A Federação Paraense de Futebol anunciou na manhã desta quinta-feira o novo horário do jogo Remo x Cametá pelas finais do Parazão: será na segunda-feira, às 20h30, no estádio Edgar Proença. Anteriormente, estava previsto para 20h. Não satisfeita, a FPF queria também alterar a data do segundo jogo da final, marcado para domingo, 11, transferindo-o para segunda, 12. O Remo não aceitou e a partida será realizada mesmo no Dia das Mães, às 17h.
Mês: maio 2012
GP de Atletismo reunirá atletas de mais de 20 países
O Grande Prêmio Internacional Caixa/Governo do Pará, que será disputado no próximo domingo 6, a partir das 08h30, no estádio olímpico Edgar Proença (Mangueirão), reunirá pelo menos 40 atletas, entre os 50 mais bem colocados no ranking mundial, de acordo com lista de participantes do Meeting, divulgada pelos organizadores. A organização fez algumas adequações no programa-horário. A competição terá 15 provas, sendo sete masculinas e oito femininas. No total, mais de 20 países estarão representados por 128 atletas no GP de Belém, que marca a abertura do Brazilian Athletics Tour-2012, principal circuito do Atletismo latino-americano.
Entre os brasileiros, são várias as atrações do GP, caso de Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância. Outro nome é o campeão mundial indoor do salto em distância masculino, Mauro Vinícius da Silva, o Duda. Também estão confirmados os velocistas Bruno Lins e Ana Cláudia Lemos, pré-convocados para a Olimpíada de Londres, além de Sandro Viana, que na semana passada fez o índice para os Jogos nos 200 m. Keila Costa, que competirá no salto em distância no Mangueirão em busca do índice, que já tem no triplo.
Entre os atletas do exterior, um destaque é a nigeriana Oludamola Osayomi, número 8 do mundo nos 100 m. Ela conseguiu 10.99 no GP São Paulo/Caixa do ano passado. Campeã do ano passado em Belém, ela tentará o bi nos 100 m e correrá ainda os 200 m. Outra forte concorrente nos 100 m é a norte-americana Alexandria Anderson, 10ª do mundo, com 11.01. (Com informações da assessoria de imprensa)
Capa do Bola, edição de quinta-feira, 03
Os vingadores em ação
Por Gerson Nogueira
Dá para reverter a diferença de três gols? Os desfalques enfraquecem muito o Coritiba? Vânderson joga e Neto fica no banco? Paulo Rafael faz muita falta? Será possível igualar os 40 mil torcedores do jogo do Remo? Lecheva continuará no comando se o Paissandu não se classificar? Tantas perguntas em torno de um jogo que, inicialmente, parecia apenas cumprimento de tabela. Sinal de que há muita esperança pairando no ar.
Há uma semana, depois da goleada no estádio Couto Pereira, tudo fazia crer que a parada estava inapelavelmente decidida em favor dos paranaenses. Poucos ousariam apostar, de verdade, numa reação do Paissandu diante da diferença imposta no primeiro jogo. Afinal, o próprio time saiu de campo cabisbaixo, sorumbático, após o mau resultado.
Alguns elementos, porém, contribuíram para reduzir o peso da responsabilidade e aumentar a carga de confiança da torcida e dos jogadores. O mais notório foi o entrevero entre o meia Harisson e um repórter de rádio curitibano, que mexeu com os brios alvicelestes.
Harisson, diante da incredulidade do radialista, afirmou que a torcida do Paissandu é maior que a do Coritiba e que ajudaria o time a se classificar no Mangueirão. O episódio, reproduzido nas redes sociais, impulsionou a mobilização dos torcedores e deve garantir a presença de um público superior a 30 mil pessoas.
Todo esse entusiasmo não arrefeceu nem mesmo diante das trapalhadas da diretoria, que inventou uma promoção de ingressos a R$ 10,00, recolheu os bilhetes antes do tempo e não cumpriu o prometido de manter o preço mais baixo até 18h de ontem.
Outro fator responsável pela reação da torcida foi, seguramente, o exemplo do maior rival, que levou 40 mil pessoas ao Mangueirão na decisão do returno, no último domingo. O exemplo do vizinho pode ter atiçado ainda mais a torcida Fiel a se manifestar.
Como a torcida está fazendo sua parte, resta ao time de Lecheva corresponder dentro de campo. Mais que obter a vaga, é fundamental que mostre gana e alma. Precisa estar, pelo menos, à altura da esperança cega que move a massa.
