A importância de um bom empresário

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Nada como um bom empresário para deixar um boleiro nas alturas. É o que se sucede agora com o valorizadíssimo Vagner Love, cujo único feito na carreira foi ser artilheiro da Série B há cinco anos. Cobiçado pelos quatro grandes de S. Paulo, Love estuda as propostas e já mandou dizer que não fecha com o Palmeiras, que não se acertou com o CSKA. O caso de Love é tão impressionante que Muricy Ramalho, no melhor estilo Dunga, já prognosticou que ele pode ir disputar a Copa, caso venha defender o Verdão.

Sei não. Desconfio que o competente empresário de Love é o mesmo de Doni, Deco, Afonso & cia.

A quem interessar possa…

Agenda do presidente Lula para esta terça-feira, 18:

08h – Partida para o Rio de Janeiro (RJ), Base Aérea de Brasília (DF)

09h30 – Chegada ao Rio de Janeiro, Aeroporto Santos Dumont

09h40 – Entrevista para a Rádio Tupi AM

11h – Visita ao Centro de Referência da Juventude do Governo do Estado do Rio de Janeiro nas comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, Estrada do Cantagalo, s/nº

11h20 – Regina Casé e Gringo Cardia

12h – Cerimônia de inauguração de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e anúncio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nas comunidades Pavão-Pavãozinho e Cantagalo

15h30 – Cerimônia de inauguração de obras do PAC nos bairros Jardim Laranjeiras e Jardim Cabuçu, Ciep Ilda Silveira Rodrigues, Rua Santa Cruz, s/nº, Jardim Laranjeiras, Nova Iguaçu (RJ)

18h – Partida para Brasília, Aeroporto Santos Dumont

19h30 – Chegada a Brasília

Coluna: Sobre alma e sentimento

Em função dos acontecimentos de domingo em Juazeiro, a segunda-feira foi de amplo debate sobre os motivos (e culpas) da derrocada bicolor. Recebi mais de 200 e-mails, além de muitos telefonemas, referentes à derrota e a não-ascensão à Série B. Os sentimentos são os mais diversos. Há quem culpe diretoria, técnico, jogadores e imprensa, mas alguns são mais serenos e assertivos na análise da situação.
Selecionei dois comentários de baluartes da coluna, que retratam bem o estado de espírito dos torcedores depois da triste domingueira. O primeiro é de Sebastião Júnior. “Hoje lhe escrevo com um sentimento de perda profunda e o orgulho de ser paraense ofuscado pela irresponsabilidade, senso profissional e falta de planejamento dos clubes paraenses. Na verdade, a torcida do Paissandu entedia que o time apresentava defeitos, oscilações e um branco psicológico que vem desde o fraco campeonato paraense, que fazia com que o time simplesmente parasse, como se os jogadores não estivessem ali ou como se nada estivesse acontecendo”.
Sebastião admite as limitações do time, as dificuldades financeiras, mas não entende como o nosso futebol perdeu ao longo do caminho um de seus traços mais evidentes: a capacidade de superar obstáculos, o destemor diante de qualquer adversário, até os mais poderosos.
“Hoje me sinto envergonhado, já havia sentido isso antes quando Belém perdeu a chance de ser uma das sedes da Copa de 2014, porém hoje foi pior. Não vi alma, nem vontade, não vi garra… Nem a tão sonhada gota de suor, não vi ninguém batendo no peito. Sabíamos de tudo, sabíamos dos problemas da zaga, da falta de inconstância do meio-campo, da necessidade de um matador para o ataque, apenas não sabíamos que há muito não tínhamos alma – isso nós não sabíamos”, conclui.
 
 
Daniel Malcher aborda o mesmo tema, opinando sobre a polêmica troca de treinador, apontada por muitos como razão maior do insucesso. “O time piorou com Valter Lima, o que não significa dizer que com EG era uma maravilha. Esse mesmo time que aí está e que ganhou o ‘sensacional’ Parazão não era bem treinado há tempos. Sempre foi atabalhoado, sem jogadas ensaiadas e sem fôlego! Agora muito se diz do aproveitamento de EG, baseado em dados questionáveis: 72% de aproveitamento… Certo, mas contra quem? Vila Rica, Castanhal, Ananindeua? Cheira a estatística de caixa 2, ou seja, encobre muitas coisas!”.
Observa que o antigo treinador recusou reforços e que acreditar que o time atual bastava é um outro embuste. “EG ganhou a simpatia de parte da massa por que ‘jogou pra torcida’, e como deu nome aos bois, foi eleito, talvez pela carência de ídolos e títulos da Fiel, como o herói da vez. Não defendo Valter Lima, pois ele é reconhecidamente limitado. Só não concordo com a defesa canina e alienada que muitos fazem do turrão e burro treinador gaúcho”, avalia Daniel.
 
