Os motivos do cerco à Lula

POR PAULO HENRIQUE AMORIM, no Conversa Afiada

A cada arbitrariedade do Juiz da Vara de Guantánamo cresce o volume de atividade da máquina de lama do Umberto Eco.

Nesse domingo, por exemplo, o Globo, o que mais massacra  a Dilma, segundo o manchetômetro, destaca: “documentos divulgados (sic) pela Justiça Federal do Paraná” (!!!) mostram que executivos da OAS se referem ao Lula como o “Brahma”.
Quem fabrica mais lama: a Justiça (sic), o Globo ou os executivos ?
Essa despudorada produção de lama aumenta consideravelmente a cada vez que o Moro baixa um Ato Institucional.
(Com o Daniel Dantas, ele não resistia a 48 horas de HCs Canguru …)
Agora o Moro prendeu o dono da Odebrecht e executivo da Andrade Gutierrez. Deve estar como o diabo gosta!
Não adiantou o Fachin falar uma, duas vezes, que delação não substitui prova.
Para o Moro, delação é prova! E quem vai dizer que não?
E ainda se dá ao desplante de dizer que prendeu para que as empresas não continuassem a cometer crimes, uma vez que as não foram excluídas dos futuros processos de licitação do Governo Federal.
É um absurdo tão despropositado que até o zé, da Justiça, que não serve nem pra Chefe de Polícia, até ele se permitiu sair do leito de sua mediocridade para ponderar, educadamente, obsequiosamente, que o Moro (sem citá-lo) pode estar enganado!
Como é que se prende alguém porque pode continuar a cometer crime numa licitação que ainda não foi licitada?
Só na Vara de Guantánamo!
Os zés, os mercadantes (o general Assis Oliva da Dilma), os temer – toda a articulação política (quá, quá, quá !) do Governo – sem falar nos senadores do PT, como o Delcídio do pré-sal… – é tão inútil quanto o João Doria na Copa América.
São esses engrossam a avalanche de lama que, por atalhos escuros, se deposita nas valas negras dos colonistas (ver no ABC do C Af) do Globo: a próxima é a cabeça do Lula.
Por que? Porque o Lula faz palestra?
O Joaquim Barbosa também faz, a R$ 150 mil.
O FHC também, a US$ 50 mil cada.
O ansioso blogueiro também (um pouco menos…).
Só quem não está nesse mercado de palestras é o Cerra, porque, além do conteúdo vazio, lança sólidos perdigotos aos que estão na primeira fila…
E daí ?
O Lula não pode dar palestra para a Camargo, Odebrecht, OAS.
Mas, o FHC pode.
Quem contrata o Lula é o Demônio.
Quem contrata o FHC é a Virgem Maria!
O Lula não pode mas o FHC pode ir aos emirados falar das 1002 noites do Banco Itaú.
O Lula e a Dilma não precisam que o ministro zé os defenda.
Quem precisa de defesa é o ministro zé.
Quem ainda por cima vem dizer que decisão da Justiça não se discute.
Quem disse ?
Quem não discute decisão da Justiça ?
Ainda mais essa “justiça” da Vara de Guantánamo!
Se tivesse um mínimo de músculo político o zé ia para cima.
Disputar com o Moro, enfrentar  seus subordinados os delegados da PF confessadamente aecistas, e os procuradores fanfarrões.
Argumentar, retrucar, desnudar as arbitrariedades, ocupar o PiG !
Mostrar ao Moro que o campo não está livre.
Que o outro lado não perdeu o ônibus…
Mas, não, o zé foi o primeiro a dizer que a cabeça do Dirceu tinha sido justamente decepada no mensalão: dura lex sed lex (para preto, pobre, p… e petista).
São essas governamentais nulidades que dão combustível à maquina de lama.
O Moro deve morrer de medo do zé !
Ainda mais agora, que o Aecím, derrotado no Brasil e na Venezuela, ganhou o terceiro turno, no Datafalha.
Aecím deve estar impossível !
O zé diria: com pesquisa não se discute!

Leão vence Tubarão do Caeté em jogo-treino

O Remo derrotou o Bragantino por 2 a 1 em jogo-treino realizado na manhã deste domingo, no estádio Evandro Almeida. Juninho e Edcleber marcaram os gols azulinos. Sanderson fez o gol dos visitantes. O Remo começou com a escalação considerada titular: Fernando Henrique; George Lucas, Ciro Sena, Henrique e Alex Ruan; Ameixa, Ilailson, Juninho e Eduardo Ramos; Aleilson e Rafael Paty.O primeiro gol surgiu aos 15 minutos. Juninho completou para o gol um cruzamento de Aleilson. Na etapa final, o Remo confirmou a vitória, estabelecendo 2 a 1, depois que o técnico Cacaio fez oito alterações na equipe – Fabiano, Levy, Yan, Chicão, Ratinho, Edicleber, Sílvio e Welthon.