A formação desenhada por Lecheva traz Jairinho de volta à lateral e efetiva Harisson no meio-de-campo. Vânderson deve ser mantido e o ataque terá Rafael Oliveira e, provavelmente, Adriano Magrão.
Ainda prefiro Neto ao lado de Billy no meio, com Harisson na armação. No ataque, Potiguar, Rafael Oliveira e Héliton.
O Real Madri sagrou-se campeão espanhol em pleno apogeu de seu maior rival, Barcelona. Os lusos Cristiano Ronaldo e José Mourinho estão nos braços da galera merengue enquanto o brasileiro Kaká, endeusado pela mídia paulistana, não foi sequer lembrado para aquele protocolar encerramento de jogo, os 10 ou 15 minutos que reservas de luxo ganham para ficar em paz com a torcida.
Mourinho não confia e nem quer o brasileiro no elenco. Aturou Kaká porque tem um salário de estrela e não apareceu clube interessado em contratá-lo. As contusões seguidas e a conseqüente dificuldade do meia-armador em arrancar com a bola, sua principal característica, fecharam as portas do Santiago Bernabeu para ele. A saída, honrosa ou não, é apenas questão de dias.
Essa situação dá bem a dimensão do nível atual do futebol brasileiro. Renegado pelo Real, Kaká é apontado por quase todos os técnicos como possível titular da Seleção na Copa de 2014. Valha-nos quem?, perguntaria o implacável Comendador Raymundo Mário Sobral.
Depois de ter sido anunciado com pompa e circunstância como novo homem-forte do futebol alviceleste, logo no começo do returno, o ex-deputado Robgol sumiu e aparentemente não pertence mais ao departamento de futebol do clube. Com as funções esvaziadas pelo próprio presidente Luiz Omar, segundo fontes do próprio clube, o eterno artilheiro perdeu interesse e decidiu sair de cena. O estranho é que não houve qualquer comunicação oficial sobre seu desligamento ou possível licença. Na prática, Robgol não dá as caras na Curuzu há mais de um mês.
(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quinta-feira, 03)
Capa do DIÁRIO, edição de quinta-feira, 03
A frase do dia
“A sensação da tribuna é que ele operou o time do Corinthians. Quero arbitragem séria para que ganhe aquele que jogar melhor. O que foi feito aqui hoje foi um desrespeito ao desporto mundial. É uma vergonha isso. O árbitro é ruim. A Conmebol tem que punir esse árbitro, afastá-lo. É incompetente. Não quero que aconteça mais isso”.
De Mário Gobbi, presidente do Corinthians, revoltado com a arbitragem de José Buitrago (Colômbia) no empate com o Emelec no Equador.
Árbitro do jogo tem, pelo menos, 100 anos de perdão.
Rock na madrugada – Clapton/Beck, Moon River
Prezado amigo Afonsinho
Por Francisco Alves Filho – CartaCapital
Para quem se inspira no futebol atual, coalhado de craques tão milionários quanto alienados, pode ser incompreensível a trajetória do ex-jogador Afonso Celso Garcia Reis, o Afonsinho. Apesar do estilo de jogo refinado e toque de bola impecável exibidos em grandes clubes brasileiros (Botafogo, Flamengo, Fluminense e Santos, entre outros), Afonsinho ficou conhecido por ter sido o pioneiro na luta pelo passe livre. Isso em pleno ano de 1971, com a ditadura a todo vapor. No Botafogo, primeiro liderou os companheiros de time em uma campanha pelo pagamento de prêmios atrasados. Algum tempo depois, foi impedido pela diretoria alvinegra de jogar enquanto mantivesse o visual “subversivo”: cabelo comprido e barba. Indignado com a arbitrariedade, entrou na Justiça em busca do passe livre. E ganhou. Sua atitude abriu caminho para outros jogadores lutarem por direitos trabalhistas e mereceu de Gilberto Gil a música Meio de Campo (“Prezado Amigo Afonsinho, eu continuo aqui mesmo…”, diz a primeira frase). A partir de maio, Afonsinho assumirá a coluna Pênalti em CartaCapital, espaço ocupado por mais de uma década por Sócrates, morto em dezembro passado. Há muita semelhança entre os dois craques: ambos cursaram Medicina, eram amigos e usaram o futebol como instrumento de defesa da cidadania. “Sócrates tinha posições bem claras. Sou mais intuitivo”, compara o ex-jogador de 65 anos, que se diz profundamente honrado em substituir o “Doutor” nas páginas da revista. (A seguir, trechos da entrevista)
CC: Há um paralelo entre a Democracia Corintiana e a sua luta pelo passe livre?
