Novo comandante do Fogão desembarca e ressalta grandeza do clube

Novo técnico do Botafogo, Luís Castro está no Brasil. O português desembarcou neste domingo (27) no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, por volta das 7h20 acompanhado de John Textor, dono de 90% da SAF do clube. Antes de iniciar de fato a trajetória como treinador do Glorioso, Castro já sentiu o carinho da torcida. O português foi bastante festejado e teve o nome gritado pelos torcedores que compareceram ao aeroporto.

No primeiro contato com a imprensa, Luís Castro, que vestiu a camisa do Botafogo e posou para fotos com a bandeira alvinegra, exaltou o tamanho do Botafogo e detalhou as expectativas.

“Chegamos para trabalhar em um clube de grande dimensão. Os clubes com alma são sempre clubes onde podemos desenvolver o melhor trabalho, venho nessa expectativa. Sei que temos adeptos que são muito fiéis ao clube que querem vencer e ter sucesso, e nos identificamos muito com isso. Agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar. Sabemos que só o trabalho pode nos trazer o sucesso”, começou por afirmar.

“Os torcedores ao nosso lado nos tornam mais fortes. Os torcedores são a alma de um clube e nós queremos pertencer a esse clube, sentir sempre essa alma a cada partida que joguemos”, completou.

Junto com o técnico, Vitor Severino e João Brandão, auxiliares, chegaram ao Rio de Janeiro. Agora, a equipe técnica descansa para estar presente às 16h no Maracanã para o confronto de volta da semifinal do Campeonato Carioca contra o Fluminense.

Luís Castro foi anunciado pelo Botafogo na última sexta-feira. A negociação foi longa e o Glorioso venceu a concorrência do Corinthians. O português era o alvo número 1 de John Textor para reformular o futebol do clube carioca. Pelo grande trabalho feito no Porto, principalmente nas categorias de base, o técnico chamou atenção do empresário norte-americano para colocar o que sabe em prática no Alvinegro.

Metas e expectativas diversas

POR GERSON NOGUEIRA

A chegada do Águia à semifinal do Parazão passa pelo trabalho desenvolvido por Wando, técnico que assumiu a equipe na metade da primeira fase e conduziu à classificação. Antes dele, o time era um amontoado, não rendia e tropeçava até dentro de casa. Depois de sua chegada, as vitórias reapareceram e o Águia alcançou uma posição que não conquistava há mais de uma década.

Do lado bicolor, Márcio Fernandes faz um trabalho avalizado pelos números. Conquistou 23 pontos no Estadual, situação que mantém o PSC na liderança geral desde o início da competição. A diferença em relação a Wando é que Márcio experimenta neste momento uma queda no nível de entusiasmo da torcida em relação ao time.

As duas goleadas (4 a 0 para o Castanhal e 4 a 1 para o CSA) provocaram rachaduras na imagem de time arrumado que a fase de classificação do Parazão havia mostrado. O torcedor viu-se obrigado também a refazer a avaliação e passou a olhar com desconfiança para o trabalho de Márcio e para o potencial da equipe.

Os dois jogos com o Tapajós nas quartas de final, apesar das vitórias, não foram suficientes para desfazer inteiramente as dúvidas sobre o comportamento do time e, especificamente, da defesa do PSC.

Diante disso, a fase semifinal surge como oportunidade para que Wando consolide a boa campanha do Águia e garanta a inédita chegada à disputa do título. Já garantido na Série D 2023, o time agora briga pela cobiçada (e rentável) participação na Copa do Brasil e na Copa Verde, que só vem em caso de conquista do terceiro lugar.

Márcio e seus comandados precisam reconquistar a confiança da torcida e a própria certeza quanto à força do time. A quatro partidas do sonhado tricampeonato (e 50º título estadual), o esforço é hoje direcionado para vencer a disputa com o Águia e encarar a final com a convicção de que pode vencer qualquer adversário, seja Tuna ou Remo.

