Torcida vai à Curuzu pressionar por melhores resultados

Torcida organizada foi autorizada a entrar na Curuzu para conversar com o elenco — Foto: Reprodução

Em situação difícil na classificação da Série C, ocupando a sétima posição (11 pontos), o Paissandu vive momentos de ansiedade em relação ao jogo de domingo contra o Vila Nova, no Mangueirão. A torcida tem criticado as últimas atuações do time. Na noite desta sexta-feira, após o último treino da equipe, um grupo de aproximadamente 40 torcedores teve acesso ao estádio da Curuzu para cobrar melhores resultados.

Não houve violência, a ação foi considerada pacífica. Os jogadores Micael e Nicolas ficaram à frente dos demais jogadores respondendo aos questionamentos dos torcedores, que se posicionaram na arquibancada. Segundo nota da assessoria de comunicação do Paissandu, a presença do grupo foi autorizada pela diretoria do clube.

Lateral chega à 100ª partida e faz declaração de amor ao Leão

Marlon

Contra o Ferroviário-CE, neste sábado, em Fortaleza, um jogador terá motivação a mais ao entrar em campo. O lateral-esquerdo Marlon completa 100 com a camisa azulina, tendo marcado 19 gols nesse período. Em entrevista, Marlon admitiu a alegria pela marca centenária e fez uma declaração de amor ao clube: “É uma felicidade muito grande. Eu que sou um cara apaixonado por esse clube e completar essa marca com essa camisa tão grande é algo muito especial e importante”, afirmou.

“Vamos trabalhar muito para que essa marca venha com o resultado positivo. Sabemos que vai ser um jogo muito difícil, mas vamos em busca desses três pontos”, disse Marlon.

Marlon é o sétimo atleta que mais atuou pelo Remo nos últimos 17 anos. Sua primeira passagem pelo Evandro Almeida foi em 2008. Foi emprestado ao Castanhal e retorno ao clube na temporada seguinte. Depois disso, defendeu várias equipes nacionais e também passou pelo PSC. Voltou ao Leão neste ano e assumiu a titularidade na ala esquerda.

Os perigos da terceirização

Comandado por acreana, Independente de Tucuruí, do Pará, vence o Atlético |  ContilNet - O Acre em um só lugar - Portal de Notícias do Acre

POR GERSON NOGUEIRA

A terceirização do futebol profissional já foi cantada e decantada, pelo menos no Pará, terra de gente meio apressada, como panaceia para quase todos os males. Dizia-se que podia ser a saída para a crônica pindaíba da dupla Re-Pa. O tempo passou e as experiências mais recentes indicam que terceirizar não é bom negócio.  

Os danos causados ao Independente Tucuruí confirmam o quanto é temerário delegar a gestão do futebol a terceiros. Com o time nas mãos de empresários, a campanha do Galo na Série D se revelou um desastre.

Em cinco rodadas, o Independente não conseguiu marcar pontos. Foi eliminado precocemente da disputa em meio ao constrangimento de derrotas dentro de casa para adversários não mais que medianos.

Nem mesmo a experiência e competência de Charles Guerreiro foram suficientes para garantir um desempenho digno à equipe. A única vitória conquistada até agora ocorreu anteontem, contra o Atlético-AC, já sem a participação de Charles, que pediu demissão.

Os desprazeres da terceirização não ficaram restritos à Série D. No Brasileiro da Série C, o Imperatriz-MA segue trajetória quase semelhante à do Galo Elétrico. Conquistou apenas um ponto em 10 rodadas (graças ao empate com o Remo de Mazola Junior).

Com duas trocas de técnico, o Cavalo de Aço esteve perto da vergonha suprema de perder por W. O. para o Jacuipense, por motivo sui generis: a falta de jogadores em quantidade mínima para entrar em campo. Tudo porque os empresários que terceirizaram o futebol do clube resolveram desfazer o acordo e retirar a maioria dos atletas.

Um acordo de última hora permitiu ao Imperatriz contar com 16 jogadores para a partida. Sofreu outra derrota, de virada, mas pelo menos não perdeu a dignidade. Não se sabe, porém, até quando o acerto irá perdurar. Permanece o risco de o clube desistir do campeonato.

Sistema que não vingou no futebol europeu, a terceirização deveria ser olhada com desconfiança no âmbito regional. Diretorias são eleitas para responder por seus atos e assumir o compromisso de gerir o futebol, sem cair na tentação de empurrar os problemas para terceiros.

