Adeus a um velho amigo

Registro, com pesar, a morte de Maurício de Carvalho Ramos, um grande amigo baionense e um exemplo para a garotada nos tempos da minha infância e juventude na cidade. Morreu em consequência de três AVCs, que o deixaram internado por quase um mês. Médico, Moure (como o chamávamos) era famoso pela inteligência. Era admirado por todos na cidade. Quando se formou, voltou para trabalhar em Baião, sempre generoso no atendimento às pessoas mais pobres. Sempre fui amigo de seus irmãos Antonio Fernando e Hélder. Apesar de mais velho do que nós, era atencioso e educado, conversando com a gente sempre que podia. Soube de seu falecimento há poucos minutos e fiquei muito triste. Que Deus conforte a família.

Holandês faz vassourada no Manchester

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Recém-contratado, o técnico holandês Louis Van Gaal decidiu fazer uma vassourada no elenco do Manchester United para a disputa da Premier League 2014. Famoso pelas desavenças com jogadores brasileiros, Van Gaal já anunciou que não quer ficar com o meia Ânderson e o lateral-direito Rafael (foto), que eram tratados como jóias do clube pelo ex-técnico Alex Ferguson. Outros que devem ser dispensados são o belga Fellaini, o africano Zaha, o irlandês Will Keane, o japonês Kagawa, o português Nani e o mexicano Chicarito Hernandéz. Segundo a imprensa inglesa, Van Gaal deixou claro aos dirigentes do Manchester que esses jogadores não fazem parte de seus planos.

Caso Brasília será julgado no dia 21

Deve acontecer na próxima quinta-feira (21), o julgamento do caso Copa Verde, no qual o Brasília-DF reivindica no pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a reconquista do título do torneio, que lhe foi cassado pela primeira Comissão Disciplinar do órgão e repassado ao Paissandu. O recurso do clube candango seria apreciado na última quinta-feira, mas o julgamento foi adiado. A apreciação do caso acontecerá em última instância. O Brasília alega que os jogadores Índio, Fernando, Igor e Gilmar estavam em condições de atuar pelo clube nas finais do torneio e que não tiveram seus nomes inscritos no BID por falha no sistema de informática da CBF. O Papão apontou as irregularidades e seus argumentos foram aceitos pela Comissão Disciplinar, apesar de a CBF confirmar a pane no sistema de registros. Posteriormente, a decisão da comissão foi anulada por mandado judicial interposto pelo Brasília junto à presidência do STJD.

O passado é uma parada…

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Imagem do prédio da antiga Faculdade de Direito do Pará nos anos 50. No local, funciona atualmente a sede da OAB. (via Nostalgia Belém)

Na contramão da história

Por Gerson Nogueira

O Brasil boleiro vive dias turbulentos e angustiantes. Na mesma semana em que três gigantes do futebol nacional se deixaram abater malandramente por times emergentes, em rodada vergonhosa da Copa do Brasil, o ranking da Fifa insiste em lembrar que aqueles 7 a 1 de Belo Horizonte aconteceram de verdade. Na classificação periódica organizada pela entidade, a Alemanha aparece em primeiro e o Brasil exatamente em sétimo.

O mundo do futebol viu também um ex-astro de primeira grandeza ser oferecido em uma bandeja a todos os clubes de São Paulo, que, num rasgo de bom senso, recusaram educadamente. Ronaldinho Gaúcho, ex-craque em atividade e que passou a última temporada enganando no Atlético-MG, tenta engordar a já robusta conta bancária com um bom contrato final na carreira.

unnamedDepois de não conseguir despertar o interesse dos americanos do New York Red Bulls, Gaúcho foi ofertado ao Corinthians, que nem quis ouvir direito a proposta. Diante disso, foi oferecido em dois dias apenas a Santos, São Paulo e Palmeiras. Novas recusas e o ex-melhor do mundo segue desempregado.

Um dos clubes mais tradicionais do país, o Botafogo, passa pelo dissabor de precisar ser socorrido por sócios e torcedores endinheirados, que se dispuseram a pagar salários em atraso no elenco profissional. Ao mesmo tempo, a torcida mais proletária esforça-se como pode para contribuir, através de uma campanha intitulada Botafogo Sem Dívidas. Quando a cartolagem não pensa, é o clube (e sua torcida) que padece.

Na quinta-feira soube-se que a Globo reuniu com a cúpula da CBF e apresentou sugestões para implantar o “padrão Fifa” em jogos da Série A. A emissora entende que a questão é meramente cosmética: quer pompa e circunstância. Defende que os times adentrem o gramado pelo mesmo vestiário, lado a lado. Quer, ainda, que os telões transmitam as partidas na íntegra, como ocorre em jogos de Copa do Mundo.

