Aparece um candidato a arrematar o Carrossel

Apareceu um candidato a arrematar a área do Carrossel no leilão programado pela Justiça do Trabalho. É João Vicente Felizolla Bentes, que oficializou proposta  de R$ 7,6 milhões pelo terreno pertencente ao Clube do Remo. O pagamento seria parcelado, com entrada de R$ 1,6 milhão e 10 mensalidades de R$ 600 mil.

A diretoria jurídica do clube já se movimenta para tentar embargar novamente o leilão.

A caminho do paraíso

POR GERSON NOGUEIRA

O Papão vai ganhando jogos e adquirindo confiança, além de acumular pontos importantes no começo de uma competição nacional longa e sujeita a muitos solavancos. A merecida vitória de sábado sobre o Paraná põe o time às portas do G4 da Série B. É a melhor colocação da equipe em todas as participações que teve na competição a partir da adoção do sistema de pontos corridos.

A vitória de 2 a 1 foi mais difícil do que o desenvolvimento do jogo prometia. No primeiro tempo, apesar dos perigos nos contra-ataques e bolas aéreas do Paraná, o Papão teve sempre a iniciativa, cercou a área e só não marcou por falta de pontaria de seus principais homens de frente.

Com marcação forte e adiantada, buscando frear a saída de bola dos bicolores, o Paraná teve seus melhores momentos quando investia pelo lado esquerdo com o atacante Fernandes, rápido e driblador.

O Papão chegava mais encorpado ao ataque sempre que as jogadas eram iniciadas em seu campo, permitindo que a equipe se organizasse. Carlinhos prendia muito a bola e tinha dificuldades em lançar, mas os homens de frente, principalmente Pikachu e Aylon, se deixavam marcar com facilidade.

Fechado atrás, o Papão não transformava a posse de bola em ataques agudos. O melhor deles foi quando Leandro Cearense chutou da entrada da área. A bola passou perto da trave esquerda de Wendell. A primeira metade do confronto terminou equilibrada. As linhas defensivas levavam ampla vantagem sobre os ataques.

No segundo tempo, mais objetivo e com Edinho (que havia substituído a Ricardo Capanema) reforçando a articulação, o Papão ganhou em agilidade. Aos 10 minutos,  Aylon deu um balãozinho para Cearense, que disputou com o zagueiro e tocou para as redes.

Aí veio o golaço de Marcos Paraná, ex-bicolor, que havia acabado de entrar na partida. Em jogada confusa na intermediária, ele se livrou de dois marcadores e disparou um chute forte na gaveta direita de Emerson, decretando o empate apenas cinco minutos depois do gol paraense. O miraculoso lance de Marcos Paraná deu novo gás aos visitantes, que se lançaram com mais ímpeto ao ataque, abrindo a guarda e facilitando os contragolpes bicolores.

Quando o equilíbrio voltava prevalecer, jogadinha rápida de Carlinhos pelo centro da área a bola foi tocada para Aylon, que bateu rasteiro e desempatou aos 29 minutos. A partir daí, o jogo ficou aberto e perigoso. O Papão tinha espaço para contra-atacar, mas o Paraná não desistia de buscar novo empate.

Em escapadas pela direita, Bruno Veiga perdeu três boas chances. Na última, estava sozinho diante do goleiro. Pikachu também desperdiçou, depois de limpar brilhantemente o lance em cima de dois marcadores.

No fim das contas, um triunfo justo, embora mais sofrido do que o necessário.

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Diretoria critica e torcida reage

Um público abaixo das expectativas – 9.746 pagantes – proporcionou uma arrecadação de R$ 147.240,00, sábado à noite, no estádio Jornalista Edgar Proença. Descontadas as despesas, ao Papão coube o valor líquido de R$ 78.076,73.

A diretoria apostava em arrecadação melhor e colocou à venda 29 mil ingressos. Tinha um bom motivo para acreditar nisso: a arrancada do time, com três vitórias consecutivas até então na Série B e a expectativa de alcançar a zona de acesso, em caso de novo triunfo.

Fixou o preço dos ingressos em R$ 40,00 (arquibancada), fiel à estratégia traçada para valorizar o programa Sócio Torcedor. O torcedor não comprou a ideia e manteve a média em torno de 10 mil pagantes nos jogos da Série B.

Não é um número desprezível se comparado ao de outros clubes de massa que disputam a competição, tanto que o Papão se mantém à frente na média de público. A decepção da diretoria tem a ver com o retrospecto de sua própria torcida, que não ganhou o apelido de Fiel por acaso.

Vandick Lima, quando presidia o clube, manifestou várias vezes o seu desalento com o baixo comparecimento dos torcedores na Série B 2013 e na Série C 2014. Conclamava o torcedor a apoiar mais o time e a ajudar a bancar contratações graças à renda dos jogos. Não foi atendido.

O atual presidente, Alberto Maia, repete as mesmas queixas, gerando críticas por parte de torcedores. Com o time cumprindo boa campanha, o dirigente tem razão em cobrar maior participação da torcida. E esta tem também seus argumentos, com destaque para o preço cobrado pelos ingressos, sempre acima de R$ 40,00.

É uma questão que exige urgente reflexão interna.

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Clube conquista a América, outra vez

Como já é tradição, a Rádio Clube estará presente à Copa América, que começa na próxima quinta-feira, 11, no Chile. O locutor Valmir Rodrigues e os repórteres Paulo Fernando e Wellington Campos acompanharão todos os jogos da Seleção Brasileira, que estreia no domingo, 14, contra o Peru, na cidade de Temuco.

Sessenta emissoras de todas as regiões brasileiras retransmitirão os jogos através do Sistema Clube de Rádio. Vale destacar que somente 13 emissoras do Brasil adquiriram os direitos de transmissão da mais importante competição sul-americana de seleções.

E a Clube, outra vez, é a única emissora paraense habilitada.

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Uma pelada vergonhosa

O amistoso Brasil x México de ontem, em São Paulo, está no rol daqueles a serem gloriosamente esquecidos na história da Seleção Brasileira. Apesar de vencer por dois gols (Philipe Coutinho e Tardelli), o escrete se perdeu por completo no segundo tempo, igualando-se aos reservas mexicanos no mesmo desamor pela bola. Tosco e triste.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 8)