Barcos vai embora e Vica prestigia goleiro

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O goleiro Douglas foi confirmado pelo técnico Vica como titular no gol do Papão para a partida desta quinta-feira contra o Coritiba, em Curitiba, pela terceira fase da Copa do Brasil. O jogador tem sido muito questionado pelos torcedores, mas o treinador decidiu prestigiá-lo e descartou os rumores de afastamento do guardião por pressão da torcia.

Já o centroavante Gabriel Barcos rescindiu contrato com o clube e teve seu desligamento confirmado no site oficial do Papão. O atacante havia se destacado defendendo o Maringá-PR. Disputou como titular apenas um jogo sob o comando de Vica, chegando a marcar um gol contra o Cuiabá. Para deixar a Curuzu, Barcos alegou problemas de ordem pessoal, mas nos bastidores surgiu a história de que o centroavante não aceitou ter sido barrado por Vica na partida diante do Treze-PB, domingo passado. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Com nova virada, Papão já rivaliza com o Flu

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Por Adriano Wilkson, do UOL Esporte

O hino informal do Paysandu diz que o time “quando perde é por descuido, mas depois vem a virada”. O verso nunca fez tanto sentido nesse último ano, quando a equipe conseguiu reverter no tapetão duas derrotas inquestionáveis em campo. As vitórias fora de campo do Paysandu lembram a atuação do Fluminense, que no ano passado conseguiu evitar um rebaixamento à Série B nos tribunais.

A última conquista paraense, o título da Copa Verde e a vaga na Sul-americana de 2015, veio depois que o clube percebeu a escalação irregular de atletas do Brasília, notificou o tribunal desportivo e conseguiu a virada de mesa em primeira instância. O clube candango vai recorrer ao pleno do STJD, já que a própria CBF admitiu sua responsabilidade no caso.

No campo, no Estádio Mané Garrincha, o Paysandu havia perdido a final nos pênaltis.

O clube viveu situação semelhante no ano passado, quando foi eliminado em casa da Copa do Brasil pelo modesto Naviraiense (MS). Após a derrota, a diretoria paraense entrou na Justiça apontando, outra vez, a escalação irregular de jogadores rivais. Conseguiu voltar à competição.

O presidente Vandick Lima, que comandou as manobras jurídicas nos dois casos, explica que o clube está sempre atento a brechas legais que possam beneficiá-lo. “Temos três pessoas aqui que ficam de olho tanto na situação dos nossos jogadores como na dos nossos adversários. Se detectarem qualquer problema, eles nos avisam e nós vamos atrás de nossos direitos”, afirmou o cartola, que também estava no clube no episódio que iniciou essa tradição.

Foi em 2003, o ano dourado do Paysandu, logo após a participação na Libertadores e uma vitória sobre o Boca Juniors, na Bombonera. No Brasileiro que inaugurou a era dos pontos corridos, o time paraense foi um dos primeiros do país a serem punidos com a perda de pontos por escalação irregular de jogadores.

Foram ao todo oito pontos perdidos porque três atletas foram contratados e tiveram seus contratos assinados pelo então presidente do time, Arthur Tourinho, que estava suspenso do futebol por ter ofendido em público o chefe da federação paraense. Um dos beneficiados pela punição ao Paysandu foi, curiosamente, o Fluminense, que lutava contra o rebaixamento na ocasião. Onze anos depois, o tricolor se salvaria da queda pela virada de mesa do “caso Héverton”.

No fim do campeonato de 2003, Paysandu e Fluminense escaparam da degola.

Posse do Novo Presidente do Paysandu“O episódio nos ensinou uma lição e nós nunca mais descuidamos dessa questão dos regulamentos”, afirma Vandick, que era coordenador técnico na época. “O Paysandu foi beneficiado agora, mas prejudicado lá atrás. Isso faz parte das regras, é do jogo.”

O presidente não considera que tenha havido injustiça em relação ao Brasília, o campeão em campo da Copa Verde. O time renovou o contrato de seus jogadores no tempo regulamentar e foi prejudicado por uma falha no sistema de informática da CBF, que não publicou as renovações.

“Não vejo injustiça. O que vejo é que o clube tem obrigação de esperar o nome de todo jogador sair no BID [Boletim Informativo Diário, o documento eletrônico que oficializa a situação dos atletas]. Enquanto não sair, nenhum clube escala jogador. O Brasília escalou, não entendo por quê. Isso não pode, e nós fomos atrás do nosso direito.”

Ele também não acredita que a imagem do clube possa sair arranhada por ser associada a mais um episódio de virada de mesa.

