Papão x Parauapebas (comentários on-line)

Campeonato Paraense 2015 – Returno

Paissandu x Parauapebas – estádio da Curuzu, 20h30

Rádio Clube _ IBOPE _  Sábado e Domingo _ Tablóide

Na Rádio Clube, Cláudio Guimarães narra, Rui Guimarães comenta. Reportagens – Dinho Menezes, Paulo Fernando e Paulo Sérgio Pinto. Banco de Informações – Fábio Scerni. 

Senado aprova valorização do diploma de jornalista

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (7), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 33/2009, conhecida como PEC dos Jornalistas. A proposta, aprovada em segundo turno por 60 votos a 4, torna obrigatório o diploma de curso superior de Comunicação Social, habilitação jornalismo, para o exercício da profissão de jornalista. A matéria agora segue para exame da Câmara dos Deputados.

Apresentada pelo senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), a PEC dos Jornalistas acrescenta novo artigo à Constituição, o 220-A, estabelecendo que o exercício da profissão de jornalista é  “privativo do portador de diploma de curso superior de Comunicação Social, com habilitação em jornalismo, expedido por curso reconhecido pelo Ministério da Educação”.

imagem_materiaPelo texto, é mantida a tradicional figura do colaborador, sem vínculo empregatício, e são validados os registros obtidos por profissionais sem diploma, no período anterior à mudança na Constituição prevista pela PEC.

A proposta tenta neutralizar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de junho de 2009 que revogou a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. De 1º julho de 2010 a 29 de junho de 2011, foram concedidos 11.877 registros, sendo 7.113 entregues mediante a apresentação do diploma e 4.764 com base na decisão do STF.

A aprovação da PEC, no entanto, não veio sem polêmica. O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) lembrou que o STF julgou inconstitucional a exigência do diploma. Para o senador, a decisão do STF mostra que a atividade do jornalismo é estreitamente vinculada à liberdade de expressão e deve ser limitada apenas em casos excepcionais.

Na visão de Aloysio Nunes, a exigência pode ser uma forma de limitar a liberdade de expressão. O parlamentar disse que o interesse na exigência do diploma vem dos donos de faculdades que oferecem o curso de jornalismo. Ele também criticou o corporativismo, que estaria por trás da defesa do diploma.

Defesa do diploma

Ao defenderem a proposta, as senadoras Ana Amélia (PP-RS) e Lúcia Vânia (PSDB-GO) se disseram honradas por serem formadas em jornalismo. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a aprovação da PEC significa garantir maior qualidade para o jornalismo brasileiro.

O senador Paulo Davim (PV-RN) destacou o papel da imprensa na consolidação da democracia, enquanto Magno Malta (PR-ES) disse que o diploma significa a premiação do esforço do estudo. Wellington Dias (PT-PI) lembrou que a proposta não veta a possibilidade de outros profissionais se manifestarem pela imprensa e disse que valorizar a liberdade de expressão começa por valorizar a profissão.

Já o senador Antonio Carlos Valadares, autor da proposta, afirmou que uma profissão não pode ficar às margens da lei. A falta do diploma, acrescentou, só é boa para os grandes conglomerados de comunicação, que poderiam pagar salários menores para profissionais sem formação.

– Dificilmente um jornalista me pede a aprovação dessa proposta, pois sei das pressões que eles sofrem – disse o autor.

Valadares contou que foi motivado a apresentar a proposta pela própria Constituição, que prevê a regulamentação das profissões pelo Legislativo. Segundo o senador, se o diploma fosse retirado, a profissão dos jornalistas poderia sofrer uma discriminação.

– A profissão de jornalista exige um estudo científico que é produzido na universidade. Não é justo que um jornalista seja substituído em sua empresa por alguém que não tenha sua formação – declarou o senador. (Da Ag. Senado)

VVP – Vocabulário de Valorização Profissional

E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
(Augusto dos Anjos in Vandalismo. Íntegra no Blogstraquis.)

