Do fundo do baú: carta de João Ubaldo a FHC

Em 25 de outubro de 1998

Senhor Presidente,

Antes de mais nada, quero tornar a parabenizá-lo pela sua vitória estrondosa nas urnas. Eu não gostei do resultado, como, aliás, não gosto do senhor, embora afirme isto com respeito. Explicito este meu respeito em dois motivos, por ordem de importância. O primeiro deles é que, como qualquer semelhante nosso, inclusive os milhões de miseráveis que o senhor volta a presidir, o senhor merece intrinsecamente o meu respeito. O segundo motivo é que o senhor incorpora uma instituição basilar de nosso sistema político, que é a Presidência da República, e eu devo respeito a essa instituição e jamais a insultaria, fosse o senhor ou qualquer outro seu ocupante legítimo. Talvez o senhor nem leia o que agora escrevo e, certamente, estará se lixando para um besta de um assim chamado intelectual, mero autor de uns pares de livros e de uns milhares de crônicas que jamais lhe causarão mossa. Mas eu quero dar meu recadinho.

Respeito também o senhor porque sei que meu respeito, ainda que talvez seja relutante privadamente, me é retribuído e não o faria abdicar de alguns compromissos com que, justiça seja feita, o senhor há mantido em sua vida pública – o mais importante dos quais é com a liberdade de expressão e opinião. O senhor, contudo, em quem antes votei, me traiu, assim como traiu muitos outros como eu. Ainda que obscuramente, sou do mesmo ramo profissional que o senhor, pois ensinei ciência política em universidades da Bahia e sei que o senhor é um sociólogo medíocre, cujo livro O Modelo Político Brasileiro me pareceu um amontoado de obviedades que não fizeram, nem fazem, falta ao nosso pensamento sociológico. Mas, como dizia antigo personagem de Jô Soares, eu acreditei.

O senhor entrou para a História não só como nosso presidente, como o primeiro a ser reeleito. Parabéns, outra vez, mas o senhor nos traiu. O senhor era admirado por gente como eu, em função de uma postura ética e política que o levou ao exílio e ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos, ou pelo menos nós pensávamos que o senhor acreditava, da mesma forma que hoje acha mais conveniente professar crença em Deus do que negá-la, como antes. Em determinados momentos de seu governo, o senhor chegou a fazer críticas, às vezes acirradas, a seu próprio governo, como se não fosse o senhor seu mandatário principal. O senhor, que já passou pelo ridículo de sentar-se na cadeira do prefeito de São Paulo, na convicção de que já estava eleito, hoje pensa que é um político competente e, possivelmente, tem Maquiavel na cabeceira da cama. O senhor não é uma coisa nem outra, o buraco é bem mais embaixo. Político competente é Antônio Carlos Magalhães, que manda no Brasil e, como já disse aqui, se ele fosse candidato, votaria nele e lhe continuaria a fazer oposição, mas pelo menos ele seria um presidente bem mais macho que o senhor.

Não gosto do senhor, mas não tenho ódio, é apenas uma divergência histórico-glandular. O senhor assumiu o governo em cima de um plano financeiro que o senhor sabe que não é seu, até porque lhe falta competência até para entendê-lo em sua inteireza e hoje, levado em grande parte por esse plano, nos governa novamente. Como já disse na semana passada, não lhe quero mal, desejo até grande sucesso para o senhor em sua próxima gestão, não, claro, por sua causa, mas por causa do povo brasileiro, pelo qual tenho tanto amor que agora mesmo, enquanto escrevo, estou chorando.