Em meio a uma fase crítica, a diretoria da Tuna decidiu entregar o clube a empresários. Os resultados ruins serviram de lição e a experiência foi encurtada, antes de gerar maiores prejuízos.

Quem terceiriza está sempre a fim de lucrar com a negociação de atletas. Mas, no afã de obter faturamento fácil, a galinha dos ovos de ouro é abatida a tiros de negligência e pouco caso. Não há comprometimento.

Mais grave ainda é o efeito devastador do fim da terceirização. O empresário sai e arrasta seus atletas, deixando um cenário de terra arrasada, como quase aconteceu com o Imperatriz.

Nem a caótica terceirização do Figueirense na Série B 2019, com motim de jogadores e ameaça de abandono da competição, foi levada a sério pelos incautos deste ano. Já é tempo de aprender.

Um traço monumental estremece o futebol cearense

Bergson, aquele atacante que fez sucesso defendendo o PSC há algum tempo, é pivô de uma polêmica que promete acentuar ainda mais a rivalidade entre Ceará e Fortaleza. Insatisfeito com a reserva no Vozão, ele foi negociado com a Ponte Preta. Até aí, tudo normal.

Ocorre que o Fortaleza se movimentou rápido e armou com a Macaca para adquirir Bergson. O negócio foi fechado e o artilheiro foi anunciado pelo Tricolor, para assombro geral na terra de Iracema. É claro que logo teremos forra do Vozão, assim manda a lei.

Filho de Baião brilha em meio à crise no Galo Elétrico

Darley, atacante baionense, marcou três gols e deu passe para Joãozinho fazer o quarto na vitória do Independente sobre o Atlético-AC, na quarta-feira, em Tucuruí. Além da surpresa pelo primeiro triunfo do Galo Elétrico na Série C, despertou curiosidade o desempenho do jovem artilheiro.  

Em contato com a coluna, Eldon Meireles, amigo e empresário de Darley, destacou a atuação dele diante dos acreanos. Como todo o time do Independente, Darley precisava muito de um resultado positivo, após cinco rodadas frustrantes e a eliminação precoce do Brasileiro.

Eldon conta que Darley veio de Baião para tentar conseguir uma oportunidade no futebol profissional. Nascido na Vila de Calados, tem origens que o recomendam: é filho de Jorge Moreira, um ex-jogador do Brasília Futebol Clube e ativo militante de esquerda na região.

Através de bons contatos, Eldon conseguiu que Darley atuasse pelo Sport Belém no ano passado, depois de rápida passagem pelo Paraense. Ganhou chance no Independente, sob o comando de Charles Guerreiro, mas a má campanha na Série D atrapalhou os sonhos de obter visibilidade.

Apesar das dificuldades, o atacante de 24 anos manteve o espírito perseverante e deixou sua marca ajudando o Galo a conquistar seu primeiro triunfo no Brasileiro. Um orgulho para Calados e, obviamente, para Baião.

Baseado no exemplo de Darley, outro garoto baionense já começa a abrir caminho no futebol. É Popó, de 17 anos, nascido na vila do Açaizal, que acaba de fechar contrato com a Desportiva.

Sucesso a ambos. O baionense é sobretudo um resistente.

Covid pode desfalcar o Leão pela terceira semana seguida

Lucas Siqueira, Julio Rusch, Alemão e Ermel estão sob observação e suspeita de covid. São jogadores normalmente escalados pelo técnico Paulo Bonamigo, embora o único titular absoluto seja o volante Lucas. Os quatro casos vêm se juntar a problemas ocorridos nas semanas anteriores, que desfalcaram a zaga (Fredson) e o ataque (Eduardo Ramos e João Diogo), o que reforça a necessidade de manter um elenco de alto nível.  

(Coluna publicada na edição do Bola desta sexta-feira, 16)

Leão renova contrato de Wallace até 2021

Wallace e Fábio Bentes

O Remo anunciou ontem a renovação de contrato com o atacante Wallace até o final de 2021. Formado nas categorias de base do clube, o atleta de 19 anos está vivendo seu melhor momento com a camisa azulina. Marcou gols nos três últimos jogos – Manaus, PSC e Jacuipense.

“Para mim, é muito especial renovar com o Remo. É um time grande, de tradição e que está me dando a chance de mostrar o meu futebol. Fico feliz de estender meu vínculo e poder retribuir todo o apoio da torcida”, disse.

