Por 4 a 0, Papão conquista Copa Verde no STJD

Por 4 votos a 0, a Comissão Disciplinar do STJD deu razão ao Papão no recurso contra o Brasília, pelo uso de quatro atletas irregulares na final da Copa Verde. O julgamento aconteceu no começo da noite desta segunda-feira e, com a decisão, o Papão fica com o título do torneio regional e a vaga na Sul-Americana de 2015. O Brasília recorreu ao Pleno do tribunal. Na partida decisiva, o time candango venceu por 2 a 1, levando a decisão para os penais, quando também saiu vitorioso.

Sininho, psicopatas e um Brasil com febre

10560270_10203664890174967_7068080644833550370_o

Por Walter Falceta

De repente, por conta de intrigas amorosas e ciúmes infantis, desmoronou o castelo de ficções revolucionárias de Sininho, Game Over e Cia. Os depoimentos exibidos em rede nacional são estarrecedores.

Primeiramente, o que chama a atenção é a absoluta ignorância dos “ativistas” acerca dos rudimentos da teoria política. É assustador, por exemplo, como foram capazes de deturpar conceitos claros da luta libertária.

Em segundo lugar, faz pasmar a soberba e a arrogância dos membros, flagradas em suas comunicações telefônicas. Ali, nada há de anarquismo solidário ou de insurgência socialista. Sobra, entretanto, doutrinação de viés religioso, manipulação teatral e um autoritarismo que lembra condutas dos antigos inspetores de alunos.

Por fim, há um traço de maldade vingativa no projeto destrutivo, imaginado como peça de propaganda política. O plano de detonar explosivos nas proximidades do Maracanã, pouco antes do jogo final da Copa do Mundo, exibe o perfil de psicopatas que não merecem o convívio social.

Desde junho de 2013, o Brasil experimenta a contaminação. Está febril. Investimentos se reduziram, empreendedores perderam a confiança e a direita oportunista alvoroçou-se, multiplicando ataques contra as políticas sociais inclusivas.

Se buscamos uma terapia, o problema reside na restrição do foco. Há mais gente ruim, destrutiva e inimiga das causas populares em outros bolsões da sedição. Em São Paulo, na Praça Roosevelt, por exemplo, abundam esses traidores da causa da esquerda, convertidos em parceiros de ocasião do golpe midiático.

Fingem que não têm responsabilidade pelo levante coxinha e pelos funestos efeitos da nova onda reacionária. MPL, Midia Ninja, Fora do Eixo, MTST, PSOL, PSTU, entre outras falanges, chegou a hora de vocês executarem a depuração.

A suspeita é: depois disso, quem sobra?!

Papão cai outra vez

Por Gerson Nogueira

Não se pode dizer que algumas derrotas surpreendem o torcedor. Pelo contrário. É triste admitir que de uns tempos pra cá a maioria das derrotas dos nossos times são absolutamente previsíveis. Mesmo quando o adversário não é lá essas coisas.

Foi justamente o que ocorreu ontem, em Campina Grande. O Papão, vindo de uma derrota “vitoriosa” frente ao Sport-PE pela Copa do Brasil, chegou com ares de que podia reverter seu retrospecto negativo em jogos fora de Belém.

Não deu. Apesar do equilíbrio nos primeiros minutos entre os dois times, até na vocação para os passes errados e a falta de criatividade, a defesa voltou a fraquejar muito e o Treze abriu o placar quase ao final do primeiro tempo. Rafael Oliveira, renegado pelo Papão, fez o gol, aos 38 minutos.

unnamedDepois do intervalo, quando normalmente se renovam as esperanças, eis que Bruno Aquino tratou de deixar as coisas ainda mais favoráveis para o Treze, logo aos 3 minutos. A defesa, que nas últimas partidas, se especializou em tomar três gols por partida, estava bem perto de sua marca.

O ataque trabalhava, sem grande criatividade, mas com tentativas insistentes de Pikachu, Marcos Paraná e os atacantes Jeferson e Gabriel Barcos. Todas as iniciativas se revelaram frustradas, seja pela boa atuação da defesa adversária, seja pela imperícia dos bicolores.

Aos 30 minutos do segundo tempo, a contagem foi fechada, com Rafael Oliveira marcando o terceiro gol em nova facilidade permitida pelos beques paraenses. Everton Silva e Aírton ainda foram expulsos, em lances de total descontrole.

O restante da partida teve um Papão empenhado em não levar mais gols, sem forças para empreender qualquer reação. Givanildo Oliveira, técnico do Treze e profundo conhecedor do futebol paraense, acertou na estratégia. Entrou fechado, com mais de seis homens sempre atrás da linha da bola, explorando toda e qualquer chance para contra-atacar e apostando nos buracos da defensiva bicolor.

Vica, ainda sem vitórias a festejar no comando do Papão, lamentava a perda de algumas chances no começo, mas não teve respostas para a sequência desastrada de gols que sua defesa anda tomando.

Sem acumular pontos desde a retomada do campeonato, o Papão se afasta do G4, cai para o oitavo lugar e está bem mais próximo dos times na zona de queda. É preciso reagir, e rápido.