Eu ouso lembrar ao senhor, que tanto brilha, ao falar francês ou espanhol (inglês eu falo melhor, pode crer) em suas idas e vindas pelo mundo, à nossa custa, que o senhor é o presidente de um povo miserável, com umas das mais iníquas distribuições de renda do planeta. Ouso lembrar que um dos feitos mais memoráveis de seu governo, que ora se passa para que outro se inicie, foi o socorro, igualmente a nossa custa, a bancos ladrões, cujos responsáveis permanecem e permanecerão impunes. Ouso dizer que o senhor não fez nada que o engrandeça junto aos corações de muitos compatriotas, como eu. Ouso recordar que o senhor, numa demonstração inacreditável de insensibilidade, aconselhou a todos os brasileiros que fizessem check-ups médicos regulares. Ouso rememorar o senhor chamando os aposentados brasileiros de vagabundos. Claro, o senhor foi consagrado nas urnas pelo povo e não serei eu que terei a arrogância de dizer que estou certo e o povo está errado. Como já pedi na semana passada, Deus o assista, presidente. Paradoxal como pareça, eu torço pelo senhor, porque torço pelo povo de famintos, esfarrapados, humilhados, injustiçados e desgraçados, com o qual o senhor, em seu palácio, não convive, mas eu, que inclusive sou nordestino, conheço muito bem. E ouso recear que, depois de novamente empossado, o senhor minta outra vez e traga tantas ou mais desditas à classe média do que seu antecessor que hoje vive em Miami.

Já trocamos duas ou três palavras, quando nos vimos em solenidades da Academia Brasileira de Letras. Se o senhor, ao por acaso estar lá outra vez, dignar-se a me estender a mão, eu a apertarei deferentemente, pois não desacato o presidente de meu país. Mas não é necessário que o senhor passe por esse constrangimento, pois, do mesmo jeito que o senhor pode fingir que não me vê, a mesma coisa posso eu fazer. E, falando na Academia, me ocorre agora que o senhor venha a querer coroar sua carreira de glórias entrando para ela. Sou um pouco mais mocinho do que o senhor e não tenho nenhum poder, a não ser afetivo, sobre meus queridos confrades. Mas, se na ocasião eu tiver algum outro poder, o senhor só entra lá na minha vaga, com direito a meu lugar no mausoléu dos imortais.

Escrita por João Ubaldo Ribeiro, cronista e escritor baiano, membro da Academia Brasileira de Letras

34 comentários em “Do fundo do baú: carta de João Ubaldo a FHC

    1. Desculpe informá-lo só agora, caro Berlli. João Ubaldo Ribeiro é um dos maiores escritores brasleiros, com uma coleção admirável de obras, entre as quais “Viva o Povo Brasileiro!”. Um grande cérebro, um orgulho da raça. Não concordo com tudo que ele diz nessa carta aberta, mas aprovo boa parte, obviamente. Quanto a críticas ao Lula, já as publiquei e publicarei de novo. Só precisam ser consistentes e de boa lavra.

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      1. O que eu posso assegurar Gerson, é que sendo você mais intelecto que eu, possa melhor definir esse Ubaldo, que se tivesse ele (UBALDO) a grandeza, não cometeria o cúmulo de ser expor ao rídiculo, que sua própria carta acusa, de se sentir inferior a FHC, cuja sapeência é inquestionável, como é a de lula, embora haja disparidade entre ambos. Você deve imaginar que eu seja um ferrenho admirador do FHC, mas este protesto é contra a covardia que muitos se valem de ser um pouco a mais que outros simplistas, como eu, e querer aparecer mais que o formato do seu cotorno, como procedeu este Ubaldo, que hoje conheci de nome. Estou certo que FHC deve ter se divertido com tal encomenda.

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    2. Vi e Li colocações de uma pessoa que se acha extremamente culta (em sua arrogância) que não concorda que outra tão arrogante quanto a anterior seja ou diga-se ser melhor que qualquer outra, pricipamete quando pleiteia a ABL.

      Mas uma coisa é certa, os livros de FHC são muitos rasteiros e óbvios.

      Colocações do tipo: sem aspas, o melhor remédio pra sede é a agua ou abre-se os olhos quando se acorda é dose pra elefante!!!

      JUR é um grande escritor, e só!

      Expressar opiniões políticas, torna-o um desastre!

      MAS, como falou de FHC, eu gostei é claro!

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  1. Em tempo Gerson. Não há necessidade, nem tinha reparado o título. Quem é esse João Ubaudo? Quando você Gerson, publicar algo contra o LULA eu pago uma grade de gelada.

