Direto do Twitter

“Você mora num país onde o cara que se diz presidente se esforça para não haver uma vacina durante uma terrível e mortal pandemia, e tem todo o sistema e mais um lote de imbecis batendo palmas para isso”.

Alexandre Aguiar, biólogo

Ao Senhor, meu Pai, e a Nossa Senhora

Por João Carlos Pereira (*)

Tarso Sarraf / Arquivo O Liberal

Senhor,
O coronavírus é tão do mal, me levou, além das forças, do ânimo, da coragem, da saúde, parte das palavras que uso para rezar.
Quando a oxigenação diminui e os sentidos me faltam, aproveito a privação do sentir para me ligar mais intimamente com o Senhor e com Nossa Senhora de Nazaré.
Na hora incerta, penso não no Crucificado, mas no Amigo sentado na beira do poço de Jacob, sendo servido pela samaritana. Ou então quando repousava no barco submetido à violência das ondas. Eu sou o barco sacudido pela maré da vida.
Meu Pai,
sempre me achei superior à pandemia e julgava que, por não andar de ônibus (embora, no domingo do Círio, tenha pegado carona em um), não me expor por ai (e o Ver-o- Peso, acaso, não é por aí? O Mercado de Carne também está livre de riscos?)
Pensei, meu Deus, que por me alimentar bem conseguiria driblar esse amaldiçoado.
A prepotência é algo de que o diabo gosta. Aliás, ele aprecia tudo que não presta e sabe posicionar seu exército em lugares aonde eu vou: o banco, a feira, o supermercado e até a um barzinho amigo para comer peixe frito.
Não estou me penalizando por haver tentado uma vidinha normal, ao lado de amigos a quem muito amo e que, felizmente, vão conseguindo driblar o maldito.
Senhor, as lições de humildade e de consciência do nada que sou mostram que estou longe de ser o que achava que era e mais perto da minha pobre verdade.
Essa é minha prece, Senhor, que faço diante do teclado, numa hora de sossego, com Nossa Senhora direcionando meus dedos, porque não duvido de sua ação na minha vida, quando dEla mais preciso.
Meu Pai e minha Mãe
Nas ocasiões de maior aperto, consigo senti-La pousar, como uma pequena Ave-Maria revoando, docemente, sobre meu corpo fatigado e débil, preso a respirador artificial e submetido, constantemente, a aparelhos.
Obrigado, Senhor, pelos amigos que rezam por mim e que velam ao meu lado, sobretudo pela Mariana, minha filha, e Emilia, minha mulher, que deixaram brotar suas asas de anjo e não me deixam um segundo sequer.
Quero aproveitar a paz e pedir um pouquinho por quem precisa mais do que eu, porque, não tenho dúvida, há gente sofrendo infinitamente mais do que este seu pobre filho no limite da ingratidão e do medo. Mas agora pleno de confiança.
Obrigado, meu Pai e minha Mãe.
Bênça!
Amém!

(*) Texto escrito pelo professor e jornalista João Carlos Pereira um dia antes de ir para a UTI em tratamento de covid. Na madrugada desta terça-feira (10), ele nos deixou, aos 61 anos de idade. Ele deixa quatro filhas, uma neta e a esposa, Emília. O velório é realizado na capela Max Domini, no bairro do Guamá, em Belém. O enterro será as 14h no Cemitério Municipal Santa Izabel, no mesmo bairro. Membro da Academia Paraense de Letras, João era um importante pesquisador do Círio de Nazaré.

Foto: Tarso Sarraf/O Liberal

Gedoz chega para se integrar ao elenco do Remo

Felipe Gedoz

O novo reforço do Clube do Remo, Felipe Gedoz, desembarcou na madrugada desta terça-feira (10) em Belém para se integrar ao time azulino que disputa a Série C. Ele chega por empréstimo junto ao Nacional (Uruguai), onde estava disputando o campeonato nacional e a Libertadores da América. Aos 27 anos, Gedoz tem passagens por várias equipes do futebol brasileiro e do Uruguai, tendo jogado também pelo Brugge, da Bélgica.

“Satisfação grande e imensa vestir essa camisa. Vai ser mais um desafio na minha carreira, onde venho feliz e motivado para ajudar o clube com os objetivos. Estou pronto para fazer o que eu mais gosto, ao lado de meus companheiros”, disse ao chegar. Na primeira foto em Belém, o jogador usou camisa em alusão ao mês da Consciência Negra.

O empréstimo de Gedoz ao Remo irá até 28 de fevereiro de 2021.

A frase do dia

“O Fantástico responsabilizou Dilma pelo aumento da desigualdade no país que, espantosamente, ocorreu após o GOLPE de 2016. Justamente Dilma que foi a última a combater a desigualdade no país, cabe lembrar que foi durante o seu governo que o Brasil deixou o mapa da fome da ONU.”

Ricardo Pereira, professor e jornalista

Remo confirma a contratação de Felipe Gedoz

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Em mensagem nas redes sociais, na tarde desta segunda-feira, o Remo confirmou a contratação do meia Felipe Gedoz para o restante do Brasileiro da Série C. O jogador, de 27 anos, firmou contrato com os remistas até o final de fevereiro de 2021. Pertencente ao Nacional do Uruguai, Gedoz perdeu espaço no time e aceitou a proposta para defender o Leão. Sua chegada a Belém está prevista para esta terça-feira, 10.

Desigualdade no Amapá: bairros ricos têm 24h de energia e restante 6h

Desde o último sábado (7), o governo do estado do Amapá criou um sistema de rodízio para abastecer a população afetada pelo apagão, na última terça-feira (3). No entanto, moradores da capital Macapá ouvidos pelo Brasil de Fato afirmam que bairros onde moram desembargadores, juízes e promotores tiveram a energia reestabelecida por completo, não sendo necessário o rodízio de 6h imposto ao restante da população.