Tudo muito bom se todos os estádios brasileiros tivessem estrutura capaz de atender essas exigências. Seria bom também se as medidas garantissem jogos de alto padrão, e não apenas imitassem a ritualística da Fifa.

Ainda no rol de esquisitices provocadas pelas péssimas gestões de clubes, o Grêmio Barueri e Operário protagonizaram um episódio inusitado na sexta-feira à noite. Com dívidas até o pescoço, o Grêmio enfrentou uma greve de jogadores, que não recebem salários há três meses e se recusaram a entrar em campo. Em solidariedade aos companheiros, os jogadores do Operário se deitaram no gramado.

Enquanto isso, como se nada tivesse a ver com a balbúrdia, a CBF se “reformula” e aproveita para reabilitar um parente de Ricardo Teixeira: volta Guilherme Terra Teixeira, irmão do ex-chefão, que vai responder pela Diretoria de Coordenação – seja lá o que isso signifique.

Salve-se quem puder.

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Leão em busca de afirmação

O jogo contra o Guarani de Sobral pode garantir ao Remo o primeiro lugar isolado no Grupo A2 da Série D. Marcado para Bragança, sede temporária dos azulinos na competição, o confronto é encarado por Roberto Fernandes e seus comandados como decisivo. É a chamada partida-chave para a pretendida arrancada rumo à classificação.

Caso o discurso usado durante os treinamentos seja posto em prática, a equipe vai ser incansável na busca da vitória. Roni, Rafael Paty, Leandro Cearense e Marcinho são as opções para o ataque e o mais provável é que Fernandes decida pela dupla mais frequente, que iniciou a disputa da Série D como titular.

É no meio-de-campo, porém, que reside a grande notícia dos azulinos para o jogo. Recuperado, o meia-armador Danilo Rios está de volta. Foi lá em Bragança, diante do Moto Clube, que Rios estreou, deixando excelente impressão.

Na marcação, Michel Smoller e Dadá são titulares intocáveis, embora nos treinos de sexta e sábado Ilaílson tenha sido lançado, com bom rendimento. É opção para o decorrer da partida. De todo modo, é jogo para os meias e atacantes brilharem.

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Papão e a volta da motivação

O compromisso do Papão será na segunda-feira à noite, em Castanhal. Mas, a partir da chegada de Mazola Jr., o clima é outro no clube. É visível a transformação de ânimos e propósitos. Depois do longo período sem vitórias sob o comando de Vica, o triunfo sobre o Coritiba no meio da semana resgatou a confiança do grupo de atletas.

Com a apresentação de Mazola na sexta-feira, o ciclo parece ter se completado, gerando as costumeiras declarações positivas por parte de jogadores e dirigentes. Chamou atenção, particularmente, a afirmação de Djalma, elogiando o novo comandante e garantindo que a motivação é outra.

Sem entrar no mérito dos elogios a Mazola, realmente merecidos, soa no mínimo esquisito que o time estivesse desmotivado antes de sua chegada. O que impede um time de se manter focado em busca de vitórias? Independentemente do treinador de plantão, profissionais devem cumprir com suas obrigações e se manter sempre à altura das exigências do ofício.

Ficou a impressão de que Djalma e alguns outros atletas se sentiram diretamente alvejados pela metralhadora giratória de Vica, que denunciou publicamente a longa permanência de atletas no departamento médico e cobrou providências da diretoria para enquadrar a turma do chinelinho. Que estejam animados agora já é evidência de que o demitido Vica estava certo.

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Dedicatória especial

A coluna de hoje é dedicada ao querido infante João Gerson, chegando aos 13 anos neste domingo, e ao meu pai José, que festeja seus 84 anos na segunda-feira, 18, lá em Baião. Que o bom Deus me conceda a graça de poder comemorar essas datas por muitos e muitos anos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 17)

Marina pode atropelar os tucanos?

Por Rodrigo Vianna

Com o olhar compungido, Marina Silva surge numa sala apertada, para o primeiro pronunciamento depois da morte de Eduardo Campos. Não fala de temas eleitorais, oferece “apenas” conforto à família do candidato morto. Não tem pompa nem pose, não quer parecer uma “estadista”…

Assisto à cena na Redação. Uma colega, menos afeita aos temas da política, pergunta: “quando será que ela começa a campanha pra valer? Precisa esperar uns dias, né?”.

Outro jornalista, mais experiente, responde rápido: “a campanha dela já começou; isso aí que você tá assistindo é o primeiro pronunciamento de campanha”.

