Seleção Brasileira decide Mundial Sub-20

Invicta na competição (4 vitórias e 2 empates), a Seleção Brasileira sub-20 enfrenta a Sérvia na madrugada deste sábado, 20, na decisão do Mundial da categoria, que é disputado na Nova Zelândia. O principal destaque do time é o meia Gabriel Jesus, do Palmeiras, visto como futuro astro do time profissional. O time venceu seus três adversários da primeira fase, eliminou Uruguai e Portugal nos penais e, na semifinal, a seleção goleou Senegal por 5 a 0. O jogo será exibido a partir das 2h pela RBATV. O Brasil tenta conquistar seu sexto título mundial na categoria sub-20.

As 6 horas de vexame de Aécio & cia. em Caracas

 As seis horas do vexame de Aécio e Cia. em Caracas

POR RICARDO KOTSCHO

Que vexame! E o que se poderia esperar de uma excursão promovida por oito senadores brasileiros a Caracas para apoiar a oposição venezuelana que quer porque quer derrubar o presidente eleito Nicolás Maduro? O que a excursão promovida por Aécio e Cia. nas asas de um avião da FAB foi fazer lá?

Eles foram procurar confusão para aparecer na foto _ e conseguiram.

O plano deles era fazer uma visita de solidariedade a oposicionistas presos, devidamente acompanhados por repórteres nativos, mas nossos senadores não conseguiram nem sair das imediações do aeroporto durante as seis horas que passaram na cidade.

Cercados por manifestantes pró-governo, pegaram um congestionamento e ficaram presos no micro-ônibus que os levaria ao presídio de Ramo Verde, a 50 quilômetros do aeroporto. Só lhes restou dar meia volta e retornar ao Legacy, o jato executivo da FAB colocado à sua disposição. Por falar nisso: quanto custou e quem vai pagar as despesas do voo fracassado?

Desta forma, a “missão política e diplomática” comandada por Aécio Neves, presidente do PSDB derrotado por Dilma Rousseff nas eleições de outubro, limitou-se a conversar com as esposas de líderes da oposição venezuelana, as mesmas que estiveram recentemente no Brasil e que os recepcionaram no aeroporto Simon Bolívar.

Acompanhado de notórios “democratas” como Ronaldo Caiado e Agripino Maia, entre outros, ao senador mineiro só restou protestar e cobrar providências do Itamaraty, pois criar constrangimentos para o governo brasileiro era seu principal objetivo. “Fomos sitiados e impedidos de cumprir o objetivo da nossa missão. Isto é um claro incidente diplomático da mais alta gravidade”. Em nota, o Itamaraty lamentou “os incidentes que afetaram a visita à Venezuela da Comissão Externa do Senado. São inaceitáveis atos hostis contra parlamentares brasileiros”.

O governo venezuelano só se manifestou por meio de mensagem do vice-presidente Jorge Arreaza enviada para o celular de Lilian Tintori, mulher do oposicionista Leopoldo López, que estava no micro-ônibus ao lado de Aécio: “Se os senadores estão aqui é porque não têm muito trabalho por lá no Brasil. Assim, umas horas a mais ou a menos dá no mesmo”.

Os dois países enfrentam uma profunda crise política e econômica, mas o Brasil não é a Venezuela, embora a oposição e a mídia de cá e de lá, seguidamente derrotadas nas urnas,  sejam iguaizinhas, e tenham os mesmos propósitos.

Em vez de procurar sarna para se coçar, jogando fora tempo e dinheiro, a aguerrida tropa de Aécio e Cia. poderia aproveitar este episódio para repensar qual é o seu papel na democracia brasileira entre uma eleição e outra. Cada país deve ser soberano para decidir seu próprio destino.

Na contramão da guerra política travada em nosso país, a comissão de senadores não poderia ter escolhido momento mais inoportuno para fazer esta viagem. E deu no que deu.

