Papão x Salgueiro será em Paragominas

A CBF confirmou na tarde desta terça-feira a Arena Verde, em Paragominas, como local do jogo Paissandu x Salgueiro no dia 21 de outubro, às 16h. Será o cumprimento do primeiro mando de campo perdido pelo Papão. O segundo jogo da punição será programado para a segunda fase do campeonato, caso o clube paraense se classifique.

Che Guevara, o guerrilheiro heróico e romântico

O líder guerrilheiro Ernesto Che Guevara é lembrado nesta segunda-feira (8), aniversário de 45 anos de seu assassinato por forças reacionárias na Bolívia. Em Cuba, a data é lembrada em toda a ilha, segundo noticiado no jornal Gramna – Che foi ministro da Indústria e dirigiu o Banco Nacional. Professores, estudantes e artistas renderam homenagens com discursos, música e lembrando seu pensamento crítico. Guevara foi morto em 8 de outubro de 1967 quando lutava na Bolívia depois de voltar do Congo, África, onde também lutou ao lado do povo. Em 1997, seus restos mortais foram trasladados para a cidade cubana de Santa Clara, onde ganhou um mausoléu. Na ilha, o “Guerrilheiro Heróico”, como é chamado, é lembrado em símbolos pátrios e monumentos. No mundo inteiro, a imagem e a história de Che tornaram-se ícones da cultura pop, ilustrando roupas, painéis e até bandeiras de torcidas nos estádios de futebol.

Che não foi apenas um heróico guerrilheiro, um lutador que entregou sua vida pela libertação dos povos da América Latina, um dirigente revolucionário que fez algo sem precedentes na história; deixou todos seus cargos para retomar o fuzil contra o imperialismo. Ele foi também um pensador, um homem de reflexão que nunca deixou de ler e escrever, aproveitando qualquer pausa entra duas batalhas para ter à mão caneta e papel. O seu pensamento faz dele um dos mais importantes renovadores do marxismo na América Latina, talvez o mais importante desde José Carlos Mariátegui

É importante observar que, na América latina, durante anos e décadas, o marxismo serviu como justificativa a uma política reformista de subordinação do movimento operário à aliança com uma suposta “burguesia nacional”, com vistas a uma suposta “revolução democrática, nacional e antifeudal” ([Victorio] Codovilla, para mencionar apenas um nome simbólico de todo um sistema político de corte stalinista).

Em sua “Mensagem à tricontinental” (1966), Guevara cortou o nó górdio que atava pés e mãos dos explorados: “As burguesias autóctones perderam toda sua capacidade de oposição ao imperialismo – se alguma vez a tiveram – e constituem apenas sua retaguarda. Não há mais mudanças a serem feitas: ou revolução socialista ou a caricatura de revolução”.

Todos os escritos e discursos marxistas de Che, de 1959 até sua morte, seja sobre a realidade latino-americana, sobre a guerra de guerrilhas, sobre a luta internacional contra o imperialismo, sobre os problemas econômicos de Cuba, possuem um objetivo central, concreto e urgente: a transformação revolucionária da sociedade. Insistiu-se muito sobre a teoria do foco guerrilheiro nos escritos de Che. Mas ele sabia que a revolução social é uma tarefa não apenas de uma – indispensável – vanguarda, mas das grandes maiorias: são “as massas (as que) fazem a história como um conjunto consciente de indivíduos que lutam por uma mesma causa (…) que lutam para sair do reino da necessidade e passar ao reino da liberdade”. (Com informações do site Militância Viva e da Folha S. Paulo)

A frase do dia

“Cheguei a assinar um contrato com o SBT, mas tinha uma cláusula em que o Silvio Santos não poderia apitar na programação. No mesmo dia, de madrugada, o Silvio me ligou e disse que não podia aceitar a cláusula. Desfizemos o acordo. Ele não deve ter dormido, pensando em deixar de mandar no SBT, e eu não estava dormindo, pensando em como ia mandar na TV do Silvio Santos [risos].”

De José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor geral da Rede Globo.

Ganhos e perdas

Por Janio de Freitas

Deu exatinho: na última sessão de julgamento antes das eleições, José Dirceu e José Genoino em pauta para receber condenações. O ministro Ayres Britto e seu antecessor na presidência do Supremo Tribunal Federal, Cezar Peluso, sempre guardiães do princípio do apartidarismo no Judiciário, não contariam com a coincidência precisa quando articulado o início, um tanto às pressas, da agenda para o julgamento.

