Em Gaza, crianças são as maiores vítimas

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De Opera Mundi

“Há muitas crianças que chegam à sala de emergência sem machucados graves ou fisicamente preocupantes. Elas chegam, na verdade, em estado de choque”, conta diretamente da Faixa de Gaza a coordenadora de saúde francesa da organização MSF (Médicos Sem Fronteiras), Audrey Landmann, a Opera Mundi. 

Nos últimos dois dias, uma criança morreu a cada hora em Gaza, aponta o relatório do dia 22 de julho do Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, em inglês) na Palestina.  Desde o dia 7 de junho, a operação israelense “Margem Protetora” já deixou 635 mortos, dos quais 77% são civis e, destes, 161 são crianças, representando 25% das baixas. Dos 3.500 feridos, 1.100 são crianças.

Para além das estatísticas, a médica francesa aponta que o conflito traz efeitos psicológicos devastadores a longo prazo para as crianças, impactando no futuro da população palestina. “As crianças ficam próximas de casas que foram bombardeadas e presenciam diversas mortes. Elas têm muitos pesadelos e acordam toda hora à noite por conta dos bombardeios. Consequentemente, há uma série de sintomas crônicos que acabam se desenvolvendo”, argumenta Landmann.

Entre 2008 e 2014, a Faixa de Gaza foi palco de pelo menos três grandes operações israelenses, com a justificativa de Tel Aviv de combater o braço armado do grupo Hamas. Para a coordenadora da MSF, essa sucessão de conflitos e traumas resulta em sintomas psicológicos profundos. “Há uma grande quantidade de crianças – e adultos em geral – que apresentam quadros depressivos ou que têm problemas para se exteriorizar, se sociabilizar”, diz.

Segundo o relatório da agência da ONU na Palestina, há pelo menos 116 mil crianças que deveriam receber suporte psicológico especializado para lidar com as experiências de morte, luto, violência, abuso e perda. Por sua parte, o Ocha já atendeu 1.196 crianças na Faixa de Gaza.

Potiguar vai defender o Remo na Série D

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Depois de ter colocado em disponibilidade o jogador, a diretoria do Remo decidiu fechar novo acordo com o atacante Tiago Potiguar, que terá os salários reajustados à realidade do clube e será reincorporado ao elenco. Os jogadores treinaram na tarde desta quarta-feira no Baenão, preparando-se para o jogo de domingo contra o River, em Teresina (PI). O técnico Roberto Fernandes não definiu a escalação, mas há expectativa quanto a possíveis mudanças no ataque, depois da atuação insatisfatória de Roni e Leandro Cearense no primeiro tempo contra o Moto Clube. (Fotos: MÁRIO QUADROS/Bola)unnamed

ONU pede que Israel contribua para solução de paz

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Com a guerra entrando no seu décimo sexto dia entre forças israelenses e do Hamas, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se reuniu nesta quarta-feira (23) com autoridades de Israel e dos Estados Unidos em Jerusalém e voltou a pedir a todas as partes um cessar-fogo para os combates que já mataram mais de 600 palestinos e 32 israelenses.

Em Jerusalém, o chefe da ONU se reuniu com o presidente israelense, Shimon Peres, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Liberman, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. Nesta ocasião, Ban sublinhou a necessidade do estabelecimento de uma vez por todas de uma paz duradoura.

“Em primeiro lugar e acima de tudo, a violência deve parar agora. Temos que começar imediatamente o diálogo e resolver todas as causas que já foram identificadas”, disse o secretário-geral da ONU, enfatizando que nos últimos cinco anos essa é a sua terceira missão urgente à região. “Realmente me dói ver que esta violência continua periodicamente. Isso significa que temos de trabalhar mais, que temos falhado coletivamente para trazer a paz e segurança.”

O chefe da ONU também expressou sua solidariedade com o povo de Israel, que está sob ataques de foguetes, e com os palestinos que sofrem agressividades massivas. E lembrou que não há mais tempo a perder, já que o número de mortos aumenta a cada hora.

“Não posso e não vou ficar calado diante desta tragédia. Eu lamento a perda de tantas vidas inocentes em Gaza e sofro com as famílias”, disse Ban, recordando que até o momento 600 palestinos morreram e 3 mil ficaram feridos, a maioria deles civis.

