Remo pode ter jogos exibidos pela TV Cultura

Por iniciativa do deputado estadual Milton Campos, o clube busca apoio financeiro do governo do Estado para transmissão de jogos da Série D através da TV Cultura. Depois de reunir com autoridades do governo, Campos terá encontro com a presidência da Funtelpa para discutir uma forma de garantir a exibição dos jogos e a consequente verba de patrocínio. As possibilidades existem, pois a TV Brasil detém os direitos de transmissão da Série D e deve transmitir apenas as semifinais e finais. Caso seja fechado acordo, a Funtelpa dá a autorização e a Federação Paraense de Futebol oficializa junto à CBF. Com isso, a TV Brasil poderá liberar a transmissão para sua afiliada, TV Cultura.

Ao mesmo tempo, Milton Campos e diversos outros conselheiros e beneméritos azulinos ficaram de reunir na noite desta segunda-feira visando levantar R$ 200 mil para custear despesas enquanto a Série D não se iniciar. O mesmo grupo não descarta buscar uma aproximação com o presidente Pedro Minowa, oferecendo ajuda para administrar o futebol. (Com informações de Magno Fernandes)

Narrador do Sportv evita falar em Boquete

No último sábado (13), pela Copa do Mundo de futebol feminino, o Brasil entrou em campo e derrotou a Espanha por 1 a 0, gol de Andressa Alves. Com o resultado, a equipe de Formiga e cia garantiu o primeiro lugar do grupo nesta primeira fase da competição de maneira antecipada (ainda enfrentará a Costa Rica). No entanto, algo ainda mais curioso marcou a transmissão da partida.

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Tudo porque, a grande destaque da seleção ibérica tem um nome curioso: Verónica Boquete. Admiradora e “íntima” do futebol praticado pelas brasileiras, a espanhola na realidade estava preocupada mais com a repercussão do seu nome. A jogadora se surpreendeu quando Cristiane e Formiga revelaram o significado de seu sobrenome no Brasil, quando atuaram juntas nos Estados Unidos. E não foi só ela.

Durante o cotejo, Sérgio Maurício e a comentarista Leda Maria, do Sportv, evitaram de todas as formas chamar a atacante pelo sobrenome. Ambos se referiram à jogadora espanhola como “Verónica”, ou “Vero”, nome que aparece em sua camisa. Mas, desde a escalação, a geração de caracteres da TV da Fifa mostrava “Boquete”. A camisa 9 não foi a única a ter o nome completo escondido pelo SporTV. A meio-campista Putellas acabou sendo chamada apenas pelo nome “Alexia”. (Por Rodrigo Salomão)

Papão pode lançar sorteio de carro de luxo

O presidente do Paissandu, Alberto Maia, lançou em forma de desafio via Twitter um projeto ambicioso, para garantir a ampliação do estádio da Curuzu:

“@albertomaiaf: O que vcs acham: vamos sortear um carro de luxo com 2 mil cartelas a R$ 1.000,00 reais para construção da nossa primeira arquibancada? Faríamos uma arquibancada de 2 andares, venderíamos as cartelas até julho e começaríamos a construção e em fevereiro estaria pronta. O carro poderia ser uma Mercedes, BMW, Audi, Jeep ou outra marca de luxo.”

Só Neymar salva

POR GERSON NOGUEIRA

Ouvi um comentarista televisivo dizer que faltou audácia ao Brasil. Não, faltou futebol.  Contra um limitadíssimo time peruano, a Seleção Brasileira confirmou o que já sabemos desde aquela vergonhosa peia de 7 a 1 (sim, sempre precisamos falar disso, para que ninguém esqueça).

Foi um time atrapalhado, como já havia sido nos últimos amistosos. Capaz de errar passes curtos e sem ter um jogador que lembre mesmo de longe aqueles armadores de verdade, como o Brasil já produziu às dúzias em outros tempos.

A vitória sofrida, com gol aos 46 minutos, veio mais pela ação individual do único craque em campo, que vislumbrou um companheiro desmarcado lá do outro lado da área e teve a competência necessária para enfiar a bola entre os zagueiros. Sem Neymar, o Brasil de ontem poderia ter sido tranquilamente derrotado pelo Peru, e não seria um resultado absurdo.

Os erros começam pela defesa, com David Luiz novamente inseguro e espalhafatoso, contribuindo para o gol de abertura dos peruanos. Por sorte, logo a seguir Neymar planejou e executou a jogada que redundou no empate. Lançou bola na direita e foi receber na área, livre de marcação, deslocando para as redes.