———————————————————–

Leão sofre gol no fim, mas ganha ponto

Não foi uma atuação brilhante no primeiro tempo em Teresina, mas o gol de Michel Smoller logo aos 28 minutos de partida deu ao Remo tranquilidade para segurar os avanços do River. O meio-de-campo de tendência marcadora, com três volantes (o próprio Michel, Dadá e Jonathan) dava tranquilidade à defesa.

Na frente, Roni e Leandro Cearense não levavam vantagem sobre a marcação, apesar de terem sido bastante acionados no primeiro tempo. As ausências de Levy e Danilo Rios se fizeram sentir, pois os zagueiros se preocupavam excessivamente com o lado direito e a meia cancha não evoluía de maneira satisfatória.

Na etapa final, na base da valentia, o River empreendeu um certo que podia ter resultado em empate ainda no começo, mas Maick Douglas andou evitando situações mais difíceis para o Remo.

Já nos acrescimentos veio o lance polêmico do pênalti. A arbitragem viu um toque de mão do zagueiro Rafael Andrade e Eduardo converteu a cobrança, dando números finais ao jogo.

Com o empate, o Remo chegou a dois pontos no Grupo A2, logo atrás de River e Moto Clube. Na próxima rodada, no sábado, o Remo enfrenta o Interporto (Tocantins) também fora de casa. Nova oportunidade para tentar chegar à liderança da chave.

———————————————————-

Águia vence, sem sair da zona

Em situação de desespero antes da rodada, o Águia conseguiu finalmente uma vitória dentro do Zinho Oliveira. Não foi suficiente para sair da zona de rebaixamento, mas aproximou o time de equipes que estão no bloco intermediário da chave.

Ainda vacilando na saída para o ataque, com pouca criatividade no meio-de-campo, o Águia chegou ao gol em lance de oportunismo do atacante Aleílson. Ele aproveitou uma falha da zaga do Cuiabá e marcou aos 17 minutos.

Como permitia a pressão dos visitantes, o Águia tinha dificuldades para ir à frente e passou a sofrer ataques seguidos. Aos 34 minutos, o atacante Careca empatou o jogo, cobrando pênalti.

A etapa final foi marcada por tentativas de parte a parte, mas o Águia acabou levando a melhor. O lateral Leonardy aproveitou bem um passe do meio e desempatou aos 31 minutos.

Foi a segunda vitória do Águia no Brasileiro, mas dá ao técnico Everton Goiano tranquilidade para arrumar a casa e buscar uma recuperação que tire a equipe da desconfortável situação atual.

———————————————————-

Comandante só pensa nos bonés

Em conversa exclusiva com o programa Fantástico, ontem, o técnico Dunga foi taxativo sobre suas restrições à seleção de Felipão: para ele, nas entrevistas os jogadores deveriam usar os bonés dos patrocinadores. Um espanto. Nenhuma palavra sobre tática ou comportamento dos jogadores em campo.

Caso o nível de preocupação do técnico se restrinja ao sucesso das marcas que financiam o futebol da Seleção ou com as lágrimas dos atletas, é bem provável que o Brasil logo amargue outra chinelada histórica. Preocupante.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 28)

Método Galvão proíbe mentir, mas aceita omissão

Por Mauricio Stycer

Há anos, Galvão Bueno vem repetindo a mesma definição sobre o seu método de trabalho. “Sou um vendedor de emoções”, explica a quem dá a honra de entrevistá-lo. O que isso quer dizer exatamente? Na conversa que teve com o comentarista Bob Faria, incluída no livro “Grito de Gol”, ele esclarece:

“Não adianta eu me esgoelar e dizer ‘que maravilha!!!’ se o jogo não presta. Mas também não posso dizer que o jogo não presta porque não posso convidar o telespectador a desligar a televisão”.

Ou seja, Galvão entende claramente que não pode mentir para o espectador, mas admite que a omissão é uma ferramenta de trabalho. No mesmo livro, o narrador desenvolve a ideia:

galvaobueno1“Onde é que você arranja energia para manter o cara ligado duas horas? No fim das contas, você é um chef de cozinha. Está faltando um pouco mais de pimenta, você vai colocar pimenta; está faltando um pouco de sal, você vai colocar sal; a comida está fria, você dá uma aquecida nela”.

Não chega a surpreender, por isso, um comentário feito por Galvão antes de começar uma transmissão de Fórmula 1 neste final de semana e vazado ao público sem que ele soubesse que era ouvido “Não vamos especificar tempo, porque na verdade ele está tomando meio segundo desde ontem”.

Quem acompanha F-1 entendeu na hora que era uma referência ao piloto brasileiro Felipe Massa, cujos resultados nas sessões anteriores de treino para o GP da Hungria o deixaram atrás do seu companheiro de Williams, o finlandês Valtteri Bottas, por uma diferença em torno, justamente, de meio segundo.

A orientação do narrador à equipe, portanto, era para não enfatizar a distância, grande para os padrões de F-1, que separava o brasileiro do finlandês. “Vendedor de emoções”, Galvão deve ter entendido que essa informação poderia desanimar o espectador brasileiro.

Massa largou em sexto lugar e chegou em quinto no GP. Bottas, que saiu em terceiro, chegou em oitavo. Um resultado não mais que razoável, mas festejado com muita emoção pelo vendedor Galvão. É o Brasil na F-1.