Pesquisa mostra que 33% dos seguidores do Rei no Instagram têm menos de 18 anos

Em comemoração aos 80 anos do mais célebre Camisa 10 da Seleção Canarinho, a Decode traz dados que mostram que ele continua sendo Rei do Futebol

O craque Pelé completou 80 anos nesta sexta-feira e sua fama continua atravessando gerações de amantes do futebol por todo o mundo. O jogador entrou na onda das redes e seu Instagram conta com mais de 4,1 milhões de seguidores. No levantamento realizado pela Decode, empresa de client acquisition e dados, verificou-se que 90% do público da rede social do ex-jogador é masculino e 33% do total de seguidores são adolescentes menores de 18 anos.

Dentro desse público jovem, 39% são garotos que jogam futebol amador. Além disso, confirmando seu status de ídolo mundial do esporte bretão, atualmente 48% do público do Instagram de Pelé são usuários de outras nacionalidades.

Como era de se esperar na semana do seu 80º aniversário, o buzz em torno de Pelé aumentou. Nas buscas, entre os termos que registraram crescimento significativo: 80 anos de Pelé (200%), Pelé filme (200%), aniversário Pelé (110%), Pelé santos (80%). No Twitter, o aniversário do craque já alcançou 108,8 milhões de internautas. 63% dos tweets foram elogiando o rei do futebol e desejando parabéns pelos 80 anos, enquanto 34% foram de veículos divulgando matérias sobre a sua história e os 3% restantes indicam que não são fãs de Pelé.

Para Lucas Fontelles, Head de Consumer Insights da Decode, “apesar de ser um ídolo brasileiro de meados do século passado, o comportamento do público no digital mostra que Pelé continua encantando as novas gerações e não só em seu país, o que reitera seu posto de figura do esporte mundial”.

A cada semana, a Decode prepara infográficos com levantamento de dados sobre temas quentes do momento no Brasil e no mundo, como é o caso de uma data tão importante para um ícone do Esporte. É com este mindset assertivo e criativo que a empresa elabora soluções de negócios com foco data-driven e maximização de receita. Por meio de sua área Consumer Insights, desenvolve produtos e serviços para compreender fenômenos sociais e o comportamento do consumidor.

O maior de todos os tempos

Bryn Lennon/Getty Images

Lewis Hamilton virou tudo o que um piloto de Fórmula 1 “deveria ser” ao avesso. E também está redefinindo o livro de recordes da categoria. Em um mundo em que pautas de sustentabilidade ganham espaço em detrimento de corridas de carros, ele, um piloto de F1, consegue um lugar entre as personalidades mais influentes do mundo, segundo a lista da revista norte-americana Time. Se dos anos 70 para os 90, a categoria viu a transformação do culto ‘bon vivant‘, garanhão, que aceitava correr riscos mesmo que isso significasse morrer na pista, o inglês é o avesso de tudo isso. E acaba de se tornar o maior vencedor da história da categoria.

Aos 35 anos, Hamilton chega à vitória de número 92 na carreira e está muito perto de conquistar seu sétimo título mundial — igualando-se a Michael Schumacher — sem ter protagonizado grandes episódios que coloquem sua índole sob judice. É considerado duro, porém justo nas batalhas com os rivais na pista. Gosta da badalação dos famosos e do universo da moda e da música, mas nunca se envolveu em confusão por isso ou quis cultivar a imagem de garanhão entre as mulheres.

E, mais importante, o primeiro negro a disputar uma corrida de Fórmula 1 tornou-se o maior vencedor nos 70 anos de história da categoria ao mesmo tempo em que luta para fazer a diferença fora dela. Defendendo pautas de inclusão e diversidade, provocando uma discussão sobre racismo que o automobilismo provavelmente jamais teria se não fosse ele e desafiando quem acredita que um piloto de F1 não pode, também, ser um ambientalista, Hamilton usa seu dom nas pistas como plataforma para provocar mudança em uma intensidade que nenhum outro piloto na história fez antes dele.

“O que está claro para mim é que, embora seja legal ter todas essas vitórias, o mais importante é o que você faz fora do carro. Acho que é assim que o verdadeiro impacto pode ser feito. Em relação a ser lembrado, eu nunca tive essa vontade. Tomara que meus fãs se lembrem de mim como alguém que é um bom ser humano, que realmente se importa com o mundo e que fez o que fez com a melhor das intenções. Não é importante para mim ser lembrado como o melhor.”