O restante da partida foi um castigo para os olhos de quem se acostumou a gostar de futebol pelas jogadas inspiradas, pelos dribles e lançamentos perfeitos. Deu saudades até da troca de passes, algo primário em futebol, pois isso a Seleção de Dunga não faz mais.

O jogo é sempre forçado em direção à área, mas sem criatividade ou organização. Willian, que aparece naquela zona do campo por onde normalmente os meias circulam, é intranquilo e parece ausente, pensando longe. Erra metade dos passes que dá, não consegue completar uma finta e chuta mal, como no lance em que bateu sobre um zagueiro quando o gol peruano estava escancarado.

Se o organizador do time tem perfil tão fraco, dá para imaginar os beques, os laterais, os volantes e os atacantes. Só escapa Neymar, cujas insistentes  reclamações irritaram o árbitro no primeiro tempo e podem ser entendidas como impaciência com os companheiros ruins de bola. Qualquer um se aborreceria com tantos erros, com os passes que chegam muito à frente ou muito atrás, jamais perfeitos.

Dunga jacta-se de um recorde admirável – para ele. Onze vitórias consecutivas desde que o Brasil de Felipão saiu da Copa. A longa invencibilidade parece uma façanha, mas é pura fachada. Pegou pouquíssimas seleções de ponta pela frente. A maioria das vitórias foi na base do 1 a 0 e 2 a 1, refletindo a indigência ofensiva do time.

Dunga deve estar muito feliz com o jogo que a Seleção anda mostrando ao mundo. O Brasil não podia estar mais infeliz com a pobreza técnica do time. Aos trancos e barrancos, pode até vir a ganhar a Copa América, mas o futebol que exibe é feio e triste. Neymar é a notável e solitária exceção e dificilmente uma andorinha só faz verão.

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Um gigante que passou pelo meio-campo

Zito, o homem que segurava as pontas e ditava o ritmo no meio-campo do Santos e da Seleção Brasileira, morreu ontem à noite. Era um médio, função que nem existe mais hoje, substituída pelos volantes de corte mais grosso.

Como não sentir saudade de seu futebol objetivo e técnico, que foi fundamental nos primeiros títulos mundiais do nosso futebol e que geraria anos depois o surgimento de um Clodoaldo atuando na mesma faixa?

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O Remo na hora da verdade

Foi divulgado às 9h39 de ontem pelo conselheiro Heitor de Souza Freitas Filho o relatório final da comissão investigativa que apurou as denúncias de “gestão temerária” do ainda presidente do Clube do Remo, Pedro Minowa.

Na mensagem aos jornalistas, Heitor faz questão de observar que “as denúncias estão comprovadas, ensejando a aplicação da pena de destituição, no que pese a tal comissão ter se investido do poder de julgar e sugerir a ridícula pena de suspensão por 180 dias, enquadrando a situação como se fosse tão somente um associado”.

Acrescenta que o “relatório obrigatoriamente vai para julgamento da Assembleia Geral, que certamente aplicará a punição solicitada por mim e pelo Conselheiro André Cavalcante. Não peço sigilo e vocês podem informar a fonte”.

A correta posição assumida por Heitor descortina o que deve ocorrer na Assembleia Geral, já devidamente ciente das falhas graves cometidas tanto na gestão de Zeca Pirão quanto na de Pedro Minowa.

O que Heitor acentua é a necessidade de uma punição rigorosa dos dois gestores, com especial atenção para o atual, cuja administração se mostrou lesiva aos interesses do Remo. Os erros se acumulam desde janeiro em proporção assustadora, que pressupõe um cenário calamitoso caso o Condel e a Assembleia Geral não freiem as coisas.

A comissão optou por um caminho tortuoso, de abrandar as penas, preferindo avaliar os gestores como meros associados. Não são simples associados, pois foram eleitos para presidir a agremiação e não cumpriram satisfatoriamente suas gestões.

Cabem medidas que sejam compatíveis com o tamanho dos erros e que sejam exemplares para a vida futura do Remo. É fundamental que o Condel faça como no Campeonato Paraense, quando interveio e conseguiu apagar o incêndio, pagando salários de jogadores no período decisivo da competição.

Não é hora de omissão. Associados do clube, bem como a torcida, esperam que providências sejam tomadas de imediato.

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A travessia do grande Brant

Fernando Brant, um grande compositor da nossa música popular mais qualificada, nos deixou na sexta-feira, 12. A coluna de hoje é dedicada a ele, autor de versos como estes, de “Bola de Meia, Bola de Gude”, com os quais sempre me identifiquei muito:

“Há um menino, há um moleque/ morando sempre no meu coração. Toda vez que o adulto fraqueja/ Ele vem pra me dar a mão.”

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 15)