Alemães tiram onda com argentinos

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Foi apenas uma brincadeira, mas despertou críticas sobre um suposto ato de racismo. Na verdade, seis jogadores da seleção alemã entraram no palco da festa em Berlim pulando à moda gaúcha (referindo-se aos argentinos). Devolviam assim as inúmeras gozações dos argentinos antes da final de domingo no Rio. No grupo estavam os craques Gotze e Kroos, à direita na foto. Logo depois, os jogadores imitaram o gesto dos jogadores brasileiros, que entravam em campo com a mão sobre o ombro um do outro.

Técnico ficou magoado com Marin e a Globo

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Por Juca Kfouri

Felipão esteve no apartamento de José Maria Marin por uma hora no fim da tarde de anteontem e teve algumas surpresas. Primeiramente ao saber que havia uma equipe da TV Globo na porta do prédio. Depois a mudança de posição da dupla Marin/Nero sobre o que havia sido conversado antes do jogo contra a Holanda.

O técnico, ingenuamente ou não, achou que continuaria à frente da Seleção, principalmente depois que uma sondagem de opinião pública feita pelo Esporte Espetacular, já no domingo, mostrou que 25% das respostas foram pela sua manutenção, à frente de Tite.

Ele não se demitiu ao contrário do que diz a nota da CBF e nem sequer entregou o prometido relatório, porque sua reunião com a cúpula da CBF não estava marcada para hoje.

Ao seu modo, Felipão se sente duplamente magoado: pelos dois cartolas, embora entenda que não suportem as pressões, e pela Globo.

Considera que o venenoso editorial feito por Galvão Bueno no sábado, no Jornal Nacional, foi uma vingança pelo desentendimento entre ambos 12 anos atrás, quando se recusava a atender o narrador.

Felipão ainda se surpreende com o poder da Globo.

Entrevista arrogante determinou saída de Felipão

Do Blog do Perrone

Antes do jogo contra a Holanda, José Maria Marin estava disposto a manter Felipão no cargo, mas acontecimentos durante e depois da partida fizeram o presidente da CBF mudar de ideia. Enquanto a derrota ainda era escrita, pegou mal o fato de Neymar, Hulk e Marcelo orientarem os companheiros. Soou como uma perda de comando por parte do técnico.

Ao final da disputa pelo terceiro lugar, os 3 a 0 aplicados pelos holandeses deixaram Felipão com um pé na rua, pois passaram a ser dois vexames seguidos e dez gols tomados em duas partidas. A situação de Scolari se complicou dramaticamente na entrevista coletiva. A análise generosa do desempenho da seleção e a lembrança de suas conquistas pessoais soaram como arrogância e cortina de fumaça para encobrir os maus resultados.

Foram afirmações como “desde 2002 [quando o Brasil foi campeão com Felipão] não chegávamos às semifinais”, “disputei três Copas do Mundo e fiquei entre os quatro em todas”, “não jogamos mal” e “tivemos momentos muito bons”. Depois do show de autoconfiança, Marin teve a certeza de que a situação do treinador estava insustentável. O sentimento da cúpula da Confederação Brasileira passou a ser de que Scolari ficaria com a imagem de arrogante, justamente no momento em que a CBF quer um treinador com apoio popular. Não dava mais para manter Felipão.

Campeões se emocionam com a festa em Berlim

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Assim como os jogadores recém-campeões da Copa do Mundo, o treinador da seleção alemã, Joachim Löw, agradeceu a homenagem feita pelas centenas de milhares de torcedores que apoiaram e receberam a equipe no Portão de Brandemburgo, em Berlim, nesta terça-feira. “Sem vocês não estaríamos aqui. Somos todos campeões do mundo”, afirmou diante do mar de pessoas que esperavam o desembarque dos ídolos desde cedo. Por problemas técnicos antes de decolar no Rio de Janeiro, o avião da delegação alemã aterrissou com mais de uma hora de atraso no aeroporto de Tegel, de onde os integrantes saíram rumo ao centro da capital.

622_9a821436-b1c9-3a68-a3fb-1e43d4e6d7a1Milhares de torcedores acompanharam os jogadores durante o percurso em um ônibus aberto, que avançou devagar pela cidade. Após uma pausa para comer salsichões, Löw subiu ao palco de 30 metros montado em frente ao Portão de Brandemburgo ao lado dos jogadores, vestidos com camisetas personalizadas com um número 1 impresso no peito.