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  2. É Gerson. Interessantíssima esta carta de Ribeiro. Mas, quanto ao exílio de FHC no exterior, que segundo Ribeiro foi “em função de uma postura ética e política (…) que o levou (…)ao sofrimento em nome de causas em que acreditávamos”, há controvérsias. Segundo a pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders, charfundando em documentos oficiais e entrevistas com ex-diretores da CIA, cita FCH nominalmente em seu Livro “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura “, dando margem para a crença de que a ida do ex-presidente ao exterior foi por “motivos” não tão éticos como faz crer Ribeiro…

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  3. Mesmo como um simples desintelectualizado, achei que Ubaldo disse a verdade. Só discordo quanto ao seu voto, que seria em ACM, que é bem pior que FHC, em todos os sentidos, embora eu não goste de FHC tanto quanto ele. Realmente FHC na Academia, só depois que todos os seus membros estejam falecidos.

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    1. Caro Luiz Antonio, também acho que o João Ubaldo só errou nesse voto explicitamente declarado pelo Malvadeza. Quanto ao Farol de Alexandria, colocações irretocáveis.

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      1. gerson, vou seguir o conselho do amigo Tavernard e dar este assunto por encerrado. Não vale a pena discutir coisas menores.

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  4. Eu acredito que cada um tem o livre arbítrio de escrever sobre alguém, que é público , esta carta vem à tona depois que os escritor João Ubaldo, se declarou opositor a FHC, que pleiteia neste momento, uma vaga na Academia Brasileira de Letras. Talvez o autor também pudesse escrever sobre José Sarney, outro Imortal da Academia, que por “obras duvidosas” , tem sua cadeira nesta casa , assim como Ivo Pitangui. Agora passado todos estes ano será que João Ubaldo ainda pensa sobre FHC , como pensava no ano em que escreveu este artigo.

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  5. Nada contra o artigo-carta do João Ubaldo. Lamento apenas ser dirigida a um unico destinatário. Outros endereços e destinatários deveriam ter sido lembrados no momento da remessa.
    Não sendo “tucano” nem “petelho” (combatentes que precisam de ajuda de outros ditosos) não transformei em arquivo implacável o testo do bom bahiano de Itaparica.

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    1. Caro Tavernard, o João Ubaldo Ribeiro é um livre pensador, daqueles que ficam sempre muito atentos para o comportamento dos presidentes, não tolerando quando eles faltam com a verdade.
      Observe o que ele falou de sua tribuna no Estadão sobre um certo ex-operário, 10 anos depois da carta que escreveu ao FHC. De minha parte, afora alguns excessos decorrentes das licenças poéticas de que o JUR é titular, concordo com o que ele falou sobre ambos os destinatários. Espero que a moderação do blog poste na íntegra. Mas, caso assim não seja, vou compreender perfeitamente, pois o texto é realmente muito extenso. Aí, vai:

