Bruno Veiga acerta com o Mogi Mirim

O atacante Bruno Veiga, que rescindiu contrato com o Paissandu na semana passada, já tem novo clube. É o Mogi Mirim, de São Paulo, que se reforça para tentar escapar da lanterna da Série B do Campeonato Brasileiro. Veiga terá vínculo com o Mogi até novembro. Outro jogador anunciado pelo clube foi o zagueiro Paulão, ex-Tupi.

Minowa pede licença e Ribeiro assume Leão

O presidente Pedro Minowa protocolou na secretaria do Clube do Remo, no final da tarde, pedido de licença de 90 dias. Com isso, assumirá o cargo o presidente do Conselho Deliberativo, Manoel Ribeiro. Pelo que já havia declarado, Ribeiro deve formar agora uma junta governativa para presidir os destinos do Remo.

Adeus ao paredão François

POR GERSON NOGUEIRA

O Remo perde com a morte de François Thym uma parte de sua história mais gloriosa. Goleiro que marcou época no futebol do Pará, arrojado e muito forte fisicamente, François era conhecido pelas defesas espetaculares. Justificou como poucos o sentido do termo paredão.  Vindo de Paramaribo em 1961, rapidamente conquistou a torcida azulina numa época em que jogadores forasteiros começavam a brilhar por aqui.

Com intermediação do empresário Raimundo Farah, François veio na sequência de outros atletas estrangeiros trazidos pelo dirigente Jorge Age para o Remo, casos de Veliz e Rack.

Com a camisa azulina, François ganhou o primeiro título do Norte, em 1968, em disputa que envolveu Tuna, Paissandu, Nacional, Fast Club, Ferroviário (MA), Moto Clube, Flamengo (PI) e Piauí. Na decisão em três jogos, triunfo sobre o Piauí. A escalação daquele time está na memória de todos os azulinos: François; China, Alemão, Casemiro e Edílson; Sirotheau e Carlitinho; Birungueta, Amoroso (Waltinho), Rubilota e Adinamar. Danilo Alvim era o técnico.

Já a Copa Norte-Nordeste foi ganha depois de duas tentativas frustradas. Bicampeão do Norte (1968 e 1969), o Remo foi finalistas duas vezes do chamado Nordestão, mas perdeu nas finais. Em 1971, finalmente, derrotou o Itabaiana (SE) dentro do Baenão, por 2 a 0, e conquistou o título do Norte e Nordeste.

François, que havia sido ídolo como atleta, era o treinador do time campeão, tendo sob seu comando a base do que viria a ser um dos maiores esquadrões azulinos de todos os tempos, a começar pelo goleiro Dico, que se tornou seu mais festejado sucessor. Anos depois, atestando seu grande conhecimento do assunto, indicaria também Edson Cimento ao clube.

Admirado pelo caráter e pela seriedade, trabalhou também como supervisor de futebol no Evandro Almeida e, nos últimos tempos, se dedicava a negócios pessoais. Foi professor de educação física e, em 1996, dirigiu o time do Bragantino. Morreu vítima de um câncer no fígado descoberto já em fase terminal. Estava com 71 anos.

François é figura de honra na galeria dos grandes goleiros do Remo, ao lado de Veliz, Jorge Baleia, Dico, Edson Cimento e Clemer.

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A despudorada patolada chilena

O mundo ainda discute a imagem da mão boba do chileno Jara no uruguaio Cavani, estopim do violento revide do atacante, imediatamente expulso pelo brasileiro Sandro Meira Ricci. Pela rapidez dos acontecimentos, ninguém entendeu a agressão de Cavani ao zagueiro, apesar dos gestos do jogador tentando explicar ao árbitro o que havia ocorrido.

A explicação só seria compreendida minutos depois quando as agências de notícias postaram na internet a prova do crime. A surpresa ficou por conta do ineditismo do flagrante. Atitudes desse tipo não são incomuns em futebol, como forma de provocar adversários. Incomum é ver a cena estampada registrada pelos fotógrafos. Como também não é lá muito normal ver uruguaio no papel de vítima – Luizito Suarez que o diga.

Em meio ao sarro generalizado em torno do assunto, o árbitro brasileiro tombou como primeira vítima. Medida correta em face da frouxa atuação de Ricci, completamente manobrado por Alexis Sanchez e outros jogadores chilenos. Confirmou a fama de árbitro simpático aos times da casa.

Resta ainda dúvida quanto à punição que Jara irá receber. Se a Conmebol usar o mesmo critério empregado para punir Neymar (quatro jogos de suspensão) e da Fifa para castigar Suarez pela mordida no italiano (afastamento sumário da Copa), o chileno deve ser banido da competição. Peitar árbitro é infração grave, mas apalpar adversário já é sacanagem.

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E Minowa finalmente acerta um golaço

O Remo anuncia o rompimento do contrato com a Gol Store. A ser confirmada juridicamente a informação, a decisão da Diretoria é digna de aplausos. Depois de seis anos de vigência conturbada, o presidente Pedro Minowa rescinde o contrato com a empresa, que, segundo o clube, não vinha cumprimento com várias cláusulas do contrato. Conforme a notificação, foi concedido prazo de 15 dias para que a Gol Store devolva as lojas – na sede da avenida Nazaré e no Baenão – de forma amigável.

O referido acordo comercial, celebrado na gestão de Amaro Klautau, só trouxe danos às finanças do clube. Na gestão de Sérgio Cabeça, o diretor jurídico Ronaldo Passarinho foi autorizado a entrar com medida cautelar na Justiça, pedindo a rescisão do nefasto contrato. Para estarrecimento do próprio Ronaldo, o presidente anexou duas cartas ao processo, dando razão a Gol Store e motivando o arquivamento.

Para completar a lambança, Cabeça ainda autorizou a Gol Store a abrir mais uma loja no Baenão. Depois da renúncia de Cabeça, Zeca Pirão assumiu a presidência e declarou publicamente que iria “lacrar” a loja da Antônio Baena. Deixou o cargo sem fechar a loja e sem exibir novo contrato com a empresa.

Cabe agora a Pedro Minowa fazer o que o jurídico do clube há tempos havia recomendado. Diante dos exemplos citados, é prudente esperar para ver como é que fica.

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ARF treina para a Copa da Noruega

O time Alunorte Rain Forest (ARF) realiza amanhã mais um amistoso em preparação para a Copa da Noruega, competição infanto-juvenil internacional na qual representará o Pará, em julho, na Categoria Sub-17. A equipe barcarenense joga no Sesi, em Ananindeua, contra o time da casa, formado por garotos do projeto social Atleta do Futuro.

O Rain Forest é o braço esportivo do programa educacional “Bola pra Frente, Educação pra Gente”, desenvolvido pela Hydro Alunorte nas escolas de Barcarena em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta sexta-feira, 25)