Vitória com direito a sustos

POR GERSON NOGUEIRA

O resultado final expressa uma tranquilidade que o jogo não chegou a ter. O PSC venceu o Águia por 3 a 1, após um primeiro tempo consistente e objetivo, no qual praticamente definiu o placar marcando 2 a 0. O começo do 2º tempo trouxe de volta a conhecida instabilidade defensiva que a equipe apresenta desde a goleada sofrida em Castanhal. Apesar do susto com o gol marabaense, Polegar ampliou para 3 a 1 e tudo parecia resolvido. Acontece que Heverton ainda cometeu um pênalti, que Levy perdeu.

A partida teve ingredientes típicos de uma decisão. A tarde no Zinho Oliveira começou bastante favorável ao PSC. Em primeiro lugar, não choveu, o que deixou o gramado em condições razoáveis. Depois, o Águia exagerou na afobação e acabou abrindo a guarda. Em cruzamento certeiro de Polegar, Danrlei apareceu livre na área para marcar, em cabeceio fulminante, aos 25 minutos.

Antes do intervalo, para tornar as coisas ainda mais tranquilas para o Papão, Serginho abriu espaço junto à área e marcou um golaço, batendo de fora da área longe do alcance do goleiro Zé Carlos, que já havia feito duas grandes defesas em chutes seguidos do ataque bicolor, aos 32’.

Logo no recomeço, o Águia botou uma bola no travessão. Aos 6 minutos, Luan Parede botou fogo no jogo descontando para o Águia, em lance de oportunismo e contribuição do goleiro Elias. Entusiasmado com o gol, o Azulão voltou a acreditar. Partiu com tudo, sem muita técnica, mas esbanjando vontade.

Aos 16’, aconteceu o lance que poderia ter mudado a história do jogo: Adauto, o melhor da partida, bateu em direção ao gol, Elias desviou e a bola foi na trave. Betinho apanhou o rebote, mas o tiro saiu à esquerda.

Após o susto, Márcio Fernandes trocou Marlon e Serginho por Dioguinho e Robinho, injetando mais velocidade pelos lados do campo para conter as investidas de laterais e pontas do Águia. A torcida empurrava e a pressão se manteve, mas os lances de ataque acabavam prejudicados na origem, pelo excesso de erros de passe.

Danrlei já havia saído para a entrada de Henan e o centro do ataque perdeu em mobilidade, mas Dioguinho incomodava pelo lado direito. E foi assim que surgiu o terceiro gol, aos 34 minutos. A zaga do Águia se confundiu, Ademilton tentou sair jogando e entregou de bandeja para Polegar, esperto, bater no canto direito de Zé Carlos.

O gol baixou o astral do Águia, mas Luan Parede insistia lá na frente. O esforço foi recompensado: Heverton deu um tranco no centroavante e o penal foi marcado. Levy bateu no canto, mas Elias foi lá e agarrou. Resultado justo, mas com novas falhas defensivas do Papão. De todo modo, o placar deixa o time de Márcio Fernandes a um passo da grande final.

Objetivo, Leão segura a Lusa e aproveita as chances

Os primeiros instantes do jogo confirmaram as previsões: o equilíbrio iria dominar o clássico no estádio do Souza. Nos primeiros movimentos, vantagem da Tuna, principalmente quando a bola chegava a Fidélis, que flutuava de um lado a outro e criava dificuldades para a defesa azulina.

Perdeu boa chance aos 12 minutos quando invadiu a área e perdeu duelo direto com Marlon. O zagueiro tocou o braço de Fidélis, mas não na intensidade necessária para derrubá-lo. Inconformado, o atacante saiu reclamando acintosamente e acabou levando o cartão amarelo.

O Remo tentava acertar o passo. Só conseguiu se aproximar da área em bolas paradas. A mais perigosa foi de Marlon, que assustou o goleiro Alan. Nos acréscimos, após a zaga da Tuna sair jogando errado, Marco Antonio recuperou a bola e passou a Erick Flores.

Com categoria, o meia-atacante avançou até a entrada da área e chutou rasteiro no canto direito da trave tunante. O goleiro Alan ainda tocou na bola, mas já era tarde. O Remo desceu para os vestiários em vantagem.

Na segunda etapa, a Tuna veio mais ofensiva e Fidélis novamente apareceu bem. Logo de cara, avançou sobre a marcação, driblou um e mandou um chute cruzado. A bola bateu no travessão e, no rebote, Léo Rosa cabeceou para o centro da zaga, onde Paulo Rangel só cumprimentou de cabeça para o fundo do barbante.

O empate devolveu o equilíbrio à partida, mas Paulo Bonamigo fez uma modificação que tornou o Remo menos exposto aos avanços de Léo Rosa pela direita e fortaleceu as investidas sobre o setor defensivo adversário. Ronald e Lailson substituíram Marco Antonio e Paulo Henrique.

Em poucos minutos, Ronald desbravou em velocidade a marcação pela esquerda e sofreu duas faltas seguidas. Na terceira, aos 32 minutos, Marlon botou a bola na cabeça de Anderson Uchoa, que subiu entre os zagueiros e desviou para o gol.

O final da partida teve um Remo mais tranquilo, quase chegando ao terceiro gol com Brenner e a Tuna sentindo a perda de Alysson por contusão e a saída de Fidélis.

Vitória merecida pela maneira objetiva como o Remo encarou a partida. Na terça-feira, novo duelo para definir a semifinal mais equilibrada. 

Fogão quase estragou a final dos sonhos no Rio

Quase ninguém acreditava que o desarrumado Botafogo conseguiria superar o Fluminense e ir à final do Cariocão contra o Flamengo. Erison, em dois lances, inverteu essa premissa e deixou o árbitro da partida visivelmente agoniado. Na primeira chance que teve, inventou uma falta sobre Fred, que resultou em gol do Flu.

Em seguida, Fred cometeu falta violenta e foi expulso. Para espanto geral, o soprador de apito tratou de resolver o problema dele e da Ferj: não permitiu que o Botafogo fizesse a cobrança e, com isso, garantiu o resultado que servia ao Flu. Nada que o esdrúxulo campeonato carioca já não tenha visto. Segue o enterro.

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 28)

2 comentários em “Vitória com direito a sustos

  1. Como eu já previa. Ficou mais fácil quando o Castanhal, que seria um adversário mais forte, foi eliminado.
    Em relação ao Botafogo – “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo” -, devo dizer que o árbitro de futebol é aquele que tem sempre o benefício da dúvida a seu favor. Errou porque é humano, costumam dizer, embora seu erro causa prejuízos às vezes incalculáveis, pois não são prejuízos materiais. Veio o VAR, mas há sempre um jeito de se manipular o sistema. Fica assim mesmo. Quem foi vítima do erro humano, no caso a equipe prejudicada, jamais recupera o prejuízo. É diferente do Direito em que há a possibilidade de recurso, revisão.

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s