A estranha saída do atacante Alvinho, anunciada pela diretoria do Remo na última quarta-feira, começa a ganhar novos contornos. Em entrevista a uma emissora de rádio potiguar (Ouro Branco), o jogador desmentiu a versão de que teria ido embora por sentir saudades da família. Disse que deixou o Baenão porque os dirigentes remistas não cumpriram o que haviam prometido a ele. Explicou que não assinou contrato e que só queriam pagar um terço do que havia sido combinado antes. Alvinho reclamou ainda que ficou alojado nas dependências do estádio, que ficam sob as arquibancadas do lado da avenida 25 de Setembro.
Mês: agosto 2014
O passado é uma parada…
Reencontro com a vitória
Por Gerson Nogueira
Já se esboçava um novo tabu no horizonte bicolor. O Papão não vencia na Série C há seis partidas e vinha de um período desanimador sob a direção técnica de Vica. A reação começou antes mesmo de Mazola Jr. reassumir. Contra o Coritiba, pela Copa do Brasil, a simples notícia da recontratação do treinador já funcionou como estímulo e o time arrancou uma vitória alentadora.
Ontem, em Castanhal, o bom momento se confirmou. O Papão recebeu o perigoso CRB, dono de maior pontuação e brigando para entrar no G4. Com tranquilidade, sem afobação, controlou as ações e construiu no segundo tempo uma vitória convincente. Aliás, foi uma das vitórias mais merecidas da equipe nesta temporada.
Independentemente da simpatia ou antipatia que seu estilo desperte, o fato é que Mazola confirma nessa reentrada a boa impressão deixada no primeiro semestre. Foi o responsável pela montagem de um time aguerrido, marcador e aplicado, que superava as limitações com uma saída para o ataque e muitas jogadas pelos lados da área.
Desta vez, mesmo sem o artilheiro Lima, Mazola encontrou um grupo ligeiramente mais qualificado, com a vantagem de não ter mais a responsabilidade de prestigiar jogadores que indicou, como Bruninho e Lacerda.
Adepto de formar duplas na estruturação do time, Mazola reeditou diante do CRB a dupla mais afinada que o elenco tem. Parelha que havia sido desfeita na gestão Vica. Pois Djalma e Pikachu voltaram a jogar juntos e, como por encanto, o Papão contabilizou de imediato os lucros dessa iniciativa.
Comentei na Rádio Clube ontem à tarde que o técnico já iria acertar em cheio se resgatasse Pikachu, que nas últimas partidas parecia longe e desligado de tudo. Contra o CRB, Pikachu foi um dos mais ativos jogadores, colaborando no meio e se apresentando para finalizações. Consequência direta disso foi o gol que marcou depois de meses sem balançar as redes.
Para que isso se concretizasse, Mazola teve a sensibilidade de colocar Djalma como escolta de Pikachu. Como jogam juntos há muito tempo, os dois se entendem por música. No primeiro tempo, já mostraram desenvoltura e participaram diretamente das principais manobras ofensivas. O gol não saiu por puro capricho, pois até bola na trave o Papão botou.
No segundo tempo, a partir do gol de Héverton aos 17 minutos, o time acertou de vez a marcação e resistiu bem ao ensaio de pressão que Ademir Fonseca tentou fazer. Bem montado, o time alagoano saía em bloco para buscar o empate. Charles e Lombardi guarneciam a zaga e não deram chances. Acontece que, com os avanços, o CRB escancarou os espaços pelos quais Mazola estava esperando.
O segundo gol nasceu quando o Papão ainda enfrentava alguns perigos. A bela finalização de Djalma aos 37 premiou um jogador que esteve praticamente expurgado durante a passagem de Vica e sacramentou a vitória. O escore final de 3 a 0 foi definido por Pikachu nos acréscimos, coroando sua grande atuação e o acerto da estratégia de Mazola.
Apesar da velocidade do CRB e da aplicação de seus jogadores nos contra-ataques, o Papão teve uma atuação sólida, mandou em campo na maior parte do jogo e mereceu até um placar mais dilatado. Mas, para recomeço de trabalho, está de bom tamanho.
