Técnico ameniza rusgas do passado e afirma que “instituição PSC está acima das pessoas”

Quase 80% dos internautas reprovam a demissão de João Brigatti no Paysandu  | paysandu | ge

O Paissandu negocia o retorno do técnico João Brigatti. O treinador paulista de 56 anos disse pela manhã que conversa com a diretoria do clube, mas que as tratativas ainda não foram finalizadas. Ele comandou o PSC na reta final da Série B de 2018, quando não conseguiu evitar o rebaixamento, e teve o contrato renovado para 2019. No Campeonato Paraense, com exceção das vitórias contra São Francisco e diante do Remo, o Papão estava invicto quando ele foi demitido, de forma inesperada, pelo presidente Ricardo Gluck Paul, em março daquele ano.

Na época, Brigatti saiu atirando. Disse que a demissão havia partido do mandatário bicolor, que alegou não perceber evolução do time no início da temporada. Depois, Ricardo afirmou que o técnico queria falsificar um atestado médico para não ter a responsabilidade de tirar o zagueiro Micael do primeiro clássico do Parazão, vencido pelo Papão por 3 a 0.

Em resposta, o técnico chamou Ricardo de “pseudo presidente”. A respeito disso, ele diz agora que “a instituição Paissandu está acima de qualquer pessoa. Gosto demais de trabalhar em Belém e sempre serei muito grato ao clube”. (Com informações do GE)

Brigatti deve ser anunciado como novo técnico do Papão

Akira Onuma / O Liberal

O técnico João Brigatti deve ser anunciado ainda neste sábado como novo treinador do Paissandu. Os detalhes de contrato já foram finalizados e a negociação estaria concluída. A única situação pendente é a assinatura do contrato, fato que será viabilizado nas próximas horas. Brigatti será o terceiro treinador do ano no Papão. Antes dele, Hélio dos Anjos e Matheus Costa dirigiram a equipe na Série C. 

Brigatti esteve no Papão em 2018 e 2019. Foi desligado alegando interferência no trabalho por parte da diretoria. As polêmicas se somaram com acusações do atual presidente do Paissandu, Ricardo Gluck Paul, relacionada a uma suposta interferência do departamento médico na escalação do zagueiro Micael. O técnico saiu atirando, criticando o presidente e toda a diretoria.

Foi com Brigatti que o PSC foi rebaixado em 2018 para a Série C. No último jogo pela Série B daquele ano, contra o Atlético Goianiense na Curuzu, o Papão precisava vencer ou empatar e acabou goleado por 5 a 2.

No entanto, ao que parece, as arestas foram contornadas e o técnico está de volta para tentar evitar o rebaixamento do time. Ele foi demitido da Ponte Preta no dia 2 de outubro com 24 jogos e 11 vitórias pela Macaca. Saiu porque o time começou a cair de rendimento na Série B.

Treze tem desfalques para jogo com o Papão

O técnico Marcio Fernandes tem problemas para montar a equipe do Treze para o duelo deste sábado, 24, contra o Paysandu pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Nesta quinta-feira, 22, o zagueiro e capitão da equipe Breno Calixto entrou em acordo com a diretoria e deixou o clube para acertar com o Brasiliense, que disputa a Série D.

Márcio Fernandes terá três desfalques para jogo contra o Paysandu - Crédito: Ester Vasconcelos/Treze FC

O volante Vinícius Barba está fora da partida por conta do terceiro cartão amarelo. Reserva imediato dele, o volante Bruno Menezes também não poderá atuar porque foi expulso na derrota para o Santa Cruz.

Apesar disso, o treinador do Galo da Borborema vai contar com a dupla de Douglas no meio de campo. Recém-chegado ao clube, Douglas Packer, que saiu do Remo em setembro, virou titular absoluto. Já Douglas Lima vem sendo a principal válvula de escape da equipe nesta Série C.

A tendência é que Marcio escale o Treze com: Andrey; Gustavo, Ítalo, Nilson Junior e Gilmar; Robson (Claudio Murici), Maycon Lucas, Douglas Packer e Douglas Lima; Gilvan e Frontini. Treze e Paysandu jogam às 17h, no estádio Amigão, em Campina Grande.

REFORÇOS

O clube acertou as contratações dos atacantes Danillo Bala e Marcelo Junior para a sequência da competição. Aos 18 anos, Marcelo estava no Desportivo Brasil. Danillo Bala tem 27 anos e estava no Bahia de Feira. Antes do clube baiano, Danillo passou pelo Confiança, CRB e Remo, onde trabalhou com técnico Marcio Fernandes em 2019 e atuou em cinco jogos.