 
A coluna é dedicada ao meu pai, José, que festeja hoje 79 anos, e ao infante João Gerson, cujo 8º aniversário foi comemorado ontem.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta terça-feira, 18)

Tribuna do torcedor – 2

Por Francisco Guzzo Junior
 
Desde ontem, tenho acompanhado as diversas razões apresentadas, para justificar o fracasso do Paysandu. A mais importante e decisiva ninguém se lembrou:
– A intertemporada de preparação física comandanda por Cláudio Café, que inicialmente provocou várias contusões (Dadá, Mael, Rogério Correa, Zeziel, Velber etc.) e que posteriormente levou a equipe a uma condição de total falta de força física.
– O time não é nenhuma maravilha, porém é do mesmo naipe das demais equipes da série C. Até onde sei o grupo não é composto de jogadores mau-caráter, os pagamentos estavam razoavelmente em dia, o ambiente era bom, inclusive com ações de filantropia,enfim não havia maiores razões para a apatia futebolística que se observou durante todo o transcurso da série C.
– Em todas as partidas observava-se que não se tratava de falta de empenho, o que transparecia era que não havia pernas para executar o que a cabeça pensava. Em todos os anos que acompanho futebol, em partidas com a Curuzú lotada, mesmo as mais medíocres equipes do Paissandu, pela força da arquibancada, empatando o jogo, havia nos minutos finais o famoso abafa, isto é de praxe. Pois bem, tanto no jogo com a Luverdense, quanto com o Icasa, observava-se, que apesar de tentar, não havia condição física para fazer.
– Em todos os jogos, os adversários sempre chegavam primeiro nas bolas divididas, chegavam primeiro nos lançamentos em profundidade, ganhavam sempre a segunda bola, havia uma facilidade incrível de chegar ao gol do Paissandu, em todos os jogos sem exceção.
– Dadá e Mael, que dependem fundamentamelmente da força física, não foram nem sombra do que sabemos que jogam.
– Os laterais não tinham força de apoio, não havia jogadas de linha de fundo.
– O Zé Carlos ñão ganhou uma bola nem por cima, nem por baixo, foi um zero a esquerda em todas as partidas.
– Os passes do Vélber eram todos errados, não havia a explosão característica, a agilidade nos dribles não se viu.
– No jogo com o Icasa, os chutes dados de dentro da área, eram sem nenhuma potência (verdadeiras atrasadas para o goleiro)
– A incrível discordância entre a intenção e o gesto marcou de forma incontestável está equipe. Falava-se de um jeito e jogava-se de outro, porém percebia-se que não era por negligência, era por absoluta falta de condição física.
– Tudo isto se juntou a um técnico caseiro, que teve medo de botar uma retranca e tentar ganhar no contra-ataque, pois há anos se sabe que é a única forma de um time de menor qualidade vencer um de maior qualidade 
– Este time lembrou muito o Paissandu de Givanildo em 2.000, que ficou pelo caminho e que foi mantida a base e ganhamos tudo depois. Acho que vale muito a pena permanecer com uma boa parte deste plantel (Jucemar, Rogério Correa, Aldivan, Dadá, Mael, Zeziel, Vélber) contratar o que nos faltou goleiro e atacante goledor. E lembrar que em 1990 estavámos na terceira, em 1991 fomos campeões. Em 2000 estávamos na terceira, em 2001 fomos campeões. Em 2010 estaremos na terceira e 2011 completa-se dez anos e a história sempre se repete. 

Copa 2010: CBF muda preparação

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Os fantasmas da eliminação precoce da Seleção perante a França na última Copa do Mundo seguem vivas na memória do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Nesta segunda-feira, em evento ocorrido em S. Paulo para apresentar o Grupo Pão de Açúcar como novo parceiro da entidade, o dirigente lembrou dos inúmeros equívocos ocorridos antes e durante o Mundial da Alemanha. E prometeu que, em 2010, na África do Sul, tudo será diferente.
Questionado se a postura dos jogadores que serão escolhidos para defender o país na próxima Copa será levada em conta e se jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo ‘Fenômeno’ (que se apresentou com quase cem quilos à seleção em 2006), constantemente envolvidos em polêmicas fora das quatro linhas, estariam fora dos planos, Teixeira foi direto.
“É claro que a postura do jogador conta e isso não é nenhuma novidade desde que o Dunga assumiu o comando da equipe”, afirmou. “O que aconteceu em 2006 certamente nunca mais acontecerá em termos de Seleção. Você só aprende quando sofre. Como eu sofri em 2006, farei as mudanças para que isso não ocorra de novo”, prometeu o presidente da CBF. (Da ESPN)

Tribuna do torcedor

Por Luciano Gomes

A surra que o Paissandu levou ontem do Icasa, time que havia sido rebaixado no Ceará, mostrou a todos os torcedores e os dirigentes do clube que o time não possuía mesmo um padrão de jogo, e mesmo com o Gaúcho era assim. A maioria dos jogadores não tem técnica e são limitados a dar chutão pra frente ou no máximo dar um toque para lado, ficou nítida a falta de preparo físico aos atletas e por fim o time carece de um treinador que entenda realmente o que é treinar um time que tem uma enorme torcida, que já venceu campeonatos importantes, que tem uma história bonita, levando em consideração a nossa posição geográfica e o desprezo que a CBF tem pelos clubes dos lados daqui.