Não foi um processo fácil a caminhada de Hamilton desde que era um “estranho no ninho” até se tornar um catalisador de mudanças no esporte, tanto abrindo a discussão sobre a falta de diversidade, quanto discutindo pautas ambientais. Quando o inglês estreou na categoria, aos 22 anos, em 2007, pela então sisuda e conservadora McLaren, até evitava tocar em temas raciais. Dizia que não queria ficar marcado apenas como o primeiro negro da categoria.

Foi necessário primeiro ir para a Mercedes a mudança de postura. A equipe lhe permitiu firmar contratos que cada vez mais lhe davam autonomia para tocar seus projetos extra-pista. A voz de Hamilton ia ganhando mais importância à medida que colecionava vitórias. Assim, ele passou a ser mais atuante, levantando bandeiras relacionadas à diversidade e ao ambientalismo, tema em que se aprofundou depois de se tornar vegano, em 2017.

Mas como um piloto de F1 pode ser ambientalista? “Pelo menos estou iniciando a discussão a respeito disso. Eu nunca tinha sido perguntado sobre o assunto em toda a minha carreira. Isso mudou agora, e é positivo. Eu respeito totalmente as pessoas que têm opiniões negativas porque eu sou piloto. Mas lembrem-se que, se eu não corresse e mencionasse essa questão, ninguém me ouviria. Faço o que eu faço porque amo, mas também porque acho que isso pode criar uma plataforma para eu gerar mudança.” (Transcrito do UOL)

Banco digital pede desculpas por fala preconceituosa de cofundadora

Nubank publicou hoje uma carta assinada pelos três cofundadores do banco virtual pedindo desculpas pela fala de Cristina Junqueira no programa Roda Viva, que foi considerada racista. “A diversidade foi sempre, sim, parte da nossa cultura. O equívoco foi achar que ter o valor por si só bastava. O erro foi achar que as coisas vão se resolvendo sozinhas”, diz o comunicado.

“Ficamos acomodados com o progresso que tivemos nos nossos primeiros anos de vida que se refletia em algumas estatísticas relativas à igualdade de gênero e LGBTQIA+, por exemplo, que, repetidas, mascaravam a necessidade urgente de posicionamento ativo também na pauta antirracista”, prossegue a carta.

Além disso, o banco se compromete a “avançar, dentro e fora de casa, com uma agenda de reparação histórica e de combate ao racismo estrutural”.

Para isso, eles anunciam que formaram parceria com o IDBR (Instituto Identidades do Brasil). “O objetivo é ampliar nosso entendimento sobre o tema, firmar nosso engajamento público e contínuo e acelerar a promoção da igualdade racial no Nubank”, explica o comunicado.

Entenda o caso

Durante sua participação no programa Roda Viva na última segunda-feira, Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank afirmou que o nível de exigência para se trabalhar no banco é alto e que não dá para “nivelar por baixo”, em referência a uma possível política afirmativa para candidatos negros. A fala repercutiu mal nas redes sociais e o banco foi acusado de racismo. Recentemente, empresas brasileiras como Magazine Luiza, anunciaram programas de trainee exclusivos para profissionais negros.

Leia o comunicado na íntegra

Há sete anos, quando fundamos o Nubank, nosso maior desejo era ter uma cultura com valores muito sólidos.

Entre nossos valores mais admirados está Construímos Times Fortes e Diversos. A diversidade foi sempre, sim, parte da nossa cultura.

O equívoco foi achar que ter o valor por si só bastava.

O erro foi achar que as coisas vão se resolvendo sozinhas, pela própria comunidade de Nubankers, organicamente, sem esforços contínuos e investimentos da liderança.

Ficamos acomodados com o progresso que tivemos nos nossos primeiros anos de vida que se refletia em algumas estatísticas relativas à igualdade de gênero e LGBTQIA+, por exemplo, que, repetidas, mascaravam a necessidade urgente de posicionamento ativo também na pauta antirracista.

Deixamos de nos questionar. Ignoramos o grande caminho que ainda tínhamos pela frente. Com isso, perdemos a humildade, que sempre foi a característica que nos ajudou a entender velhos problemas com novas soluções e uma mentalidade inovadora.

Erramos.

A diversidade étnico-racial é um desafio muito maior e mais complexo do que imaginávamos. Passamos os últimos dias em conversas com a comunidade negra de Nubankers, com ativistas negros de fora do Nubank e também com nossos clientes.