Os melhores do jogo (e do Papão): Djalma, Pikachu, Charles e Héverton. Todos jogadores que se destacaram muito pelas mãos de Mazola. Não há mistério em futebol. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)
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O retorno triunfal do craque Neymar
Os golaços que Neymar marcou ontem contra o León, pelo torneio Joan Gamper, confirmam que ele está em plena forma depois daquele joelhaço aplicado pelo colombiano Zuniga durante a Copa. Episódio que, por sinal, a Fifa tratou com extrema condescendência, tendo o endosso de muita gente séria da crônica esportiva brasileira. O jornalismo ensina que não se deve brigar com os fatos e as imagens são claríssimas quanto à agressão.
Pois Neymar, recuperado completamente da séria lesão que o afastou da Copa, mostrou a alegria que sempre teve ao jogar futebol. Rápido, insinuante e driblador, apresentou-se na área para receber e finalizar os dois passes de Iniesta e ainda colaborou com o primeiro gol, marcado por Messi.
Tudo bem que o León é mais um desses times mexicanos especialistas em correria, mas o que importa mesmo é ver Neymar recuperando o prazer pelo jogo, sem medo de encarar beques de cara feia.
E Dunga, que tenta relativizar o valor do craque com aquela velha zanga contra jogadores habilidosos, terá forçosamente que engolir esse Neymar revigorado.
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Direto do blog
“Mazola fez o time voltar a jogar bola. Passou sufoco? Passou. Isso é Série C, amigos. Nada é fácil. Papão foi melhor no jogo como um todo, em que pese os momentos de equilíbrio. É preciso destacar que Mazola conseguiu fazer com que jogadores que não estavam rendendo voltassem a jogar bem. Yago e Charles são bons exemplos disso. Vamos Papão! O sonho continua. A Mazola o que é de Mazola!”.
De Celira, torcedor do Papão, exultante com a primeira vitória na Série C depois da Copa.
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No Leão, um freio nas desculpas
Dadá, com a simplicidade dos bons, decretou um fim para o festival de desculpas esfarrapadas depois da derrota para o Guarani de Sobral, em Bragança. Perder em casa não tem justificativa, disse o volante.
Alguém precisava parar com a escalada de lorotas para o tropeço azulino. Afinal, perder faz parte do negócio. E o melhor caminho para reencontrar a vitória é aprender com os próprios erros.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 19)
Capa do Bola, edição de terça-feira, 19
A frase do dia
“Chorar é algo ruim no futebol. Talvez eu seja machista, mas homens não choram”.
Dunga, técnico da Seleção Brasileira, detonando os jogadores que choraram durante a Copa.
Capa do DIÁRIO, edição de terça-feira, 19
A sentença eterna
“Com a mesma ternura com que fechamos os olhos dos mortos, devemos abrir os olhos dos vivos.”
Jean Cocteau
Pois é…
Papão x CRB (comentários on-line)
Neymar volta a campo marcando 2 golaços
Há 45 anos, Hendrix encerrava Woodstock
Por Jamari França
Há 45 anos hoje, na manhã de segunda-feira 18 de agosto, Jimi Hendrix encerrou o Festival de Woodstock. Programado para entrar à meia-noite só começou às nove da manhã para uma plateia reduzida. Na hora prevista para ele estava no palco o Blood Sweat and Tears, seguido noite adentro por Johnny Winter, Crosby Stills Nash Young, Paul Butterfield Band e, já de manhã, Sha Na Na e finalmente Hendrix com a Gypsy Sun and Rainbows Band, formada por ele, Mitch Mitchell (bateria), Billy Cox (baixo), Larry Lee (guitarra e vocais em Mastermind e Gypsy Woman), Juma Sutan (percussão) e Jerry Velez (congas). Foram duas horas de show, de 9h às 11h.
Setlist
Message To Love
Hear My Train A Comin’
Spanish Castle Magic
Red House
Master Mind
Here Comes Your Lover Man
Foxy Lady
Beginning
Izabella
Gypsy Woman
Fire
Voodoo Child (slight return)/Stepping Stone
Star Spangled Banner
Purple Haze
Woodstock Improvisation/Villanova Junction
Hey Joe
https://www.youtube.com/watch?v=viQaWERCWSQ
Copa do Brasil define confrontos das oitavas
A CBF realizou nesta segunda-feira o sorteio para definição dos confrontos de oitavas-de-final da Copa do Brasil. A ordem dos jogos de ida é a seguinte:
Botafogo x Ceará
Vasco x ABC
Coritiba x Flamengo
América de Natal x Atlético Paranaense
Cruzeiro x Santa Rita/AL
Palmeiras x Atlético Mineiro
Bragantino x Corinthians
Grêmio x Santos