Os jogadores ainda não estreiam neste sábado. Eles aguardam o registro no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF e só devem entrar em campo na 13ª rodada contra o Ferroviário.

Wagner Moura e Greenpeace lançam animação que expõe destruição das matas para a produção de carne

O Greenpeace se uniu a Wagner Moura, estrela da série “Narcos”, sucesso da Netflix, para a sequência da sensação viral “Rang-tan”, produzido pela ONG. O novo filme denuncia o impacto devastador que a produção industrial de carne está tendo em florestas como a Amazônia.

Assista:

“Tem um monstro na minha cozinha” conta a história de um menino que aprende sobre o desmatamento que está devastando florestas como a Amazônia, casa da onça. Com o animal, o menino explora como a carne em nossas cozinhas está alimentando o desmatamento de florestas e como reduzir a carne nas prateleiras dos supermercados, nos cardápios de fast-food e em nossas próprias cozinhas pode ajudar a resolver isso. O vídeo foi feito pela agência de criação Mother e produzido pelo premiado estúdio Cartoon Saloon.

O vídeo está sendo apoiado pela Meat Free Monday, a campanha lançada por Paul, Mary e Stella McCartney que visa aumentar a conscientização sobre o impacto ambiental prejudicial da pecuária.

Desafio no caminho do Leão

POR GERSON NOGUEIRA

Da Região Serrana para o Brasil! Volante Lucas relembra carreira de títulos  em todo o país | Portal Multiplix

O compromisso tido como mais fácil para o Remo na competição é também o mais desafiador. Afinal, amanhã à noite, diante do lanterna Imperatriz, que ganhou apenas um ponto na Série C, o time azulino tem a obrigação de vencer – e vencer bem – para seguir avançando na luta pela classificação.

Além da necessidade natural de pontuar pela condição de mandante, o Remo tem uma dívida a resgatar consigo mesmo: foi o único time a perder ponto para a pior equipe de todo o torneio. Sob o comando de Mazola Junior, na terceira rodada, o Leão empatou em 0 a 0 com o Cavalo de Aço.

Os maranhenses têm hoje um número limitado de atletas, depois que grande parte do elenco bateu em retirada com o fim do acordo de terceirização que existia no clube. Sob o comando do recém-contratado Charles Guerreiro, o Imperatriz trouxe apenas 16 jogadores a Belém.

Já Paulo Bonamigo conta com o retorno de quatro jogadores que não puderam atuar em Fortaleza, no sábado passado. O volante Lucas Siqueira (foto), cuja ausência desequilibrou as coisas no meio-campo, volta ao time. Gilberto Alemão, Júlio Rusch e Gustavo Ermel também podem jogar.

Além do quarteto, o técnico azulino ganhou reforço para o setor ofensivo. Salatiel, centroavante emprestado pelo Náutico, está inscrito e pode aparecer na escalação. Seu aproveitamento poderá ajudar a resolver o antigo problema da falta de agressividade no centro do ataque.

A presença de Salatiel abre a possibilidade de um rearranjo no setor de meio-campo, com o deslocamento de Eduardo Ramos para o papel original de articulador. Desde a era Mazola Junior, Ramos joga como falso centroavante porque o time não tinha outro para ocupar a função.

Para o confronto diante do Imperatriz, a tendência é que o Remo seja mais ofensivo do que nunca. Com Paulo Bonamigo, o time voltou a priorizar o ataque e conseguiu melhorar a produção de gols, marcando seis em três jogos. Com a necessidade de reforçar o saldo de gols, é previsível que o Leão parta sufocar o visitante desde o primeiro minuto.  

O aproveitamento das laterais, que foi praticamente nulo em Fortaleza, é outro ponto a ser observado amanhã. Ponto alto do time, as duplas Ricardo Luz-Hélio (direita) e Marlon-Wallace (esquerda), tão eficientes nos três primeiros jogos comandados por Bonamigo, não funcionaram ante a marcação imposta pelo Ferroviário.

Aliás, as dificuldades enfrentadas no último jogo serão objeto de atenção especial do time. O desajuste do meio-campo, atribuído à ausência de Lucas, terá que ser sanado, a fim de provar que as coisas voltaram ao normal. Um jogo que pode servir para estudos e experiências.  