A renda do jogo treino no Baenão foi de R$ 15.790,00. Com 737 pagantes (arquibancadas: 632; cadeiras: 105).

O Remo fará três amistosos antes da estreia na Série D. Na terça-feira (23) joga contra o Cametá, no Parque do Bacurau; no sábado, 27, enfrenta o Uberlândia; no dia 5 de julho, vai a Macapá jogar contra o Ypiranga local, no estádio Zerão; e no dia 8 de julho encara a Tuna no Mangueirão.

Arena da Amazônia vazia na final amazonense

Final do Campeonato Amazonense, neste sábado, confirma o que se dizia do pouco gosto de Manaus pelo futebol: apenas 6.787 pessoas assistiram à partida vencida pelo Nacional (2 a 1) sobre o Princesa do Solimões. Ocupação de 15% na Arena da Amazônia.

Só comparando: final do Amazonense, 6.787 pessoas x final do Paraense (Remo x Independente), 34.773 pessoas.

O rádio e seu imenso ponto de interrogação

POR ANDERSON CHENI – No Comunique-se

Há anos venho destacando aqui neste espaço a queda de audiência, de faturamento e, principalmente, de qualidade do meio rádio. E a cada novo evento como a Copa América, por exemplo, observamos que as exceções nos grandes centros vão diminuindo e não preenche uma mão sequer o número de emissoras que conseguem se destacar na cobertura. Afinal, os direitos de transmissão são caros, alguns afirmam que passam de R$ 120 mil (que são parcelados). E esse valor é só para transmissão de rádio; se quiser transmitir na internet, os valores podem passar dos R$ 70 mil após a conversão do dólar.

Quando é feita a soma com a despesa por pessoa para cobrir o evento, a conta assusta até os grandes grupos de comunicação. Por isso, poucos profissionais foram enviados para o Chile (lista ao fim da coluna). Mas será que vale a pena investir na cobertura do evento? E se a emissora não fizer, vai prejudicar o conteúdo e a marca da emissora? E se virar rede, vai perder a identidade? Vale a pena investir na seleção brasileira diante de tantos desgastes com o torcedor? São várias as perguntas que a direção e, principalmente, o departamento comercial fazem antes de tomar uma decisão. E a decisão pode pesar quando o carro-chefe da emissora é a notícia e o futebol.

Pesquisas que definem o público-alvo podem ajudar. Todos sabem que ouvir a transmissão com a equipe local pesa a favor. Se tiver um sotaque diferente do habitual ou uma voz desconhecida naquela transmissão, o ouvinte tem grande chance de optar pela troca de emissora. Arriscar em colocar um narrador de uma praça, o comentarista de outra e o repórter in loco pode ser arriscado tanto para a emissora quanto para quem ouve. Fazer tudo em “tubo” e não tomar cuidado com o som local é dar tiro no pé; a qualidade da transmissão com certeza será questionada. Optar em não fazer a cobertura arranha a identidade jornalística da emissora, pois para o ouvinte pouco importa se a seleção está jogando bem ou ruim, ele quer ouvir o jogo, o comentarista, o clima etc.

Duro mesmo é ouvir no momento em que a seleção está em campo assuntos como handebol ou a preparação da equipe de judô para o Pan-Americano. Ignorar a competição no domingo, dia mais importante do futebol, é algo triste, digno dos atuais “gênios” que como um câncer vão matando lentamente o já combalido meio rádio. A chamada “economia burra” se encaixa no atual momento. Mesmo assim, vamos torcer por dias melhores. E viva o rádio!

Segue, abaixo, o levantamento feito pelo colega Edemar Annuseck com os profissionais e as emissoras de rádio brasileiras que estão cobrindo a Copa América no Chile:

Com mais de um profissional…

Itatiaia – Belo Horizonte

Milton Naves (narrador), Leonardo Figueiredo (comentarista), Wellington Campos e Bruno Azevedo (repórteres) e Cláudio Ribeiro (diretor-presidente da emissora).

Verdes Mares – Fortaleza

Kaio Cezar (narrador), Paulo Cezar Norões (comentarista), Ricardo Mora (repórter) e Altevir Mossoró (técnico).

Clube do Pará

Valmir Rodrigues (narrador) e Paulo Fernando (repórter).

Metrópole – Salvador

Salomão Batista (narrador), Renato Lavigne e Marinho Júnior (repórteres).

Somente repórteres…

Transamérica – São Paulo
Ivan Drago.

Gaúcha – Porto Alegre
José Alberto.

Globo – para a rede
Rafael Marques.