      João Ubaldo Ribeiro
      Pode ser que ele esteja maluco
      22/06/2008
      Sei que, para os lulistas religiosos, a ressalva preliminar que vou fazer não adiantará nada. Pode ser até tida na conta de insulto ou deboche, entre as inúmeras blasfêmias que eles acham que eu cometo, sempre que exponho alguma restrição ao presidente da República. Mas tenho que fazê-la, por ser necessária, além de categoricamente sincera. Ao sugerir, como logo adiante, que ele não está regulando bem do juízo, ajo com todo o respeito. Dizer que alguém está maluco, principalmente alguém tido como sagrado, pode ser visto até como insulto, difamação ou blasfêmia mesmo. Mas não é este o caso aqui. Pelo menos não é minha intenção. É que às vezes me acomete com tal força a percepção de que ele está, como se diz na minha terra, perturbado da idéia que não posso deixar de veiculá-la. É apenas, digamos assim, uma espécie de diagnóstico leigo, a que todo mundo, especialmente pessoas de vida pública, está sujeito.
      Além disso, creio que não sou o único a pensar assim. É freqüente que ouça a mesma opinião, veiculada nas áreas mais diversas, por pessoas também diversas. O que mais ocorre é ter-se uma certa dúvida sobre a vinculação dele com a realidade. Muitas vezes – quase sempre até -, parece que, quando ele fala “neste país”, está se referindo a outro, que só existe na cabeça dele. Há alguns dias mesmo, se não me engano e, se me engano, peço desculpas, ele insinuou ou disse claramente que o Brasil está, é ou está se tornando um paraíso. Fez também a nunca assaz lembrada observação de que nosso sistema de saúde já atingiu, ou atingirá em breve, a perfeição, até porque está ao alcance de qualquer cidadão, pela primeira vez na História deste país, ter absolutamente o mesmo tratamento médico que o presidente da República.
      Tal é a natureza espantosa das declarações dele que sua fama de mentiroso e cínico, corrente entre muitos concidadãos, se revela infundada e maldosa. Ele não seria nem mentiroso nem cínico, pois não é rigorosamente mentiroso quem julga estar dizendo a mais cristalina verdade, nem é cínico quem tem o que outros julgam cara-de-pau, mas só faz agir de acordo com sua boa consciência. Vamos dar-lhe o benefício da dúvida e aceitar piamente que ele acredita estar dizendo a absoluta verdade.
      Talvez haja sinais, como dizem ser comum entre malucos, de uma certa insegurança quanto a tal convicção, porque ele parece procurar evitar ocasiões em que ela seria desmentida. Quando houve o tristemente célebre acidente aéreo em Congonhas, a sensação que se teve foi a de que não tínhamos presidente, pois os presidentes e chefes de governo em todo o mundo, diante de catástrofes como aquela, costumam cumprir o seu dever moral e, mesmo correndo o risco de manifestações hostis, procuram pessoalmente as vítimas ou as pessoas ligadas a elas, para mostrar a solidariedade do país. Reis e rainhas fazem isso, presidentes fazem isso, primeiras-damas fazem isso, premiers fazem isso. Ele não. Talvez tenha preferido beliscar-se para ver ser não estava tendo um pesadelo. Mandou um assessor dizer umas palavrinhas de consolo e somente três dias depois se pronunciou a distância sobre o problema. O Nordeste foi flagelado por inundações trágicas, o Sul assolado por seca sem precedentes, o Rio acometido por uma epidemia de dengue, ele também não deu as caras. E recentemente, segundo li nos jornais, confidenciou a alguém que não compareceria a um evento público do qual agora esqueci, por temer receber as mesmas vaias que marcaram sua presença no Maracanã.
      Portanto, como disse Polônio, personagem de Shakespeare, a respeito do príncipe Hamlet, há método em sua loucura. Não é daquelas populares, em que o padecente queima dinheiro (somente o nosso, mas aí não vale) e comete outros atos que só um verdadeiro maluco cometeria. Ele construiu (enfatizo que é apenas uma hipótese, não uma afirmação, porque não sou psiquiatra e longe de mim recomendar a ele que procure um) um universo que não pode ser afetado por cutucadas impertinentes da realidade. Notícia ruim não é com ele, que já tornou célebre sua inabalável agnosia (”não sei de nada, não ouvi nada, não tive participação nenhuma”) quanto a fatos negativos. Tudo de bom tem a ver com ele, nada de ruim partilha da mesma condição.
      Agora ele anuncia que, antes de deixar o mandato, vai registrar em cartório todas as suas realizações, para que se comprove no futuro que ele foi o maior presidente que já tivemos ou podemos esperar ter. Claro que se elegeu, não revolucionariamente, mas dentro dos limites da ordem (?) jurídica vigente, com base numa série estonteante de promessas mentirosas e bravatas de todos os tipos. Não cumpriu as promessas, virou a casaca, alisou o cabelo, beijou a mão de quem antes julgava merecedor de cadeia e hoje é o presidente favorito dos americanos, chegando mesmo, como já contou, a acordar meio aborrecido e dar um esbregue em Bush. Cadê as famosas reformas, de que ouvimos falar desde que nascemos? Cadê o partido que ia mudar nossos hábitos e práticas políticas para sempre? O que se vê é o que vemos e testemunhamos, não o que ele vê. Mas ele acredita o contrário.
      Acredita, inclusive, nas pesquisas que antigamente desdenhava, pois os resultados o desagradavam. Agora não, agora bota fé – e certamente tem razão – depois que comprou, de novo com o nosso dinheiro, uma massa extraordinária de votos. Não creio que ele se julgue Deus ainda, mas já deve ter como inevitável a canonização e possivelmente não se surpreenderá, se lhe contarem que, no interior do Nordeste, há imagens de São Lula Presidente e que, para seguir velha tradição, uma delas já foi vista chorando. Milagre, milagre, principalmente porque ninguém vai ver o crocodilo por trás da imagem”.