“A gente brinca aqui e fala no vestiário ‘Família Remo’, porque é isso que a gente é mesmo. Estamos bem unidos e muito felizes com o desempenho que apresentamos até aqui”, comentou Wallace.

O Leão volta a campo neste sábado (17), às 17h, para enfrentar o Ferroviário (CE), na Arena Castelão, em Fortaleza (CE). O jogo é válido pela 11ª rodada do grupo A da Série C.

Gravações mostram que Robinho participou de estupro

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Por Julinho Bittencourt, na Revista Fórum

Transcrições das interceptações telefônicas do caso do jogador Robinho, condenado em primeira instância a nove anos de prisão por estupro, divulgadas pelo Globo Esporte, apontam que a jovem estava totalmente embriagada. Além disso, o jogador admite que colocou o pênis na boca da vítima.

Para a Justiça italiana, o conteúdo das conversas deixa claro a participação de Robinho no estupro. O tribunal indicou que uma das conversas, entre ele e Ricardo Falco, o outro acusado brasileiro no crime, deixa claro que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima.

O caso ocorreu em uma boate de Milão chamada Sio Café, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. Além de Robinho e Falco, outros quatro brasileiros teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual.

Robinho e Falco foram condenados com base no artigo “609 bis” do código penal italiano, que fala da participação de duas ou mais pessoas reunidas para ato de violência sexual – forçando alguém a manter relações sexuais por sua condição de inferioridade “física ou psíquica.

Robinho negou a acusação durante interrogatório, em abril de 2014. Ele admitiu que manteve uma relação consensual de sexo oral com a vítima sem outros envolvidos. Já no caso de Ricardo Falco, a perícia realizada por determinação da Justiça identificou a presença de seu sêmen nas roupas da jovem.

Escutas no carro de Robinho autorizadas pela Justiça italiana que foram transcritas na sentença demonstram a ação do jogador e seus amigos. Em uma delas, Robinho indicou ao tribunal que os envolvidos tinham consciência da condição da vítima:

Falco: –Ela se lembra da situação. Ela sabe que todos transaram com ela.

Robinho: – O (NOME DE AMIGO 1) tenho certeza que gozou dentro dela.

Falco: – Não acredito. Naquele dia ela não conseguia fazer nada, nem mesmo ficar em pé, ela estava realmente fora de si.

Em outra interceptação, o músico Jairo Chagas, que tocou naquela noite na boate, avisa Robinho sobre a investigação. O jogador, segundo a transcrição, respondeu:

– Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu.

E ainda completou:

– Olha, os caras estão na merda… Ainda bem que existe Deus, porque eu nem toquei aquela garota. Vi (NOME DE AMIGO 2), e os outros foderam ela, eles vão ter problemas, não eu… Lembro que os caras que pegaram ela foram (NOME DE AMIGO 1) e (NOME DE AMIGO 2)…. Eram cinco em cima dela.

Em janeiro de 2014, o músico e o jogador voltaram a falar sobre o episódio:

Robinho: –A polícia não pode dizer nada, eu direi que estava com você e depois fui para casa.

Jairo: – Mas você também transou com a mulher?

Robinho: – Não, eu tentei. (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2), (NOME DE AMIGO 3)…

Jairo: – Eu te vi quando colocava o pênis dentro da boca dela.

Robinho: – Isso não significa transar.

Em outra conversa entre os amigos do jogador presentes na boate, um deles, identificado como “Amigo 4”, demonstra preocupação ao saber do início da investigação:

NOME DE AMIGO 4: – Irmão, tive dor de barriga de nervoso, eu me preocupo por você, amigo.

A resposta de Robinho, segundo a transcrição das gravações, foi:

– Telefonei a (NOME DE AMIGO 3), e ele me perguntou se alguém tinha gozado dentro da mulher e se ela engravidou. Eu disse que não sabia, porque me recordo que eu e você não transamos com ela porque o seu pênis não subia, era mole… O problema é que a moça disse que (NOME DE AMIGO 1), (NOME DE AMIGO 2) e (NOME DE AMIGO 3) a pegaram com força.

Segundo a sentença, numa das conversas monitoradas dentro do carro de Robinho, o jogador e Ricardo Falco combinaram as respostas que dariam à Justiça. Falco comentou que a “nossa salvação” era que não tinha na boate nenhuma câmera que flagrasse eles com a jovem.