Na ocasião, não custa lembrar, a pressa e a consequente pressão sobre o ministro revisor, para dar a revisão por concluída, justificaram-se com a coleta de um voto inicial de Peluso, que logo se aposentadoria. Voto em item secundário do processo e sem influência no julgamento, mas satisfatório para Peluso e proveitoso para o tribunal.

Se e como o julgamento do mensalão influiu no primeiro turno das eleições, será ainda discutido por algumas semanas.

Mas, para o segundo turno, parece sob medida para a agressividade de José Serra, na disputa com que São Paulo anima estas eleições. A propósito, a Polícia Federal ainda não deu sua colaboração à disputa, como fez em duas eleições anteriores. Não só por isso, a situação mais original não se deu em São Paulo, e está à margem da pinimba PSDB-PT, com ou sem PF.

O PSB é o partido que pode se considerar vitorioso político nas eleições em geral, e para tanto contribui muito a reeleição imediata de Márcio Lacerda como prefeito de Belo Horizonte.

Houve aí o êxito consagrador também do patrono de Lacerda: Aécio Neves se fortaleceu, como aspirante do PSDB à eleição presidencial de 2014, contrapondo-se a Lula, Dilma Rousseff e ao PT para eleger o candidato do PSB. Com isso, porém, a vitória do PSB tem uma face de derrota, porque seu presidente, o governador pernambucano Eduardo Campos, é o potencial adversário do fortalecido Aécio Neves na aspiração de derrotar Dilma.

Em termos aritméticos, incluída a contagem de vereadores, o PMDB confirma-se como a força incomparável em âmbito nacional e como fenômeno político, pela incapacidade de transformar tamanha força em conquista do poder central.

Sem as decisões do segundo turno em 17 capitais, sempre sujeitas a reviravoltas, ainda não há um quadro da distribuição de forças estaduais e de sua possível influência até 2014, que é o aspecto de maior interesse político para as regiões e no plano federal. Ainda assim, no varejo impressionam a ocorrência de uma só conquista do PT em primeiro turno de capital, na Goiânia onde nunca fora forte, e a acentuação do seu refluxo em Porto Alegre.

Acarinhados pela chegada de José Serra ao segundo turno, os meios de comunicação brasileiros sofreram, no entanto, uma derrota eleitoral: Hugo Chávez se reelegeu na Venezuela. Mas logo mais há mensalão outra vez.

Os méritos de Lecheva

Por Gerson Nogueira

O melhor técnico do Paissandu na temporada estava o tempo todo por perto, mas os dirigentes estavam entretidos demais com outras coisas e não prestavam atenção. Na verdade, ele talvez até fosse notado, mas o velho hábito provinciano de preferir figurões sempre acabava dando as cartas. Foi assim que Lecheva ficou em segundo plano para que o clube contratasse Roberval Davino e Givanildo Oliveira, com resultados pífios na Série C.

Curiosamente, sempre que Lecheva assumiu o comando o rendimento da equipe melhorou. Mas insistiam em não enxergar isso. Na Copa do Brasil, conduziu o Paissandu a uma campanha digna, com pelo menos duas vitórias expressivas contra o Sport. A segunda, na Ilha do Retiro, foi apenas a melhor apresentação de um clube paraense nos últimos anos.

Voltou a quebrar galho durante a Série C, substituindo a Roberval Davino contra o Cuiabá e garantindo a vitória antes de passar o bastão para Givanildo Oliveira. Com a saída deste, assumiu novamente a equipe, empatando contra o Águia em jogo que o Paissandu mereceu ganhar. A vitória viria, em forma de goleada incontestável, diante do Treze, no último sábado.

Sob sua batuta, até jogadores execrados pela torcida voltaram a render. Rafael Oliveira fez gols, Kiros marcou três vezes em dois jogos e Moisés finalmente acertou o pé. Na prática, a equipe toda demonstra evolução e um comprometimento maior.

Há a clara disposição de encontrar o caminho das vitórias. Não significa que os jogadores estivessem desinteressados ou fazendo corpo mole sob a direção de outros treinadores. Acontece que Lecheva jogou com a maioria dos atletas do atual elenco. Tem o respeito de todos e, acima de tudo, aprendeu a desenvolver o talento para harmonizar o ambiente.

Em conversa, durante o programa Bola na Torre, Lecheva – que é formado em Educação Física e está cursando Recursos Humanos – admitiu ter o elenco na mão, graças ao diálogo com todos. Citou o sério e franco Givanildo como uma de suas grandes influências na nova carreira.

