Dilma x Marina

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Por Ilimar Franco, em O Globo

Com a candidatura de Marina Silva, serão mais delicadas as conversas do PT e do PSB. Os petistas tinham um diálogo mais fluente com Eduardo Campos. Agora, as pontes terão de ser reconstruídas. Marina atribui à ação do Planalto e do PT a decisão do TSE que não permitiu o registro de seu partido, a Rede.

Além disso, Marina e a presidente Dilma divergem desde que elas eram ministras do Meio Ambiente e de Minas e Energia. No Planalto, comenta-se ainda que há também um drama emocional: as duas teriam ciúmes por causa do ex-presidente Lula. Segundo relatos, Marina era a “queridinha” de Lula, mas Dilma atropelou com sua gestão na Casa Civil.

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6 comentários em “Dilma x Marina

  1. O ex-presidente conta uma história muito legal sobre Marina.

    Segundo o ex-presidente, certo dia um correligionário que trabalhava no planalto entrou na sala do presidente dizendo que Ela estava aí.

    O ex-presidente perguntou quem?

    Ele disse: Marina… Ela está nervosa.

    O ex-presidente mandou entrar…

    Marina disse ao ex-presidente: “Presidente, eu conversei com Deus. E é o momento de eu sair”,

    O ex-presidente insistiu para que ela ficasse. Que ela era importante na formação dos ministérios. Todavia, Marina estava irredutível. Então, o ex-presidente pediu que ela ficasse mais um tempo. Ela aceitou. E ele acabou esquecendo da conversa.

    Certo dia, Marina voltou dizendo que já passara-se muito tempo da conversa.

    Então o ex-presidente disse:

    “Marina, eu sonhei com Deus. Eu sonhei com Deus e ele me disse que ainda não está na hora de você sair do meu governo. Você ainda tem muito o que fazer na nossa equipe”.

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  2. Repito, Marina é uma das viúvas de Chico Mendes e, agora, de Eduardo Campos. É uma herdeira da boa imagem de Lula e da que o mesmo PT desfrutou outrora. Ela, agora, estranhamente assume um discurso desenvolvimentista, o que certamente contraria a sua “Rede”. Os bons adjetivos devidos a ela já foram do PT, de Lula, de Chico Mendes, e até de Antônio Conselheiro. Se desvinculando das “más companhias”, ela optou por um discurso fraco, para mim, nada convincente. Ela é ambientalista e socialista, além de evangélica. E, como o brasileiro não é um crítico político politizado, vai agregar a ela as características que eram de Eduardo Campos e que certamente não são delas: A de ser, talvez, o político mais bem preparado para assumir a presidência. Visto como homem moderno, ele é a própria antítese do conservadorismo e fanatismo de Marina Silva. Já disse isso há pouco e volto a insistir, Marina foi produzida, pensando exatamente nesse perfil de política (velha e conservadora) e de eleitor (despolitizado e alienado). Ela com certeza tentará ser a representante dos indignados que protestaram contra a copa e contra tudo o que está aí. Tomara que o Brasil não se arrependa.

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  3. Ilimar força a mão. O diálogo com o PSB passa necessariamente pelo presidente da legenda Roberto Amaral, bem como os socialistas históricos, Marina tem data pra deixar a legenda socialista, portanto, não haverá diálogo com ela por uma singela razão: não haverá necessidade. Simples assim.

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  4. De um modo geral, instaurou-se um misto de esperança e preocupação na cena do pleito presidencial. Para a satisfação de uns e para um sentimento nem tanto assim de outros, a possivel vinda de Marina representa a possibilidade de que a disputa relmente se efetive e esquente, deixando aquele clima morno e um tanto inofensivo à candidatura da situação, o qual vigorava quando o pranteado encabeçava a chapa.

    Para mim representará apenas uma oportunidade de não anular o voto.

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