Lecheva decide entre Maranhão e Leandrinho

O volante Junior Maranhão (foto) é o mais cotado para assumir a vaga do titular Vânderson, afastado do jogo de domingo em Juazeiro do Norte-CE porque recebeu o terceiro cartão amarelo diante do Salgueiro. Nos treinos da semana, Maranhão foi testado em diferentes formações experimentadas pelo técnico Lecheva. Outra alternativa é o polivalente Leandrinho, que também treinou na posição. Caso seja confirmada a opção por Maranhão, é provável que Lineker entre no setor de criação ao lado de Alex Gaibu, a fim de garantir mais velocidade ao meio-de-campo. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola) 

Aos pais, órfãos de filhos

Por Noelio Mello

Outro dia, conheci numa loja uma senhora, que entre um choro sentido e palavras angustiadas, entregava para a moça que a atendia vários convites para a missa de dois anos de falecimento de seu único filho homem. Ele que trabalhara naquela loja por um longo tempo, teve, no seu novo emprego, sua vida cerceada aos 26 anos de idade num acidente de moto.
Comovido, esperei a saída daquela mãe e sabendo do gigantismo da sua dor, a chamei para ser naquele instante o seu remanso, seu confidente, numa ousada tentativa de emprestar-lhe o lenço da minha alma, que talvez pudesse recolher suas tristezas e suas desesperanças. Nada fiz por simples curiosidade, mas, sim, porque a vida me ensinou a sofrer e ser solidário com as feridas e as dores alheias.
Como ela, também perdi um filho adolescente há três anos e sabia, portanto, que seu caminho era um chão de fogo de saudades. Tinha a consciência do grande castigo do cortejo das suas dores e do seu infortúnio espiritual.
A princípio éramos duas almas que conversavam sobre as emboscadas da vida. Sobre as traições do destino. Ela ouvia atentamente o que eu queria e precisava lhe dizer e me respondia o que os meus também angustiados ouvidos ansiavam escutar. Nossos corações tatuados pelos cravos das saudades uniram-se em comoventes núpcias.
Ali não mais existiam confessor e confessado. Naquela conversa não havia lugar para pieguismo, nem para as inverdades da alma. Eram apenas dois cúmplices sofrendo no arder das mesmas chagas. Dois pais, carregando nas paredes dos seus corações a dolorosa cor do luto por um filho que partiu.
Enquanto dividíamos nossas tempestades afetivas, contei-lhe o que aprendi nesta minha dura jornada – as tormentas que revolvem as entranhas de pais que perderam um filho só podem ser acalmadas pela bondade e misericórdia divina. Só a mão acariciante de Deus poderá ser o remédio miraculoso para cicatrizar essas feridas. Ela concordou.
Seu nome é Maria José. Lembrei-lhe que seu nome era duplamente santo e de repente já não havia mais pranto naquele diálogo. Disse-me que era encontrista em Marituba, município próximo de Belém, e que era imensa a quantidade de pais que buscam na fé católica, nos encontros dominicais, o bálsamo que possa amenizar esses açoites da vida.
Nossa história é semelhante. Perdemos nossos únicos filhos homens, mas Deus, em sua caridade infinita conserva ao nosso lado, saudáveis e amorosas, as nossas filhas amadas. Não foi preciso consultar nossos corações para sabermos o quanto é infinitamente grandiosa tamanha dádiva divina.
Falamos da efemeridade da vida terrena. Bisbilhotamos o céu azul. Se pudéssemos rasgaríamos seu ventre na tentativa de ver o invisível. Apesar dos passos vacilantes da nossa fé, pensamos no Reino Santo. Respiramos, vindo de muito longe, o aroma de um perfume novo, talvez gerado pela floração da eternidade.
Sem lutar contra o tempo de Deus combinamos continuar amando a vida, nossas filhas, nossos cônjuges e não desacreditar no fantástico momento de um reencontro.
Que todos os pais órfãos do amor de um filho, hoje ressuscitados, seres alados de Deus, mesmo que chorem a cada amanhecer, freiem suas justas revoltas, não desistam da vida e alimentem sempre suas esperanças nos encantamentos de todos os céus. Eu acredito. abençoadamente, eu acredito.