Leandro resgata barrados e barra quem vinha mal

A presença de Leandro Niehues na direção da equipe para a importantíssima partida contra o Treze, amanhã, em João Pessoa, pode significar mudanças no esquema de jogo e na escalação do PSC. Para começo de conversa, por opção técnica, quatro jogadores foram cortados da delegação: Carlão, Serginho, Alex Maranhão e Erik Bessa. O quinto ausente é Vítor Feijão, que testou positivo para a covid-19.

Enquanto uns saem, outros ganham chance. Mateus Anderson, que não tinha sido mais lembrado, volta a ser relacionado. Outro nome confirmado é o do volante Uchôa, desfalque nas últimas rodadas por conta da covid.

No gol, Paulo Ricardo parece ter conquistado a titularidade após a segura atuação contra o Vila Nova. Alan Calbergue também é cotado para retomar a titularidade, perdida desde que Matheus Costa assumiu o time. Com Leandro, pelo visto, a lei da meritocracia vai funcionar.

Dupla Re-Pa fecha nova parceria com o Governo

O acordo terá duração de dois anos. A dupla Re-Pa receberá R$ 1,5 milhão, cada, pela cessão dos nomes de seus estádios, Baenão e Curuzu, ao Banpará. A partir de agora, as duas praças esportivas passam a se chamar “Estádio Banpará Baenão” e “Estádio Banpará Curuzu”.

Ontem à tarde, ao lado dos presidentes Fábio Bentes e Ricardo Gluck Paul, o governador Helder Barbalho anunciou a assinatura do contrato de parceria, reforçando a motivação do investimento. “Queremos que Remo e PSC possam elevar o nome do nosso Estado e fortalecer o esporte paraense para todo o Brasil”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

O governo Helder Barbalho já é, disparadamente, o que mais contribuiu para o fortalecimento do futebol no Pará. Além de patrocinar o Parazão, forneceu auxílio para que os representantes do Estado nos certames nacionais pudessem enfrentar a crise financeira gerada pela pandemia.

O dinheiro do novo convênio permitirá ao Remo concluir a instalação dos refletores no Baenão. O PSC vai poder sanar as pendências salariais do elenco de futebol e investir nas obras do Centro de Treinamento.

Enfim, alguém dá o nome certo aos carniceiros do Atlético

Thomas Müller, do Bayern de Munique, deu finalmente a classificação que o time do Atlético de Madri merece há muito tempo. Ao reclamar com o árbitro por ter ganho um cartão amarelo, o atacante disse: “O que está acontecendo aqui? Jogamos contra os maiores ‘hooligans’ do futebol mundial e eu que levo amarelo por isso?!”.

O episódio ocorreu durante o jogo entre os dois times, pela Liga dos Campeões da Europa. O resultado, para variar, foi outro chocolate alemão: 4 a 0. Por volta dos 20 minutos do 1° tempo, depois de levar várias sarrafadas, Müller tomou o cartão por uma entrada forte em Trippier.

Sem o ruído da torcida, a TV captou a reação do atacante. Permitiu assim que o desabafo do alemão chegasse a conhecimento público, até porque quase ninguém comenta a truculência do Atlético, um dos times mais violentos do mundo. Retrato fiel de seu técnico Diego Simeone, um rematado carniceiro nos tempos de jogador. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 23)

Matheus Costa cita “ambiente conturbado” e problemas financeiros no Papão

O técnico Matheus Costa foi apresentado na manhã desta quinta-feira, 22, como novo técnico do Operário de Ponta Grossa (PR), equipe que disputa a Série B do Brasileirão. Ex-comandante do Paissandu, ele não fugiu das perguntas sobre a breve passagem pela Curuzu, onde disputou apenas quatro jogos, com dois empates e duas derrotas. Matheus Costa disse que o ambiente conturbado dentro do clube, incluindo a parte financeira, acabou refletindo dentro de campo. Segundo ele, a situação no clube é “muito mais complexa do que se imagina”.

Durante apresentação no novo clube, Matheus Costa revela situação no Paysandu: 'É muito mais complexo do que se imagina' - Crédito: Divulgação/Operário

“Essa minha passagem pelo PSC, de 25 dias aproximadamente, e com um ambiente muito conturbado, um ambiente político conturbado e financeiro com grandes dificuldades. Isso acabou refletindo nos resultados. Às vezes, as coisas independem também do treinador. É muito mais complexo do que se imagina e do que é passado para fora do clube. Eu procurei, obviamente, no período em que fiquei lá, ajudar de todas as formas. E talvez a forma menos importante naquele momento era o trabalho de campo. Tinham outras questões que envolveram situações em que o reflexo vai para o resultado”, disse Matheus.