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  6. Muitos não gostaram quando por aqui preguei o voto nulo que cumpro há várias eleições, mas um dos motivos são essas decepções que frequentemente presencio com políticos individualmente ou com os partidos, ora com PSDB, ora com PT, e até com o novato PSOL..tô fora, voto facultativo já!

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  7. Égua, Gerson, tens uns comentaristas que são escancaradamente nazistas. Esse tal berli é um bobo da corte. Primeiro, por não ter atenção ao ler o texto, em que você deixa bem visivel o nome de João Ubaldo Ribeiro. Segundo,pela posição estreita, conservadora, igualmente este elemente Paulo Silva, que claramente é desconhecedor da obra e da própria figura de João Ubaldo. Imagina ignorantemente que o escritor baiano, (ex-editor da velha Tribuna da Bahia), tenha mudado o pensamento hoje. Claro que não, ò imbecil! Não gostas, mas 85 por cento da população brasileira reconhece que Lula é o melhor presidente da história, ò tolão! Os dois comentaristas- berli e paulo silva- (o minúsculo é proposital) devem ser adeptos de Hitler, Mussolini, Francisco Franco, Oliveria Salazar, grupos de skinheads e muitos outros facistas e reacionários que prejudicaram o avanço das nações e dos povos.

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    1. Prezado Marcos, algumas pessoas como você ainda não aprenderam que em uma DEMOCRACIA, que cada um tem o direito de se expressar , e quem lê respeitar gostando ou não. Eu no início do meu comentário, falo exatamente isto, quando falo do autor da carta em nenhum momento expresso qualquer tipo de rejeição ao que foi escrito, apenas realço que esta carta, que alías está estampada em vários blogs, que tudo só veio à tona quando FHC se tornou postulante à uma cadeira na ABL, pois como imortais também temos figuras que talvez não tivessem o mérito de estar lá, quando falo sobre o que o autor deve achar sobre FHC nos dias de hoje, é a mesma mesma pergunta que muitos fazem, pois o texto foi escrito em 1998. Sobre a obra do autor, lhe asseguro, que não só dele mas de muitos excritores brasileiros e estrangeiros estão ao meu alcançe, pois tennho excelente formação acadêmica, inclusive com cursos no exterior. Facistas ou nazistas devem ser iguais a você que não sabem respeitar o comentário das pessoas que aqui escrevem, em nenhum momento citei o Sr Lula, figura pela qual respeito, mas não tem a minha admiração, para lher dar um pequeno exemplo , em 2003 este Sr esteve em Belém , mais precisamente na “reinauguração da Amafrutas” , lá foram empregados R$13 milhoes de Reais, dinheiro meu, seu, nosso, quando fores para qualquer balneário, ao passar pela BR 316 dá uma olhada na “amafrutas” vais ver o que aconteceu com os R$ 13 milhões. É por estas e outras que este Sr Presidente não tem a minha admiração. Um dia quem sabe, saibas quem verdadeiramente é nazista ou facista, ou que pelo menos aprenda a respeitar as pessoas, principalmente àquelas que não conheçes.

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      1. Paulo Silva, não adianta escrever uma carta tamanho do tal Ubaudo para o limoso, se poucas linhas que pautei sobre o bodoso o cara não sabe discernir.

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  8. Paulo Silva (ou será Paulo Santos), é um dos poucos tucanos que desce do muro e defende com coerência seus argumentos e assume com firmeza suas convicções políticas e ideológicas, que tem rareado hoje em dia. Não gosto da obra de João Ubaldo Ribeiro, misto anárquico (de baixa densidade) entre Gilberto Freire e Darci Ribeiro pelo caminho da literatura. Foi canonizado na Academia pelas mãos do Roberto Marinho e pelo bom amigo, ACM. Gosto mais do Ubaldo bebendo cachaça e comentando sobre carnaval, do que escrevendo. À época do Mensalão, ousou entrar n0 ramo das vestais e não deu certo. De qualquer forma, sabe viver o bom baiano.

