcada por telefone, mas ainda não há um número confirmado de clubes que toparam participar.
A articulação de uma Liga vem sendo feita especialmente pelo presidente do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, com conversas frequentes com o Fluminense e o Flamengo, que estão revoltados com a Federação do Rio de Janeiro.
A reportagem tentou ouvir a CBF sobre o assunto, mas não conseguiu contato com dirigentes da entidade.
No início da semana, o ESPN.com.br mostrou que alguns times queriam aproveitar o momento delicado da CBF para acelerar a criação da Liga de clubes. Existem atualmente conversas para a criação do que viria a ser a Copa Rio-Sul-Minas, com a participação de equipes como Flamengo, Fluminense, Grêmio, Inter, Cruzeiro, Atlético-MG, Coritiba e Atlético-PR. (Da ESPN)
Leão se prepara para buscar o acesso
Já com o elenco completo à sua disposição, o técnico Cacaio começa a fase de treinamentos para a estreia na Série D, marcada para o dia 12 de julho contra o Vilhena (RO). Aos atletas, tem ressaltado a importância de concentração na busca pelos resultados que podem levar o Remo à Série C em 2016. Os jogadores parecem ter entendido o recado e já falam no mesmo tom.
“A Série D é uma série de muita transpiração, garra e determinação. Às vezes nem só de vontade vive um grupo, mas nós sentimos que esse está. Todos são atletas responsáveis, que têm experiência e acima de tudo guerreiros. É importante não desistir da bola, não pensar duas vezes em dar um carrinho, isso tudo é a Série D”, disse o volante Ilaílson, que participou da campanha do ano passado, embora sem ser titular.
Sob o comando de Cacaio, Ilaílson ganhou a posição e foi peça importante na conquista do bicampeonato estadual. Terá concorrentes na briga pela posição (Ameixa, Felipe Macena e Chicão), mas mostra otimismo. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
Galeria do rock
A frase do dia
Stones e Clapton em versão inédita de um clássico
DE THE INDEPENDENT
Os Rolling Stones lançaram, nesta terça-feira, uma versão inédita do hit “Brown sugar”, que conta com a participação especial de Eric Clapton na guitarra.
A versão foi gravada durante uma apresentação improvisada dos músicos na festa de aniversário do guitarrista Keith Richards, em 1970. “Brown sugar”, sem Eric Clapton, só viria a ser lançada no ano seguinte, no álbum “Sticky fingers” — Richards chegou a considerar a possibilidade de usar a música gravada na festa, mas decidiu manter a original, sem a parceria do “Slowhand”.
A participação de Eric Clapton na canção será um dos destaques da edição remasterizada de “Sticky fingers”, a ser lançada no próximo dia 8.
Nos últimos meses, as especulações sobre um novo álbum de inéditas dos Rolling Stones vêm ganhando força. O próprio Mick Jagger, vocalista da banda, disse que “seria ótimo” trabalhar em um novo disco com os parceiros e revelou que tem “um monte de músicas novas” compostas nos últimos dois anos.