Uma vez que o cessar-fogo entre em vigor, o secretário-geral ressaltou a necessidade urgente de tratar as questões subjacentes, incluindo o fim da ocupação e a humilhação diária e raiva que vem com ela. O secretário-geral solicitou ao presidente Peres, que deixa o cargo em agosto, para trabalhar estreitamente com o seu homólogo palestino, Mahmoud Abbas, para estabelecer um “futuro de dois Estados vivendo lado a lado em paz e segurança”.

Ban também se reuniu com o ministro de Relações Exteriores de Israel nesta quarta-feira (23) e sublinhou a necessidade de aliviar a terrível situação humanitária em Gaza. Ele ressaltou a importância de garantir a liberdade sem restrições de circulação dos atores humanitários e suas operações. (De ONU BR)

Tribuna do torcedor

Por João Lopes Jr. (englopesjr@gmail.com)

Em vista do caso de agressão ao André Santos, ora jogador do Flamengo, e por causa da torcida organizada que invadiu um treino do Remo e ameaçou jogadores. É realmente necessário pôr fim à ação desses bandidos que se autodenominam torcedores. Assistindo a muitos e muitos debates e a uma reportagem da band que lembrou vários outros incidentes como esses ao longo da história recente do futebol brasileiro ficou a reflexão do Denilson sobre o que fazer para acabar com essa violência…

Como sabemos que os próprios dirigentes incentivam a presença de organizadas nos estádios, concedendo-lhes privilégios que o torcedor comum não possui, é preciso que se diga que punições aos clubes, como a que Remo e Paysandu têm recebido, de jogar com portões fechados, por exemplo, são justas. É preciso entender que as organizadas são clubes paralelos, que vivem à sombra dos verdadeiros grandes clubes. Organizadas prometem serviços que os clubes ou não ofertam, ou cobram muito caro. Por exemplo, as organizadas oferecem ingressos para os jogos a preço mais acessível. Mas, as organizadas recebem mensalidades de seus associados e oferecem serviços como caravanas para jogos fora de seu domicílio. Isso deveria fazer parte de um programa de sócio-torcedor. As organizadas dizem preencher um espaço que não tem interessado aos clubes, que é essa prestação de serviço.

É um grande erro dos clubes brasileiros ignorar esse torcedor que acaba se associando a uma organizada. Todos esses torcedores poderiam ser capitados por planos específicos de sócio-torcedor, que poderiam oferecer caravanas também, além de camisas oficiais e outros produtos licenciados. O clube ganharia, sempre. Entendo que o marketing dos clubes, ora ridículo, tem que apontar agressivamente contra as organizadas porque essas ditas torcidas são os seus maiores concorrentes. Enquanto houver essas organizadas, os programas de sócio-torcedor dos clubes brasileiros vão afundar e os clubes e torcedores de verdade sairão, mais uma vez, no prejuízo. É preciso que se diga essa verdade óbvia: torcidas organizadas são rivais dos clubes porque disputam a preferência do mesmo cliente, o torcedor. Essa é só uma visão de mercado. E o pior de tudo é que não tem nenhuma novidade nisso.

Luxa está de volta ao Flamengo

Vanderlei Luxemburgo está de volta ao Flamengo. Ele foi anunciado hoje como substituto de Ney Franco, que não resistiu à má campanha rubro-negra no Brasileiro. Luxemburgo terá a missão de corrigir a rota de um time limitado, com vários problemas internos e algumas contratações que ainda não foram testadas. Na lanterna da competição, o Flamengo enfrenta o Botafogo na próxima rodada.

O último grande roqueiro ativista

Por Kiko Nogueira – do Diário do Centro do Mundo

Pink-FloydRoger Waters, o ex-baixista do Pink Floyd, é hoje o último roqueiro ativista num mundo dominado por gatos gordos ex-alcoólatras com implantes de cabelo fazendo turnês para sustentar filhos ilegítimos. Waters é o inimigo público número um de Israel. Tem protestado, em shows e outras oportunidades, contra o que é feito aos palestinos e o que chama de apartheid no Oriente Médio. Já se referiu aos muros dos assentamentos de colonos como “obscenidades que deviam ser derrubadas”.

Chegou a usar uma estrela de Davi, junto com símbolos de regimes totalitários à direita e à esquerda, num boneco inflável de um porco numa apresentação. “Você pode atacar a política de Israel sem ser anti-judeu…”, diz ele. “É como afirmar que, se você falar mal dos Estados Unidos, está sendo anti-cristão. Eu sou crítico da ocupação da terra palestina como é feita hoje, totalmente ilegal segundo as leis internacionais, e da maneira como as pessoas estão sendo mantidas em guetos. Não tem nada a ver com religião”.