Afonsinho: A minha atitude em relação ao passe tinha a ver com a situação política do momento. Aquelas discussões tiveram importância porque era tudo fechado, então foi uma oportunidade de se abrir um espaço de debate. Aquilo tomou um vulto muito grande. Chegou ao ponto de as dondocas da sociedade discutirem o que achavam de um jogador usar barba e cabelo grande.
CC: O senhor já tinha participação política, não é?
Afonsinho: Estava na faculdade de Medicina quando o estudante Edson Luiz foi morto. Participei da missa dele. Sempre tive atuação política. Cheguei a participar de uma reunião onde foi discutida abertamente a possibilidade de entrar para a luta armada. Não fui porque eu e alguns outros não tínhamos a menor condição prática de entrar numa dessas.
CC: Como a ditadura mexeu com o futebol?
Afonsinho: O Brasil ganhou a Copa de 70 e depois ficou 24 anos sem ser campeão mundial. Há quem atribua a Jules Rimet ao regime. Para mim, aquela Copa é uma vitória da geração de 58 e 62, a própria formação dos jogadores foi baseada nessas equipes. Ninguém comenta o jejum de mais de duas décadas como consequência da ditadura.
CC: O modelo da CBF ainda tem muito da antiga CBD, não?
Afonsinho: É uma coisa terrível, porque a organização do futebol é medieval. O sistema de ligas, federações e confederações é estruturado dessa forma anacrônica. Isso persiste. Na federação mineira era o coronel Guilherme. Ele saiu ficou o filho. Na Paraíba, saiu o coronel de lá e ficou a mulher. Continua assim.
CC: O que acha do futebol ter se tornado um meganegócio em todo o mundo?
Afonsinho: O volume de dinheiro explodiu, mas à medida que injetam mais recursos no futebol, o espetáculo empobrece. Independentemente do tipo de organização, o clube é a razão de ser, pelos torcedores que mobiliza. Se o cartola vende a camisa de um clube para uma determinada marca, é o torcedor sendo visto como consumidor. E qual a participação dele quando se decide o horário dos jogos, qual emissora vai transmitir, qual a cor da bola? Quando o dirigente vende a transmissão ou a camisa para uma marca de fabricante, está negociando o torcedor. E o cara não tem nenhuma participação ativa nisso.
Coritiba treina no Mangueirão (by Mário Quadros)
Os convocados para a grande batalha
Torcida reclama do preço do ingresso
Muitos torcedores do Paissandu telefonaram para a redação do DIÁRIO reclamando que nos pontos de venda de ingresso a cobrança já é de R$ 15,00 para arquibancada. A diretoria havia anunciado que a promoção de ingresso a R$ 10,00 valia até esta quarta-feira. À tarde, na Curuzu, houve grande procura por ingressos nas bilheterias do estádio. (Foto: MÁRIO QUADROS/Bola)
Guerreiro do Arco-Íris aberto a visitação
O novo Guerreiro do Arco-Íris estará em Belém neste final de semana (dias 5 e 6 de maio). Tinindo de novo – foi inaugurado em outubro do ano passado -, ele representa o que há de mais moderno e sustentável em termos de navegação e, enquanto estiver no Brasil, servirá como plataforma para as campanhas do Greenpeace. Além disso, sua vinda marca o aniversário de 20 anos da organização no Brasil. O público terá a oportunidade de subir a bordo, conhecer a tripulação deste ícone da proteção ambiental e saber mais sobre as campanhas do Greenpeace Brasil, como a petição pelo Desmatamento Zero. Para aqueles que desejam assinar a petição, é importante trazer o título de eleitor. A entrada é gratuita.
O Greenpeace é uma organização global e independente que atua para defender o ambiente e promover a paz, inspirando as pessoas a mudarem atitudes e comportamentos. Investigando, expondo e confrontando crimes ambientais, desafiamos os tomadores de decisão a rever suas posições e adotar novos conceitos. Também defendemos soluções economicamente viáveis e socialmente justas, que ofereçam esperança para esta e para as futuras gerações.
Horários: Das 10h às 17h. Endereço: Praça da Escadinha – Estação das Docas.