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    1. Prezado Cassio, não tenho partido político, mesmo porque neste país os partidos não são tão importantes quanto os candidatos, mas agradeço suas palavras. Não defendo FHC , apenas procuro ser justo e coerente para o político que verdadeiramente só terá seu reconhecimento da sua importância para a história deste país, após a sua morte. Se hoje o Brasil está vivendo o auge do seu crescimento econômico, deve-se em parte a este Sr. , coube a ele ainda no governo Itamar, iniciar as reformas econômicas e administrativas que hoje , reforçadas e mantidas pela equipe do Presidente Lula, dão a estabilidade necessária para que a população possa usufruir deste momento. Veja a Argentina que por diversos problemas econômicos e também político-socias ,não aproveitou este momento em que o mundo colhe aumento e distribuição de renda. Para ser breve, não tenho rejeição ao escritor João Ubaldo, a carta reproduzida neste blog, e em muitos outros também, é antiga refletia o seu pensamento à época, se fosse assim e o que dizer de Mangabeira Unger, grande professor que chegou a dizer que o Governo Lula era o mais corrupto deste país, e depois acabou ministro do proprio Lula, o que dizer de Lula disse que durante o governo do Pres. José Sarney era pior do que quando era os militares. Sem contar de diversas “personalidades” para as quais Lula criticou o hoje “beija a mão”, portanto meu caro CASSIO, para o política ou para os políticos tudo é possível, basta a conveniência . Quem sabe em breve tenhamos o Sr COLLOR , como primeiro político elevado a categoria de “SANTO” , pois os outros que o sucederam ainda não podem alcançar tal privilégio, pois seus pecados são maiores que suas grandes obras. abraços.

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      1. Eu tiro o chapéu para você Paulo, que com inteligência expressou o meu pensamento e já havia dito isso aqui, não tão sabiamente como voce pela clareza. Negar a FHC a traquilidade com que hoje Lula governa, só por fanatismo.

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  9. Pensei que aqui estivéssemos discutindo a entrada de FHC na Academia de Letras. E volto a dizer: se a Academia adotasse o critério de melhor escritor, claro que nem Sarney nem FHC estariam lá. Para pertencer a Academia, basta pedir votos. Até aqui no Pará temos escritores muito mais importante que esses dois senhores. Com relação a vida pública, não sou eu que digo, mas as cabeças pensantes do pais e elas apontam Lula como melhor presidente. Trabalhou mais para a classe menos favorecida. Teve pecados enormes como a continuidade da corrupção, que também foi herdada de Fernando Henrique, que herdou de outros presidentes. Não vendeu patrimônios. Cada presidente faz uma parte, porque o Brasil é enorme e enormes são seus problemas. Lula foi eleito para acabar com toda a farra que existia. Não acabou, portanto para mim ele foi de razoável a bom. Agora convenhamos: com toda diferença intelectual, Fernando Henrique era pra sido o melhor presidente. Mas não o foi. Por quê?. Vou citar um exemplo: no governo FHC, você ia a Caixa Econômica para comprar uma casa, a resposta era seca: a carteira está fechada. Hoje é feito leilões financiados pela caixa. Hoje não compra casa ou reforma, quem não quiser. Isso é que devemos olhar. O que Fernando Henrique fez pela amazônia, pelo Pará? Nada.

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    1. Caro Fernando, hoje o crédito é farto por conta da entrada de dólares do exterior, não podemos comparar os dois momentos, não sei sua idade, mas quando Color era presidente a inflação era diária e por conta disto o dinheiro da época não tinha valor. Se hoje você pode fazer financiamento é principalmente pela entrada de capital estrangeiro e pela estabilidade da moeda conseguida quando FHC ainda era ministro de Itamar, plano ao qual o o Presidente Lula era opositor . Portanto meu caro quando a inflação foi contida beneficiou a pobre e a ricos . Além destes dois fatores o governo Lula foi o que mais aumentou impostos. E se você acha um exagero a minha reclamação, fique sabendo que, entre janeiro deste ano até de julho de 2010 nós, brasileiros, já pagamos mais de 655 bilhões (sim, bilhões) de reais em impostos. Por isso meu caro é possível fazer qualquer tipo de financiamento . Portanto Fernando, FHC fez mais pelo Brasil , inclusive deixando como herança a Lei de Responsabilidade Fiscal, FHC conseguiu a aprovação de várias emendas à constituição, que facilitaram a entrada de empresas estrangeiras no Brasil, o que ajudou a acirrar a concorrência interna e diminuir preços, beneficiando a população , FHC criou o Bolsa Escola, e outros programas sociais destinados à população de baixa renda, que depois Lula modificou , tranformando em um só, o bolsa família.

