Para Boff, Israel usa “métodos do nazismo”

De Brasil 247

O teólogo e intelectual Leonardo Boff concedeu entrevista à jornalista Débora Fogliatto, do portal Sul 21 (leia aqui a íntegra), em que aborda o massacre na Faixa de Gaza, que já deixou mais de mil mortos desde o seu início, há vinte dias. Segundo ele, embora tenha sido vítima do nazismo, Israel hoje adota os mesmos métodos. E Gaza, diz ele, é um imenso “campo de concentração”.

Na entrevista, ele responzabiliza diretamente os Estados Unidos pelo conflito. “Eu acho que grande parte da culpa é do Obama, que é um criminoso. Porque nenhum ataque com drones (avião não tripulados) pode ser feito sem licença pessoal dele. Estão usando todo tipo de armas de destruição, fecharam Gaza totalmente, ficou um campo de concentração, e vão destruindo. Então eles têm um país que foi vítima do nazismo e utiliza os métodos do nazismo para criar vítimas. Essa é a grande contradição”, diz Boff.

images-cms-image-000384037

O teólogo menciona ainda a força do sionismo nos Estados Unidos. “Os Estados Unidos apoiam, o Obama e todos os presidentes são vítimas do grande lobby judeu, que tem dois braços: o braço dos grandes bancos e o braço da mídia. Eles têm um poder enorme em cima dos presidentes, que não querem se indispor e seguem o que dizem esses judeus radicais, extremistas e que se uniram à direita religiosa cristã. Isso está aliado a um presidente como Obama que não tem senso humanitário mínimo, compaixão para dizer ´acabem a matança´”, diz ele

Segundo Boff, apenas uma pessoa teria autoridade para conduzir o processo de paz: o papa Francisco. “Esse Papa é absolutamente contemporâneo e necessário. Acho que é o único líder mundial que tem audiência e eventualmente poderia mediar essa guerra de massacre criminosa que Israel está movendo contra Gaza.”

Ele também falou sobre as eleições presidenciais deste ano no Brasil. “Mesmo com todos os defeitos e violações de ética que houve, erros que o PT cometeu, ainda assim o projeto deles é o mais adequado para levar adiante um avanço. Agora se for ganhar para avançar, porque se for para reproduzir dá no mesmo do que outro ganhar.”

Fifa pode tirar da Rússia sede da Copa de 2018

Btj5NF0IgAA7Hem

Depois da tragédia com o avião da Malásia Airlines, abatido por um míssil em região de conflito entre forças do governo da Ucrânia e rebeldes pró-Rússia, a Fifa já analisa a possibilidade de mudar a sede da Copa do Mundo de 2018, prevista para a Rússia. Dentre as alternativas para substituir o país de Putin surgem a Inglaterra, cujos estádios não precisariam de grandes reformas, e a Alemanha, último país europeu a sediar um mundial e atual campeã.

Celpa ensaia um outro presente de grego

A Celpa sempre a nos surpreender. Ávida por cobrir o milionário rombo contábil, a operadora de energia encaminhou pedido à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no último dia 7 de julho, reivindicando que a cobrança pelo fornecimento de energia seja reajustada em 37,07%! Segundo a empresa, o custo de geração de energia teve um “aumento significativo por conta do baixo volume de chuvas no sudeste do Brasil”. A maior parte do aumento seria para cobrir esse custo, sendo que 6,16% ficariam para investimentos em melhoria e expansão do sistema.

Detalhe: fica no Pará uma das maiores hidrelétricas do planeta, a usina de Tucuruí, de cuja energia os paraenses pouco (ou nada) se beneficiam.

Venda de James gera lucro para 3 outros clubes

622_1bbaab1e-60d5-3942-80fe-7264b51ca66a

A transferência de James Rodríguez para o Real Madrid não vai render uma quantia milionária apenas ao Monaco. O Porto, o Banfield e o Envigado também se beneficiarão com o negócio, que é o terceiro mais caro da história do futebol – ficando atrás apenas das contratações de Cristiano Ronaldo e Gareth Bale pelo próprio time espanhol.

De acordo com o mecanismo de solidariedade da Fifa, regra que busca valorizar os clubes formadores, os três times receberão 1,5% cada do montante da venda, que está avaliada em 80 milhões de euros (R$ 238,2 milhões). Além disso, o próprio Monaco ficará com uma fatia de 0,5%.