Brasil tem só 3 clubes no Top 100 de torcidas

O futebol brasileiro tem três representantes no levantamento da empresa Pluri Consultoria sobre os clubes com maior média de público no mundo neste ano. Dois (Corinthians e Bahia) jogam na primeira divisão, enquanto o outro (Santa Cruz) está atualmente na terceira. O trio, no entanto, está fora do top dez do ranking. O Santa Cruz é o brasileiro mais bem posicionado, na 39ª colocação, com média de 36,9 mil torcedores por jogo. Depois vem o Corinthians, em 65º, com 29,4 mil, e o Bahia, 100º, com 22,7 mil.

O líder do ranking é o alemão Borussia Dortmund, bicampeão nacional, com média de 80,6 mil pessoas por jogo e índice de 100% de ocupação de seu estádio. Outro clube com índice de 100% de ocupação de seu estádio é o Bayern de Munique, quinto colocado, com média de 69 mil torcedores. Dos outros nove clubes presentes no top dez, apenas um não é europeu: o América do México, com média de 53,8 mil torcedores por jogo e a nona colocação. A Alemanha é a campeã de times entre os cem primeiros: são 22 clubes. A Inglaterra tem 20 e a Espanha, 12. A Itália tem seis times.

Na média, os três clubes brasileiros no top-100 têm 66,3% de ocupação de suas arenas. Entre as 200 maiores médias de público, mais seis brasileiros entram na lista: São Paulo (112º; 21,5 mil), Flamengo (135º; 19 mil), Internacional (143º; 18,2 mil), Coritiba (147º; 18,1 mil), Vasco (172º; 16,9 mil) e Grêmio (184º,; 16,4 mil).

DEZ PRIMEIROS CLUBES COM MAIOR MÉDIA DE PÚBLICO:

1. Borussia Dortmund (Alemanha) – 80.552 por jogo
2. Manchester United (Inglaterra) – 75.387
3. Barcelona (Espanha) – 74.582
4. Real Madrid (Espanha) – 72.316
5. Bayern de Munique (Alemanha) – 69.053
6. Schalke (Alemanha) – 61.218
7. Arsenal (Inglaterra) – 60.000
8. Stuttgart (Alemanha) – 54.359
9 América (México) – 53.750
10. Hertha Berlim (Alemanha) – 53.449

Capitalismo à brasileira FC

Por Juca Kfouri

O Maracanã consome mais de 1 bilhão de reais de dinheiro público para ser privatizado em seguida e recuperar apenas 18% do que investiu com o dinheiro do povo.

Assim é fácil virar um grande empreendedor, sem correr riscos, basta emprestar avião ao governador.

Enquanto isso, erguem-se elefantes brancos em Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal.

E não é preciso ser especialista em nada para saber de antemão, como se sabia no dia em que essas cidades foram escolhidas como sedes da Copa do Mundo de 2014, o tamanho dos elefantes.

A ponto de o brincalhão governador do Mato Grosso ter dito que o estádio de Cuiabá não seria um elefante branco, mas um jacaré verde.

Você sabe quantos times dessas quatro cidades disputam a Série A do Brasileirão?

Nenhum.

E da Série B?

Apenas dois, o América e o ABC potiguares.

Se já não faz sentido botar dinheiro público em estádios particulares como os do Corinthians, Inter e Atlético Paranaense, menos ainda faz dar o Maracanã e o  Mineirão de presente ao capital privado sem a devida remuneração.

Não que seja mesmo função do Estado administrar estádios de futebol, ou arenas multiuso como se diz hoje em dia.

Mas o mínimo que se espera de governantes responsáveis, e acima de quaisquer suspeitas, é não fazer caridade com o chapéu do povo.

Não teria sido mais honesto e transparente chamar a iniciativa privada para concorrer antes de começar as obras?

Ou não se prometeu a “Copa da iniciativa privada”?

A frase do dia

”Isso irrita. Todos falam da arbitragem, já fomos prejudicados e também já tivemos erros a nosso favor. Todo mundo reclama, todo mundo fala. O próprio Atlético-MG fala muito, o Cuca falou bastante. Todo mundo fica voltado para o primeiro colocado, tentando desestabilizar”. 

De Deco, meio-campista do Fluminense, chateado com as insinuações de ajuda da arbitragem ao Tricolor.