A frase do dia

“O Fantástico transforma o sacrifício da população ucraniana por um presidente capacho da Otan, irresponsável e tolerante ao nazismo em um ato de bravura. Essa máquina ideológica de distorção da realidade capaz de exortar pessoas à morte é o combustível de estupidez das tragédias”.

Tiago Barbosa, pós-graduado em História

Japiim mete 4 a 0 no Papão e rodada do Parazão define jogos do mata-mata

A oitava rodada do Parazão, disputada neste domingo (6), definiu os oito times classificados para a segunda fase e a ordem dos próximos jogos. Após os jogos Castanhal 4 x 0 PSC, Remo 1 x 1 Águia, Bragantino 3 x 2 Independente, Amazônia 1 x 1 Itupiranga, Tuna 1 x 0 Caeté e Paragominas 1 x 1 Tapajós, o mata do campeonato começará no meio da semana com os seguintes jogos:

PSC x Tapajós

Remo x Caeté

Tuna x Bragantino

Castanhal x Águia

O Paysandu, líder geral da fase de grupos e dono da melhor campanha, foi fragorosamente goleado pelo Castanhal por 4 a 0 em partida disputada em gramado tomado pela lama. Nas quartas de final, o PSC vai enfrentar o Tapajós, que empatou com o Paragominas em 1 a 0.

No Baenão, depois de sair na frente (gol de Bruno Alves), o Remo acabou cedendo o empate ao Águia no segundo tempo – gol de Werick. O resultado garantiu o primeiro lugar do grupo C ao Leão. O público que encheu as arquibancadas vaiou o time azulino ao final da partida. A Tuna se classificou em primeiro lugar no grupo B ao derrotar o Caeté por 1 a 0, no estádio do Souza.

O Independente perdeu para o Bragantino por 3 a 2, de virada, e ficou na lanterna do Grupo C. Mesmo tendo mais pontos que equipes de outras chaves, o Galo Elétrico acabou sendo eliminado. Paragominas e Amazônia Independente são os times rebaixados para a 2ª Divisão.

Classificação geral

  1. Paysandu – 17 pontos – classificado
  2. Remo – 14 pontos – classificado
  3. Castanhal – 13 pontos – classificado
  4. Caeté -13 pontos – classificado
  5. Águia de Marabá – 12 pontos – classificado
  6. Independente-PA – 11 pontos (3 vitórias e +1 SG)
  7. Tuna Luso – 11 pontos (3 vitórias e -2 SG) – classificado
  8. Bragantino – 10 pontos – classificado
  9. Tapajós – 9 pontos – classificado
  10. Itupiranga – 8 pontos
  11. Paragominas – 7 pontos – rebaixado
  12. Amazônia – 5 pontos – rebaixado

Por onde anda?

Musa indie dos anos 70/80, Diana Pequeno ocupou um lugar definitivo no coração dos amantes da boa música. Aqui ela interpreta uma das grandes composições de Elomar, “Campo Branco”. Seu primeiro sucesso foi a versão do clássico “Blowin’ In the Wind”, de Bob Dylan.

A cantora, com apenas vinte anos, acompanhada de um grupo competentíssimo de músicos e arranjadores, realizou aqui o melhor disco de sua bissexta carreira. Produzido por Dércio Marques, “Eterno” se afirma de maneira contundente e perene não como mero conjunto de canções agraciadas pela melodiosa voz da intérprete, mas como um grande álbum, no sentido pleno, possuindo inegável unicidade conceitual, desde as imagens da artista na capa e contracapa, em trajes e cenários carregados de agradável sentimento bucólico, até a diligente escolha do repertório de forte cunho rural e popular. De fato, o que se ouve ao longo do LP é a ancestral voz do sertanejo, das gentes do campo, com suas lutas e labutas, crenças e valores a nortearem a penosa e nem sempre recompensante existência. O canto de resistência do povo oprimido e explorado se impõe já na primeira faixa, “Engenho de Flores”, grito que ilumina com vermelho clarão “toda a terra e mar”. Em “Facho de Fogo”, cujos vocais são divididos com Marlui Miranda, e “Campo Branco”, saída da pena do bardo Elomar, vemos desfilar a procissão de um cristianismo popular, tão distinto em seus valores fraternos e humanos do nefasto fundamentalismo que hoje grassa em nosso país. Adiante, deparamo-nos com a graciosa e arrebatadora releitura de “Rio Largo de Profundis”, peça do cancioneiro do compositor português Zeca Afonso, verdadeiro símbolo artístico da Revolução dos Cravos. A jocosa “Camaleão”, colhida do folclore pernambucano, utiliza o humor para traçar a lamentável figura do político demagogo, “sobrinho do patronato e afilhado da eleição”. Não incluída na primeira prensagem do álbum, tendo sido lançada como compacto e no LP do festival MPB 80, “Diverdade” é uma típica e poderosa canção de protesto, com seus versos que não deixam dúvidas em relação ao alvo de sua indignação. “Chama” é pura exaltação da legítima revolta do povo contra seus algozes. Merece ainda destaque outra gema da lavra de Elomar, a trova “Cantiga de Amigo”, genuína ponte poética entre Nordeste e Península Ibérica. “Eterno Como Areia”, este generoso trabalho artístico, merece ser urgentemente (re)descoberto e colocado em seu devido lugar: um dos melhores álbuns de nossa música.