Poucas horas depois, converso com outro colega – raposa velha em coberturas eleitorais: “o que você achou da fala da Marina?”. E ele: “importa pouco o que ela disse; importa muito mais a maneira como aquilo foi dito”.

1502258_794210863975133_5046972747066374490_oMarina Silva não precisa falar de política pra fazer política. Essa é a grande força da candidatura dela. Não sei se Marina surgirá na faixa dos 15%, ou acima dos 20% na próxima pesquisa DataFolha (que será divulgada entre domingo e segunda-feira). Mas sei que ela tem uma boa chance de encampar o discurso da “não-política”. Um discurso que é – claro – tudo menos “não-político”.

Eduardo Campos enfrentava enorme dificuldade para conquistar esse eleitor desesperado por algo “novo”. Aécio, então, nem se diga…

Esse era o grande nó da campanha em 2014. Um terço dos eleitores está fechado com Dilma; outra parcela (bastante barulhenta, mas que reúne pouco menos de um terço do total) se dispõe a votar em qualquer um contra o PT; só que há ainda 30% dos eleitores que não querem PT mas também não topam PSDB. Esse é o eleitor desiludido “com tudo que está aí”.

Em 1960, esse clima de “mar de lama” terminou em Janio. Em 1989, a desilusão terminou em Collor.

Em 2014, Eduardo achou que poderia ser a terceira via, com um discurso moderado, a meio caminho entre PT e PSDB. Não entendeu, talvez, que esse terço “desiludido” dos eleitores não quer meio-termo, não quer meio do caminho. Quer alguém que seja (ou pareça) outro caminho.

Até duas semanas atrás, estava claro que a sorte de Dilma era ter uma oposição que não representava a “mudança”. Aécio é um político jovem, mas tem uma imagem precocemente “envelhecida”, até pelas companhias de palanque (Serra, FHC etc). Eduardo era uma liderança nova, mas também pesava contra ele a imagem de “político engravatado”.

Marina, não.

Comentaristas atucanados nem esperaram o corpo de Eduardo ser recolhido. Começaram a  espalhar que Marina é a candidata perfeita “para garantir o segundo turno”. Acham que ela repetirá 2010, quando os votos marineiros levaram de fato Serra ao segundo turno.

Só que no meio do caminho houve junho de 2013. A sociedade, ali, pareceu pedir mudanças mais profundas no sistema político. Dilma fez a leitura correta: propôs a Reforma Política e a Constituinte; estratégia barrada pelo PMDB. O mal estar se aprofundou desde 2013…

A oposição (com seus comentaristas gagos nas rádios e seus acadêmicos de segunda linha) não compreende por que o eleitor que pede mudança não vota no Aécio. Ora, a maioria do Brasil não quer andar pra trás… Um terço vai com Dilma. Outro terço quer mudança sem tucano nem liberalismo velho dos anos 90.

Marina pode ocupar esse espaço.

O sonho dos tucanos é que ela apareça forte na próxima pesquisa, mas que depois seja desidratada para abrir passagem a Aécio Neves. Falta combinar com os eleitores.

O mais provável é que, se a opção Marina prosperar no PSB (e tudo indica que vai prosperar), a eleição se decida entre Dilma e a ex-ministra do Meio Ambiente.

O que pode barrar Marina? O veto do empresariado, dos ruralistas e das empreiteiras preocupados com o discurso “anti-desenvolvimento” dela. Francamente, esse não é um obstáculo relevante do ponto de vista eleitoral…

Marina pode virar a candidata da “anti-política” (mesmo com apoio da Natura, Itaú, e de economistas liberais – que teriam o papel, justamente, de chancelar os compromissos dela com o chamado “mercado”). Até porque, isso é inegável, Marina carrega – legitimamente – as bandeiras de um novo ambientalismo e de uma juventude que esperam mais do que acordos com o PMDB para mudar o Brasil.

Mais que isso: ela vai carregar a imagem de Eduardo Campos Brasil afora. O jovem que queria “mudar o Brasil”. O apelo é forte.

Marina pode ser uma espécie de Janio de 2014? Ela é mais que isso, certamente.

Evangélica, verde, messiânica. Será que é nesse “novo” que o Brasil vai apostar?

Do outro lado, há Lula e um projeto em parte desgastado. Há uma militância que defende Dilma (sem empolgação) contra os tucanos. Mas terá a mesma disposição para enfrentar Marina? Com qual discurso?

Minha impressão é de que a candidatura Marina Silva tem boas chances de prosperar, e de tirar os tucanos do segundo turno.

Marina – se for de fato confirmada como candidata – pode ganhar de Dilma? Sim. Tem chances mais que razoáveis. Mas gostaria de ouvir a opinião dos internautas. Porque nesse tema não há certezas…