Romário volta aos gramados

Nesta quarta-feira, após o empate do América com o Silva Jardim, por 1 a 1, no estádio Giulite Coutinho, o ex-jogador Romário, de 42 anos, confirmou que vai se inscrever para disputar algumas partidas oficiais pelo América, como forma de homenagear o pai. “Jogarei alguns minutos de uma ou duas partidas desta competição pelo América. É uma forma que encontrei para realizar um antigo sonho do meu pai”, disse o Baixinho, que hoje é manager do América, lembrando seu Edevair, que foi diretor de futebol do clube na década de 90.

Homenagem ao pai é uma forma inteligente de esconder o verdadeiro motivo da decisão: Romário, como a maioria dos ex-boleiros, ficou sem perspectivas depois de pendurar as chuteiras. Não tem perfil de treinador, não se interessou em ser comentarista (acho que daria um bom analista, melhor que Caio ou Neto, seguramente) e tem tido dificuldades para emplacar como dirigente. Só resta mesmo voltar às origens.

Grupo do Gaúcho na Curuzu

Há um “grupo do Gaúcho” no elenco do Paissandu. Pode não ser atuante e decisivo, no sentido de prejudicar a equipe deliberadamente, mas é saudoso do antigo comandante e não faz questão de esconder o fato, gerando alguns constrangimentos e até pequenos incêndios em certos momentos. A maioria dos seguidores de EG veio junto com ele para a Curuzu e aqui permaneceu depois de sua demissão.

Mas, ao contrário do que se especulava em certas áreas, fonte ligada à direção do clube assegura que o goleiro Rafael Córdova não pertence ao tal grupo. Córdova, que deve ser o titular domingo em Juazeiro do Norte, era forte defensor da contratação de Arturzinho (lembram dele?). Ficou frustrado com a opção da diretoria por Valter Lima, mas não chora pitangas por EG.

Os novos uniformes do Velez

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O tradicional Velez Sarsfield, da Argentina, inovou no lançamento de sua nova linha de uniformes para o campeonato nacional (Apertura), programado para começar no dia 21 de agosto. Enquanto por aqui houve uma grife que convocou Zé Augusto e Rafael Córdova para desfilar ontem à noite, em Buenos Aires um grupo de vistosas modelos foi escalado para a apresentação dos uniformes, nas cores oficiais do clube, azul e branco. Difícil fazer uma avaliação isenta do design das novas peças.

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Ronaldo não lembra da lipo

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Ronaldo reapareceu. Deu sua primeira entrevista nesta quarta-feira após passar por cirurgia na mão esquerda e por uma suposta lipoaspiração há duas semanas. Sobre a mão, o corintiano afirmou que o problema foi mais grave do que se pensava. Quanto à operação para perda de peso, ele desconversou. Perguntado se a lipoaspiração poderia melhorar seu desempenho, respondeu. “Não sei, não sei nem se eu fiz. São coisas que não sabemos. Não posso dizer, vamos ver. Tenha calma, vai dar tudo certo, não se preocupe muito.”

“O que faço da minha vida particular é exclusivo meu. Não tenho que dar satisfação, nem à imprensa nem ao torcedor. O torcedor só quer saber do Ronaldo jogador e nada mais”, disse o atacante, que se lesionou durante a derrota por 3 a 0 no clássico contra o Palmeiras, dia 26 de junho, pelo Brasileirão.

Engano do Fenômeno. Ídolos populares como ele precisam, sim, prestar contas com seu público – o que inclui informações sobre seu estado atlético, por exemplo. Pura bundamolice essa história de “não devo satisfações”. Claro que deve. Só é a figura de expressão nacional que é porque há um público que o acompanha e idolatra. E que vê tudo o que se noticia sobre ele, desde os gols pelo Corinthians até a esquisitíssima farra com os três travecos no Rio. 

Argentinos seguem vencendo

Depois de um começo claudicante, sofrendo um gol ainda no primeiro tempo, a seleção argentina (sem Tevez e Messi) vira o jogo sobre a Rússia. Já está 3 a 1 e dá pinta de que pode vir uma goleada.

Seleção encalha ingressos

O estádio do amistoso da Seleção Brasileira nesta quarta-feira na distante Estônia não comporta 10 mil torcedores. Ainda assim, como os ingressos estavam encalhados, os preços foram reduzidos. Mesmo com a redução, é provável que o estádio só tenha metade de sua lotação. Prova mais do que evidente de que os caça-níqueis do escrete estão cada vez mais desinteressantes – só a CBF finge não ver.