“Isto é incrível”, repetia o emocionado capitão, Philipp Lahm, enquanto dançava e festejava, mesmo cansado, com a taça do Mundial entre os braços. Com o recente título, somado aos de 1954, 1974 e 1990, a Alemanha se junta à Itália como tetracampeões mundiais, atrás apenas do Brasil, com cinco conquistas. Essa é a primeira vez que a comemoração é realizada no Portão de Brandemburgo, que voltou a ser a sede do governo e do Parlamento alemão em 1999. (Da ESPN)

CBF teria sondado chileno do Manchester City

Embora só tenha oficializado a demissão de Luiz Felipe Scolari na segunda-feira, a CBF iniciou a busca por um novo técnico desde domingo. E, segundo o jornal chileno ‘El Mercurio’, um dos procurados foi Manuel Pellegrini, atual treinador do Manchester City. elas informações do periódico, a CBF consultou pessoas próximas ao treinador chileno para saber seu interesse em assumir a seleção brasileira. Ouviu, contudo, que Pellegrini não tinha interesse no trabalho, preferindo cumprir seu contrato na Inglaterra.

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Ainda segundo o ‘El Mercurio’, um dos mais respeitados jornais chilenos, a negociação sequer avançou para a discussão de valores diante da negativa de Pellegrini – que atualmente trabalha em pré-temporada com o Manchester City na Escócia. Sobre a possibilidade de contar com Pellegrini, o jornal chileno ouviu Marcos Ferreira, vice do Nordeste da CBF. “Conheço Manuel Pellegrini, mas não sua filosofia de jogo”, disse. “A impossibilidade da escolha por um estrangeiro é um paradigma bobo. Precisamos de resultados”, acrescentou.

Pellegrini começou sua carreira de treinador em 1988, no futebol chileno. Passou pelo futebol equatoriano e argentino, até chegar a Europa em 2004, no Villarreal – levando o time até as semifinais da Champions League. Na última temporada, foi campeão inglês com o City. (Da ESPN)

Parreira é contra estrangeiro na Seleção

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Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, foi entrevistado no programa Bate-Bola – 1ª Edição da ESPN, nesta terça-feira. Demitido pela CBF nesta segunda, ao lado do treinador Luiz Felipe Scolari e todos os demais integrantes da comissão técnica, ele falou sobre os motivos da eliminação brasileira, passado, presente e futuro da preparação para os próximos Mundiais. Abaixo, as opiniões de Parreira:

Saída da comissão técnica

Acho que isso tem que ser encarado com o naturalidade. Sempre considerei como um cargo com prazo de validade que vai de uma Copa até a outra, ganhado ou perdendo. Se for inteligente, sai depois de ganhar. Não houve constrangimento, expectativa ou surpresa. Era um fato esperado.

Possibilidade de continuação

Não sei, esse assunto nunca foi falado, ventilado. Desde que nós assumimos, nunca conversamos com a direção da casa sobre permanência. Não fizemos planos após a Copa. Ganhando ou perdendo, conversaríamos com a CBF, o assunto ficou muito claro.

Problema da seleção: clubes formadores

Acho que deveria olhar o que foi feito, o planejamento. O que poderia pensar para o futuro é ser mais abrangente com as federações internacionais. Até já começou a melhorar a formação treinadores, mas ainda é pequeno. Os europeus fazem isso há mais de 20 anos. Vou fazer um relatório e mandar. Alemanha tem mais de 20 centros formadores espalhados pelo país e os treinadores trabalham no mais alto nível. Isso tem de ser feito a médio-longo prazo, de cinco a dez anos.

O Fernandinho disse algo interessante, que os jogadores estão sendo formados no exterior. São brasileiros, mas a formação é europeia. (…) Não sei até onde o governo teria força para mexer nisso. Vamos pensar no futuro o que pode se feito para não acontecer mais. Fica muito claro que não é fácil ganhar a Copa e que qualquer equipe pode passar por uma entressafra. Temos que fazer como os alemães que se preparam há dez anos, e não interromper um trabalho a cada um ou dois anos.

Isso faz parte constante do aprendizado. Temos que fazer o que sempre fizemos e incrementar o trabalho de divisões de base, revelar jogadores de alto nível. As qualidades com escolinhas, treinadores. A CBF não é formadora de jogadores, é o clube quem forma. A CBF tem que incentivar os clubes. A CBF organiza os jogadores para disputar competições sub 17, sub 20 e profissional.

A Alemanha é um time formado há dez anos, super experiente, com mais de 120 jogos, que vem sendo preparado. Joachim Low nunca tinha feito uma final e foi o primeiro título dele em dez anos. É questão de trabalho, intercâmbio. Sou a favor de fazer esses cursos fora do país. Precisamos que os clubes invistam nas divisões de base e temos que formar em casa os jogadores.

Nada de surpresa pelo desempenho de Alemanha e Holanda

Eu sempre acompanhei o Felipão, não me lembro de ter sido surpreendido por eles. Eu conheço a Alemanha desde 2005, quando ganhamos deles na Copa das Confederações. Conhecíamos esses jogadores, a própria Holanda. A sequência de trabalho e continuidade são importantes.