POR MOACIR JAPIASSU

Roldão apresenta a terceira parte do Vocabulário de Valorização Profissional
Diretor de nossa sucursal em Brasília, instalada em edifício da Era JK, de cujo varandão desbeiçado sobre a arrogância é possível enxergar o analfabetismo a circular por todos os sítios oficiais, o considerado Roldão Simas Filho, jornalista e escritor dos melhores, maior ombudsman da imprensa brasileira e químico aposentado da Petrobrás dos bons tempos, despacha cá para a sede a terceira parte doVVP, o Vocabulário de Valorização Profissional:

Os jargões de muitas profissões, como o dos médicos e o dos economistas, são denominados jocosamente de VVP: vocabulário de valorização profissional. Mas a mania de “enfeitar” o que se escreve e diz vai se generalizando de forma a beirar o ridículo. Começa pela esfera federal, com o nome dos ministérios: Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Ministério do Trabalho e Emprego (sic).

Nas empresas “modernas” as atividades e cargos têm nomes tão elaborados que se tornam “códigos secretos”. Antigamente havia o Departamento de Pessoal. Depois passou a ser mais pomposo: Departamento de Recursos Humanos. Agora dizem Gestão de Pessoas. Modismo puro.

Recebi uma circular assinada por um Assessor de Gestão de Processos. O que seria isso? E como entender o que é Unidade de Negócios Corporativos?

Água virou “recursos hídricos”, como se houvesse outro que não fosse água!

O Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) virou Departamento Nacional de Infra-estrutura Terrestre (DNIT).

Cametá vence jogo e goleiro agride assistente

O Cametá derrotou o São Francisco por 3 a 2 na noite desta terça-feira, no estádio Parque do Bacurau, em jogo emocionante e bastante tumultuado no final. Com o resultado, o Cametá assumiu a vice-liderança do grupo A2, com 7 pontos. O São Francisco continua com 7 pontos no grupo A1.

O Mapará começou mais agressivo, buscando o gol e pressionando muito. O São Francisco reagiu em contra-ataque, abrindo o placar com Rodrigo Santarém aos 18 minutos. O primeiro tempo terminou com a vantagem santarena no placar.

Na etapa final, o zagueiro Gil empatou para o Cametá logo aos 5 minutos. Aos 16, Flamel desempatou em cobrança de penalidade. O São Francisco continuou insistindo e acabou empatando aos 31 minutos, através de Jefferson.

20150407_23003720120621_205150destaqueAos 41 minutos, o lance mais polêmico da noite resultou na vitória cametaense e em tumulto que acabou indo parar na delegacia de polícia. Em ataque do Cametá, o assistente Márcio Gleidson Dias apontou falta dentro da área e o árbitro Benedito Pinto da Silva deu o pênalti em favor do Mapará. A marcação revoltou o time santareno e o goleiro Paulo Wanzeller (foto), transtornado, foi expulso de campo depois de interpelar aos gritos a arbitragem, inconformado com a penalidade.

O pênalti foi convertido pelo lateral Magno.

Depois da partida, o goleiro Paulo Wanzeller agrediu o assistente Márcio Gleidson com um soco e em seguida saiu correndo para os vestiários, perseguido por policiais militares. Em seguida, foi conduzido à delegacia de Polícia da cidade, onde foi registrado boletim de ocorrência pela agressão. Dependendo do relato do delegado da partida e a súmula do árbitro, Wanzeller pode ser suspenso por até um ano.

Com a derrota, o São Francisco passa a ter obrigação de vencer o Paysandu, domingo (12), na Curuzu, para se classificar à semifinal. Já o Cametá joga suas chances de classificação contra o Parauapebas no estádio Rosenão.

CAMETÁ – Evandro; Magno, Preto Barcarena, Gil e Souza; Leandrinho, Vânderson (Robinho), Flamel (Diogo) e Soares (Frank); Toni Love e Jailson. Técnico: Fran Costa. 

SÃO FRANCISCO – Paulo Wanzeler; Hugo De Leon, Bruno Everton, Mateus e Júlio Ferrari; Rodrigo Santarém, Charles, Jaime e Guilherme (Tales); Cadu (Lucas Osório, depois Carlos Henrique) e Jefferson. Técnico: Serginho Dantas.

Árbitro – Benedito Pinto da Silva. Assistentes – Márcio Gleidson Dias e Rodrigo João.

Cartões amarelos – Soares (CAM) e Lucas Osório (SF). Cartão vermelho – Paulo Wanzeller (SF).

Renda – R$ 10.560,00. Público pagante – 850. Credenciados – 516. Público total – 1.360.