“Existe o jogo para ser jogado, e existe um regulamento para ser cumprido. Quem não cumpre tem que ser punido, simples.”

Se fora de campo a diretoria jurídica está atenta, dentro dele o time não anda. No último domingo, o Paysandu completou uma sequência de três derrotas, com o revés para o Treze, na Paraíba, pela Série C. Recém-rebaixado da Série B, o clube está perto da zona da degola também da terceira divisão. Tudo isso, no ano de seu centenário.

O presidente Vandick, considerado por parte da torcida um ídolo (ele marcou três gols na final da Copa dos Campeões em 2002, contra o Cruzeiro, o maior título da história do clube), já enfrenta pressão para deixar o cargo. Ele não deve concorrer à reeleição.

O PAYSANDU NOS TRIBUNAIS

O presidente Arthur Tourinho pegou três meses de suspensão por ofender o presidente da federação local (Antônio Carlos Nunes, que continua no cargo). Mesmo suspenso, ele assinou o contrato de três reforços. Nunes alertou a Justiça desportiva sobre a irregularidade, o Paysandu perdeu oito pontos e ficou seriamente ameaçado de rebaixamento.

O curioso é que Tourinho, mesmo suspenso e sem poder assinar contratos, pôde votar na eleição que manteve Ricardo Teixeira à frente da CBF. Auditores do STJD disseram na ocasião que foi um caso de “dois pesos e duas medidas”. Tourinho alegou que seu clube só perdeu os pontos porque estaria havendo um complô dos times do Rio e de São Paulo para prejudicá-lo. O Fluminense e a Ponte Preta, por exemplo, estavam na disputa para fugir da degola.

No ano seguinte, o Paysandu foi novamente acusado de escalar irregularmente um atleta, no caso, o atacante Adrianinho. Mas conseguiu provar que não havia problemas, e o tribunal acabou arquivando a denúncia.

O CASO MARCELINHO PARAÍBA

Depois do trauma de 2003, a diretoria do clube contratou “especialistas em BID” e evitou ser punido por escalação irregular de atletas em algumas ocasiões. Na reta final da Série C de 2012, o atacante Marcelinho Paraíba foi contratado e apresentado com pompa para ser a grande arma do acesso.

Mas nas vésperas de sua estreia, a diretoria jurídica resolveu consultar a CBF sobre a situação do jogador e descobriu que poderia ser punida até com rebaixamento caso o escalasse. O motivo é que Paraíba já havia defendido dois outros clubes naquela temporada e não poderia jogar por um terceiro. O contrato foi rescindido, e o Paysandu subiria mesmo sem o atacante. “Escapamos por muito, muito pouco”, disse Fred Carvalho, então diretor de futebol do clube.

No ano seguinte, já na segunda divisão, os paraenses tentaram usar o mesmo argumento para tirar pontos do São Caetano, que teria posto em campo o lateral Renan de modo irregular. O clube paulista conseguiu provar que estava correto; o Paysandu acabaria rebaixado.

VOLTOU PARA A COPA DO BRASIL DEPOIS DE VEXAME EM CASA

Uma derrota de 2 a 0 para o Naviraiense (MS) em Belém foi revertida no tribunal depois que a diretoria descobriu dois jogadores rivais que jogaram sem contrato. Nas primeiras instâncias, o clube sul-mato-grossense venceu, alegando que o regulamento da CBF permite que contratos sejam renovados até 15 dias depois da realização da partida em que um atleta atuou.

Mas os auditores do pleno não compraram essa versão, e o Paysandu voltou à Copa do Brasil e ainda ganhou R$ 400 mil, o prêmio por avançar de fase.

Quarentão do Bengola começa neste sábado

 

Começa neste final de semana o Quarentão do Bengui, um dos mais disputados campeonatos de bairro da Grande Belém. A competição, organizada pelo desportista Domingo, contará este ano com 24 equipes divididas em duas chaves, sendo algumas delas Argentina, São Joaquim, Boa Conquista, Jaderlandia, Montenegro, Santo Antonio, Parazinho, Liberdade, Estrela, Cavalo de aço, Bola na Rede, Santa Rita, Só Nós, Carmelandia, Botafogo e Leão Dourado dentre outras. A competição será realizada nos campos do entorno do estádio Mangueirão aos sábados à tarde e movimentará mais de 500 jogadores. As partidas serao dirigidas por árbitros escalados às quintas nas reuniões. Troféus, medalhas e premiação em dinheiro serão ofertados aos finalistas.