Nessas conversas, vimos o quanto precisamos avançar, dentro e fora de casa, com uma agenda de reparação histórica e de combate ao racismo estrutural. O Brasil tem excelentes profissionais negros em diferentes carreiras.

No Nubank, temos um enorme orgulho da nossa comunidade e pedimos desculpas aos Nubankers negros, ao movimento negro e aos grupos sub-representados por não termos feito mais.

O Nubank precisa ouvir para se transformar. Precisamos de muito mais ações concretas. Queremos aprender sobre raça para liderar nossos times nesta transformação.

Como fundadores, nos comprometemos a ouvir mais e a agir mais. Já tínhamos iniciativas focadas em recrutamento e inclusão, mas sabemos que é pouco.

Somos inconformados por natureza, questionamos tudo inclusive nós mesmos. Vamos usar essa característica para recomeçar uma jornada de inclusão racial.

Mas não temos e nem queremos soluções simplistas. Por isso, estamos desenhando uma agenda real com ações concretas e ambiciosas de transformação na área de diversidade racial, a qual dividiremos ainda em Novembro com os números do nosso compromisso.

Para criá-la, estamos trabalhando com nossos Nubankers, representantes da comunidade negra, especialistas em diversidade racial, consultores e ONGs.

Para já, acabamos de firmar uma parceria com o Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) como primeiro passo nessa jornada de aprendizado e transformação. O objetivo é ampliar nosso entendimento sobre o tema, firmar nosso engajamento público e contínuo e acelerar a promoção da igualdade racial no Nubank.

O ID_BR confere às empresas que estão neste caminho o Selo “Sim à Igualdade Racial” no nível “Compromisso”, e o Nubank já está incluso nesse processo. Existe uma agenda a ser realizada e o instituto irá nos acompanhar nessa jornada para darmos sequência no planejamento estratégico voltado à temática racial.

Decidimos também dobrar o tamanho do time interno dedicado a recrutar profissionais de grupos sub-representados em todas as posições e níveis da empresa e reforçar a busca por lideranças negras para nos ajudar nesse processo.

Temos certeza que esse trabalho trará benefícios para o Nubank e para a sociedade. Esperamos que bancos, fintechs e demais agentes do sistema financeiro entrem nesse movimento conosco para ajudar a mudar a realidade à nossa volta.

Nosso compromisso agora é desafiar de novo o status quo — desta vez, no campo da diversidade e inclusão racial no Brasil e na América Latina.

David Vélez, fundador e CEO do Nubank.
Cristina Junqueira, cofundadora.
Edward Wible, cofundador.

Valeu pelo primeiro tempo

POR GERSON NOGUEIRA

Remo x Imperatriz, Eduardo Ramos, gol Mangueirão

A goleada era previsível, mas havia dúvida se o time teria concentração diante de um adversário tecnicamente fragilizado (com apenas três jogadores no banco de reservas). A resposta foi altamente positiva: o Remo não só construiu as jogadas que conduziram à vitória, como se mostrou inspirado e intenso, principalmente no primeiro tempo.

O resultado mantém os azulinos em excelente situação no grupo A, com amplas possibilidades de classificação. Com 22 pontos, o Leão precisa somar mais seis, duas vitórias, para terminar entre os quatro primeiros colocados, mas há o objetivo de se classificar bem, nos dois primeiros lugares, o que permitirá um cruzamento melhor na próxima fase.

No sábado à noite, o jogo começou em ritmo forte, mas com predomínio dos setores de marcação, mas aos poucos o Remo foi quebrando as resistências defensivas do Imperatriz. Aos 6 minutos, Marlon foi à linha de fundo e cruzou rasteiro para a finalização de Tcharlles na pequena área.

O gol entusiasmou os azulinos, que seguiram pressionando, mas, aos 17’, o Cavalo de Aço quase chegou lá. Cesinha cobrou muito bem uma falta da entrada da área. A bola foi no ângulo direito, Vinícius espalmou e a bola caiu nos pés de um atacante maranhense. Atento, o goleiro conseguiu rebater de novo impedindo o gol.

Aos 26’, porém, o Remo voltou a explorar os lados. Wallace cruzou e a bola chegou a Eduardo Ramos, após corta-luz esperto de Hélio. Ramos pegou de jeito e mandou a bola no canto direito da meta maranhense.

O Remo continuou absoluto, explorando todos os setores e tendo liberdade para jogar com Ramos e Tcharlles. O Imperatriz povoava o meio, mas a ala esquerda azulina estava em noite inspirada. Marlon era o jogador mais acionado do time e criava sempre boas situações.