325_488521ef-b2e1-3767-b8ee-0197a4095445Dessa forma, portugueses, argentinos e colombianos ganharão nada menos que 1,2 milhão de euros cada um (R$ 3,57 milhões). Já os franceses ganharão 0,4 milhão pela cláusula (R$ 1,19 milhões).

O mecanismo de solidariedade faz com que 5% do valor de uma transferência – 4 milhões de euros, no caso de James (R$ 11,9 milhões) – seja destinado aos times formadores, ou seja, as equipes em que o atleta atuou entre seus 12 e 23 anos. Dos 12 aos 15 anos, o clube receberá 0,25% por temporada em que o jogador defendeu sua camisa. O valor aumenta para 0,5% durante o período entre os 16 e 23 anos.

Revelado pelo Envigado, James Rodríguez atuou até o começo de 2008 pelo time colombiano, quando tinha 16 anos. Na sequência, ficou dois anos e meio no Banfield antes de defender o Porto por três temporadas. Por fim, o meia-atacante, hoje com 23 anos, ficou uma campanha no Monaco. (Da Folha SP e ESPN) 

Para nervos de aço

Por Gerson Nogueira

Será mais um domingo de fortes emoções para o maltratado torcedor paraense. Remistas, bicolores e aguianos unidos na mesma aflição. Seus times jogam cartadas importantes nos torneios nacionais que disputam, o que atualmente é sinônimo de muito sofrimento. E o caso mais desesperador é o do Águia, que receberá o Cuiabá no estádio Zinho Oliveira com a obrigação de ganhar os três pontos.

unnamed (20)O problema é que, sete rodadas depois do início do campeonato, o Águia ainda não tem um time pronto. Contratou muito, usou os mesmos métodos da perdulária dupla Re-Pa e acabou colhendo resultados similares, pelo menos até agora. Desde que João Galvão deixou o comando técnico, a equipe entrou em parafuso.

Ficou claro que Galvão era o ponto de equilíbrio, como gerente e treinador. Durante mais de cinco anos, ele cuidou das contratações, indo pessoalmente observar jogadores em clubes periféricos. Achou bons reforços, a preços módicos e construiu seus times na conta certa, sem o exagero de elencos inchados.

Ao optar por ficar apenas nos bastidores e sair da beira do gramado, Galvão deixou o Águia entregue ao desamparo. Dario Pereyra foi contratado, mas não emplacou. O insucesso era até previsível pela longa inatividade do uruguaio como técnico de futebol.

Os reforços, alguns interessantes (como Gilmar, ex-Brasília), não vingaram e o time se acostumou a tropeçar em adversários de nível técnico sofrível. Pior que isso: perdeu aquele jeito audacioso, que permitia vitórias improváveis fora de casa e atuações sempre firmes em Marabá.

Com quatro pontos, ocupando a lanterna da competição, o Águia carece de uma reação rápida e categórica. Bater o Cuiabá, que é o segundo colocado, seria um bom sinal de recuperação.

A situação do Paissandu também é preocupante, embora menos aflitiva. O time estacionou no bloco intermediário do Grupo A. Parou no sexto lugar, atrás de oponentes menos graduados, como Cuiabá, Botafogo-PB e Salgueiro-PE.

Vica terá um time mais confiante, depois da classificação à segunda fase da Copa do Brasil obtida no Recife. Ao mesmo tempo, vai ter que corrigir em campo as deficiências clamorosas da defesa, que deixou passar seis bolas nos dois últimos jogos. Quanto ao ataque, que foi bem contra o Sport, a perspectiva é de melhora, pois os dois titulares – Jeferson Maranhense e Gabriel Barcos – voltam ao time.

Na Série D, o Remo vai a Teresina batalhar por uma vitória reabilitadora. O empate em casa frente ao Moto Clube colocou o time de Roberto Fernandes sob a pressão de parar o River, líder do Grupo A2. A tarefa será dificultada pela ausência do meia Danilo Rios, que foi o melhor jogador da equipe na estreia. Sem ele e não podendo usar Marcinho, o reserva imediato, Fernandes viu-se obrigado a improvisar Reis. Uma aposta de risco.

———————————————————–

Boas notícias do encontro no Planalto

A reunião com os dirigentes de clubes, na sexta-feira, serviu para mostrar que a presidenta Dilma Rousseff tem a chance única de adotar medidas que reorganizem o futebol brasileiro. Com a correta visão de que a modalidade deve assumir no país sua vocação de negócios, gerando receita e emprego, o governo discute os mecanismos para combater a inadimplência fiscal e resgatar débitos antigos.