O sistema funciona da seguinte forma: há bairros que ficam seis horas com abastecimento de energia e depois seis horas sem energia. Marta da Silva, militante do Levante Popular da Juventude, diz que há bairros em que não foram incluídos no cronograma elaborado pelo governo e que estão há mais de cinco dias sem água e sem energia.

“Existem bairros mais ao extremo que estão sem energia e sem água há mais de cinco dias. Essas zonas não foram inclusas no sistema”, denuncia. Se por um lado pessoas áreas periféricas da cidade permanecem sem água e sem energia, Marta denuncia que condomínios de luxo de Macapá já contam com energia 24 horas por dias.

“Existe uma contradição muito grande e revoltante, que ocasionou diversas manifestações na cidade: o fato de locais terem energia 24 horas, onde não há comprovação de que exista estabelecimentos que careçam de energia 24 horas. É o caso de condomínios da Zona Sul, como o Condomínio Mônaco e San Marino, que são condomínios fechados, onde mora a elite local. Nesses locais têm energia 24 horas. São lugares onde moram desembargadores, juízes”, critica.

A pedagoga Laura Ramos, que mora na periferia de Macapá, em um bairro chamado Marabaixo, diz que a energia dura – no máximo – três horas por dia. “A situação no Estado do Amapá continua caótica. Nada melhorou, nada voltou. Estamos agora vivendo o rodízio onde bairros nobres são beneficiados e as periferias estão à mercê de duas, três horas”, conta ela.

Ramos considera discrepante a forma que a população mais pobre está sendo tratada pelo governo em meio ao apagão.

“O povo da periferia, o que tinha de reserva em suas geladeiras não têm mais. Falta água potável, porque a nossa água também não é de qualidade. Pagamos um preço abusivo tanto de taxa de energia quanto de água e nós não temos uma água potável digna para a população amapaense”.

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) disse que há bairros que não foram citados “porque estão nos mesmos transformadores ou alimentadores que atendem regiões citadas no cronograma”.

Quanto aos bairros que têm energia 24h, a companhia afirma que “não são bairros em sua totalidade, mas trechos de alguns bairros que estão localizados em unidades que prestam serviço essencial”. Estão entre os serviços considerados essenciais unidades básicas de saúde (UBSs) e pronto-atendimento, serviços de tratamento da covid-19 no estado, atendimento bancário e empresas de telecomunicação.

“Algumas residências que se localizam nesse circuito dessas unidades que estão recebendo eventualmente esse serviço 24h. Não foi possível isolar só a rede do banco, do hospital porque exigia uma logística muito grande e a gente não tem tempo pra atuar nisso visto toda a gravidade da situação”.

Sobre os bairros que estão há cinco dias sem água e sem energia, a Companhia de Eletricidade do Amapá disse que “há regiões em que o fornecimento fica interrompido por problemas na rede em determinados trechos, intervenção sem autorização da companhia e demais ocorrências isoladas que não afetam os bairros em sua totalidade. Neste caso, não são falhas decorrentes do sistema de rodízio. A orientação é fazer a abertura de chamado via 116”. (Do Brasil de Fato)

Remo luta para regularizar Felipe Gedoz

Felipe Gedoz

O Remo tenta fechar até o final da tarde desta segunda-feira (9) a contratação do meia Felipe Gedoz, de 27 anos. O jogador estava no Nacional, do Uruguai, e a janela de transferências internacionais para o futebol brasileiro termina justamente hoje. A diretoria remista trabalha para acelerar a apresentação de documentos que permitam concretizar a regularização do atleta.

A comissão técnica do Remo avalizou a contratação, entendendo que Gedoz se encaixa no meio-campo e pode ser a chamada “cereja do bolo” para a disputa da reta final da fase de classificação e a etapa de grupos da Série C. O gaúcho é especialista em cobranças de faltas e é um bom lançador.

Para o Nacional, a negociação com o Remo se tornou atraente porque o meia estava sem espaço na equipe que disputa a Libertadores. Para o setor de criação, o técnico Paulo Bonamigo conta apenas com Eduardo Ramos e Carlos Alberto.

Gedoz ficou por quatro temporadas no Defensor Sporting, do Uruguai. Passou dois anos no Brugge, da Bélgica. No Brasil ficou conhecido como titular do Atlético-PR, em 2017, quando fez 30 jogos e oito gols. Ainda passou por Goiás (18 partidas e quatro gols) e Vitória (27 jogos e cinco gols) até se transferir para o Nacional, onde disputou cinco jogos sem marcar gols.

Depois de três goleadas vexatórias, Flamengo demite Domènec

Domènec Torrent foi demitido do Flamengo após goleada sofrida para o Atlético-MG -  GLEDSTON TAVARES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Domènec Torrent não é mais técnico do Flamengo. No cargo há pouco mais de três meses, o catalão não resistiu à goleada sofrida para Atlético-MG, no último domingo, no Mineirão, e foi demitido. O contrato entre as partes era válido até o fim do ano que vem Foram 24 jogos à frente da equipe rubro-negra, com 14 vitórias, quatro empates e seis derrotas.

Neste período, o time fez 42 gols e sofreu 36. O adeus acontece depois de grande pressão diante de duas goleadas consecutivas no Campeonato Brasileiro, 4 a 0 para o Galo e 4 a 1 para o São Paulo. Na Libertadores, ele levou de 5 a 0 do Independiente Del Valle.