Mergulho no inferno

POR CÁSSIO DE ANDRADE

Em 2011, quando mais uma vez o Remo ficara sem série no futebol brasileiro, escrevi ao Blog do amigo Gerson Nogueira, uma crônica denominada “Entre a farsa e a tragédia” sobre a lamentável situação do mais que centenário time paraense, parodiando a alegoria metafórica de Marx. Afirmava que “no antigo teatro grego, a farsa e a tragédia rivalizavam-se nos anfiteatros. Dos dois estilos, surgiram as máscaras símbolos da arte dramática. Sob características diferentes, usualmente os enredos acabavam com um mesmo fim” e que “Marx aciona os dois estilos para afirmar que a ‘história só se repete na farsa e na tragédia’, ao descrever o sobrinho de Napoleão Bonaparte”.
A crise atual do Clube do Remo nos aciona novamente ao cíclico axioma de Marx, cujo mito de origem possui raízes nas famélicas gestões dos anos 80 e se proliferaram nos desastres gerenciais das últimas décadas, e esses 15 anos iniciais do século XXI não tem sido generosos! Assim como antevi em 2011, dívidas, planejamentos inexistentes, amadorismos, são os atores principais nos enredos do melodrama azulino numa história de repetição que juntam a farsa e a tragédia e vão se enraizando n’alma da imensa nação azul. Um fenômeno azul, sem dúvidas, de amor e sofrimentos. Fizeram, e ainda fazem os dirigentes azulinos a tarefa de mergulhar o Clube no inferno, de onde, parece, tão cedo não sairá.
E as novas farsas já começam a ser escritas para a já duvidosa participação na Série D. Triste constatar que os coveiros dos sonhos azulinos ainda fazem morada no clube de Periçá que tantas glórias concedeu à enorme massa azul.
Aos torcedores, o que resta? Alguma satisfação? Nenhuma. Somente a vergonha do ridículo e a sordidez da ausência. Solertes mentes insanas a devassar a alma em frangalhos da nação azul.
Quem sabe um novo Brumário esteja por vir.

Diferença de tratamento

POR PAULO MOREIRA LEITE

A mais curiosa revelação da reportagem “FHC passa o chapéu”, publicada pela revista Época em 2002, merece uma reflexão maior. Sabemos que a reportagem descreve um encontro de fim de governo no qual um grupo de 12 empresários graúdos decidiu levantar R$ 7 milhões para a construção do Instituto Fernando Henrique Cardoso.

O que nem todos recordam é que, em sua apuração, o repórter Gerson Camarotti decidiu ouvir o Ministério Público. Entrevistou o procurador Rodrigo Janot, o mesmo que, onze anos depois, se tornaria Procurador Geral da República. Janot disse a Camarotti que não havia nada de ilegal:
— Fernando Henrique está tratando de seu futuro e não de seu presente, explicou o procurador. O problema seria se o presidente tivesse chamado empresários ao Palácio da Alvorada para pedir doações de favores e benefícios concedidos pelo atual governo.

É uma opinião sensata do ponto de vista legal. O Janot de 2002 participava de um movimento de oposição a Geraldo Brindeiro, o chamado ‘Engavetador da República’. Não pode ser visto como uma voz da boa vontade e do tratamento amigo diante de denúncias, portanto. Mas é uma opinião reveladora, do ponto de vista político, quando se recorda o cerco da Polícia Federal e do Ministério Público em torno do Instituto Lula e do ex-presidente.

É difícil acreditar que uma regra que Janot anunciou no momento em que assumiu a Procuradoria Geral da República (“Pau que bate em Chico também bate em Francisco”) tenha sido corretamente aplicada no tratamento dispensado aos dois ex-presidente e seus respectivos institutos. Se considera-se razoável colocar em suspeita empresas e empresários que fizeram doações ao Instituto Lula, a regra de Janot permite perguntar por que não se fez o mesmo com FHC.

Embora, pelas regras da instituição, nenhum procurador deva obediência ao Procurador-Geral, é evidente que há motivo de estranhamento e até mais do que isso.

Entre os doadores presentes ao Alvorada com FHC, era possível contar diversos gravatões. “Boa parte deles termina a era FHC melhor do que entrou”, avalia a revista.

Entre eles, se encontrava Benjamin Steinbruch, que levou a CSN e a Vale nas privatizações. Outro era um banqueiro que entrou nos leilões de telefonia e levou um grande naco. Também se encontravam empreiteiras importantes. Como a Camargo Correa, que no governo de Fernando Henrique fez dois investimentos para a Petrobrás: o gasoduto Brasil-Bolívia; e obras civis na Refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo. Também administrou a via Dutra, privatizada.