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  10. Só falam da banda da laranja que está com os gomos para cima, a emborcada ao solo cai no esquecimento ou omissão. Quantos passaram a figurar na lista do SPC por motivação para aparentar um poder de aquisição inexistente?

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  11. Pelo amor de Deus! FHC fez mais pelo Brasil? Mais o quê? Não sou Lulista, nem petista e há quase 10 anos pratico o voto nuleo e defendo a não obrigatoriedade do comparecimento às urnas, contudo, não consigo engolir certas “análises” sobre o desempenho de FHC. Quanto à inflação, meus caros, esta, nos tempos de FHC era velada, maquiada por um controle fiscal qua dava a falsa ilusão de estabilidade. Tanto é que em 99 o Plano Real quase foi “pras cucuias”. Olhe só esta colocação: “facilitaram a entrada de empresas estrangeiras no Brasil, o que ajudou a acirrar a concorrência interna e diminuir preços, beneficiando a população”. Desde quando isso beneficia a população? Vejamos, por exemplo, o caso das companhias telefônicas, campeãs de reclamações junto ao procom e todas com capitais oriundos do exterior: os serviços são de baixa qualidade e o preço dos mesmos é exorbitante, principalmente no caso da telefonia móvel.
    O problema é que se compram idéias e se acreditam piamente nelas. Tentar afirmar que Lula “apenas” herdou calmaria no campo econômico é, no mínimo, faltar com a verdade. Mas, como sei que não se trata disso, prefiro acreditar que seja falta de memória, amnésia histórica. E quanto a LRF, é mais uma do tipo para “inglês ver”. Facílima de ser burlada! E com a anuência do judiciário, diga-se.

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    1. Ah, mais um detalhe. Se FCH fez tanto pelo povo brasileiro, quero que me respondam o seguinte: como era a política tucana para a promoção do emprego e a abertura de novos postos de trabalho? E como era também para o salário mínimo? Lembro-me que Leonel Brizola, certa vez, dizia que os aumentos concedidos pelo governo do “ótimo” FHC (aumentos de 5, 10, 12 reais…) eram uma “bofetada na cara do povo brasileiro”. E eu caia na gargalhada!

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  12. No fim, todos sabemos, todos bebem do mesmo leite, é utopia nossa imaginar que existe politico honesto e que eles estão lá, olhando pela gente.
    Todos só querem os privilegios que são oferecidos quando eleitos, desviar verba, enriquecer da noite pro dia, etc