Espero que todos os mandatários bicolores entendam que chegou ao fim o ciclo de alguns jogadores que eram considerados salvadores, tais como Zé Augusto e Balão e o chamado craque Vélber que sumiu na hora da decisão. Deve-se também dispensar outros que não possuem nenhuma qualidade para formar um time que busca ascensão à Série B, entre estes Torrô e Zé Carlos do ataque, Roni, Bernardo e Luciano na zaga, Rafael Córdova (espalhafatoso) no gol e no meio Paulo de Tárcio, Tetê e Lê e nas laterais Aldivan, Allax e Jucemar. Se salvam e merecem mais uma chance no estadual do ano que vem Rogério Côrrea, Mael, Dadá, Zeziel e Michel.

Espero que em 2010 tudo seja diferente para que não fiquemos como os clubes do futebol do Maranhão, Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. Já estamos quase lá, pois somente a torcida dos nossos clubes é que seguram a onda, o Paissandu encalhou na terceira, o Remo sem série e a querida Tuna nem estadual disputa mais, não tenho fé que o Mundicão vá mais à frentes na Série D. É preciso união de todos senão chegaremos realmente ao fundo do poço, se é que já não estamos…

Coluna: Abaixo da 2ª divisão cearense

Da pior maneira possível, a temporada do futebol acabou. O Paissandu junta-se ao velho rival e prepara-se para ficar cinco meses em inatividade. Bola, novamente, só no campeonato estadual de 2010. Duro não foi sofrer uma goleada em pleno Romeirão, no sertão do Cariri. Triste foi ser eliminado sem luta, com falhas gritantes de posicionamento e atuações individuais abaixo da crítica. Patético foi ver a superioridade incontestável do Icasa, time da segunda divisão do Ceará.

O Paissandu começou a perder o trem da Série B ainda no primeiro tempo. O Icasa, que jogava pelo empate sem gols, balançou as redes logo aos 11 minutos. Lance de treino: escanteio à meia altura, desvio no primeiro pau e finalização de atacante livre na pequena área, com os zagueiros assistindo passivamente. Depois, aos 33, o anfitrião ampliou para 2 a 0, novamente num cochilo da defesa.

 Um gol surpreendente de Aldivan, aos 35 minutos, deu a falsa ilusão de que o Paissandu podia ter melhor sorte e chegar ao empate – que garantiria a classificação. Bastou, porém, a bola rolar no segundo tempo para que a dura realidade se escancarasse. Sempre chegando uns 10 segundos atrasado em relação ao adversário, o time paraense voltou em ritmo quase letárgico para a missão de fazer um gol e garantir a ascensão à Segundona.

A tarefa normalmente já seria difícil. Nas circunstâncias do jogo, tornou-se impossível pela desorganização dos setores, má atuação de quase todo o time e falta de confiança nas próprias forças. Mesmo quando o Icasa bambeou, ao sofrer o gol de Aldivan, o Paissandu não acreditou que podia transformar a situação.

Alguns jogadores pareciam claramente ausentes, desligados, com a cabeça longe. Vélber e Zeziel, os homens da criação, não entraram em campo. O ataque, inicialmente com Zé Carlos e Torrô, foi inoperante. A meia-cancha, cuja importância era óbvia, nada produziu. A bola insistia em bater no ataque e voltar. Em futebol, esse tipo de problema tem nome: dispersão.

Como os setores não se conectavam, a bola praticamente não ficava com o Paissandu. Sem mostrar grande categoria, mas com tranqüilidade, o Icasa foi tomando conta dos espaços e aproveitando as chances que surgiam. Junior Xuxa, Marcos Vinícius, Panda e Marciano avançavam com liberdade, sem marcação.

Mael-Dadá, dupla que era sinônimo de segurança, fez partida sofrível. Pouca combatividade e erros de colocação permitiram pelo menos três gols do Icasa. No terceiro, aos 6 minutos, Mael tinha a bola dominada e tentou sair jogando. Perdeu e, na sequência, Junior Xuxa entrou livre para fuzilar Córdova. Aos 10 minutos, nova distração. A bola foi à linha de fundo e, no cruzamento, a zaga ficou olhando Marciano entrar para marcar, sem combate.

A partir daí, o jogo entrou em ritmo de festa para os cearenses. Michel ainda descontaria aos 33, mas logo na saída de bola o Icasa aumentou para 5 a 2, com Marcus Vinícius, em nova investida pelo lado direito do ataque, explorando o espaço deixado pelos avanços de Aldivan. Serginho fechou a goleada, num chute despretensioso, que enganou Córdova.

 

O placar vexatório é a sentença final para um time que não conseguiu fazer uma só apresentação convincente ao longo de toda a Série C. Mesmo as vitórias sobre Rio Branco, Sampaio e Águia foram nervosas e obtidas com dificuldade. A campanha inconsistente levou ao afastamento de Edson Gaúcho. Seu substituto, Valter Lima, também não conseguiu estabelecer um padrão confiável, pelas limitações do elenco e pelas suas próprias hesitações.

(Coluna publicada na edição do Bola/DIÁRIO desta segunda-feira, 17)