Conselheiros querem punir maus gestores

Conselheiros do Clube do Remo pretendem ingressar na Justiça do Trabalho com ação regressiva contra ex-presidentes que, administrando-o de forma desastrosa, afundaram o clube em dívidas. Citam como exemplos específicos os casos dos ex-atletas Tiago Belém e Márcio Pinho, que foram julgados à revelia, causando uma das maiores punições já impostas a um clube de futebol no Brasil, com prejuízo de quase R$ 2 milhões. O que causa mais revolta, segundo esses conselheiros, é a pose ostentada por esses ex-gestores. Em que pese as administrações danosas aos interesses do clube, transitam faceiros pela sede social e pelo Baenão, como se nada tivesse ocorrido. O grupo deixa claro, porém, que também está atento à gestão atual.

Jornalista critica exigências da Fifa

“Blatter é um egomaníaco”. Assim o conceituado repórter investigativo Andrew Jennings explica as várias exigências da Fifa e de seu presidente, Joseph Blatter, sobre a construção dos estádios da Copa do Mundo de 2014. O estádio do Morumbi, por exemplo, foi questionado pela falta de estacionamento e estrutura para a imprensa e acabou excluído da competição. Jennings, autor de três livros sobre corrupção no COI (Comitê Olímpico Internacional) e de uma obra sobre denúncias contra a Fifa, está no Brasil e não poupou o todo-poderoso presidente da entidade. “Blatter quer grandes estádios para dizer: ‘eu tenho o poder de fazer isso’. Mas o Brasil pode dizer: ‘não, mostre seu dinheiro’. As pessoas estão vivendo em situação deprimente nas ruas. Como na África do Sul. Vocês sabem que não precisam disso. O dinheiro poderia ser melhor usado”.

O jornalista, que chama a Fifa de organização criminosa, criticou a forma como Blatter tenta conduzir a organização do Mundial no Brasil e também questionou a permanência de Ricardo Teixeira na presidência da CBF. “Lá fora, Ricardo Teixeira é sinônimo de corrupção. Temos que nos perguntar se ele serve ao futebol brasileiro ou a ele mesmo. Ele pode dizer, ‘se me tirarem, a Fifa vai banir o Brasil’. A Fifa banir o Brasil? Não se bane o Brasil. Ele não é ninguém”.
“O povo brasileiro não é corrupto, não é pior do que qualquer outro. Então porque vocês aceitam esse… vocês não precisam aceitar isso. Por que vocês precisam desse lixo?”.

Em entrevista à revista ‘Carta Capital’, Jennings, baseado em anos de investigações, denuncia a passagem do brasileiro João Havelange pela presidência da Fifa como o marco da corrupção na entidade que comanda o futebol mundial. Segundo ele, Teixeira, alvo de uma série de acusações desde sua chegada ao trono da CBF, em 1989, também se beneficiou do esquema.
“Foi ele – Havelange – que inaugurou o ‘sistema’, recebendo propinas via ISL – empresa que cuidava do marketing e dos direitos de TV da Fifa. Já perguntei sobre isso a Blatter e ele sempre ficou calado”, declarou o jornalista, que disse ter recolhido testemunhos de ex-integrantes da Fifa. (Com informações da ESPN)