Por Tostão
Hoje, Brasil e Argentina fazem mais um amistoso, que não faz parte das datas reservadas pela Fifa para as seleções. Esse jogo serve mais para piorar o ruim calendário e atender a interesses comerciais. Anunciam a partida como se fosse importantíssima, o Superclássico das Américas, sem dizer que é apenas com jogadores que atuam nos dois países. A Argentina leva desvantagem, porque não tem um único titular da seleção principal.
O Corinthians, com Romarinho, Martínez e Guerrero, deve ficar melhor que o time da Libertadores. Não será surpresa se ganhar do Chelsea. As frequentes vitórias do Fluminense por um gol de diferença são mais méritos de um time que se defende bem, quando faz um gol na frente, do que uma deficiência tática, por recuar demais a equipe.
Tempos atrás, quando todos esperavam a ida de Neymar para a Europa, escrevi que, apesar de não ter nenhuma informação, imaginava que haveria um grande acordo nacional, mesmo subjetivo, para mantê-lo até a Copa. Participariam o jogador, seu pai, os presidentes do Santos e da CBF, Pelé, o comitê da Copa, empresários e marqueteiros. Neymar seria o garoto-propaganda do Mundial. Foi o que ocorreu.
Hoje, com grandes chances de errar, imagino, apesar de não ter nenhuma informação, o fim do acordo e a ida do jogador, no início do ano, para o Barcelona. O Santos teria percebido o óbvio, que não vai disputar a Libertadores de 2013, e que Neymar, como já ocorre, vai ficar muito tempo à disposição da CBF. O clube teria acordado para a realidade de que, após a Copa, Neymar estará livre, e que o Santos não vai receber um centavo por sua transferência.
Imagino também que Neymar, cansado de carregar o Santos nas costas, decidiu jogar ao lado e contra os melhores jogadores do mundo. De Neymar, passo para Kaká. Continuo imaginando, pelo que vi nas poucas vezes em que Kaká jogou pelo Real Madrid, que ele, fora Real e Barcelona, seria titular e destaque em qualquer time, incluindo a seleção brasileira. Só não posso imaginar como ele estará na Copa.
Aí, passaria a ser um vidente. Imagino ainda que Mano Menezes vá escalar Kaká nos jogos contra o Iraque e o Japão mais à frente e ao lado de Neymar e Hulk (ou Lucas). Serão três atacantes, sem um centroavante fixo. Oscar seria o terceiro jogador de meio-campo. Kaká, por suas características, sempre foi um meia-atacante, ponta de lança, que apenas volta para receber a bola e, daí, partir em direção ao gol. Ele é um armador apenas no desenho tático, para aparecer na televisão.
Tenho muitas imaginações e nenhuma certeza. Acredito mais na imaginação, na subjetividade, no que ainda não é, mas que poderá ser, do que em verdades racionalizadas e impostas.
Tostão sabe de tudo e mais um pouco de futebol.
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So falta ajeitar o jeito de escrever.
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Não a toa, esse doutor jogava muito futebol! Inteligência é pouca para esse senhor!
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Tostão, é o que há. Nada obstante, diferente dele não consigo mais imaginar o Kaká prosperando na Seleção. Mas, admito que gostaria muito de que mais uma vez o imaginativo do craque/cronista se confirmasse, como se confirmou no caso da permanência do Neimar que ele relatou na Coluna. A reabilitação do kaká seria de extrema importância para o selecionado brasileiro.
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Grande Tostão sempre na mosca.
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