As expectativas presentes nesta semifinal são diferentes, bem como as metas a atingir. Em termos de desempenho na competição, o PSC detém certo favoritismo, mas o fator campo favorece o jogo do Águia, habituado a explorar o gramado Zinho Oliveira de forma bastante eficiente.

Márcio Fernandes não terá o lateral direito titular Igor Carvalho, lesionado. Polegar, que atuou bem contra o Independente e o Tapajós, é a opção natural. No meio-campo, há a possibilidade de uma linha mais fechada, com Bileu (Mikael), Yure, Ricardinho e José Aldo. No ataque, Danrlei e Marlon. É um modelo mais conservador, mas coerente com as dificuldades que o Águia pode impor ao PSC.   

Bola na Torre

O programa vai ao ar às 22h30, na RBATV, com apresentação de Guilherme Guerreiro e participações de Giuseppe Tommaso e deste escriba de Baião. Em pauta, as semifinais do Parazão. A edição é de Lourdes Cézar.

A tola polêmica do falso 9 na Seleção

Tostão fulminou a tese de que era um falso centroavante em 1970. Disse várias vezes, nos últimos anos, que foi escalado por Zagallo como um atacante de centro, embora não tivesse o perfil clássico do jogador da posição. O importante, no caso da Seleção do tricampeonato mundial, é que a constante movimentação dos atacantes permitia inserir um hábil e surpreendente centroavante entre os beques adversários.

O debate voltou à baila nos últimos meses em função da carência que o escrete continua a ter de um centroavante de ofício. O lugar deixado por Ronaldo Nazário e Romário continua vago – e pelo visto seguirá assim por muito tempo, levando em a estiagem de talento naquela faixa do campo.

Com esse tremendo problema pela frente, resta a Tite em sua última Copa como técnico da Seleção a opção de armar um ataque diferente de tudo o que ele formatou desde que assumiu o comando. A alternativa mais óbvia é adiantar Neymar (um novo Tostão?) para exercer a função.

Para que isso funcione, de fato, Neymar não poderá mais jogar como hoje, distanciado da grande área adversária. Costuma flutuar até o meio-campo e, quando avança para tentar o gol, tem um longo caminho a percorrer. Boa parte de sua queda de rendimento técnico nesta temporada tem a ver com o excessivo desgaste.

Tite terá a árdua missão de convencer o principal astro da Seleção a se conformar em assumir o papel de definidor, mesmo com liberdade para jogar às proximidades da área. Neymar é inquieto, acostumou-se desde muito cedo a correr pelo campo todo, mas o momento (e o peso da idade) impõe que passe a ter limites.

Já comentei aqui a revelação de Thierry Henry sobre sua passagem pelo Barcelona de Pep Guardiola. Craque consagrado, ele custou a entender as linhas imaginárias que o jovem técnico impunha a seus comandados, a partir de um campo dividido em quatro partes. Os atacantes não podiam invadir o terreno dos companheiros, nem mesmo se a situação permitisse.

Com o tempo e o êxito daquela formatação, Henry entendeu o sentido das ideias de Pep. Foi assim que acrescentou à sua brilhante carreira ensinamentos que só fizeram lapidar o que já era atributo natural.

Neymar precisará acatar esses freios criativos para ser o novo 9 do escrete, até pela inexistência de jogadores com o apetite de goleador exigido para a função. Tite terá a missão de convencer o principal astro da companhia a abraçar uma tarefa que nunca executou antes. 

(Coluna publicada na edição do Bola deste domingo, 27)

Direto do Twitter

“Vocês viram que o Tribunal Superior Eleitoral da Venezuela proibiu que os artistas se manifestassem politicamente no Lollapalooza? Agora Nicolas Maduro foi longe demais!”.

Henrique Oliveira, historiador

“No pedido do Bolsonaro ao TSE ele manda usarem força policial para acabar com o show do Lollapalooza. Sabe quem faz isso: ditadores”.

Pedro Ronchi, geógrafo