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta quarta-feira, 12:

08h – Partida para o Rio de Janeiro (RJ) – Base Aérea de Brasília (DF)

09h30 – Chegada ao Rio de Janeiro – Aeroporto Santos Dumont, III Comar

10h – Ato cívico religioso pelo sesquicentenário da Igreja Presbiteriana do Brasil – Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro, Rua Silva Jardim, 23, Centro

12h10 – Partida para Brasília (DF) – Aeroporto Santos Dumont, III Comar

13h40 – Chegada a Brasília – Base Aérea de Brasília

15h – José Manuel Zelaya, presidente de Honduras – Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

16h30 – Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão

17h – David Feffer, presidente do Conselho de Administração do Grupo Suzano Papel e Celulose 

17h30 – Vieira da Cunha, presidente Nacional do PDT 

19h – Cerimônia de comemoração dos 71 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) – prédio da CNI, Setor Bancário Norte, Quadra 01, Bloco C, Edifício Roberto Simonsen

Coluna: Incentivo na hora errada

A premiação prometida pela diretoria aos jogadores do Paissandu tem alguns pontos cegos. Em primeiro lugar, o gesto parte de quem já deixou claro que não costuma respeitar promessas de gratificação, como ocorreu na crise surgida logo depois do campeonato estadual. E, depois, porque surge na hora menos indicada. Será que ninguém foi criativo o suficiente para pensar nisso antes do jogo programado para Belém?
Organizado e previdente, o Rio Branco lançou essa proposta antes de jogar em Arapiraca. Seus dirigentes anunciaram que toda a renda do jogo de volta na Arena da Floresta seria destinada ao time, caso a classificação à Série B seja obtida. Como conquistou o empate (1 a 1) fora de casa, são grandes as possibilidades do representante acreano e sua torcida certamente vai avalizar (nas bilheterias) o plano da diretoria.
Dirigentes de futebol no Pará continuam sem arredar pé do amadorismo. Agem como torcedores quando o negócio só envolve profissionais. Jogadores e técnicos têm a cabeça voltada para o mundo racional, embora de vez em quando, dependendo do calor da disputa, também reajam emocionalmente. 
O diabo é que a cartolagem só sabe lidar de forma paternal ou autoritária com os profissionais sob seu comando. E confunde esforço e disposição, que são atitudes inerentes a todo futebolista, com ações movidas a incentivo pecuniário. Mesmo diante de situação desesperadora, quando uma vitória representa a salvação da temporada, iniciativas nesse sentido devem ser bem avaliadas.
A idéia de premiar a equipe por uma vitória fora de casa, que não acontece há três anos, poderia ter sido negociada desde que terminou a fase classificatória. Ali mesmo em Codó, ainda sob a euforia do bom resultado obtido contra o Sampaio, deveria ter sido encaminhada a proposta de gratificar pelo sucesso no primeiro mata-mata.
O jogo da Curuzu, com renda estimada em aproximadamente R$ 300 mil, seria o alvo natural da negociação, propiciando até usar essa necessidade como justificativa para aumentar o preço dos ingressos. Mas, com o tropeço em campo, oferecer prêmio em dinheiro para os jogadores talvez venha no momento errado.
 
 
Schumacher frustrou todos os fãs da F-1 de alto nível, que era decidida no braço e no talento. O anúncio de que iria substituir Felipe Massa em pelo menos uma corrida foi a melhor notícia de toda a temporada. Proporcionalmente, a notícia de sua desistência foi o que de pior a modalidade poderia oferecer a poucas corridas do final do campeonato, que se encaminha para ser decidido por pilotos de escuderias inexpressivas. Nem o nivelamento por baixo, imposto pelo novo regulamento, ofereceu o propalado equilíbrio de forças.
Schumacher na Ferrari era a chance de ver, talvez pela última vez, um gênio nas pistas, subvertendo essa era de corridas decididas fajutamente na troca de pneus e reabastecimento.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta quarta-feira, 12)

Chance de Gol não leva fé

O grau de dificuldade da missão do Paissandu em Juazeiro do Norte, domingo, pode ser medida pelas projeções do site Chance de Gol. Entre os oito participantes que restaram na Terceirona, o Icasa é o que surge com mais chances de acesso, com 88,2%. O Paissandu conta com apenas 11,8%.

Escolinha abre na segunda

As aulas Escolinha de Futebol do Mangueirão começam na próxima segunda-feira (17) e acontecerão no contra-turno escolar. A procura superou a oferta de vagas: inicialmente prevista para 270, foi depois ampliada para 300, com adolescentes oriundos de famílias de baixa renda. Em parceria com a Fábrica Esperança e o Banpará, a Escolinha do Mangueirão irá atender jovens de 13 a 17 anos e visa incentivar a prática esportiva do futebol.