Tcharlles aproveitou um vacilo da zaga, aos 35’, para ampliar de cabeça. A goleada começava a se desenhar, mas o Imperatriz mostrava valentia e de vez em quando ameaçava. Aos 41’, Cesinha cobrou outra falta com muito perigo. A bola resvalou na barreira e bateu no travessão.

O 1º tempo estava no fim, mas Hélio ainda teve tempo de fazer o seu. Oportunista, apareceu na área e tocou rasteiro na saída do goleiro.

Para o 2º tempo, Paulo Bonamigo decidiu dar oportunidade a outros jogadores. A partida estava decidida e o cenário favorecia rodar o elenco. Assim, o estreante Salatiel entrou no lugar de Wallace e Carlos Alberto substituiu Hélio. O Imperatriz só queria evitar um vexame maior e parava as jogadas tentando conter o ímpeto ofensivo do Remo.  

Salatiel teve uma boa chance e finalizou com perigo, mas as mudanças tiraram parte da força exibida na etapa inicial. Bonamigo fez então novas mexidas colocando Julio Rusch e Ermel no lugar de Ramos e Charles.

Marlon, aos 22 minutos, cobrou falta e mandou no travessão. O Imperatriz se fechava, mas não deu para impedir o quinto gol azulino. Aos 23’, Ermel aproveitou passe perfeito de Marlon dentro da área, balançando as redes pela última vez. Dioguinho ainda substituiu Tcharlles, mas o jogo estava resolvido. Valeu principalmente pelo 1º tempo quase perfeito, com destaque para as atuações de Marlon, Tcharlles e Eduardo Ramos.

Papão decide jogo em 1 minuto e sai do sufoco

O placar se definiu logo a um minuto. Wellington Reis recebeu a bola pelo lado esquerdo da área, o goleiro se apavorou e saiu para tentar deter o cruzamento. Foi driblado e o chute do volante saiu rasteiro, passou por baixo de Andrei e entrou rente ao poste. O triunfo se desenhava bem mais cedo do que poderia supor até o torcedor mais apaixonado.

Jogador dos mais contestados, Reis acabou sendo responsável por uma vitória importantíssima do Papão na luta para escapar às últimas colocações do grupo A e voltar a acreditar na classificação. O time estava há quatro jogos sem vencer.

A partir daí, o Treze se empenhou em pressionar a defesa paraense e quase empatou logo aos 2 minutos, após cobrança de escanteio. Apesar do esforço, faltava jeito e habilidade ao time paraibano. Os chutes saíam forçados e de longe, para boas defesas do goleiro Paulo Ricardo.

O PSC se limitava a tocar a bola e esperar espaço para contra-atacar. A melhor chance foi no fim do primeiro tempo, com Nicolas, mas o goleiro defendeu com segurança.

No 2º tempo, o panorama não mudou. O Treze atacava e cruzava bolas na área, sem sucesso. Perdeu o volante Maycon, expulso logo aos 6 minutos, e as dificuldades aumentaram de tamanho.

Vinícius Leite quase ampliou aos 15’, mas PH levou o segundo amarelo e as forças se reequilibraram, mas o Treze não conseguia pressionar em nível ameaçador. Márcio Fernandes fez mudanças, colocou Frontini no ataque e a chance do empate veio justamente dos pés do centroavante, mas Paulo Ricardo fez grande intervenção.

O jogo terminou 1 a 0, consagrando a estrela de Leandro Niehues, comandante (interino) nas duas vitórias do Papão fora de casa.

Exterminador de recordes, Hamilton lidera o pódio definitivo

Ao longo de 70 anos de Fórmula 1, 880 pilotos tentaram a sorte nas pistas do mundo. Ontem, Lewis Carl Hamilton conseguiu superar a todos, aos 35 anos de idade e 262 GP’s disputados. Ele conseguiu atingir a quase inacreditável marca de 92 vitórias tornando-se o maior vencedor da história, um exterminador de recordes.

Negro, ativista, politizado. Gênio do esporte, não só das corridas. Ontem, no GP de Portugal, em Portimão, o mundo viu uma nova página da história do automobilismo ser escrita por um piloto que honra antecessores geniais, como o próprio Schumacher, Gilles Villeneuve, Niki Lauda e os brasileiros Emerson, Piquet e Senna. 

(Coluna publicada na edição do Bola desta segunda-feira, 26)