Foi no segundo mandato que FHC assinou o decreto 2745, que enquadrava a Petrobras no regime de licitações simplificadas, aquele sistema sem o qual não é possível aprovar licitações através de carta-convite, favorável a decisões rápidas, sem burocracia, convenientes no universo de alta competição do petróleo — também favorável a formação de cartéis e divisão amiga de verbas e obras.

Como disse Janot, o presidente estava cuidando de seu futuro, naquele jantar. Dali por diante, os empresários foram fazer a mesma coisa, em governos estaduais do PSDB, que nunca mais teve acesso a obras federais. A maior obra de saneamento do país, hoje, está sendo construída em São Paulo, por outro presente no jantar de 2002 — a Odebrecht. Ela também participa da linha 6 do metrô de São Paulo. Também ficou com um dos lotes da Cidade Administrativa, principal investimento da gestão Aécio Neves. A Camargo participou do Rodoanel Mário Covas e da linha lilás do metrô.

Esse comportamento manteve-se nas campanhas eleitorais. Conforme o Estado de S. Paulo, entre 2007 e 2013 as 21 maiores empresas investigadas na Lava Jato repassaram R$ 571 milhões para campanhas eleitorais de petistas, tucanos, peemedebistas. Desse total, 77% saíram dos cofres das cinco maiores, que estão no centro das investigações: Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Grupo Odebrecht e OAS. Segundo o levantamento, o Partido dos Trabalhadores ficou com a maior parte, o que não é surpresa. As doações ocorreram depois da reeleição de Lula. Cobrem aquele período do calendário político no qual Dilma Rousseff conquistou o primeiro mandato e Fernando Haddad venceu as eleições municipais de São Paulo. Mas o PSDB não ficou muito atrás. Embolsou 42% do total.

Papa sai em defesa da preservação da Amazônia

O Papa Francisco divulgou oficialmente na manhã desta quinta-feira a Encíclica Ambiental, intitulada “Laudato si” (Louvado Seja), com poucas alterações em relação ao conteúdo vazado no início da semana na imprensa italiana. O documento cobra uma postura menos gananciosa de países desenvolvidos para evitar mais alterações climáticas e lembra que a ecologia integral deve incluir claramente as dimensões humanas e sociais: “Não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas uma única e complexa crise sócio-ambiental”.

O Papa faz referência ao Brasil e à necessidade de cuidar dos ecossistemas de florestas tropicais de grande “biodiversidade que são a Amazônia”, logo depois de dizer que o ganho econômico não pode se sobrepor sobre a preservação da vida. “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai suceder-nos, às crianças que estão a crescer?”, pergunta o pontífice, lembrando que “tudo está inter-relacionado e o cuidado autêntico da nossa própria vida e das nossas relações com a natureza é inseparável da fraternidade, da justiça e da fidelidade aos outros”.
O teólogo Francisco Catão comenta que “começando sua Encíclica com o Canto das Criaturas de São Francisco de Assis, o Papa Francisco se dirige a todos os que têm sensibilidade para se deixar tocar pelas terríveis consequências da deterioração do meio ambiente, que afetam a todos, a começar pelos mais pobres e mais desprotegidos. A linguagem poética do pobrezinho de Assis, capaz de transmitir um sentimento impossível de ser expresso em conceitos, tem a força de nos convocar pelo coração para o esforço comum de salvar o planeta”.

O  Papa Francisco alertou sobre a preocupação para que “cada governo cumpra o dever próprio e não-delegável de preservar o meio ambiente e os recursos naturais do seu país, sem se vender a espúrios interesses locais ou internacionais” ou o risco de enormes interesses econômicos, que podem atentar contra as soberanias nacionais. “O custo dos danos provocados pela negligência egoísta é muitíssimo maior do que o benefício econômico que se possa obter”, diz a Encíclica.

O biólogo e sociólogo Francisco Borba Ribeiro Neto, Coordenador do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, acredita que o texto deve servir de inspiração, mas  alerta que é preciso a mudança de atitude das pessoas. “A encíclica ajudará a difundir e aprofundar uma mentalidade, mas não fará milagres. O documento também destaca que não basta ter boas leis, se não existem medidas efetivas de conservação das florestas e dos ecossistemas”, comentou Borba, que ainda indica que o caminho a ser seguido por todos os setores sociais deve se direcionar a um desenvolvimento que seja simultaneamente sustentável, integral e efetivo. “O ser humano tem um lugar especial na criação, mas isso não significa que possa usufruir dela de modo irresponsável”.