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  13. Há uns meses atrás, li uma crônica de um famoso cientista político dizendo que o Brasil nunca teve uma Diplomacia tão exuberante: Asilo a um Presidente deposto em Honduras, asilo a um condenado na Itália, defesa de homens como os Presidentes da Venezuela, de Cuba, da Bolívia e do Irã. O Presidente dos EUA chamando Lula de “o cara”. E o Presidente Lula viajando pelo Mundo elevando o nome do Brasil, etc. Sinceramente fiquei balançado. Será que Lula e os petistas é que estariam certos?
    Esqueci do Presidente Kadafi e de Omar Hassan Ahmad al-Bashir, condenado pela ONU. E existem outros.O Presidente Lula realmente nunca desceu do palanque. Discursa aqui no Brasil e no Mundo todo, emocionando as pessoas. Seu Governo está com mais de 80% de aprovação.Mas vamos analisar as coisas.
    grandes ditadores também emocionavam as pessoas e seus Governos geralmante tinham 100% de aprovação, que diga o povo alemão,o espanhol, italiano etc.A situação econômica do Brasil está boa hoje porque o Plano Real acabou com a inflação e as medidas econômicas do Governo anterior foram seguidas. É claro que a aprovação popular tem que estar elevada.
    O Presidente de Honduras, que esteve asilado na Embaixada do Brasil, foi deposto pelo congresso Hondurenho, por ele querer modificar a Constituição daquele país, visando perpetuar-se no poder. No seu lugar assume a autoridade indicada pela Constituição e garantiu a eleição de novembro que já estava marcada. Essa eleição transcorreu com uma participação popular recorde na história daquele país, apesar do boicote pregado pelo Presidente deposto. O povo hondurenho deu uma verdadeira demonstração de democracia ao verdadeiro golpista. Sobre o reconhecimento dessa eleição o Presidente Lula disse: “Não, não e não”.Desafiando a justiça italiana, o governo brasileiro está asilando o assassino Battisti condenado na Itália por quatro assassinatos e militância política. Não duvido que vá lhe dar um emprego em uma empresa estatal.
    Hugo Chávez, um idiota a quem o Rei da Espanha mandou calar a boca; A ditadura de Cuba que já mandou milhares para o “paredón”; A Bolívia de Evo, O Paraguai de um Presidente que tinha relacionamentos amorosos enquanto bispo. Lula Já ajudou todos estes com milhões de dólares, apesar de não ter dinheiro para pagar dignamente aos aposentados.Ahmadinejad, Presidente reeleito do Irã, em uma eleição reconhecida mundialmente como fraudulenta. Esse merece um capítulo especial: Lula defendeu Ahmadinejad na sua coletiva com a primeira-ministra alemã Angela Merkel na frente do mundo inteiro. É o apoio de Lula a um líder que está colocando a Humanidade em perigo, com os seus delírios messiânicos de construir a bomba atômica para destruir Israel e a civilização ocidental. Hoje, Lula é o grande avalista de Ahmadinejad diante do mundo no Ocidente.Hoje tenho certeza: Na eleição de 2010, eu ainda não sei em quem votar, mas com certeza não será em ninguém do PT indicado por Lula. Acho que devemos escolher um governo sério, ético, que dê prioridade para a educação, a saúde, e que combata a corrupção.
    Corrupção se combate é com Judiciário forte e independente, leis severas e julgamento rápido, removendo-se todos os entulhos jurídicos existentes na legislação. Enquanto tivermos um Judiciário frágil, ministros dos superiores tribunais nomeados pelo Executivo e o jogo de influência dos poderosos nos tribunais, vamos continuar com alto nível de corrupção na política brasileira, reinando a impunidade e a máxima de que o crime compensa.A única coisa que um criminoso respeita é a condenação pela justiça com aplicação de penas severas, sem redutores. Sem um Judiciário forte e independente e justiça aplicada para todos, jamais veremos a redução da corrupção no País, que, ao contrário, tende a aumentar com a impunidade. O exemplo tem que partir de cima para baixo. Lotar as cadeias principalmente com gente graúda, independentemente de onde vierem.Sobre as imagens do Governador Arruda e seu bando recebendo propina e pondo dinheiro nas meias e nas cuecas, que chocaram o Brasil inteiro, o nosso Presidente da República, Luiz Inácio da Silva, o Lula, disse: “As imagens não falam por si, o que fala por si é todo o processo de apuração, todo o processo de investigação”. Ou seja: Depois do processo de investigação eles serão inocentados e eleitos novamente, como em exemplos anteriores.E as amizades internas dos governistas com quem, antes de chegar ao poder, eles chamavam de picaretas: Sarney, Renan Calheiros, Collor. Em nome da governabilidade Lula faz aliança com esta gente. É de enojar ver uma fotografia do líder petista no Senado Federal abraçando e beijando o Sarney. Se fosse um homem sério, o Presidente Lula jamais faria aliança com esta gente. Aliás, deveria procurar um meio de colocá-los na cadeia. Se não estiver com o “rabo preso”, jeito tem.Sem partidarismo, espero que o povo brasileiro acorde e eleja um governo sério na próxima eleição

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  14. PAULO SILVA: Eu não entendo uma coisa. Se foi FHC que criou essa bolsa família, por que os tucanos são contra essa “esmola” (como chamam). FHC nunca enfrentou um presidente americano, mas Lula o fez. Eu respeito o Lula pela sua audácia, sem ser letrado, enquanto FHC com toda a sua intelectualidade não soube enfrentar. Lula dá rejuste ao salário mínimo além da inflação(4 a 5%). O que acontecia antes?.

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