Discurso de “mão na taça”

Você já imaginou algum líder de alguma entidade importante falando que vamos entrar para participar e pedindo um terceiro lugar? Disse com convicção, achando que poderíamos ser campeões. É importante ser otimista. Quando você tem um bom ambiente e uma boa preparação, coloca uma mão na taça. No restante é o desempenho. Era isso. Criar um bom ambiente e preparação já e colocar uma mão não taça.

O discurso pressionou os atletas?

Não, os jogadores de seleção já têm pressão quando vêm à seleção, ainda mais com uma Copa em casa. A pressão era natural, vai ser sempre assim com a seleção.

Eliminação para a Alemanha

Foi a primeira Copa em que ficamos entre os quatro melhores desde 2002. A ideia é só uma quando faz o trabalho, que é ser campeão. Não tem plano B. Não adianta querer negar, foi uma vergonha, maior derrota, está tudo claro e acabou. Isso foi escrito. Quantas vezes, em 100 anos perdeu de sete? Não vai acontecer uma segunda vez.Foi vergonhoso, desastroso, e assimilamos tudo. Brasil e Alemanha podem voltar a jogar váriasvezes. A Fifa, colocou um pesadelo em três minutos (sobre o que ocorreu no jogo). Não fomos nós e, sim, a Fifa.

Legado

Essa seleção deixou um legado intangível. Há muitos anos eu não vejo esse Brasil em torno de um objetivo, como o torcedor se uniu com essa seleção. Mesmo após a derrota por 7 a 1, fomos a Brasília e vimos crianças e o povo todo cantando e incentivando. O Brasil voltou a cantar seu hino, as pessoas sentiram orgulho de algo. Teve a televisão que expos a vida de cada um desde o começo. Ficou um legado que para vocês (imprensa) e para nós não importa. Ficou uma coisa bonita que não se pode negar. Essa geração que apoiou, vai continuar a apoiar por mais três, quatro Copas. Os jogadores tiveram essa mensagem. O sonho não termina, ele foi interrompido. O trabalho começa daqui um mês e meio.

Técnico estrangeiro

Esse assunto me constrange. Acho que não há necessidade de estrangeiro em qualquer seleção grancde. Não deu certo na Inglaterra. Foi um fracasso com Eriksson e o Capello. Grandes seleções têm que ser treinadas por técnicos locais. Imagina o técnico aqui tendo um dia para treinar e enfrentar a Colômbia. Tem dois meses para enfrentar a Argentina na China. Em seis jogos, perde três e já vai pressionado (…) O cara que chegar vai sofrer muito. Até porque, quando entender, já era.

Pode ter palestras, intercâmbio… é importante os treinadores irem ao exterior para palestras e cursos. Não sou contra a ideia, acho difícil implementar o trabalho com um estrangeiro. O Lothar Matthaus no Atlético-PR, por exemplo. Ele ficou três meses e foi embora,. Não voltou nunca mais, eu sei das cosias que aconteceram lá. É um choque esportivo e cultural grande. Promovam esse fórum, eu vou fazer parte, gosto de ouvir, de fazer parte. Esse intercâmbio é favorável a todos.

Qual seleção propôs algo novo taticamente?

Para mim, A Alemanha não apresentou algo novo, mas um futebol com quatro, cinco craques em prol da equipe, experientes, entrosados, sabiam resolver os problemas. Não apresentaram nada de novo, mas eu gostei de ver. Os deuses do futebol abençoaram com essa conquista.

Brasil é favorito para sediar Mundial de Clubes

622_b6884828-572b-335e-a823-5cd8f6be0f3fO que antes parecia uma aposta no desastre virou, depois do êxito estrondoso na Copa das Copas, um verdadeiro cenário de sonho. O enorme sucesso da Copa fez a Fifa deixar no ar em contato com os dirigentes a promessa de que o Mundial de Clubes de 2017 e 2018 também virá para o Brasil, segundo informações do site da ESPN. O prazo para a CBF entregar toda a documentação necessária para oficializar a sua candidatura se encerra em 25 de agosto e a decisão do Comitê Executivo será anunciada no mês seguinte.

Em passagem por pelo menos três cidades-sedes, membros da entidade teriam sinalizado que o país larga como favorito para receber a competição. Japão e Índia correm por fora na briga. O próprio Josef Blatter (na foto, com Jerôme Valcke, secretário-geral da Fifa) já comentou que, por ser o país com a maior quantidade de arenas modernas na atualidade, o Brasil é um candidato natural a grandes eventos promovidos pela Fifa nos próximos oito anos, pelo menos.