Há alguns anos, acabou entrando num movimento que defende boicotes e sanções. Pichou os muros dos colonos. Recorreu às memórias paternas para se defender. “Meu pai morreu lutando contra os nazistas. Antes disso, ensinou história em Jerusalém. Faleceu na Itália em 1944, lutando contra a ameaça do nazismo. Não venham pregar sobre anti-semitismo ou direitos humanos para mim”.

A última briga de Roger Waters é com outro gigante: os Rolling Stones. Ao saber que os Stones vão tocar em Israel pela primeira vez, convocou seu amigo Nick Mason — os dois fundadores sobreviventes do Pink Floyd — e escreveu uma carta.

“Pedimos para as bandas que pretendem tocar em Israel que reconsiderem. É o equivalente moral a se apresentar em Sun City no auge do apartheid sul- africano. Os shows serão usados para encobrir um regime injusto e racista. Estamos nos aproximando do ponto de inflexão na consciência global em que a negação dos direitos dos palestinos terá um impacto devastador sobre gerações e eles precisam do nosso apoio agora mais do que nunca.”

Os Rolling Stones confirmaram as datas e pouquíssimos grupos e cantores se solidarizaram com Waters. Mas não faz muita diferença. A causa é justa e o rock precisa de um chato talentoso para movimentar a cena.

Entre a cruz e a caldeirinha

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O paulista naturalizado ucraniano em 2011, o jogador de futebol Edmar Lacerda, de 34 anos, está vivendo uma situação delicada. Morando na Ucrânia desde 2008, ele já defendeu a seleção do leste europeu, que não esteve na Copa do Brasil, por 11 jogos e marcou um gol. Com a relação entre Ucrânia e Rússia ficando cada vez mais áspera nos últimos meses, o brasileiro foi chamado para servir o exército ucraniano. A convocação aconteceu cerca de uma semana após um míssil abater em terras ucranianas o voo MH17 da Malaysia Airlines.

Edmar é casado com uma ucraniana. Ele chegou ao país do leste europeu em 2002 para defender o Tavriya, clube pelo qual jogou por seis temporadas até transferir-se para o Metalist. Em entrevista a jornais ucranianos, o brasileiro contou ter ficado surpreso com a notícia, mas que acredita que não precisará servir.

– Eu fui até o clube, eles me orientaram e devem resolver a questão. Eu não sei se outros companheiros de equipe também receberam a intimação, não disse nada para ninguém. Minha esposa estava com muito medo, mas eu tranquilizei-a. Vai ficar tudo bem, vou voltar a treinar e em breve começará o campeonato – disse Edmar, que não tem a menor intimidade com a vida militar. – Jogar futebol é a única coisa que sei fazer.

Edmar não é exceção. Estima-se que cerca de 50 brasileiros atuem como jogadores profissionais na Ucrânia. Até o segundo semestre de 2013, o país era uma boa opção para os brasileiros que não tinham mercado nas principais ligas europeias. No entanto, a situação começou a se complicar com as manifestações populares e a crise da Crimeia.

Nesse último fim de semana, cinco brasileiros e um argentino que jogam no Shakhtar Donetesk decidiram não voltar junto com o time para a Ucrânia após um amistoso contra o Lyon, na França. Alex Teixeira, Fred, Dentinho, Douglas Costa, Ismaily e o argentino Facundo Ferreyra alegaram não se sentir seguro no leste europeu. A decisão irritou o proprietário do clube, Rinat Akhmetov, que ameaçou os atletas com uma punição dura. No entante, diferentemente de Edmar, esses jogadores não possuem nacionalização ucraniana. Portanto, não correm o risco de serem convocados para prestar serviço militar. (De O Globo)

A confirmação do pesadelo

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Por Gerson Nogueira

A apresentação do novo técnico confirmou nossos piores temores. Marin & cia. confirmaram não ter compreendido de fato a dimensão do buraco em que o Brasil se meteu depois daquele vareio de bola em Belo Horizonte. Aparentemente tranquilos e sem culpa, os dirigentes da CBF comportaram-se como se nada de grave estivesse acontecendo. Sorridentes, trocaram afagos entre si e apresentaram o personagem já conhecido, razão maior dos pesadelos de quem ainda crê no futuro da Seleção Brasileira.

À vontade, Dunga repetiu as caretas de sempre, repetiu o estilo capitão do mato e ensaiou apenas um mea culpa pelo ríspido modo de lidar com imprensa e estranhos em geral. Mas, depois de alguns minutos de entrevista, repetiu o mesmo jeitão de refutar opiniões contrárias às suas.