Mais do que cobrar produção dos jogadores, Lecheva sabe que um dos segredos para fazer o Paissandu entrar nos eixos é passar confiança ao grupo. Rafael Oliveira, que vivia um inferno astral na Curuzu, foi chamado para um papo com o treinador e mostrou-se pronto a colaborar. Quando foi lançado, no segundo tempo do jogo de sábado, aproveitou muito bem as chances surgidas.

No primeiro gol (o terceiro do Paissandu), recebeu dentro da área e, diante de dois zagueiros inimigos, teve calma e serenidade para a finta e o chute sem defesa para o goleiro paraibano. Em outros tempos, sob pressão das arquibancadas, teria se afobado e precipitado o chute.

A liberdade dada a Tiago Potiguar, que não tem obrigação de marcar como os demais, é outro ponto positivo da efetivação de Lecheva. Consciente de que o meia é um dos mais talentosos da equipe, o técnico permite que se aproxime do ataque, sem preocupações com o bloqueio no meio-campo.

Quando um time consegue superar até uma inesperada crise intestinal coletiva, o papel do comandante tem que ser reconhecido. É claro que o Paissandu não se transformou, do dia pra noite, no melhor time da Série C. Mas é inegável que voltou a ser um time competitivo e aguerrido, do jeito que o torcedor gosta e espera. Méritos de Lecheva, sem dúvida.

————————————————————–

Os boleiros estão mais politizados e começam a invadir a grande área legislativa. Na verdade, sempre houve jogador buscando sair das quatro linhas do gramado para invadir a seara parlamentar. Entre nós, vários se deram bem, embora quase sempre por períodos curtos de mandato.

O primeiro foi Neves, ponteiro azulino que fez história nos anos 60. Era ídolo da torcida pela força de seus dribles e arrancadas e foi recompensado recebendo sempre votações consagradoras para a Câmara Municipal de Belém. Anos depois, o atacante Mesquita também chegou lá, impulsionado pelas grandes jornadas com a camisa do Remo.

Nos últimos anos, depois da conquista do Paissandu na Copa dos Campeões, o ídolo Vandick foi ungido pelos votos da Fiel, elegendo-se repetidamente para a Câmara. Outro que obteve sucesso foi o também goleador Robgol, eleito deputado estadual, mas alvejado em pleno voo parlamentar.

Nesta eleição, Zé Augusto, símbolo da raça bicolor, bateu na trave em sua primeira tentativa. Teve, porém, desempenho expressivo nas urnas. Enquanto isso, cartolas, como Amaro Klautau, amargaram a reprovação clara do eleitor.

————————————————————–

Na mesma proporção em que Mano Menezes glorifica o apenas mediano Hulk na Seleção Brasileira, diminuem minhas esperanças quanto ao êxito do Brasil na Copa de 2014. Quando o escrete passa a depender de um jogador limitado tecnicamente, cuja principal virtude é a força, há certamente algo de muito errado no próprio conceito de futebol moderno. Ainda mais quando os inimigos – Espanha, Argentina e Alemanha – marcham em direção oposta, prestigiando seus melhores talentos.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 09)

Goleiro passa por artroscopia e só volta em 2013

O goleiro Dalton (ao lado), do Paissandu, foi submetido a uma artroscopia no ombro direito no final da tarde desta segunda-feira (8). O procedimento cirúrgico foi realizado no hospital Porto Dias, durou cerca de uma hora e foi comandado pela equipe do médico Jean Klay S. Machado. Foi a segunda intervenção cirúrgica na carreira do goleiro, que há 9 anos passou por outra artroscopia, porém no joelho esquerdo.

“Estou me sentindo muito bem, com um pouco de sono, mas isso é devido à anestesia. Fui muito bem tratado por toda a equipe do hospital”, disse Dalton. Segundo o departamento médico do clube, o goleiro passa bem e deve receber alta já na manhã desta terça-feira (9). Depois, ficará em repouso durante uma semana, para então iniciar a fisioterapia, período ao qual terá de se dedicar por aproximadamente 6 meses.

Dalton se machucou em choque com a trave durante a partida entre Águia e Paissandu, realizada no estádio Zinho Oliveira e válida pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Série C 2012 (foto acima). “Na hora do choque com a trave passou logo na minha cabeça o medo em ter que ficar de fora dos jogos decisivos, pois na hora eu senti que era grave, mas não imaginava que seria a ponto de ter que passar por uma cirurgia”, disse o goleiro.

Além de Dalton, os jogadores Paulo Rafael, Paulo Wanzeller, Adson, Jairinho e Billy estão no departamento médico bicolor, sendo que todos já na fase da fisioterapia. (Com informações da Ascom/PSC)