O próprio pontífice, na Encíclica, ressaltou a intenção de o documento servir como instrumento de reflexão para todas as pessoas: “A Igreja não pretende definir as questões científicas, nem substituir-se à política, mas [eu] convido a um debate honesto e transparente para que as necessidades particulares ou as ideologias não lesem o bem comum”, disse o Papa Francisco, na expectativa de uma mudança para um estilo de vida sustentável para toda humanidade.

Leão e Lusa têm amistoso confirmado

A diretoria do Remo confirmou a realização de amistoso contra a Tuna, no dia 8 de julho, no estádio Mangueirão. A iniciativa visa preparar a equipe para a Série D e arrecadar recursos para ajudar a custear a folha salarial. A partida está programada para às 20h30.

A má educação do Brasil para a derrota

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POR XICO SÁ, no EL PAÍS

Com um nervoso e mimado menino Neymar, sem educação para a derrota, a seleção brasileira deixou ontem a cancha do estádio Monumental, em Santiago, de forma melancólica, depois de perder por 1×0 da Colômbia. Um triste aniversário para o bicampeonato conquistado pelo time de Zito e Didi, exatamente no Chile, há 53 anos.

O bar Papillon, aqui na minha esquina de Copacabana, era o retrato desse Brasil de futebol decadente: quase todos os frequentadores acabaram o jogo blasfemando contra a equipe e torcendo para o adversário. Nem os mais borrachos disfarçavam o mau humor. Nem a sempre animada Glorinha, a Monalisa carioca de lábios pecaminosos, conseguia ensaiar uma ponta de sorriso.

O brasileiro não se reconhece mais naquilo que tinha de mais sagrado e encantava o mundo. A “Pátria em chuteiras”, como definia o dramaturgo Nelson Rodrigues, o Shakespeare dos trópicos, é uma ideia que não faz mais sentido.

E não é apenas a derrota de ontem, mal digerida pelo enfezado craque Neymar, que nos aterroriza. Além da escassez de craques, a maioria dos treinadores do país é tacanha em filosofia de jogo. Pensamos mal o jogo. Perdemos o free jazz, a bossa nova, a invenção.Dunga, por exemplo, preferiu conspirar contra o árbitro.

É difícil dizer isso, muito difícil, mas viramos um país comum com a bola nos pés. No dia em que o cavaleiro solitário não funciona, o fracasso vem naturalmente.

É difícil, mas teremos que nos educar, ao contrário do comportamento do nosso camisa 10, para a derrota. O 7×1 da Alemanha não serviu para isso. O resultado foi tão absurdo que não teve valor pedagógico. Só a derrota se tornando mais rotineira nos servirá de lição de casa. Para mostrar que não somos mais os donos do universo. Muito pelo contrário.

O Brasil ganhou de forma sofrida do Peru; o Brasil levou um baile tático e técnico da Colômbia. Dois velhos “sparings”. O Brasil agora teme até a Venezuela, o próximo adversário. O futebol canarinho voltou a conviver com a velha síndrome de vira-lata, da qual falava o mesmo cronista Nelson Rodrigues. A pátria em chuteiras virou a pátria em franciscanas sandálias da humildade.

Fica aqui, como ponto final, o minuto de silêncio pela morte de Zito, craque do Santos e da canarinho de 1962, morto no derradeiro domingo aos 82 anos de existência.

Zito é um bom exemplo para o Brasil, nessa fase de luto, repensar o seu futebol. Zito tinha três “bês” que nos fazem muita falta hoje em dia: bola, brio e era um bem-aventurado homem de boa vontade.

Xico Sá, jornalista e escritor, é comentarista do canal “Sportv” e colunista do “El País Brasil”

A frase do dia

“Não acredito em oposição movida a ódio”.

Senadora Lúcia Vânia (GO) ao anunciar seu desligamento do PSDB.

Firmino acerta na cesta de basquete sem olhar

Roberto Firmino, que perdeu um gol incrível diante da trave sem goleiro, é capaz de façanhas incríveis com a bola nos pés, como neste anúncio.