Pareceu preocupado em relatar conversas e “troca de experiências” com Arrigo (que chamou de Enrico) Sacchi, Gullit, Arsene Venger e outros técnicos europeus ao longo da Copa do Mundo, como forma de demonstrar reciclagem e busca de novos conhecimentos.

Ao analisar os adversários brasileiros no Mundial acabou derrapando. Voltou a dizer que prevaleceu um esquema de marcação rígido, mostrando não ter sido um bom analista do torneio. Ignorar que a Alemanha jogava compactada, mas sempre ofensivamente, é passar atestado de miopia. Bem como deixar de lado as surpreendentes performances de Colômbia e Chile, ambas entregues a técnicos argentinos.

Fiquei com a impressão de que Dunga, esforçando-se para abraçar uma persona “paz e amor”, não terá a desenvoltura de antes. Mais ainda: sem a companhia de Jorginho, seu Sancho Pança de 2010, perde muito da escolta que seu estilo briguento exige.

Sob o manto protetor do amigo Gilmar Rinaldi, Dunga terá pelo menos um ano para trabalhar sem maiores sustos, até que comecem as espinhosas eliminatórias sul-americanas. Escapou, porém, da casca de banana do torneio de futebol olímpico, desde já sob a responsabilidade exclusiva de Alexandre Gallo.

Quanto a Marin e Del Nero, ficaram devendo um pedido público de desculpas pela fracassada campanha brasileira na Copa das Copas. Podia ser um exercício de humildade, acompanhado de uma apresentação formal do novo plano de trabalho para o futebol brasileiro – e não apenas para a Seleção.

Ficaram na muda, não foram suficientemente provocados a respeito (com honrosas exceções) e demonstram a sem-cerimônia de quem está com a convicção do dever cumprido. Durma-se com um barulho desses.

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Desafio do Papão na Copa do Brasil

Além da dificuldade natural de enfrentar o Sport (PE) em seus domínios, o Papão se debate com outros problemas para a partida de amanhã, válida pela Copa do Brasil. O técnico Vica não pode contar com os atacantes Jeferson Maranhense, Gabriel Barcos e o meia Raul, que não puderam ser inscritos na competição. Não terá também Djalma e Pablo, que já haviam desfalcado o time contra o Cuiabá. Uma das alternativas é a utilização de Marcos Paraná no meio-de-campo ou mesmo como atacante.

De maneira geral, porém, o que preocupa Vica é a anunciada intenção do Sport de entrar com força máxima. Até então, o que se especulava é que o time pernambucano não tinha interesse em prosseguir na competição, fato mais ou menos delineado pela escalação de uma equipe reserva no primeiro jogo, em Belém, vencido pelo Papão por 2 a 1.

Apesar da vantagem do empate, o Papão terá que atuar com cautela, pois o Sport cumpre boa campanha na Série A, vindo de bons resultados em casa e brigando para chegar ao G4.

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Real abre o cofre por James

O que um golaço não pode fazer pela carreira de um jogador. James Rodriguez, 22 anos, foi alçado ao topo do futebol mundial depois de marcar o gol antológico contra o Uruguai nas oitavas de final da Copa do Mundo. Desde então, a cotação internacional do jovem craque disparou, cabendo ao Real Madrid a primazia de ficar com o talentoso camisa 10.

Chama atenção no negócio a disparidade entre os valores pagos por Rodriguez e por Neymar. Enquanto o brasileiro foi vendido ao Barcelona por algo em torno de 57 milhões de euros (cerca de R$ 170 milhões), o Real pagou R$ 240 milhões pelo colombiano.

Ou a conta dos rivais não está devidamente explicada ou o melhor jogador brasileiro de fato não é bem avaliado pelos europeus.

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Direto do Facebook

“O problema de Dunga não é ser marrento. Eu acho legal o cara ser marrento, mas precisa ser bom no que faz. Cristiano Ronaldo e Romário são marrentíssimos, mas são bons pra carvalho. O problema é quando o cara é marrento e burro, despreparado pra função, fechado para novos conhecimentos. Pra piorar, depois do fracasso na Seleção e no Inter, ainda ganha um prêmio: a Seleção Brasileira, de novo. Valha-me quem?”.

De Stefani Henrique, à beira de um ataque de nervos com a confirmação da volta do Capitão do Mato.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 23)