Dos doze clubes que se fizeram representar na reunião com a presidente, incluindo o Papão, dois deles carregam algumas das maiores pendências com a União. Flamengo e Botafogo, mergulhados em dívidas, não entenderam o espírito da coisa. Ambos compareceram ao Palácio do Planalto de pires na mão, pedindo clemência pelas dívidas.

A ironia é que, enquanto apresentam esses apelos graciosos, os dois grandes cariocas seguem acumulando prejuízos e gastanças irresponsáveis com técnicos e jogadores. O Flamengo, por exemplo, recontratou Luxemburgo e oferece salários de R$ 1 milhão a Robinho.

O encontro teve o objetivo de discutir a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (renegociação das dívidas dos clubes), que tramita no Congresso Nacional, e buscar propostas para a democratização do esporte no Brasil, com a rediscussão da autonomia de entidades que mandam nos esportes.

Na reunião, ficou claro que a futura lei terá itens capazes de incomodar terrivelmente CBF e similares, o que já é um tremendo mérito. É o caso da exigência de participação de atletas nos conselhos de direção das entidades, nas eleições dos dirigentes e até na definição dos regulamentos das competições. O governo garante que esses avanços serão regulamentados, assegurando efetiva presença dos atletas nas entidades.

A conferir.

————————————————————

Com os Guilhermes na TV

A jornada começa bem cedo neste domingo. Convidado, irei ao programa Mais, do amigo jornalista Guilherme Augusto, que vai ao ar às 8h na RBATV. O tema da conversa será a cobertura da Copa e a volta de Dunga ao escrete. À noite, participo da análise da rodada domingueira no Bola na Torre, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso, Rui Guimarães.

———————————————————–

Direto do blog

“Do meio para frente o time do Papão evoluiu muito, porém aquele toque final ainda deixa a desejar. A zaga que é o calcanhar de Aquiles, principalmente as bolas aéreas, na quinta-feira foram três gols. O goleiro parece uma árvore plantada no chão, não sai nem a pau! O material humano de nossa defesa está devendo bastante, são muito fracos tecnicamente. Vica tem a fama de montar times bem definidos defensivamente, mas, como pegou o bonde andando, terá problemas neste setor. Ainda mais somado ao goleiro Tiranossauro Rex. Ai, meus amigos, é dose cavalar de dopamina!”.

Miguel Ângelo Ângelo, assustado com a cardíaca zaga alviceleste.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO deste domingo, 27) 

Divórcio bilionário atrapalha a vida do Monaco

No ano passado, o modesto Monaco (para os padrões dos grandes europeus) gastou mais de R$ 500 milhões em reforços. Agora, antes da temporada 2014/2015, o investimento caiu para um décimo disso. E o clube já vendeu James Rodríguez para o Real Madrid e, segundo a imprensa espanhola, também deve repassar o atacante Falcao García para o mesmo time.

O fim da farra do clube francês tem como explicação a situação matrimonial de seu dono: o bilionário russo Dmitry Rybolovlev, que comprou o time com o plano de colocá-lo entre os maiores do mundo. Mas agora Rybolovlev precisa vender bens para recompor sua fortuna. Ele perdeu mais de metade de seu dinheiro por uma decisão judicial na Suíça. E quem levou foi sua ex-mulher.

622_9395f58c-a011-3cda-9ee6-8f2f88236e64

Em maio, a Justiça ordenou que o bilionário pagasse US$ 4,8 bilhões (cerca de R$ 10,6 bilhões) para Elena, com quem foi casado por 24 anos. O valor representa 54% do patrimônio que Rybolovlev acumulava segundo a revista Forbes.

E mostrou que a ganância custa caro. Segundo relatos da imprensa americana e britância, em 2013 os advogados de Elena proporam um acordo ao magnata, em que ele repassaria apenas US$ 1 bilhão para e ex-mulher. Mas ele recusou, o caso foi para a Justiça e o valor foi quase multiplicado por cinco.

Mais “pobre”, Rybolovlev vê no futebol uma saída para recompor seu patrimônio. Além do dinheiro da venda dos jogadores, ele quer se livrar de altos salários. Para aceitar jogar no Monaco, que estava fora das grandes competições, Falcao Garcia exigiu um salário de 18 milhões de euros. (Da ESPN)