Salve o glorioso Santo Antônio, padroeiro de Baião!

Dia 1º de junho é dia do Círio do glorioso Santo Antônio, padroeiro de Baião. Uma multidão saiu em cortejo pelas principais ruas e bairros da cidade nesta 4ª feira, para rezar e honrar a tradição católica de mais de dois séculos. Depois do traslado em romaria pelo rio Tocantins por barco, na véspera (31), o santo foi conduzido ontem desde o bairro do Limão até a igreja matriz, onde chegou por volta de 11h. As imagens são de autoria do fotógrafo Victor Farcun.

A imagem de Santo Antônio diante da igreja matriz, no centro de Baião, na chegada do Círio.

No arraial da festa, brincadeiras diversas, como o tradicional e concorrido ritual de subida no mastro.

Na passagem de mais um Círio, lembrei de um fato ocorrido em Baião no tempo em que as igrejas protestantes começaram a se instalar na cidade, ali no final dos anos 60.

No relato do amigo Jonas Favacho, a história se deu assim:

O BALANÇAR DO RESPLENDOR

A imagem de Santo Antônio que passou a acompanhar o Círio é uma nova imagem. A imagem original fica na igreja, é menor e tem um resplendor na cabeça. O resplendor é aquela peça metálica dourada que brilha ao sol com o balanço da imagem trazida no andor sobre os ombros dos fiéis. Houve um tempo em que a finada Dona Umbelina, moradora da rua do Japão, resolveu “virar” crente e abandonar a adoração às imagens, contrariando todo o seu passado de fé católica.

Chegado o dia primeiro de junho todo o povo foi ver aquele que é um dos maiores acontecimentos da cidade: a chegada do Círio de Santo Antônio, vindo do Limão. Pra não ficar só e pra ver a animação da praça, ela também resolveu apreciar o movimento. Passou uma água na cara, um pente nos cabelos e rumou pra lá.

Quando a imagem surgiu, ao ver o santo padroeiro que ela havia venerado por toda uma vida, com aquele resplendor brilhante balançando, um súbito arrepio tomou o seu corpo e ela prostrou-se de joelhos, com as mãos erguidas para o céu enquanto pedia perdão ao seu glorioso Santo Antônio, padroeiro de Baião.

O pessoal, que não deixa passar nada, logo começou a comentar, dando risada:

– Êh, tia Belina velha! Não aguentou o balançar do resplendor, hein…!

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