Tupi – Rio de Janeiro
Wilson Pimentel

Manchete – Rio de Janeiro
Osires Nadal

(*) Jornalista. Editor do blog Cheni no Campo, apresentador e comentarista da RIT TV, narrador do Portal Terra e colunista de esportes da Nossa Rádio FM. Com mais de 20 anos de atuação na cobertura esportiva, soma passagens por emissoras de rádio de Mato Grosso e Capivari (SP). Em São Paulo, trabalhou nas rádios Record, Capital, Globo e CBN e nas TVs Sky e Rede Brasil. Foi editor-chefe do extinto jornal O Fiel.

Justiça inclui mãe de Neymar em investigações

Neymar surpreendeu a muitos por suas atitudes na última quarta-feira, na partida contra a Colômbia, quando o Brasil perdeu por 1 a 0. Nervoso. Ele deu uma bola em Armero, tentou acertar uma cabeçada em Murillo e ainda xingou o árbitro Enrique Osses, o que lhe rendeu uma punição de quatro jogos dada pelo Tribunal de Disciplina da Conmebol.

Nesse dia de fúria, mais cedo, segundo o diário Olé, o craque havia recebido a notícia que sua mãe também será chamada pela Justiça espanhola para dar esclarecimentos sobre sua ida ao Barcelona, em ação que investiga denúncias de corrupção e fraude.

O capitão da seleção faz questão de mostrar todo o carinho que tem por Nadine Santos. Em suas redes sociais, fotos e mensagens carinhosas são frequentes.

Apesar de ser o pai o responsável por toda a administração da carreira do jogador, há um laço que ligue a mãe ao caso, investigado na Espanha, por denúncia do grupo DIS, que tinha 40% dos direitos econômicos do atleta e se considerou trapaçeado por como se deu a transferência para o time de Lionel Messi.

Nadine é sócia de Neymar pai na empresa “N&N Consultoria Esportiva e Empresarial LTDA”, colocada no processo como uma das acusadas pela Justiça espanhola nas supostas fraudes. Cada um é dono de 50% da compania, o que acaba a colocando também como parte de todas as negociações, embora não tenha aparecido em assinaturas de contratos.

A ação é também contra Neymar e o presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu. Atinge ainda os dirigentes Sandro Rosell, antecessor de Bartomeu no Barcelona, Odilio Rodrigues, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, do Santos, o pai de Neymar e o clube brasileiro.

Apesar de todos os acontecimentos, o empresário do craque, Wagner Ribeiro, nega que os assuntos extracampo tenham sido o motivo do nervosismo do capitão brasileiro. “O que posso te falar é que o pai dele filtra tudo, não chega nada (até a ele), então, não tem nada a ver (essa ligação). O Neymar, de fato, não jogou bem contra a Colômbia, mas, como você sabe, tem dias que o jogador não consegue”, analisa o agente. (Da ESPN)

Mocajubense mantém título mundial de boxe

O lutador Isaac Rodrigues conseguiu manter o cinturão no Pará e por decisão unânime venceu o sul-africano Nkululeko Mhlongo, na noite de sexta-feira (19). Ele defendeu o cinturão de campeão mundial de boxe pela World Boxing Federation (WBF). A conquista do título ocorreu em dezembro de 2014, contra o mexicano José Pinzon, que foi nocauteado no oitavo round, em uma luta prevista para doze assaltos. A disputa foi na categoria médio (até 72,58 quilos).

Na luta de sexta-feira, disputada em 12 assaltos, o paraense defendeu o cinturão, superando Mhlongo por decisão unânime dos juízes. Natural de Mocajuba, Isaac é o primeiro atleta paraense campeão mundial de boxe. Ele é treinado por Ulisses Pereira e pelo ex-campeão Acelino ‘Popó’ Freitas.

Leão tenta última cartada

O Remo tenta uma última cartada para reduzir o tamanho do prejuízo com a pena imposta pelo STJD. O departamento jurídico obteve uma primeira vitória, ao ver atendido pelo tribunal o pedido de embargo de declaração, impetrado pelo advogado e conselheiro do clube, André Cavalcante. Sua expectativa é de seja alterada a forma de pagamento da pena imposta ao Leão, que vai ter que disputar três dos quatro jogos da primeira fase como mandante de portões fechados, como punição pelos episódios violentos entre torcidas organizadas na partida contra o River-PI, pela Série D 2014, no estádio Diogão, em Bragança.

Segundo Cavalcante, “isso foi um embargo preliminar que dei entrada para esclarecer o relatório do acórdão. O (documento) que eu vou dar entrada na terça-feira (23) é que pode ter alguma finalidade positiva para o clube”. O instrumento jurídico não busca redução de pena. “Não vai ter. São três jogos que vamos cumprir, mas o que a gente quer é saber se poderemos fazer os jogos com portões abertos a 100 quilômetros de Belém”, conta. Caso o STJD reconsidere sua decisão, a diretoria do Remo tentará mandar seus três jogos em Cametá ou Macapá (AP).